BE – Partido Photoshop

Depois da saga Robles, o que sobrou? o BE está pronto para ser governo (a prova dos nove foi conferência de imprensa do vereador, e a prova real a posição da Catarina Martins).
Costa agradece e o PC que se cuide.

Hipocrisia política e especulação imobiliária – conclusão

Afinal era tudo uma campanha orquestrada e demitiu-se. Em termos políticos Ricardo Robles pertence ao passado, o BE é afinal um partido igual aos outros. Só isto, nada mais está em causa…

Hipocrisia política e especulação imobiliária – II

Há pouco tempo surgiu numa rede social a foto de António Filipe, deputado do PCP, num hospital privado, agora são os negócios imobiliários de Ricardo Robles, o fenómeno não é um exclusivo português, Varoufakis na Grécia ou Pablo Iglésias em Espanha estiveram recentemente debaixo de fogo.
Obviamente que alguém de esquerda pode ter gostos e hábitos de vida caros, da mesma forma que é totalmente legítimo um político de direita utilizar serviços públicos, mesmo que os critique ou coloque em causa a sua natureza. Isso nem se discute, não podem nem devem ser discriminados os cidadãos por qualquer orientação política, a própria Constituição o proíbe inequivocamente.
O problema coloca-se ao nível político, quando surge a hipocrisia. Não é possível aceitar que Pablo Iglésias aponte o dedo a um adversário político por comprar uma habitação por 600 mil Euros e depois adquirir pelo mesmo valor um imóvel para si. No caso de Ricardo Robles não está, pelo menos para já, em causa qualquer ilegalidade, ao que se saiba. Mas não se pode apontar o dedo à especulação imobiliária e ser-se ao mesmo tempo um especulador. Mesmo que agora diga que decidiu colocar o prédio para arrendamento, a verdade é que o mesmo esteve à venda por mais de 5 milhões de Euros, quando o vereador eleito pelo B.E. gastou menos de 700 mil Euros entre compra e restauro. Se isto não é especular, então definam o que é especulação…
Volta e meia o pessoal de esquerda gosta de reclamar alguma superioridade moral, que não tem. Por vezes é tramado, são apanhados em contrapé, enredados na sua hipocrisia. Nada tenho contra o B.E. para lá das posições políticas, mas têm apontado o dedo ao turismo, à Lei Cristas que possibilitou a reabilitação destes prédios, que antes caiam aos poucos, em ruínas, porque ninguém os queria. Criticam os senhorios por fazerem contratos a termo, exactamente o que fez o vereador Robles com um contrato a termo de 8 anos, ou realizarem mais-valias como tentou, a diferença neste caso é que não apareceu comprador, mas a promoção do imóvel, inequivocamente afirmava que o “prédio era ideal para arrendamentos de curta duração”. Olha o que digo, não olhes o que faço, o velho ditado popular serve como uma luva neste caso.

Hipocrisia política e especulação imobiliária

Nos tempos que correm as indignações são cada vez mais selectivas. Gostaria de ler agora, muitos dos que criticaram e bem, casos envolvendo destacados militantes de outros partidos, quando a situação lhes bate à porta. A história é simples, Ricardo Robles, vereador eleito nas listas do B.E. nas últimas autárquicas, adquiriu um prédio degradado em Alfama à Segurança Social, por 347 mil Euros, financiado com crédito no Montepio Geral e Caixa Geral de Depósitos, e valorizado após restauro em 5,7 milhões de Euros, avaliação efectuada por uma imobiliária especializada na venda de imóveis de luxo, a quem o vereador terá solicitado os serviços, quando decidiu colocar o imóvel à venda.
Dou de barato que toda a operação possa ter sido legal, se não o for, certamente que o país tem autoridades e serviços competentes para averiguar, a mim interessa-me mais a questão política, porque Ricardo Robles se tem afirmado contra a especulação imobiliária nos centros históricos, mas ele próprio possui um investimento, repito que acredito que possa ser legítimo, que consegue multiplicar por 10 o valor investido. Não é para todos, aqui tenho que reconhecer que o político conseguiu realizar um excelente negócio, mas se isto não é especulação, então o que é especulação? Faz o que te digo, mas não faças o que faço. Curioso que muitos dos que ontem andavam incomodados com a hipocrisia de outros que foram passear de comboio, estejam agora calados…

Acefalia, condição sine qua non para apoiar Donald Trump

Donald Trump está a produzir milhões de dólares de merchandising na China, para a sua recandidatura em 2020, o que logo à partida é uma excelente forma de ajudar os trabalhadores americanos e de fazer aquele manicómio great again.

