Imaginem um mundo de suspeitas…

…e todas elas voam, voam, voam e nascidas no alto da montanha vão cair sempre no mesmo regaço. O que se poderá dizer disto? Com tantas variáveis, o vento que pode soprar numa ou noutra direcção com mais ou menos força, as suspeitas que não têm o mesmo tamanho e não têm o mesmo peso, as origens que podem ser diversas, como explicar, que numa hipótese destas a suspeita caia no regaço do mesmo ou no colo de alguem muito próximo?

 

Em termos de probabilidades temo que não haja nenhuma, ou no mínimo, é menor que a vacina da gripe A poder desencadear um mecanismo fatal e, mesmo assim, não se pode culpar a vacina, não só porque ninguem é obrigado a tomá-la mas tambem porque quem a vende está farto de dizer que todos os medicamentos têm efeitos secundários.

 

Então o que verdadeiramente interessa é saber porque raio as suspeitas atingem sempre o mesmo alvo? Põem-se a jeito? Ocupam muitos espaços e muitos interesses? Utilizam o poder que têm para fazer ajustes directos? E contratos onde o risco é todo do Estado? E aspiram a controlar a comunicação social? E controlam a banca? E mentem? E…

 

É que a hipótese, de uma pena, que sai de uma almofada que é esventrada no alto de uma montanha, ir cair no regaço dos mesmos, só se o regaço for muito grande, a dimensão do colo pode melhorar as probabilidades de a pena, sujeita a todas aquelas variáveis, ir cair no mesmo sitio.

 

Uma das técnicas militares é os soldados abrigarem-se nas covas feitas pelos morteiros, é quase certo que mais nenhum morteiro lá vai cair. E porquê? Porque é quase impossível  disparar outro morteiro nas mesmas condições!

 

Porque é que Sócrates, os amigos e os familiares fogem a estas regras tão simples? Esse é que é o problema!