Nada a acrescentar.

«Nas televisões Armando Vara é o “ex-ministro socialista”, que foi. Dias Loureiro é Dias Loureiro e, às vezes, o “empresário”. É o que há.» – José Simões

Advogado de Vara mostrou-se surpreendido


Também eu não estava à espera, especialmente quando comparado com as consequências de furtar champô e polvo.

Um enorme embaraço para PCP e Bloco

avjs

Não votei no PS mas votaria de boa vontade num projecto que envolvesse, em regime pré-eleitoral, uma aliança entre os três partidos que hoje concertam posições na Assembleia da República. Se é para estarmos sob chantagem da Europa, reféns do terrorismo financeiro, antes um governo que garanta alguma dignidade aos portugueses do que uma caranguejola de sabujos da precaridade, a salivar por mais empobrecimento e pelo desmantelamento do Estado Social.

Agrada-me particularmente que esta aliança não tenha descaracterizado os partidos que a constituem, em especial PCP e Bloco, que não deixaram de colocar o executivo de Costa contra a parede sempre que tal se exigiu, sendo o caso mais recente aquele que envolveu a tentativa de descida da TSU como moeda de troca para o aumento do salário mínimo. Ao contrário deste PSD, com a sua espinha dorsal de caracol, PCP e Bloco sempre foram contra tal possibilidade e, porque não são um CDS oportunista, assim se mantiveram. A medida foi chumbada, Costa apresentou um plano B e a questão parece agora resolvida. [Read more…]

Só inquietação

Personalidades como José Sócrates, Armando Vara, Duarte Lima, José Penedos, Dias Loureiro, Paulo Portas, Miguel Relvas, Marco António Costa ou Manuel Godinho ainda não foram indiciados nos Panamá Papers?

Armando Vara compra liberdade por 300 mil rob…euros

Vara

O que revolta mais nem é tanto a alteração da medida de coacção. Esse é um problema da nossa justiça, uma espécie de anedota nacional que permite que um pescador de 79 anos seja detido por causa de uma caixa de sardinhas enquanto outros, hábeis com peixes mais graúdos, continuem a passar entre os pingos da chuva. O que revolta mesmo é a possibilidade que um cidadão tem de comprar a sua liberdade. Armando Vara, implicado na Operação Marquês, no processo Face Oculta e indiciado por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, comprou hoje a sua pela módica quantia de 300 mil robalos euros.

Foto: Ana Baião@Expresso

Efectivamente: equação − ‘e’ = quação

Em Julho de 2013 e em Fevereiro de 2014, debrucei-me sobre a possibilidade de “ocorrências de *excessão em vez de exceção (sic)” e semelhantes aumentarem, devido à supressão da letra consonântica ‘p’ em ‘excepção’ e similares.

Anos antes, em estudo sobre a “função diacrítica da letra c, enquanto elemento do grafema complexo (dígrafo) ‹ac›” e acerca, por exemplo, de ‘coacção’ e ‘coação’, sublinhara indirectamente “a criação de homografias” e mencionara quer o “carácter polissémico”, quer a “ambiguidade fonética”. Sim, há cinco anos. Exactamente, “há muito, muito tempo“, “ambiguidade” e “fonética”: porque sobre a superfície agora nos concentramos.

Ao ligar o computador, antes da minha rotina de sábado de manhã, no melhor mercado de Bruxelas, reparei na *quação do Jornal 2 de ontem — os meus agradecimentos a José António Pimenta de França e a Catarina Portas.

Efectivamente, se ‘equação’ [ikwɐˈsɐ̃ũ̯] e ‘coação’ [kwɐˈsɐ̃ũ̯] — como coalescência e qualidade ou até, em determinados contextos, Cuadrado em vez de quadrado —, logo, a selecção da hipótese *quação para [kwɐˈsɐ̃ũ̯] é possível. Desde ontem, aliás, passou de possível a existente — mais concretamente, durante mais de um minuto na RTP2 .

Foi você que pediu um Porto Ferreira? Não? Foi você que pediu um estalo na cara? Também não? Foi você que aceitou um Acordo Ortográfico de 1990? Sim? Logo, foi você que tacitamente adoptou o “critério fonético (ou da pronúncia)”. Então, parabéns. Salvo prova em contrário (se houver, venha ela), esta *quação também é sua.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

quaçao1

Mais valia robalo

robalo
Afinal, há que reescrever o preço da caixa de robalos. Custa 5 anos cada. Estou chocado.

