Stanley Kubrick dá inesperada explicação para o final de “2001: Odisseia no Espaço”

Via Esquire:

Quando foi originalmente lançado em 1968, o público não fazia ideia do que pensar de “2001: Odisseia no Espaço”. Com efeito, 250 críticos de cinema saíram da estreia, em Nova York, literalmente perguntando em voz alta: “Que porcaria é esta?”

Ao ver este filme pela primeira vez, era eu adolescente nessa altura, senti a falta das estrondosas explosões de Galáctica e de Star Wars. E, também eu, achei que aquele final seria um delírio psicotrópico induzido por algum LSD espaço-temporal.

Eu tentei evitar fazer isto desde que o filme estreou. Quando se verbalizam as ideias, elas parecem tolas, enquanto que, se dramatizadas, sentimos-las, mas vou tentar.

A ideia seria ele ter sido tomado por entidades divinas, criaturas de pura energia e inteligência, sem figura ou forma. Elas teriam-no colocado no que se poderia descrever como um jardim zoológico humano, para o estudar, e toda a sua vida passa a partir daquele momento sala. E ele não tem noção do tempo. Apenas parece acontecer tal como no filme.

Eles escolheram esta sala, que é uma réplica muito imprecisa da arquitectura francesa (deliberadamente tão imprecisa) para se sugerir que eles teriam alguma ideia de algo que ele poderia achar bonito, mas não teriam muita certeza. Tal como não temos certeza sobre o que fazer com os animais nos zoológicos para tentar dar-lhes o que pensamos ser o seu ambiente natural.

De qualquer forma, quando ficam despachados dele, como acontece em tantos mitos de todas as culturas do mundo, ele é transformado em algum tipo de super-ser e é enviado de volta à Terra, transformado e feito em algum tipo de super-homem. Temos que adivinhar o que acontece quando ele volta. É o padrão de uma grande quantidade de mitologia, e é isso que tentámos sugerir. [Stanley Kubrick]

Estas declarações foram recolhidas para um documentário japonês sobre o paranormal, pela vedeta da TV, Jun’ichi Yaio, feito durante as filmagens de “The Shining”. O documentário nunca foi para o ar, mas as filmagens foram vendidas no eBay em 2016 e apareceram convenientemente online esta semana, a tempo do cinquentenário do filme.

Comments

  1. Augusto says:

    teriam-no ! Emende : te-lo-iam

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