As bolachinas e o resto

Com a entrada em vigor so RGPD várias coisas mudaram nos sítios que costumamos visitar e uma delas é precisarmos de voltar a aceitar as cookies. Desmitificando, as bolachinhas (cookies) são ficheiros que os sítios que visitamos guardam no nosso computador por intermédio do browser. Estes ficheiros permitem saber quem é quem no momento de aceder ao servidor do sítio e, para muitas funcionalidades, são uma parte que garante o respectivo funcionamento. Dado que estes ficheiros são controlados pelo próprio sítio que estamos a visitar, este pode guardar lá o que bem entender, sendo comum guardar informação que vai para além do funcionamento mínimo do sítio. Esta informação pode, até, ser partilhada com outros sítios. Esta é a razão de, por exemplo, alguém pesquisar por discos rígidos num sítio e depois ver publicidade a estes equipamentos noutro sítio.

Voltando ao RGPD, o Público, tal como os restantes sítios, voltaram a mostrar o botão para nos pedir a autorização para guardar cookies. Propositadamente, não cliquei nele, para ver o que é que acontecia. Não tendo aceite as cookies, não é suposto o sítio as estar a guardar no meu computador. No entanto, como se observa pela imagem aqui junta, o Público diz que atingi o meu limite de artigos gratuitos. Acredito que sim. Mas para o Público saber isso teve que guardar uma cookie no meu computador, acto este que não tinha autorizado. O que, de resto, se comprova pelas ferramentas disponíveis no browser (exemplo para o Chrome: abrir o endereço chrome://settings/siteData?search=cookies no Chrome).

Não é uma situação grave. Mas não deixa de ser caricato constatar que o raio do botão para aceitar as cookies não serve para nada mais do que incomodar.

Comments


  1. Provavelmente, o melhor a fazer será enviar-lhes um email a referir o problema. Certamente terão encomendado as alterações no site (e pago por elas), e comeram gato por lebre (dado que à primeira vista parece fazer o que foi encomendado).
    Navalha de Hanlon…

  2. Pippa says:

    O aviso é no sentido de informar que estão a usar e não para pedir autorização; o aceitar ou não é uma formalidade, mas ao continuar a navegar já está aceite.

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