Não é propriamente novidade. Há muito era conhecida a falta de solidariedade de Merkel com os parceiros do euro, endividados. É mais um exercício do macabro nacionalismo alemão. Desta vez, de carácter económico-financeiro. No caso de Portugal e da Grécia, começou com a negociata de submarinos e outros equipamentos de guerra; agora é a fase de submissão ao capricho da rejeição alemã de duas medidas cruciais para as finanças do grupo de países em dificuldade:
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Recusar a emissão de obrigações de dívida pública pelo BCE, proposta pelo presidente do Eurogrupo, o luxemburguês Jean-Claude Juncker;
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Declinar o aumento do fundo de resgate para proteção do euro, ao contrário do aconselhado documentalmente pelo presidente do FMI, o francês Strauss-Khan.
Estes atos inflexíveis de Merkel e seu governo estão a compelir a queda de Portugal nas teias do FMI, entrando, desse modo, em prolongada recessão económica. Como, de resto, outros países impossibilitados de se furtar à nefasta intervenção daquela instituição – apenas o decrépito Medina, Mário Crespo e uns tantos companheiros de aventuras escatológicas creem no contrário. [Read more…]






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