Mais um…

Temos mais um Pluto de serviço. É o PSD, essa triste sucursal regionalista do Partido Popular de Rajoy. Tal como o PS, também finca os pés no “Espanha, Espanha, Espanha”. Como durante meses bem trombetearam muitos simpatizantes los social-demócratas – bem à espanhola -, este sr. Passos Coelho é mesmo muito fraquinho. Vindo da mesma chafarica, o sr. Barroso não lhe fica atrás, pois já deve estar esquecido dos imbróglios que ocorreram durante o seu simulacro de governo, quando as empresas portuguesas eram impedidas de entrar em Espanha*. Se a memória não nos falha, Barroso sempre foi muito cordato para com a insolência aznarista.

Que o governo de Zapatero seja um dos maiores proteccionistas dentro da UE e que estimule todo o tipo de medidas vexatórias às empresas estrangeiras que tenham interesses ou camiões TIR a circular pelas “autovias”, isso pouco importa ao presidente da Comissão. A plutocracia fala mais alto. E ainda quer ele suceder a Cavaco, outro cangalheiro da independência. Como se isto fosse pouca coisa, ontem veio Mário Soares pregar o missal do federalismo que mais não é, senão uma desesperada tentativa de manutenção de privilégios de uma casta que muito mal fez à “Europa”. Mais um Pluto de cauda a abanar.

*Não votei em Sócrates.

Os Méritos da PT Inovação na Telemedicina

PT é acrónimo muito associado ultimamente a suspeições de negócios duvidosos. Diga-se, porém, que a vida deste grupo empresarial não se confina a sarilhos e à busca de interesses em gabinetes da administração, e outros antros, em torno de poderes e benefícios inerentes à “golden share” do Estado.

Menos mediáticos, mas de interesse público autêntico, os desempenhos da parceria entre a PT Inovação SA e a Universidade de Aveiro, no desenvolvimento tecnológico de soluções de telemedicina ‘Medigraf’, merecem especial distinção.

O País foi informado da conclusão do projecto de telecomunicações LTE (Long Term Evolution) – 4.ª Geração, a utilizar em ambulâncias para comunicação síncrona (tempo real) ou assíncrona (“store and forward”) de imagens médicas. Tornou-se, assim, possível a transmissão remota de imagens de ecocardiogramas durante a viagem de uma ambulância, abreviando, deste modo, o tempo de diagnóstico e da acção terapêutica dos médicos da urgência hospitalar que acolhem o doente.

Tecnologia semelhante é há muito utilizada em comunicação à distância entre dois pontos fixos, o Hospital Pediátrico de Coimbra, Dr. Eduardo Castela, e uma unidade distrital, o Hospital da Cova da Beira, por exemplo.

A PT Inovação avança mais um passo no progresso da telemedicina em Portugal, progresso, aliás, desnecessariamente lento, devido à injustificada falta de um plano nacional do Ministério da Saúde para o sector.

Num País de encerramentos e limitações de actividade em unidades de saúde de zonas de baixa densidade populacional, por alegada falta de meios para garantir serviços médicos, é estranho que o Ministério da Saúde continue a ignorar a telemedicina como uma das soluções possíveis para ultrapassar barreiras de tempo e espaço, ou seja, de acessibilidade a cuidados médicos especializados, por parte de doentes isolados e carecidos desses cuidados.

Com esta abstrusa posição governativa – e não apenas do governo actual – mais justificado é o louvor prestado à PT Inovação SA e à Universidade da Aveiro.