Com dedicatória a Armando Vara

I rest my case, serenamente

José Xavier Ezequiel

Armando_Vara

Alegadamente, hoje fez-se alguma justiça em Portugal. De uma penada foram oficialmente arrecadados alguns ‘cães grandes’, como diz o povo. A saber, por ordem de grandeza da pena de prisão efectiva, em 1ª instância:

— um ex-padrinho-do-ferro-velho-de-Aveiro-tipo-Camorra-Napolitana (por comparação como o queijo-Limiano-tipo-Flamengo);

— um ex-secretário de estado do bondoso engº Guterres (duas vezes), ex-ministro (outras duas), ex-banqueiro público-privado e, até ver, Grão-Cruz-da-Ordem-do-Infante, classe 2005;

— um ex-secretário de estado sempre sorridente;

— um filho anafado do ex-secretário de estado sempre sorridente;

— etc.

Permitam-me, apesar desta fabulosa novidade democrática, densificar o conceito — ALEGADAMENTE.
Até ver, só vejo xuxas. Sim, todos nós já sabíamos que os pedófilos e/ou corruptos são, por definição, do PS. Não é que a tralha guterrista e a tralha socrática não tenham, alegadamente, culpas no cartório. Contudo, seria a sua condenação pública mais credível se, entretanto, o caso BPN também produzisse penas de prisão. E nem sequer havia necessidade de serem efectivas. Bastava que suspensas até ao limbo do próximo governo xuxa, como tudo parece levar a crer que voltará a acontecer muito em breve.

Não é por nada, mas a laranjada BPN é cronologicamente menos hodierna que a arosada Face Oculta.

Dão-se alvíssaras. Morigeradamente, é claro (como diria o Mário-Henrique Leiria).

Octaphraudócrates

«… é objectivamente mais grave prejudicar o interesse público, em nome de interesses particulares adoptados por influência de amigalhaços do que prejudicar interesses particulares por influências particulares.» josé

Pois é, josé. Segue-se que, curiosamente, não se passa nada num País de merda.

O «polvo» Armando Vara na CGD: A carta dos funcionários do Banco

Pelos vistos, Armando Vara continua a ter muito poder dentro da Caixa Geral de Depósitos, mesmo que há uns anos tenha rumado a outras paragens.
Os funcionários estão incomodados com a situação e já puseram um documento a circular, que já é do conhecimento do Governo.
Vale a pena ler até que ponto Sócrates e o aparelho do PS fizeram da Caixa Geral de Depósitos um dos seus quintais.

Armando Vara, este cidadão foi muito moderado

Hoje à entrada do tribunal Armando Vara ouviu na cara aquilo que 99% dos portugueses pensam dele (e de outros Isaltinos e Limas da mesma laia).

No final ainda teve a lata de reclamar.

Cidadão Armando Vara: convença-se, você e os restantes que colocaram a política ao seu serviço, que não há presunção de inocência que abafe a vox populi. Pode sair ilibado do caso Face Oculta, mas essa é uma questão jurídica.

Nós, os que assistimos à vossa carreira miserável entre a política e os tachos, não abdicamos do nosso julgamento político: por isto, isto e aquilo. E disso já não pode lavar a cara, tal como o vai ouvir na cara até ao fim dos seus dias (e que sejam muitos, se possível sem problemas de audição).

Metam a unidade nacional no pacote

Depois de o primeiro-ministro grego ter sido proibido pelo casal Mercozy de referendar seja o que for, o que está a dar na Europa, dizem, é a unidade nacional.

Em nome da unidade nacional o PS não vai votar contra o Orçamento Geral para acabar com o Estado. Abstém-se, e com candura ainda negoceia um IVA ou dois. É um partido responsável, diz o Seguro, e bem vistas as coisas o orçamento é da troika e de quem negociou com a troika, não tivesse caído Sócrates e estaria a apresentar o mesmíssimo orçamento, chamando-lhe talvez PEC 7 ou 8.

