Flores de Hulk para Alycia

De vez em quando aparecem gajos capazes de uma banda desenhada num campo de futebol.

Falham.

Insistem com a solidariedade dos amigos. Solidariedade é uma palavra bonita, comuna e bonita.

– tenho de te deixar esta flor, Alycia, é a minha despedida, já não és.

Aliás 3.

Numa cerimónia privada, sem televisão, como devem ser as despedidas. Há mais clubes no mundo capazes e sabedores, que no relvado pisam pessoas, e o futebol são elas, no mundo, e não são muitos, o que é pena, as flores de Hulk para Alycia foram versos, não foram golos de jornada.

– adeus Alycia para ti 3 flores, só consegui 3.

FC Porto 4-2 Genk
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Versos do meu amigo Dr. Magalhães dos Santos

Saiu-me isto hoje na rifa…

 

À VARADA…

 

Na lista de colectivos

– e é bastante abonada… –

Vejo que muitos vadios

Constituem uma cambada.

Alcateia é de lobos,

Cavalgaduras manada.

De ladrões é uma pandilha,

De javalis é malhada.

Abutres, garotos: bando;

Câmara é de deputados,

(Úteis só de quando em quando…)

As moscas fazem mosquedo,

Se forem cães – matilha,

Se gafanhotos – são praga,

Se malfeitores são pandilha.

De macacos é capela,

Anjos, diabos – legião,

Um fato – se forem cabras,

(Não encontrei de cabrão).

Cambada podem ser alhos,

Uma récua é de burros,

Quer se ponham aos ornejos,

Quer os ouçamos aos zurros.

Nestes colectivos todos,

Há patifes e animais,

Destes, alguns são úteis,

Outros prejudiciais.

Esquecia-me da vara,

Que é de porcos coletivo,

Mas se for no masculino

Quer dizer esperto, vivo,

De olho pràs oportunidades

Que a política lhe oferece;

Que, com tantas qualidades,

Uns ricos tachos merece.

E recebe – felizmente! –

Os ordenados que tem!

Ele e outros figurões

Justificam-nos tão bem!

Com estas varas, alcateias,

Choldras, corjas e canalha,

Só te digo, Zé Povinho,

Haja um Bom Deus que nos valha!

 

Luís Barbosa de Almeida Pessoa

7 de novembro de 2009