O comentador MAT é objectivamente um bocado subjectivo

O argumentário do Governo para a crise que o atravessa tem sido distribuído na forma de comentador MAT, começando sempre por largar a prosa no blogue oficioso da corporação socrática, onde ganha logo direito a publicação, seguindo-se o percurso habitual das assessorias por outras caixas de comentários.

É fraquinha a capacidade argumentativa, que a causa não dá para mais, e desta vez agarra-se à subjectividade da coisa: as escutas, os pareceres, é tudo muito subjectivo, tópam? tão a ver?

Objectivo era Sócrates ter entrado pela TVI dentro e dado um murro nas fuças ao casal Moniz, essa é que era objectiva, percebem, mas não aconteceu, ou pelo menos não há provas.

Objectivo era o orçamento geral do estado contemplar a nacionalização de todos os grupos de comunicação social. Mas não contempla e se contemplasse era objectivamente chumbado.

E como não aconteceu nada disso, nada aconteceu, toda a gente objectivamente vê  isto, até nas sondagens do Rui Oliveira Costa que não são nada subjectivas salta à vista que o povo o ama,  só um conjunto de gente  é que anda subjectivamente a lançar o país no caos;  “desde o caso da licenciatura de Sócrates, há um conjunto de gente convencida que José Sócrates não tem carácter“, é verdade, conjunto esse de gente que em Setembro se juntou para votar contra Sócrates que por acaso só teve o apoio de um conjunto de gente um bocado mais pequeno, mas claro que isto é muito subjectivo porque não votaram todos na velha, e isso é que tinha sido uma derrota.

Como aventa o Luís Moreira em resposta a um comentário do mesmo género:

Então as escutas não existem? É uma hipótese…

Pois é. Uma hipótese um bocado subjectiva, mas porra, é o que se pode arranjar.