A ideologia do dinheiro

Quando chegava a casa do trabalho, ouvi Trump na rádio a dizer que se preparava para colocar um ponto final no acordo assinado entre Obama e Raúl Castro. Mais uma grande jogada do player do momento. Segundo Trump, não há acordos com países que não respeitam a democracia. Excepto se for com um país com muito dinheiro e petróleo. Nesses casos, esquece-se a democracia e não se fala mais nisso. [Read more…]

Maria, entre o despejo e a morte, escolheu a morte

Rita Silva

A 6 de Março Maria suicidou-se. Dia em que iria ser despejada por prestações em atraso ao banco, agentes de execução de uma ordem de despejo e militares da GNR encontraram-na em casa sem vida…

O que enfrentava Maria, será sempre difícil de saber, mas podemos, pelo menos, tentar avaliar algumas questões, duríssimas, que se colocam perante uma situação tão violenta como esta.

O sentimento de culpa de quem contraiu uma dívida e não a paga. Responsabilizada por ter contraído um crédito e parecer que é uma escolha sua comprar casa – apesar de toda a política ter direcionado, senão obrigado, as pessoas a fazê-lo, pois o arrendamento não era (nem é) alternativa. Ter assinado um contrato que atribui toda a responsabilidade a quem o assinou (e aos fiadores, muitas vezes familiares, com tudo o que isso implica). Não honrar o pagamento de um crédito é motivo de censura, mesmo que o que se ganha deixe de ser suficiente para pagar. Quem não pague as suas dívidas é culpado, assim prevê a sociedade disciplinadora da dívida, por onde tudo hoje passa. [Read more…]

Temos contas para ajustar, senhores banqueiros

big-fish

Caros banqueiros deste nosso Portugal, temo apresentar-me perante vossas excelências como portador de más notícias. Tudo indica que os senhores andaram a viver acima das vossas possibilidades, apesar do péssimo trabalho que vêm desenvolvendo, o que levou a que fôssemos forçados a disponibilizar-vos uma considerável fatia das nossas parcas economias, pelas quais pagamos juros altíssimos, sem falar em todos os cortes e aumentos de impostos que vieram por arrasto.

Vai daí, e depois de tantos anos a sustentar os vossos Bentleys, Rolexs e Zegnas, as vossas “férias” nas Bahamas e no Panamá, as vossas viagens de “negócios” para o Luxemburgo e para a Suíça e os casamentos de luxo das vossas filhas, chegou a hora de fazermos contas e de pagarem o que nos devem. Como somos gente de bem, pacífica e sensata, seremos magnânimos e garantiremos, a todos vós, um salário mínimo e uma habitação social numa localização à vossa escolha. Se milhares de portugueses conseguem sobreviver, alguns com muito menos, vocês, habilidosos que são, também vão conseguir. Depois é uma questão de empreender e, num ápice, estão de volta à casa de férias na Comporta. O resto, pelo menos até que o vosso calote seja saldado, é nosso. E mesmo assim não deve chegar.

Tu sabes quem eles são, não sabes?

neo

É claro que vai haver uma nova crise, Pedro. E não, não se tratam de “vulnerabilidades financeiras e económicas na Europa e na zona Euro“. Não te faças de parvo que tu sabes, ou pelo menos devias saber, que tudo se resume a um conjunto de porcos que, de quando em vez, decidem chafurdar mais do que devem e muito mais do que precisam.

Depois é vê-los desfazer a economia, até ao osso, sem dó nem piedade, e com aquele brilhozinho sádico nos olhos. Não estás a ver? O Brick Top explica. Os porcos limpam tudo, é uma questão de tempo.

Tu sabes quem eles são, não sabes?