Acontece que os negócios chineses do empresário e candidato Trump correm agora sérios riscos, devido à guerra comercial contra a China, lançada pelo presidente Trump, motivo pelo qual será necessário acelerar o processo para que Trump não prejudique Trump. Porque a concorrência chinesa é desleal, mas Trump não abdica das suas pechinchas, apesar de se insurgir diariamente contra elas, quando na presença do seu rebanho de criaturas ignorantes e acéfalas.

Chegamos a um ponto em que só desprovido de cérebro é possível apoiar Donald Trump. Excepto no caso dos terroristas de Wall Street, da NRA, da indústria do armamento e do KKK. Ou de qualquer outro lobby que viva da violência, da discriminação e/ou da estupidez humana. Esses andam nas nuvens. Pena não ficarem lá.

Assunção Cristas disponível para viabilizar golpe de Estado

Fotografia: Lusa@Rádio Renascença

Assunção Cristas está de cabeça perdida. Primeiro, deixou-se entrevistar por esse perigoso esquerdalho que dá pelo nome de Daniel Oliveira. Depois, assumiu estar disponível para viabilizar um golpe de Estado, que foi uma das formas que a senhora e os seus correligionários do CDS-P(aulo)P(ortas) encontraram para convencer as suas ovelhas parolas de que o acordo de incidência parlamentar entre o PS, o BE e o PCP era ilegítimo. Mas vá, antes isso do que outra Caranguejola. Não me apetece ter que pagar outra demissão irrevogável, para ver a Assunção sacar um ministério ao Rio, muito menos vê-la como vice-primeira-ministra. Já me chega ter que sustentar os boys que a senhora tem plantados na Parque Expo.

E se em vez de guerra comercial, apostarmos no livre mercado?

Uma guerra comercial não cria riqueza, destrói valor. O caminho para a resolução das disputas comerciais entre EUA e UE não pode e seguramente não será resolvido, aumentando taxas que levarão inevitavelmente à resposta do outro lado, numa espiral que nada traz de bom aos consumidores de ambos os lados. A solução para a disputa passará pela redução das taxas, ou de preferência a sua total eliminação. Não existe comércio mais justo que o comércio livre…

AGRO é morte no Brasil

Reza uma lenda no Brasil que se você gritar Reforma Agrária, três vezes no espelho,  aparece um fazendeiros ou político ruralista para matar-te. A brincadeira é para falar algo sério: a morte das arvores, biomas,  bichos e ativistas que os defendem aumentaram assustadoramente após o golpe. 

O historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores pesquisadores da escravidão e reforma agrária no Brasil, defende que a abolição foi criada para suplantar a ideia de reforma agrária no país no século 18. “O debate sobre a repartição das terras nacionais havia sido proposto pelo abolicionista André Rebouças, engenheiro negro de grande prestígio. Sua ideia era criar um imposto sobre fazendas improdutivas e distribuir as terras para ex-escravos. O político Joaquim Nabuco, também abolicionista, apoiou a ideia. Já fazendeiros, republicanos e mesmo abolicionistas mais moderados ficaram em polvorosa”.

Aqui após o golpe articulado também por políticos ruralistas (que representam os interesses dos grandes proprietários de terra) o números dos desmatamentos e assassinatos de ambientalistas, justamente os que denunciam os crimes, dispararam. 

A divulgação de dados duvidosos por parte dos ministérios do governo Temer me faz dar mais créditos às organizações que monitoram a violência ao meio ambiente brasileiro. Há uma série de dados disponíveis. Apenas destaco estes:

  • menos de 1% de fazendeiros no Brasil possuem quase 50% do total de terras do país. (Oxfam Brasil)
  • O Brasil é onde mais ambientalistas são assassinados. Maioria dos casos na Amazônia justamente região que ainda abriga povos indígenas e espécies endêmicas. (Global Whitness)

  • A bancada ruralista no Brasil representa 40% dos políticos e já impuseram uma série de retrocessos ao meio ambiente (como liberar licenças para desmatamento na Amazônia e sucatear a fiscalização) além de enfraquecerem medidas que visam acabar com o trabalho escravo no campo. Chegamos ao cúmulo do presidente Temer tentar aprovar lei que permite mineração na floresta amazônica ou de candidatos apoiados pelos ruralistas defenderem a caça de animais já ameaçados de extinção. (Fontes: El País, Greenpeace, Agência Envolverde etc) 

(Não citei aqui a recente campanha para aprovar mais agrotóxicos na lavoura brasileira. Tema para outro post.)

