Nativos da etnia Picunche, segundo uma gravura do século XVI.
A minha intenção, ao longo dos próximos dias, é explicar as relações de família de nativos de várias Repúblicas na América Latina. Por me parecer mais simples, começarei pelas analisadas por mim e pela minha equipa. Há tantas surpresas, à medida que vamos conhecendo a vida dos nativos!
A primeira com que me deparei, antigamente conhecida por mim, e depois esquecida ao longo dos anos, foi a do matrimónio poligâmico dos Picunche do Chile e da Argentina.
Os Picunche não têm memória da sua aparição na terra. Não liam nem escreviam e eram, durante a época colonial quando o Chile era um Reyno (palavra que não é gralha, mas a forma como era escrita), escravos dos espanhóis que se apoderaram das suas terras. Como não conheciam o cultivo da batata, do milho e o cuidado das ovelhas, agrilhoavam os nativos para não fugirem. Forma de terem sempre, ao pé de si, um livro aberto que não falava e trabalhava em silêncio desde a manhã cedo até a luz do dia acabar. Os que morriam, eram retirados da fileira de índios agrilhoados e lançados a uma fossa construída por baixo de uma capela no sítio de huenchulami. Horror que deu nascimento a outro hábito, de que falarei mais em frente. [Read more…]







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