Imagem: High Society@Bright Side

Deram-nos cabo da saúde

ot

Truques à parte, que isto da engenharia informativa político-partidária é já um fenómeno descontrolado, quero focar-me na parte verdadeiramente preocupante desta peça do Expresso. Na sequência da onda de terrorismo financeiro que culminou com o crash de 2008, a que se seguiu o advento da austeridade fundamentalista e contraproducente, o número de portugueses sem recursos para pagar consultas médicas triplicou. Os dados são da Comissão Europeia e confirmam o agravamento da desigualdade, num país onde a mesma não parou de crescer durante os anos do fundamentalismo além-Troika, sendo que os mais afectados, como não poderia deixar de ser, foram e continuam a ser os mais pobres.  [Read more…]

Os novos lesados bancários do rectângulo

db

O Deutsche Bank, alemão que é, tem que ser, nem podia ser de outra maneira, magistralmente gerido. Se ultimamente tem dado problemas, tal encontra explicação nos focos de sovietização que se acendem um pouco por toda a Europa, e que, como se sabe, são nocivos para a saúde financeira de bancos responsáveis e plenos de valores éticos como o Deutsche, que ainda por cima é deutsche. Brincar aos especuladores não teve nada que ver com este assunto. É desígnio divino e não merece castigo. [Read more…]

Temos que perder a vergonha de seguir o exemplo islandês

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Nem só de luta por mais justiça social se faz a nossa necessidade de perder a vergonha. Há que perder também a vergonha de seguir o exemplo islandês. Sim, a Islândia. Esse estranho país que permite que se resgatem pessoas em vez de bancos e onde – pasmem-se – é possível prender banqueiros criminosos[Read more…]

Irlanda prende três banqueiros responsáveis pela crise de 2008

Notícia da Reuters. Para quando o mesmo em Portugal?

A política monetária do BCE

Logo European Central Bank

Logo do BCE – representa uma moeda de euro encravada numa valeta

O Banco Central Europeu anunciou no inicio de Março mais um conjunto de medidas de política monetária. Apesar do comunicado do banco não referir os motivos (o que se compreende, os cidadãos não são preocupação do BCE), a imprensa não tardou em anunciar as consequências destas decisões.

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Social-evangelismo, sempre!

via Der Terrorist.

Angola e Brasil: dois pesos, duas medidas

EDSLS

A crise política no Brasil prolongar-se-á durante semanas, vários meses talvez. Por motivos óbvios, a cobertura mediática e o ímpeto opinativo a que vimos assistindo no nosso país tenderá igualmente para se prolongar no tempo. Cá como lá, existem aqueles que alinham no discurso do golpe de Estado fabricado, orquestrado pela direita brasileira e pelos saudosistas do regime militar, descontentes com os avanços sociais operados no Brasil nos últimos anos, ao passo que outros procuram argumentar que os casos que envolvem Lula da Silva e outros altos dignatários do PT são o espelho de uma esquerda corrupta que deve ser imediatamente apeada do poder. O debate é intenso, gerador de ódios e ninguém é poupado. Ou não fosse a corrupção transversal à política brasileira. [Read more…]

Irlanda a crescer 7.8% em 2015

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Dublin, Irlanda

Em 2015 calcula-se que economia irlandesa tenha crescido 7.8%, ultrapassando até mesmo a China. Isto é visto como um caso de sucesso de recuperação da crise de 2008-2009 [sic].

Mas será mesmo?
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BCE coloca taxa de juro a 0%

Após 8 anos de crise continua-se com as mesmas medidas. Neste momento o custo do dinheiro para os bancos é zero. Na realidade será menos que isso. Mas a economia continua sem crédito.

Austerity – The History of a Dangerous Idea

Austerity-Cover

Palestra sobre a crise mundial que nos assola desde fins de 2007. Apesar de ter sido gravada em 2013 é interessante verificar como os argumentos pró austeridade são desmontados por Mark Blyth e aferir até que ponto estão correctos (basta olhar para o estado do país para sabermos a resposta). Em inglês, legendado em inglês – para activar as legendas clique em CC.

Deutsche Bank insolvente? Esquema de Ponzi? Na Alemanha? Naaah!

Capture

Max Keiser, apresentador do Keiser Report, um programa do canal de TV RT, disse no último programa que a Deutsche Bank está tecnicamente falido, insolvente, apesar das garantias do ministro Wolfgang Schaeuble de que não estava nada preocupado com o maior banco do país. O apresentador disse inclusive que o banco estava a praticar um esquema de Ponzi, que agora acaba de ruir.