É por esses e outros motivos que a bandeira Reforma Agrária é tão perseguida no Brasil e seus defensores criminalizados enquanto grandes fazendeiros se associam a políticos e mídias para promover o “Agrocrime” e a meritocracia de suas terras herdadas (griladas). 

Os professores também se abatem!

 

Hoje, pela primeira vez, dir-lhe-ei algo que nunca ouviu: é elementar, meu caro Watson! Estes cadáveres que caminham são professores portugueses, digo-lho eu! Se caminham, não são cadáveres? Watson, Watson, há mais mundos, é preciso ver mais longe. Estes seres vagamente humanos e aparentemente vivos não só estão mortos como foram assassinados! É certo que nenhum clínico passará a certidão de óbito e nenhum detective reconhecerá o homicídio, mas é como dizia o outro: há mais mundos. [Read more…]

Os politólogos estão estupefactos: O PS consegue governar mais à Direita do que o PSD

Podia dar o exemplo da Educação, em que uma imbatível Maria de Lurdes Rodrigues, no que diz respeito ao ataque à Escola Pública em geral e aos professores em particular, é perseguida nos seus feitos pelo actual titular da pasta.
Podia dar o exemplo da Saúde, cujo SNS está pior do que alguma vez esteve – cortesia do Partido que o fundou.
Podia dar ainda o exemplo da Energia – no meio de todas as vergonhas de Pinho e Sócrates, o actual Governo consegue transformar uma dívida da EDP ao Estado numa dívida do Estado à EDP.
Pois, não há dinheiro. Mas para os mesmos de sempre há sempre dinheiro.
Podia dar n exemplos, mas não é preciso. O fim da austeridade é uma treta e a merda é a mesma de sempre. Desde o início mas sobretudo desde que é presidente do Eurogrupo, o ministro dos bilhetes do Benfica mais não faz do que sacar aqui e ali, cativar tudo o que mexe, meter-se com quem tem menos e acobardar-se perante os poderosos. Um corrupto moral que não passa disso mesmo – de um corrupto moral.
Quanto à Esquerda, continuará até ao fim da Legislatura refém do PS. A engolir sapos perante um Governo mortinho por que o façam cair para depois poder governar em maioria absoluta. Perante um Governo que actualmente está mais próximo do PSD do que da Esquerda.
Alguma vez esteve mais longe?

Doutrinar como um asno engomado

[Santana Castilho*]

A directora-geral da DGEstE informou as escolas sobre o modo expedito de concluir o ano lectivo, atropelando a lei e sequestrando os professores. Fê-lo a 20 deste mês, a pedido de “elevado número” de directores incapazes de assumir responsabilidades e autonomia, retomando na prática o que já havia dito na famigerada nota informativa de 11 de Junho. Como a situação era complicada, a diligente funcionária puxou pela cabeça e chamou a polícia. Depois, doutrinou como um asno engomado, apenas com um ligeiro senão: é que os conselhos de turma não são órgãos administrativos e, portanto, a sua geringonça argumentativa pariu mesmo abaixo de zero. A nota informativa, versão dois, é papel molhado, cujo destino não é a obediência, mas tão-só o lixo.

Com efeito, o Despacho Normativo n.º 1-F/2016, já da lavra do actual secretário de Estado João Costa, na senda aliás da anterior Portaria n.º 243/2012, dispõe claramente assim (artigo 23.º): “o conselho de turma, para efeitos de avaliação dos alunos, é um órgão de natureza deliberativa, sendo constituído por todos os professores da turma e presidido pelo diretor da turma”; compete ao conselho de turma “apreciar a proposta de classificação apresentada por cada professor, tendo em conta as informações que a suportam e a situação global do aluno”; “as deliberações do conselho de turma devem resultar do consenso dos professores que o integram, tendo em consideração a referida situação global do aluno”; “quando se verificar a impossibilidade de obtenção de consenso, admite-se o recurso ao sistema de votação, em que todos os membros do conselho de turma votam nominalmente, não havendo lugar a abstenção e sendo registado em ata o resultado dessa votação”. (Os sublinhados são meus). [Read more…]

É já tempo

Segue mais um tema, desta vez “É já tempo”.