A unidade nacional existe.  Armando Vara e Duarte Lima, fizeram carreira á sombra dela, Medina Carreira e João Duque mentem diariamente em nome dela, e os nossos ricos metem a massa nos offshores em solidariedade para com ela.

A unidade nacional ao que parece vai produzir um novo governo grego onde os corruptos dos partidos do alterne estarão representados sob a provável presidência de um banqueiro, quem melhor do que um banqueiro para dar credibilidade a um governo que tem de pagar o armamento tão generosamente vendido por alemães e franceses a troco de empréstimos ruinosos?

Um dia também por cá teremos um governo de unidade nacional. Esquecendo o detalhe de nem todos termos andado no mesmo gamanço, unirá aqueles que à sombra do estado enriqueceram mas se queixam do estado que ainda mantém propósitos tão irrealistas como o de assegurar saúde e educação para todos. Para primeiro-ministro espero que também se encontre um banqueiro à altura da responsabilidade: Oliveira Costa, pois claro, um garante de que se pode meter a unidade nacional no pacote geral de austeridade, que é como quem diz, trabalharás mais, ganharás muito menos, e não digas que vais daqui. Pela parte que me toca podem metê-la já no pacote, sim, nesse mesmo, no outro.

Tempo de minhocas e de filhos de meretriz

“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. Num tempo soturno, melancólico, deprimente. “Tempo de solidão e de incerteza / Tempo de medo e tempo de traição / Tempo de injustiça e de vileza / Tempo de negação”, diria Sophia de Mello Breyner. Tempo de minhocas e de filhos da puta, digo eu. Entendendo-se a expressão como uma metáfora grosseira utilizada no sentido de maldizer alguém ou alguma coisa, acepção veiculada pelo Dicionário da Academia e assente na jurisprudência emanada dos meritíssimos juízes desembargadores do Supremo Tribunal da Justiça. Um reino de filhos da puta é assim uma excelente metáfora de um país chamado Portugal. Que remunera vitaliciamente uma “sinistra matilha” de ex-políticos, quando tudo ou quase tudo à nossa volta se desagrega a caminho de uma miséria colectiva irreversível.

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O comentador Pinguim sobre a boa educação e o golpe

o comentador pinguim - não basta ser rico para ser educado

As notícias: a boa-educação e o golpe.

Há Moralidade? Então Comemos Todos!

SÓ O FEZ PORQUE PÔDE

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O sr Armando, entrou pelo CS dentro, passou à frente de toda a gente e exigiu um atestado médico. A drª médica, passou-o.
Ele, prepotente só o fez porque pôde, ela, submissa fê-lo porque quis.
Ele, prepotente, simboliza tudo o que de mal tem a nossa sociedade e o regime vigente, feitos de compadrios e de situações de favor, de falta de ética e de nenhum pudor, de arrogância e de mentiras, ela, submissa, também.
Porque se queixam, a directora do CS e a médica, então?
As queixas dos utentes, essas, eu entendo. Um gajo entra por ali dentro e faz o que eles gostariam de poder fazer? Está mal!
Ou comem todos ou há moralidade.
Agora a drª que fez o que bem entendeu, ou seja, que passou o atestado pedido pelo prepotente, queixa-se de quê? De ter feito um favor e depois se ter arrependido porque houve quem protestasse e não quer agora ficar mal vista?
Ora valha-me Deus!!!
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Salto à vara

Falta a opinião do visado, claro, que há-de dizer que esta denúncia integra fortes componentes políticas. Mas, assim, à primeira vista, a notícia do Público, citando a TVI, apresenta algumas falhas.

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A notícia diz que “Armando Vara (…) passou à frente dos utentes que aguardavam a sua vez (num centro de saúde) e exigiu a uma médica que lhe passasse um atestado médico, alegando estar com pressa e ter um avião para apanhar”.

Ficamos sem saber se Armando Vara ia ou não vestido com uma camisola do Esmoriz que alguém lhe ofereceu e se o motivo da pressa tinha a ver com algum almoço de robalos fresquinhos.

