O Rio de Janeiro está a ferro e fogo por causa de uma guerra entre traficantes. O nível de violência é muito superior às guerras anteriores e habituais naquela cidade.
A guerra entre bandidos do Comando Vermelho e dos Amigos dos Amigos provocou já a morte de 12 pessoas e dez autocarros foram incendiados. A capacidade bélica já levou ao abate de um helicóptero, o que quer dizer que os gangs estão armados para uma guerrinha urbana e não, sòmente, para uma luta inter favelas.
O Presidente Lula, que recebeu há duas semanas a grande notícia que os Jogos Olímpicos foram atribuídos ao Rio, tenta remediar a má publicidade, anunciando que vai comprar helicópteros blindados por forma a não serem derrubados pela metralha dos gangs.
Como se previa e muitos lembraram, a guerra e a violência no Rio de Janeiro vai ser uma das maiores dores de cabeça das autoridades, para que em 2010 os Jogos se realizem em paz e
harmonia.
Muitos, aqui no Aventar, acharam pouco razoável que no meio dos festejos se trouxesse à discussão a violência que grassa há muito tempo na cidade e que é endógena. Não é um epifenómeno, que aparece e que pode ser controlado por representar a causa-efeito de um qualquer negócio de tráfico de droga que corre mal. Não, a violência no Rio, faz parte do modo de vida, da forma como as pessoas se movimentam, interagem e coabitam.
Ora, essa violência não termina porque se compram mais hlicópteros blindados, ou se colocam mais polícias na rua. Não acaba assim! Acaba com a erradicação das questões sociais que estão na sua base. A pobreza e a injusta repartição do rendimento.
O que não se consegue até 2010!






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