Stanley Kubrick dá inesperada explicação para o final de “2001: Odisseia no Espaço”

Via Esquire:

Quando foi originalmente lançado em 1968, o público não fazia ideia do que pensar de “2001: Odisseia no Espaço”. Com efeito, 250 críticos de cinema saíram da estreia, em Nova York, literalmente perguntando em voz alta: “Que porcaria é esta?”

Ao ver este filme pela primeira vez, era eu adolescente nessa altura, senti a falta das estrondosas explosões de Galáctica e de Star Wars. E, também eu, achei que aquele final seria um delírio psicotrópico induzido por algum LSD espaço-temporal.

Eu tentei evitar fazer isto desde que o filme estreou. Quando se verbalizam as ideias, elas parecem tolas, enquanto que, se dramatizadas, sentimos-las, mas vou tentar.

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O Chimpsky e o Dan

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Depois de Nim Chimpsky ter servido para Herbert Terrace tentar provar que a capacidade de produção de enunciados respeitando regras gramaticais não é um exclusivo dos seres humanos (ao contrário do que muitos pensam, o próprio Terrace já admitiu que os resultados obtidos e publicados deram, afinal, um ‘falso positivo‘), agora surge o babuíno DAN (no artigo do Courrier International, surge ‘Dan’ que, convenhamos, é mais carinhoso: a adopção de maiúsculas em DAN distancia-nos dele, como de certa forma acontecia com o HAL: Heuristically programmed ALgorithmic computer)) como estrela da companhia de projecto chefiado por Jonathan Grainger (numa equipa que conta com, entre outros, o excelente Johannes Ziegler), em que os autores pretendem demonstrar poderem as competências de base para processamento ortográfico na direcção da leitura  ser adquiridas sem a pré-existência de representações linguísticas.

A seguir com atenção.

2001 Odisseia no Espaço


Em 1968 Stanley Kubrick realizou um imaginário futuro, o de 2001, e filmou a primeira síntese dos primórdios da humanidade em 7 minutos num realismo quase perfeito.

Fica nesta série Filmes completos para o 7.º ano de História como registo da primeira arma que me foi dado utilizar (pós invenção do VCR) contra a História ensinada na micro-galáxia de Gutenberg, na altura deixando os meus alunos aos pulos para perceberem como aquilo que parece um macaco pode ser um primo, saltando o entendimento de que a ferramenta se fez com o homem e o fez também. E eram bichos socialmente interactivos, passe o pleonasmo.

Ainda insisti este ano lectivo, tantos anos sem lidar com o 7º ano depois,  e percebi definitivamente como em 3 lustros tudo se transforma, muito melhor se cria, e tudo se ganha. Talvez hoje apenas um documento da pedagogia possível em tempos idos, mas sempre a combater o pergaminho, pois pois.

Ficha IMDB
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.1. – As sociedades recolectoras