Quantos porcos tem uma vara?

vara_e_socratesArmando Vara tem um curriculum  marcado pela eficácia. Do ponto de vista académico, em 2004, sem licenciatura do curso antes frequentado na Universidade Nova de Lisboa, obteve um diploma de Gestão Pós-Empresarial do ISCTE. Posteriormente, a três dias  de ser nomeado Administrador da CGD, obteve a licenciatura da extinta Universidade Independente, a tal que examinava ao Domingo os alunos – José Sócrates é a cabeça de cartaz – com testes resolvidos e enviados por fax. Inglês Técnico, Física Quântica, o Electrão e o Positrão, e outras áreas científicas, integravam o programa de matérias complexas. Ao alcance, apenas, de  sábios, de que a governação da nação se vem valendo há anos.

O coitado do Vara – esqueçamos o infelizmente inesquecível José – vivia tranquilo. Uma vidinha simples e recatada de empregado de balcão da CGD em Vila Real e, azar dos azares,  desencaminharam o homem para funções partidárias e governamentais na capital. Uma espécie de “americano em Paris”, subitamente e a “Bem da Nação”, sem mais nem ontem está envolvido em trapalhadas da governação. Para cúmulo, oriundo de Vila Real, cidade premonitória da política à portuguesa.

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Escutas e mais Escutas

FACE OCULTA COM RABO DE FORA

Esta saga não acaba. Vara, Sócrates e companhia ainda nas bocas do mundo e em cópias guardadas em cofres, a sete chaves.

O pobre do ainda nosso Primeiro não sossega. Agora, e mais uma vez, veio a saber-se que existem mais cópias das escutas em que foi a apanhado. Pelos vistos andaram por aí a copiar, para memória futura as coisas que alguns querem que se não saiba, e, apesar das ordens mais ou menos rigorosas para que se destruam as provas de eventuais prevaricações do senhor Pinto de Sousa, sempre há alguém que se esquece de uma determinada cópia. [Read more…]

Esta saltou-nos das mãos:

José António Saraiva na Comissão de Ética

Pense-se o que se pensar sobre  José António Saraiva, director do SOL, não há como ignorar as suas declarações na Comissão de Ética sobre Armando Vara, o BCP, Pinto Monteiro e sobre o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

Mais escutas do «Sol» (II)

continuação daqui

TRANSCRIÇÃO DAS ESCUTAS REVELADAS NA EDIÇÃO DE 12 DE FEVEREIRO DO «SOL»

[Vê se podes] «dar um pontapé para cima em relação ao Paulo Fernandes, porque a CGD borregou um bocado. Está previsto uma compra da parte dele da informação pela empresa do Nuno Vasconcelos com conhecimento do amigo do Vara, ou melhor, por indução do amigo.» (Fernando Soares Carneiro, representante do Estado na PT, para Armando Vara).

– «Por indução de cima foi acordado que se tentaria comprar o Correio da Manhã ou mesmo a Cofina e que isso foi colocado na empresa [PT] como objectivo». (Fernando Soares Carneiro para Armando Vara)

– «Quem falou foi do gabinete do amigo de Vara lá de cima.» (Armando Vara para Fernando Soares Carneiro sobre se já tinham falado com um administrador da Caixa Geral de Depósitos)

– «Já começaram as negociações, a Caixa não está a ajudar e esse assunto foi comunicado a quem de direito e que queria alguma pressão a alguém de cima.» (Fernando Soares Carneiro para Armando Vara) [Read more…]

«Todos pela Liberdade» – Antevisão


Na quinta-feira vai ser assim

«O Zeinal já arranjou maneira de, não dizendo que não ao Sócrates, fazer a operação de forma que ele nunca aparece. Vão passar uns fundos para Londres.»

ALGUMAS DAS ESCUTAS DA «FACE OCULTA», REVELADAS PELO «SOL» NA ÚLTIMA EDIÇÃO

 

– «Esta operação era para tomar conta da TVI e limpar o gajo» (Armando Vara, aquando do primeiro falhanço do negócio de compra da PT)

– [Pede-lhe] «para marcar a reunião para a semana, conforme combinado» (Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT, em conversa com Paulo Penedos, pedindo para marcar reunião com Manuel Polanco, da PRISA).

