O comentador MAT é objectivamente um bocado subjectivo

O argumentário do Governo para a crise que o atravessa tem sido distribuído na forma de comentador MAT, começando sempre por largar a prosa no blogue oficioso da corporação socrática, onde ganha logo direito a publicação, seguindo-se o percurso habitual das assessorias por outras caixas de comentários.

É fraquinha a capacidade argumentativa, que a causa não dá para mais, e desta vez agarra-se à subjectividade da coisa: as escutas, os pareceres, é tudo muito subjectivo, tópam? tão a ver?

Objectivo era Sócrates ter entrado pela TVI dentro e dado um murro nas fuças ao casal Moniz, essa é que era objectiva, percebem, mas não aconteceu, ou pelo menos não há provas.

Objectivo era o orçamento geral do estado contemplar a nacionalização de todos os grupos de comunicação social. Mas não contempla e se contemplasse era objectivamente chumbado.

E como não aconteceu nada disso, nada aconteceu, toda a gente objectivamente vê  isto, até nas sondagens do Rui Oliveira Costa que não são nada subjectivas salta à vista que o povo o ama,  só um conjunto de gente  é que anda subjectivamente a lançar o país no caos;  “desde o caso da licenciatura de Sócrates, há um conjunto de gente convencida que José Sócrates não tem carácter“, é verdade, conjunto esse de gente que em Setembro se juntou para votar contra Sócrates que por acaso só teve o apoio de um conjunto de gente um bocado mais pequeno, mas claro que isto é muito subjectivo porque não votaram todos na velha, e isso é que tinha sido uma derrota.

Como aventa o Luís Moreira em resposta a um comentário do mesmo género:

Então as escutas não existem? É uma hipótese…

Pois é. Uma hipótese um bocado subjectiva, mas porra, é o que se pode arranjar.

Comments

  1. António Soares says:

    Andamos todos a ver o (Sol) aos quadradinhos e ainda ninguém foi preso,depois de tanta violação…

  2. Pedro Rocha says:

    E as escutas não existem? É uma hipótese.
    Por exemplo, o péssimo jornal Sol, tem a capacidade de distinguir o que é serviço público em Portugal e em Angola, onde o texto encomendado? apresenta diferenças significativas. Penso que cerca de duas páginas. Aliás, as duas páginas onde se transcrevem as ditas escutas e que segundo dizem, está envolvida uma parte accionista do próprio Sol.
    Claro está que os critérios editoriais são diferentes! Ainda vamos ver que existem mais do que doze escutas mas nunca em Angola!

  3. António Soares says:

    Com tanta aproximação a Angola,não tarda nada estamos com a mesma democracia!!!Por este andar só nos falta apanhar mais um pouco de Sol…

  4. Luis Moreira says:

    Pedro, tenho um amigo em Angola que vem para a semana vamos lá ver se as escutas não saíram em Angola. Agora quererem que se acredite que as vozes e os telefonemas não existem…o PGR e o PTSJ bem quizeram abafar a coisa…

  5. Pedro Rocha says:

    Sol a mais não é saudável para mais quando parte dele não é filtrado pelo ozono. Sabendo nós, que ainda há regiões onde a camada não está tão devassada, não deveríamos ser nós os primeiros a zelar por ela.
    Acontece que quando permitimos Sol a mais, o protector não faz efeito. Deixemos para a justiça o que é de justiça e façamos as nossas instituições cumprir.

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