Sabes que cheira (ainda mais) a esturro

quando José Sócrates sai em defesa de Manuel Pinho. Birds of a feather…

Nada corre bem a Rui Rio

Rigorosamente nada.

A declínio do império americano

O filme a que roubei o título do post é uma comédia sobre a moral mas o vídeo que aqui trago tem no enredo a tragédia da queda de uma potência. Problema lá deles e, talvez, daqueles que são (eram?) os seus aliados.

O discurso de Trump, com palavras de tal rudeza, construído com a mesma visão maniqueísta plasmada nas suas declarações domésticas, vai progressivamente quebrando a áurea de parceiro que tem mantido os EUA numa posição dominante no mundo. [Read more…]

Vladimir Trump

O Japão aqui tão perto

Já está: A UE e o Japão assinaram anteontem o JEFTA, o acordo comercial UE/Japão, criando uma zona de comércio livre com mais de 600 milhões de habitantes

Mais uma vez, a voz da sociedade civil ficou de fora; entre os cidadãos, quem ouviu falar deste colosso que sujeita às leis do comércio livre quase todas as áreas da nossa vida???

Eis apenas uns exemplos dos problemazinhos do JEFTA:

a água é considerada uma mercadoria; o princípio europeu da precaução não é mencionado; preconiza uma cooperação regulatória que nos rouba soberania; submete os serviços públicos às leis do mercado (excepto aqueles que cada governo tiver expressamente listado como excepção), limitando severamente a capacidade de governos os criarem, expandirem e regularem e de reverterem liberalizações ou privatizações; restringe ainda mais a capacidade da UE e dos Estados-membros controlarem as importações de alimentos e rações provenientes do Japão, apesar de já existirem casos documentados de importação ilegal de ração geneticamente modificada do Japão… [Read more…]

Israel institucionaliza a segregação

algo que de resto não surpreende. Tratou-se de uma mera oficialização do carácter fascista e racista de um dos regimes mais violentos do planeta.

Então, mas vamos lá ver, o número dos 600 milhões foi inventado?

Governo marca reunião para apurar custo da recuperação do tempo de serviço docente
Encontro realiza-se a 25 de Julho com o objectivo de apurar os custos reais da recuperação do tempo de serviço prestado pelos professores durante o período de congelamento das carreiras.

A pergunta é retórica.

 

Axel Voss, o hipócrita

O eurodeputado acérrimo defensor da entretanto chumbada lei sobre direitos de autor, Axel Voss, usou ao longo dos últimos 2 anos fotos com direitos de autor para ilustrar os seus posts no Facebook e no Twitter.

Questionado diversas vezes por um jornalista do Buzzfeed (tradução automática pelo Google Translate) sobre se tinha comprado o direito de usar essas fotos, nunca deu uma resposta directa, antes se esquivando em respostas evasivas.

Numa dessas respostas, o seu gabinete informou que “até à data, não temos conhecimento de nenhuma violação de direitos de autor”. No entanto, as imagens em causa pertencem a bancos de dados de imagens, tais como Adobe Stock, iStockPhoto, etc., cada uma delas com preço de venda entre os 9 e os 29 euros. Usou também cartoons do New York Times, entre outros. Não é preciso ser-se um génio para se perceber que são imagens com direitos de autor.

Perante a insistência do jornalista para saber se Voss tem o recibo da compra, a resposta foi novamente vaga, dizendo que não disponibilizam recibos a terceiros, mas que removeriam imagens com direito de autor com base no procedimento de “notificação e remoção”. Acontece que este procedimento é aplicável a ISP (Internet Service Providers) e não a utilizadores individuais.

Face à ausência de uma resposta simples, sim ou não, torna-se claro que Voss utilizou as imagens em causa sem ter adquirido o direito de uso. E a suspeita torna-se mais forte quando, passados uns dias, os posts em causa formam removidos sem explicação alguma. Como quem tenta passar despercebido.

Claramente, Alex Voss, o hipócrita, que anda há anos a pretender que defende os direitos de autor, foi o principal impulsionador de uma lei que iria alterar profundamente a forma como usamos a Internet e, no entanto, não se dá ao trabalho de respeitar esses mesmos direitos de autor.