Mais informação aqui.

E Schaeuble afirma que Portugal é que está a perturbar os mercados financeiros? Os juros da dívida até caíram hoje, afastando o cenário “negro” lançado sobre Portugal por Schaeuble.

Como se dizia no Matrix:

Buckle your seatbelt Dorothy, ‘cause Kansas is going bye-bye!”

 

Sim miserável, a culpa é tua

Ganância

A culpa é tua porque não percebes a economia, não percebes os mercados, não percebes a importância das agências de rating e dos especuladores. Se percebesses, facilmente entenderias que este mundo precisa de milionários tanto quanto precisa que tu vivas a contar tostões. E daí se um grande banco provoca uma gigantesca crise mundial que leva milhões a perder as suas casas e a não saber como pagar as refeições do dia seguinte? Não és também tu livre de fundar um banco e enganar uns quantos milhões para que nunca falte gasolina no teu helicóptero? Quem nos manda a nós ser estúpidos? Afinal de contas, nós temos esse direito: o direito de ser estúpidos, de nos deixarmos enganar. Não é bela, esta democracia? [Read more…]

“Sitting ducks”

Entristece-me e revolta-me o patético espectáculo, que a televisão diariamente nos oferece, de Paris polvilhada de soldados na sua pose de alvos passivos, peões de uma estratégia absurda de políticos com necessidade de mostrar testosterona e afirmar a sua virilidade.
Na verdade, não é preciso ser especialista para se perceber que quadricular uma cidade desta envergadura e ocupá-la com forças militares cria mais riscos que os que evita, não dissuade terrorista nenhum – antes o avisa – e, sobretudo, é usar desadequadamente tropas que estão longe de ser apropriadas para tarefas de segurança e ordem pública, objectivos muito mais adequados às várias modalidades de policias, elas sim, preparadas para o efeito. Só no caso de uma operação especificamente militar deveriam ser as forças armadas activadas. [Read more…]

A Europa frente ao espelho

“Algum de nós poderá perder a vida. Não importa.” O repórter Vicent Montagud conta a passagem de um grupo de refugiados pela Eslovénia, no seu blogue (em espanhol) “Hotel Palestina”.

Peter Boone, o terrorista ultraliberal que pôs a economia portuguesa de joelhos

Boone

É hoje notícia que Peter Boone, economista, terrorista financeiro e colunista no blogue Economix do New York Times, foi constituído arguido pelo Ministério Público português por manipulação de mercado, uma acusação que remonta a 2010 e a uma série de artigos que foi escrevendo anunciando a catástrofe das finanças lusas. Enganou-se no diagnóstico? Nada disso! Até ajudou a acelerar a sua concretização. Até porque, nisto dos mercados, pouco interessa a saúde das economias e das instituições, que o digam os EUA e o Lehman Brothers. Interessa, isso sim, a voracidade da escumalha liberal que coloca países inteiros de joelhos para satisfazer a sua ambição extremista de lucros sem olhar a meios, que não se obtêm pela via da produtividade mas pela especulação terrorista. E o jihadista Peter Boone lucrou, e bem, com a nossa desgraça: um fundo de risco do qual era administrador – Salute Capital Management – lucrou cerca de 820 mil euros com a desvalorização das Obrigações do Tesouro Português numa única negociação de dívida pública. [Read more…]

Será

que o Montepio é o senhor que se segue? Foi a sensação que me ficou da entrevista de António Costa.

Será que alguém explicou a Pires de Lima o que se está a passar?

PdL

Parece que não. De outra forma não se percebem as mais recentes declarações do ainda ministro da Economia que não deve ter percebido onde a administração do grupo VW quis chegar quando afirmou que os investimentos que “não são absolutamente vitais serão cancelados”.