– «Ela, Manuela Moura Guedes, vai ser anunciado já que vai sair – vai para o entertenimento. Ele deve ser muito bom porque os espanhóis querem fazer a transição com tranquilidade. O que ele não sabe é que já não estão a pedir a cabeça dele.» (Paulo Penedos para pessoa não identificada)

– O Zeinal já arranjou maneira de, não dizendo que não ao Sócrates, fazer a operação de forma que ele nunca aparece. (…) Vão passar uns fundos para Londres.» (Paulo Penedos para Américo Thomatti, quadro da PT e presidente executivo do Tagus Park)

«No dia 29 de Maio, Rui Pedro Soares diz que esteve «com o Júdice» [José Miguel Júdice], que pensou outra solução».

«Inventou-se uma solução de antologia: Compram activos em baixo, o que permite que a PT, directamente, possa comprar a internet e a produtora de novelas, e que outras entidades mais inócuas vão comprar 30% da televisão.» (Rui Pedro Soares com Paulo Penedos)

– «Vão comprar 30% por 90 milhões e era importante que o João Carlos [João Carlos Silva, ex-presidente da RTP nomeado por Vara] conseguisse, pelo menos, uma participação de 9 milhões. Em dinheiro seriam 3 milhões no máximo.» (Rui Pedro Spares para Paulo Penedos)

– «Vai haver alterações imprevisíveis na comunicação social, que vai deixar de ser controlada [daí a dois dias] por Moniz e Manuela.» (Paulo Penedos para um tal de Luis, 17 de Junho)

As escutas do «Sol» de que ninguém fala (I)

«O Zeinal já arranjou maneira de, não dizendo que não ao Sócrates, fazer a operação de forma que ele nunca aparece»

 

Há coisas que me irritam muito no jornalismo português e na sua falta de profissionalismo. Uma delas é quando os jornais desatam a transcrever uma qualquer notícia recebida via Lusa. E de repente, temos todos os jornais exactamente com a mesma notícia. Quer dizer: ninguém se deu ao trabalho de ler a notícia, investigar, acrescentar algo. Pegaram nela, copiaram e colaram.
Com as escutas que o «Sol» começou a publicar na sexta-feira, aconteceu o mesmo. Em todo o lado, apareceu o excerto que o semanário publica na capa: ««Das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias.»
E ninguém mais, pelo que vejo, se preocupou com as escutas propriamente ditas, meia dúzia delas que aparece em seis páginas de reportagem do jornal. Aqui vão algumas pérolas que dão uma pequena imagem de tudo o que vem por aí (e que, de certo modo, no editorial desta edição, António José Saraiva dá a entender, quando fala dos últimos dias de Sócrates):

– «Esta operação era para tomar conta da TVI e limpar o gajo» (Armando Vara, aquando do primeiro falhanço do negócio de compra da PT)

– [Pede-lhe] «para marcar a reunião para a semana, conforme combinado» (Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT, em conversa com Paulo Penedos, pedindo para marcar reunião com Manuel Polanco, da PRISA).

– «Ela, Manuela Moura Guedes, vai ser anunciado já que vai sair – vai para o entertenimento. Ele deve ser muito bom porque os espanhóis querem fazer a transição com tranquilidade. O que ele não sabe é que já não estão a pedir a cabeça dele.» (Paulo Penedos para pessoa não identificada)

– O Zeinal já arranjou maneira de, não dizendo que não ao Sócrates, fazer a operação de forma que ele nunca aparece. (…) Vão passar uns fundos para Londres.» (Paulo Penedos para Américo Thomatti, quadro da PT e presidente executivo do Tagus Park) [Read more…]

Paulo Penedos tarde piou

Pois, se Paulo Penedos não autorizasse a divulgação das escutas, o que é que ia acontecer? Nada, as escutas iam ser divulgadas na mesma. Semanalmente, no «Sol». Por isso, … tarde piou.

Óculos para OUVIR melhor

Ideais para escutas.

Escutas de Sócrates: O juiz será louco?

«Das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias.»
Leiam bem por favor. Leiam bem e respondam: um juiz que não está louco escreveria um despacho destes?:
«Das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias.»
Já leram? Se o juiz está louco, internem-no. Se não está, façam alguma coisa. E voltem a ler isto só mais uma vez:
«Das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias.»

O SOL …quando nasce é para todos:

A publicação de escutas está na moda:

Maria Monteiro: Impossível decifrar escutas

Concurso Aventar: faça a sua transcrição das escutas Vara / Sócrates

Corpo da mensagem:
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Obs da PJ: foi utilizada linguagem gestual (impossível transcrever escutas)