Liberdade: o único sonho de um homem

 

(foto: crabbygolightly)

Penso nesse homem muitas vezes.

É norte-americano, esteve preso 35 anos, condenado a prisão perpétua por um crime que não cometeu. Que não cometeu.

Passou 35 anos a repetir que estava inocente. Quantas vezes 35? Histórias como esta acontecem, não são ficção. A Justiça não só é cega como também é surda. O tribunal não ouviu o homem uma única vez e, por isso, à custa de tanta repetição, a voz de Bain extinguiu-se. Tanto foi assim, que Bain recorreu a várias formas de chamar a atenção: na última vez que compareceu a tribunal usou uma t-shirt com a inscrição not guilty.

Não fossem os testes de ADN, James Bain iria passar também o Natal de 2009 longe da mãe, e acabaria por cumprir a insuportável pena que lhe calhou por um grande azar. Não é que tinha características idênticas às do verdadeiro culpado? Disse que “não está zangado e que a sua fé o ajudou”. [Read more…]