Portanto ou estamos hoje perante um novo caso de mentira e/ou incompetência, a que se junta agora um momento de irresponsabilidade ao melhor estilo cavaquista, ou o homem não sabe mesmo o que se está a passar. De outra forma não se compreendem declarações como esta:

Não temos nenhuma razão para duvidarmos ou estarmos ansiosos em relação a este investimento, tem sido sempre considerado pela Volkswagen como essencial ao desenvolvimento da sua actividade comercial.

Não se trata aqui daquilo que se considerou ou deixou de considerar. Trata-se da reavaliação a que todos os investimentos do grupo serão alvo numa mudança drástica de contexto. E “considerado essencial” não é bem a mesma coisa que “absolutamente vital”.

Tomara que o ministro esteja certo e que a mais recente catástrofe provocada pelo capitalismo sem freios passe ao lado da nossa Autoeuropa. Mas exige-se mais contenção e bom senso a Pires de Lima. A situação não está para brincadeiras ou discursos fáceis. Existem razões para estarmos preocupados e o tempo de enganar os portugueses terminou há uma semana.

Foto: Nuno Veiga@SIC Notícias

 

Pires de Lima e a crise na VW: incompetência ou mentira pré-eleitoral?

Pires de Lima

Decorria a campanha eleitoral e a ordem era para focar na propaganda e evitar, a todo o custo, falar de todas aquelas coisas que tanto trabalho deram – e a tanta referência a Sócrates obrigaram – para obliterar do debate público. A poucos dias da confirmação de Passos Coelho como novo José Sócrates da política portuguesa, rebentava o escândalo Volkswagem e o silêncio era absoluto, tal como a maioria que ansiavam apesar da proibição do termo.

Porém, no meio do silêncio ensurdecedor, houve quem, no seio do governo ainda que com poucas possibilidades de renovação de contracto, tenha proferido algumas palavras sobre o tema. Em declarações tímidas e evasivas ao Diário Económico, Pires de Lima afirmava que:

Não se deve assustar as pessoas que são proprietários de um veículo da marca VW e, acima de tudo, não devemos criar uma suspeita generalizada de existência destes casos em Portugal.

Pelas informações que a Autoeuropa nos deu é muito improvável que tenham sido produzidos automóveis com incorporação deste ‘chip’ fraudulento, que está na origem desta crise da VW a nível mundial.

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Crise na Volkswagen: a catástrofe capitalista que se segue e o silêncio pré-eleitoral do regime

German Chancellor Angela Merkel sits in a Volkswagen eco-up! auto during a visit to the Volkswagen exhibition at the International Motor Show (IAA) in Frankfurt September 15, 2011. REUTERS/Alex Domanski

Aproxima-se da Europa um furação de intensidade 5 que, aparentemente, não causa grande preocupação aos nossos governantes, que substituíram temporariamente as suas funções pelas de ilusionista, podendo, até Sexta-feira, ser encontrados em mercados e feiras, PME’s, associações e ruas da sua cidade, protegidos por um cordão jota de abanadores de bandeiras. Se os virem tenham cuidado. Alguns podem revelar-se perigosos.

O escândalo Volkswagen (VW), que já fez com que a gigante alemã perdesse mais de 24 mil milhões de euros em bolsa, é a mais recente catástrofe do capitalismo sem freios que clama pelo fim de todas as formas de regulação, o tal que os ultraliberais no governo querem impor ao nosso país. A Reuters, essa agência noticiosa marxista-leninista, citou Carsten Brzeski, um outro radical de esquerda que exerce a função de economista-chefe do banco holandês ING, e o aviso não poderia ser mais claro: a crise na VW representa um risco superior ao da crise da dívida grega para a economia alemã. [Read more…]

Crise mundial? Qual crise mundial?

Do ilusionismo ao stand-up, Pedro Passos Coelho é efectivamente um artista de variedades. Pena que o La Feria não o tenha levado…

Ai meu Deus que lá se vai o défice de 2014!

Crise na China atrapalha a venda do Novo Banco” [Expresso].

