Imaginem um mundo de suspeitas…

…e todas elas voam, voam, voam e nascidas no alto da montanha vão cair sempre no mesmo regaço. O que se poderá dizer disto? Com tantas variáveis, o vento que pode soprar numa ou noutra direcção com mais ou menos força, as suspeitas que não têm o mesmo tamanho e não têm o mesmo peso, as origens que podem ser diversas, como explicar, que numa hipótese destas a suspeita caia no regaço do mesmo ou no colo de alguem muito próximo?

 

Em termos de probabilidades temo que não haja nenhuma, ou no mínimo, é menor que a vacina da gripe A poder desencadear um mecanismo fatal e, mesmo assim, não se pode culpar a vacina, não só porque ninguem é obrigado a tomá-la mas tambem porque quem a vende está farto de dizer que todos os medicamentos têm efeitos secundários.

 

Então o que verdadeiramente interessa é saber porque raio as suspeitas atingem sempre o mesmo alvo? Põem-se a jeito? Ocupam muitos espaços e muitos interesses? Utilizam o poder que têm para fazer ajustes directos? E contratos onde o risco é todo do Estado? E aspiram a controlar a comunicação social? E controlam a banca? E mentem? E…

 

É que a hipótese, de uma pena, que sai de uma almofada que é esventrada no alto de uma montanha, ir cair no regaço dos mesmos, só se o regaço for muito grande, a dimensão do colo pode melhorar as probabilidades de a pena, sujeita a todas aquelas variáveis, ir cair no mesmo sitio.

 

Uma das técnicas militares é os soldados abrigarem-se nas covas feitas pelos morteiros, é quase certo que mais nenhum morteiro lá vai cair. E porquê? Porque é quase impossível  disparar outro morteiro nas mesmas condições!

 

Porque é que Sócrates, os amigos e os familiares fogem a estas regras tão simples? Esse é que é o problema!

 

 

É possível governar com este nível de suspeita?

Como se recorda sempre que é preciso, o PS está no poder desde 1996 com um hiato de 2 anos e meio. Tudo o que Portugal hoje é tem o selo do PS ! Para o bem e para o mal!

 

Somos novamente o país mais pobre da União Europeia, o que não acontece de um ano para o outro, é fruto de um processo contínuo de empobrecimento.

 

Hoje temos uma dívida externa colossal, um déficite orçamental que alcança este ano os 8% e no ano que vem deve subir para os 9%, um desemprego que anda nos 9% e vários déficites estrututais na economia . É dificil fazer pior!

 

Quando para enfrentar este cenário, o mais necessário é ter agentes geradores de confiança, o que se verifica é que nunca houve tanta suspeita em relação ao poder económico e político. Isto é o resultado do poder absoluto do PS!

 

Temos um Primeiro Ministro que está há vários anos sob suspeita, em vários processos que correm na Justiça. Temos  magistrados colocados em lugares chave com conhecidas e íntimas relações com o PS,  alguns com processos de inquérito, como é o caso de Lopes da Mota.

 

Temos, agora, vários gestores de empresas públicas nomeados com a confiança do PS, envolvidos numa gigantesca rede de corrupção e tráfico de influências, o que indica que há conexões com membros do poder político em exercício, caso do Ministério das Obras Públicas.

 

O governo prepara-se para fazer toda a pressão no lançamento dos megaprojectos, que a verificar-se, será na vigência de quem está sujeito a este enorme nível de suspeição. Uma enorme soma de dinheiro será aplicada e gerida por estes interesses instalados que estão sob investigação.

 

O que pensar disto? Com é isto possível, quando as funções chave de regulação e controlo têm o comportamento conhecido e foram nomeados por quem está sujeito a investigações policiais?