Já agora, para o próximo capítulo, Marinho e Pinto é detentor dos direitos de autor das imagens usadas no seu site? Como por exemplo desta, que é capa de um livro. E de todas as que têm o nome do ficheiro do género “Captura-de-ecrã-aaaa-mm-dd”, sendo “aaaa-mm-dd” uma data. A captura de ecrã deve ser uma forma nova para usar imagens com direitos de autor.

There was no collusion

Misoginia é censurável, mas misandria já pode ser?

As mulheres lutaram e ainda lutam, bem, por direitos iguais. Na igualdade de direitos e deveres, convém não esquecer, estão incluídos os de maternidade e paternidade. Sem prejuízo de resolver nos Tribunais eventuais casos de violência ou outros, quem se sentir lesado deve recorrer à Justiça, parece-me óbvio que o princípio de custódia partilhada entre pai e mãe deve prevalecer na maioria dos casos, em lugar da tradicional decisão de atribuir à mãe a guarda dos filhos, apenas porque sim, porque é hábito, porque a mulher tem mais jeito, é mais capaz…
Igualdade não é, nem pode ser, privilegiar um género é detrimento do outro. Totalmente favorável à petição que visa alcançar igualdade nos direitos parentais.

ANA e José Luís Arnaut: a arte da privatização e a gestão privada de excelência

Fotografia via Diário de Notícias

Dezembro de 2012. Em pleno Inverno Austero de Pedro Passos Coelho, o herói contemporâneo da direita que exilou a social-democracia numa gaveta, a agenda neoliberal em funções avançava, triunfante, e dava início a uma das maiores épocas de saldos de sempre, ou, nas palavras do próprio, ao processo de “alienar participações como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro“. E enquanto os portugueses enchiam o bucho de bacalhau e bolo-rei, já com os olhos postos na festança do final do ano, o ministro Marques Guedes anunciava a venda da ANA – Aeroportos de Portugal aos franceses da Vinci. [Read more…]

A choldra

O estado em que o país se encontra…

O roubo continua…

Podem vender Portugal como paraíso turístico, associar-lhe moda e até um certo glamour, promover os seus encantos e tradições, o país tem múltiplos encantos que farão a delícia dos turistas, mas aos nacionais está reservado um verdadeiro inferno.
Os rendimentos de quem trabalha são divididos com o Estado, que se comporta como proxeneta ficando com metade do rendimento alheio. Quando abastecemos combustíveis seja para trabalho ou lazer, aproximadamente dois terços do valor da factura são impostos. Em 2016 perante a baixa de receitas provocada pela baixa do preço do crude nos mercados, o governo resolveu criar uma sobretaxa adicional, para que o Estado não perdesse receitas. Em 2018 com a subida, faz tábua rasa da promessa, ficamos já a perceber o quanto vale a palavra destes aldrabões, quem quiser enfie a cabeça tipo avestruz ou siga em manada, mas a verdade é que não têm palavra. Mas pior, a muleta BE e sua líder Catarina que suporta a geringonça, após tanto berrar contra Centeno e sua política económica, na hora da verdade, meteu a viola no saco e cedeu à chantagem. Não pense o estimado leitor que dou o mínimo de crédito à oposição, porque não o merecem, se algo já me habituei foi que prometem quando estão de fora e assim que chegam ao poder arranjam mil desculpas para não cumprir, isto quando não aumentam impostos ao arrepio de tudo o que anteriormente prometeram. [Read more…]

João Semedo

joao_semedo[Alexandre Carneiro]

Morreu João Semedo, alguém que eu conhecia de alguns encontros, mas que me lembro 3 ocasiões muito distintas.
A primeira foi na IX Convenção BE, onde no meio do stress e do afamado nervosismo de uma convenção, existia uma alma sorridente e que dava hi5’s nos corredores. Eu pensava como é que alguém que devia ser o mais tenso, era o mais relaxado.
A segunda foi num debate onde ele contou a historia do telefonema que o José Seguro lhe fizera, a pedir para encontrar com ele. Onde nos partilhou que “quando nós telefonamos a pedir convergência ele não atendia, agora que queria parecer mais a esquerda e estava em eleições, mandei-lhe dar uma volta”. Ri-me, mas percebi como as alianças e/ou interesses funcionam na política.
A terceira foi na festa de encerramento da campanha para as legislativas de 2015. Quando falei com ele, apenas tive uma franzir da sobrancelha e um levantar de ombros. Descobri que a voz tinha lhe falhado.
Foi uma pessoa que eu conhecia superficialmente, mas por quem tenho uma admiração na forma como ele fazia política.
Tivemos sorte em o ter, e espero que o projeto dele e do António Arnault para o Serviço Nacional de Saúde, não seja esquecido.