Depois da tempestade, a bolsa que mais valorizou foi… a grega!

market

Depois da tempestade chinesa, com o mais que óbvio dedo de António Costa no desastre, os mercados acordaram ontem mais optimistas e foi vê-los regressar à abundância que tão bem os caracteriza. Bastou o Banco Popular da China anunciar taxas de juro mais baixas para que uma onda de euforia tomasse conta das praças europeias. Por todo o lado, índices bolsistas dispararam como foguetes no S. João e até por cá o tão nosso – ainda que parcialmente holandês – PSI-20 terminou a sessão com ganhos na ordem dos 4,71%. Contudo, não deixa de ser curioso que o índice grego tenha sido aquele que maior crescimento registou, fechando o dia com uma valorização de 9,38%. Aposto que foi obra e graça da acção do governo português. Sai um cartaz de propaganda troglodita para mesa 10 se faz favor. Portugal à Frente, até na Grécia!

P.S. Os nossos patrões da Fosun e da Haitong perderam mais de 4 mil milhões de euros com a brincadeira. Quando chega a factura?

Acendamos todos uma vela

Os 10 mais ricos do mundo perderam €15,4 mil milhões num dia” [Expresso]

Compreendendo o terrorismo financeiro

Burns

O Citigroup conseguiu captar perto de três mil milhões de dólares (cerca de 2,7 mil milhões de euros) a 4 mil investidores alegando que os investimentos nos fundos ASTA/MAT e Falcon eram de baixo risco e não eram mais especulativos do que obrigações do Tesouro. Durante a crise financeira de 2008, os dois fundos colapsaram.

“Os fundos não eram substitutos de um investimento em títulos do Tesouro e investir neles apresentava um risco significativamente mais elevado”, referiu o regulador, acrescentando que o próprio Citigroup reconheceu esse risco em documentos internos, sem partilhar a informação com os investidores. [via Dinheiro Vivo]

Especulação financeira? Nada disso: a economia mundial colapsa por causa desses preguiçosos do sul da Europa que vivem acima das suas possibilidades, que compram frigoríficos e televisões e ainda ousam comer o ocasional bife. Valham-nos os grandes bancos, sempre prontos a desembolsar uns trocos para serenar os ânimos e continuarem firmes na sua missão de libertar os mercados.

 

Grécia, a região mais lucrativa do império alemão

German Greece

Vale a pena ler o artigo Sala de Pânico 2.0 de Viriato Soromenho-Marques, publicado hoje no DN. A crise é sempre lucrativa para alguns e a Alemanha está sempre incluída nos alguns. Mesmo nos alguns que deixam dívidas por pagar.

Entre 2010 e 2015 a Alemanha lucrou cem mil milhões de euros com a baixa de juros ligada diretamente à crise grega. Mesmo que Atenas declarasse agora bancarrota total, as perdas alemãs seriam inferiores em dez mil milhões aos ganhos já obtidos. Os investigadores do Leibniz Institut analisam também, com minúcia, o modo como as más notícias na Grécia têm sido um bom sinal para o custo da dívida alemã. Este é um estudo de grande qualidade. Que honra a ciência alemã, e a honestidade académica dos seus autores. Por quantos mais anos poderá sobreviver uma união monetária em que os mais fortes beneficiam da desgraça dos mais frágeis? Por quanto tempo sobreviverá uma Europa governada pela propaganda, e não pela coragem de estar à altura da realidade?

Foto@Wikimedia

A crise: abstracção de fronteiras semânticas turvas

“O PS é que trouxe a crise para Portugal” – o argumento desonesto que serve duas carapuças principais: a dos apoiantes da coligação PSD/CDS e a dos apoiantes da coligação PCP/PEV. A que se juntam algumas outras classes anti-PS, como por exemplo os que jamais perdoaram a Mário Soares e a Almeida Santos os improvisos da descolonização e os que não esqueceram quem lhes estragou a rave do PREC (que gerou uma partezinha da crise, já agora). E no entanto, basta ver quantos foram os Governos do PSD para perceber a verdadeira natureza da crise – a que também o PS não é alheio, nem o CDS, claro está. E era isto.