Os professores não exigem pagamento de retroactivos

Para se ser comentador televisivo, é necessário, na esmagadora maioria dos casos, possuir uma de duas características: pertencer a um partido que esteja ou tenha estado no governo e/ou não dominar os assuntos que se comenta. A primeira é muito comum e a segunda é obrigatória. Há uma terceira hipótese que não se pode provar, mas de que se desconfia: os comentadores televisivos dominam os assuntos mas mentem, que o poder e o dinheiro (que é poder em forma de papel-moeda) a isso obrigam. Em qualquer dos casos, é fundamental não se ter vergonha na cara, porque quem fala do que não sabe irá errar muitas vezes e quem mente profissionalmente precisa de se sustentar.

Fernando Medina (consultai atentamente o link, não vá haver erros) disse, no seu comentário semanal, que não é possível pagar aos professores os retroactivos que estão a reclamar. Cá está: ou não sabe ou está a mentir. Os professores reclamam a reposição do tempo de serviço e não a reposição do dinheiro que lhes foi sonegado, como a muitos outros, devido às falcatruas perpetradas em nome da troika, esse gigantesco esquema global que serviu para entregar dinheiros públicos a entidades privadas que andaram a brincar aos casinos.

Vamos lá repetir: os professores não estão a exigir o pagamento de retroactivos. Mais uma vez: os professores não estão a exigir o pagamento de retroactivos. Em suma: os professores não estão a exigir o pagamento de retroactivos. O que é que os professores não estão a exigir? Isso mesmo: não estão a exigir o pagamento de retroactivos. É simples, não é?

A propósito da não exigência do pagamento de retroactivos, recomenda-se aos cidadãos preocupados com a Educação que assinem a Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar Todo o Tempo de Serviço Docente. Os que não se interessarem pelo assunto podem continuar a ouvir Fernando Medina e Miguel Sousa Tavares, o mesmo que, há uns anos, também não sabia de que é que estava a falar.

Parece que foi ontem

Mas já lá vão uns tempos.

O Prémio

Albino Almeida fazendo a sua assinatura com a mão direita

Albino Almeida, presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, foi eleito Presidente da Associação Nacional das Assembleias Municipais (ANAM). Trata-se de um adequado prémio para o espinhoso e abnegado trabalho que vem desenvolvendo no município de Gaia.
Por ocasião do primeiro Congresso da ANAM, Albino Almeida teve oportunidade de prestar declarações curiosas. Disse assim:

“As assembleias querem ter mais poder, condições efectivas para evitar que os autarcas tenham de ir justificar o que fizeram aos tribunais, onde a maior parte dos casos não tem consequências”.

Não é possível adivinhar se as palavras do ex-presidente da CONFAP constituem uma crítica ao sistema de Justiça, ou se, pelo contrário, à Constituição da República Portuguesa, documento no qual não é possível identificar nenhum Artigo que coloque os autarcas acima dos outros cidadãos, no que ao cumprimento da lei diz respeito. E isto aplica-se ao próprio Albino Almeida que, no caso de cometer algum crime, irá, como qualquer outro português, responder por ele no sítio e no tempo certos. Certas coisas demoram, mas nem sempre falham.

Será que tens mesmo os tomates no sítio, Argentina?

A selecção argentina cancelou o jogo amigável com a sua congénere israelita, devido a alegadas pressões da parte de movimentos organizados que contestam a ocupação violenta da Palestina por forças israelitas. Parece-me uma excelente iniciativa, na medida em que sou da opinião que todos os regimes opressores deste planeta devem ser punidos, sancionados e isolados. Posto isto, aguarda-se, a qualquer momento, o anúncio oficial do boicote da selecção das Pampas ao Campeonato do Mundo, que este ano se realiza na Federação Russa. A ver vamos, de que material são feitos estes argentinos.

Outra vez, Benfica?

Novas suspeitas de branqueamento de capitais e fraude fiscal, buscas domiciliárias e ao Estádio da Luz e seis novos arguidos. Deve ser a tal “cavala” de que se falava há uns dias…

Dia Mundial do Ambiente, parece

E a resposta é esta brincadeira.