Obrigado, João Semedo

O João Semedo era, para mim, um farol e uma inspiração. Um dos poucos que, nesse charco de mediocridade em que se transformou a política portuguesa, mantinha acesa a minha esperança de um futuro melhor. Lutou contra o fascismo, foi preso pelo fascismo, lutou pelo Estado Social e terminou os seus dias a lutar por mais e melhor SNS e pelo direito à escolha de morrer com dignidade. Lutou por quem precisava, apesar de não precisar. Sim, João Semedo não precisava da política. João Semedo era um excelente médico, com provas dadas, mas cedo abdicou do conforto do seu estatuto para se dedicar às suas causas e convicções. Foi um parlamentar de excelência, como poucos se podem orgulhar, e combateu com elevação, sem nunca perder a objectividade, sem nunca se vergar, sem nunca se render. [Read more…]

Da série só há dinheiro para o IP3

Lembrem-se quando forem votar

“Foi pirateado. Isso só demonstra que há necessidade de haver controlo na Internet” A. Marinho e Pinto.

O advogado parece não saber que há uma lei geral em vigor.

Neste caso concreto, deixou o caderno de notas aberto no jardim da cidade e houve que lá fosse deixar escrito quanto apreço nutre por este sujeito. É a vida.

Daí até extrapolar para a necessidade de “controlar” vai um grande passo. Podia ter referido que quem fez isto, que não foi a “Internet” nem a generalidade de quem a usa, agiu mal. Podia ter aproveitado até para apelar à elevação. Mas não. Sacou do tiquezinho de pequeno ditador, até como explicação lateral para o seu voto que nada teve a ver com isto, e decretou que é preciso controlar a Internet. A seguir, controlam-se os muros, os jornais e o melhor mesmo é fechar as tipografias, não se vá dar o caso de alguém se lembrar de imprimir panfletos.

“A Internet está ocupada por hordas de mujiques e enquadrados por legiões de técnofilos.” A. Marinho e Pinto

Eis a elevação do político, e bem informado, como se percebe.

“O que digo a essas pessoas é que as minhas convicções políticas nunca estiveram em leilão político, nem estarão seja qual for o número de votos que possa ter.” A. Marinho e Pinto

Duvido que este acto de gozo com a nabice do eurodeputado fosse alguma tentativa de o levar a vender o voto. Por outro lado, mais parece ter sido a expressão, mesmo que rude, daqueles que o político não quis ouvir. Sim, este foi um dos representantes dos portugueses junto do Parlamento Europeu que tomaram posição sem se dignar ouvir os seus representados. O próprio Marinho e Pinto o afirmou: não leu nem ia ler os argumentos daqueles que se opuseram à polémica lei entretanto chumbada.

Quanto ao tweet inicial do Viagra, o que há mais são boots a explorar vulnerabilidades como esta. Foi a falta de uso dessa conta por parte do seu dono e da subsequente mediatização do caso que lhe inundou o sítio. Mas se o ego ficar mais elevado por se achar vítima de perseguição, siga então.

Não é preciso leiloar o seu voto, senhor eurodeputado. Basta que se tivesse informado para votar de forma esclarecida.

Mas é bom que se fale de votos. Esta gente não surge do nada. Lembrem-se disto quando forem votar mas próximas europeias.

Deus nos proteja da violência da extrema-esquerda

 

Lembram-se daquela vez em que a PJ organizou uma megaoperação e deteve dezenas de motociclistas violentos de extrema-esquerda, acusados de associação criminosa, tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física e tráfico de droga?

Claro que não lembram, porque isso nunca aconteceu. Porque, neste país, a verdadeira esquerda só é violenta ou potencialmente perigosa nos folhetins de propaganda da direita dita moderada, que volta e meia gosta de romantizar Mários Machados na Fox News cá do sítio.