YES!!!

França anuncia ecotaxa para bilhetes de avião

Comments

  1. Boa piada. Ahahahahahahah says:

    “A ecotaxa deverá gerar … uma verba que deverá ser investida em infraestruturas de transportes mais ecológicos.”

    Hahahahahaha. Boa piada. Ahahahahahahah

  2. Paulo Marques says:

    Os cosmopolitas que pagam a crise, parece-me bem.

  3. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Ana.

    Desculpar-me-à, mas a medida que anuncia, vinda de Macron é exactamente a decisão de um qualquer neoliberal de meia tigela, como é o referido cavalheiro que, a par da classe política que regula esta Europa, tem o desplante de colocar sempre o carro à frente dos bois e fazer do contribuinte um ser estúpido…

    Antes de sobrecarregar com taxas, taxinhas e taxonas, muito do gosto destes governantes nulos desta Europa – é sempre mais fácil – deveriam definir-se quais as alternativas que temos aos transportes actuais.
    Uma taxa deveria ser aplicada para castigar o comodismo e não para onerar, atitude que esta cambada dirigente europeia faz sem dó nem piedade.
    Se é de dinheiro que precisam para desenvolver novos meios, vão buscá-lo ao orçamento e não ao contribuinte.
    “Menos gasto em guerra e no sistema financeiro e mais em desenvolvimento sustentável”, poderia ser um chavão interessante, embora Macron & CIA nunca o aceitem.
    Mas esta deveria ser a nossa luta.

    Para se entrar em Londres de carro, paga-se e bem. Mas Londres tem um sistema de transportes de bom nível e esse pagamento é uma forma de contrariar o comodismo.
    O que Macron anuncia é um pouco mais do mesmo no mundo neoliberal: o contribuinte paga tudo, mesmo a incompetência dos governantes.

    • Ana A. says:

      Subscrevo!

      Precisamos de trabalhar para as alternativas e depois sim, taxar!

    • Anonimus says:

      Aquele imposto na gasolina não era para alternativas ao transporte individual e poluente? Onde pára?

    • Ana Moreno says:

      Olá Ernesto, pois não concordamos. “o setor da aviação beneficia de numerosas isenções fiscais injustas. O combustível utilizado na aviação continua a estar isento de tributação na Europa, além de que os Estados-Membros não sujeitam a IVA os bilhetes de avião. Tal torna a aviação um modo de transporte cada vez mais atraente, não obstante ser o mais intensivo em termos de carbono. A tributação do querosene permitiria à UE aumentar substancialmente o seu financiamento em prol de uma mobilidade mais ecológica, atendendo a que os transportes são o setor que regista o maior aumento de emissões de gases com efeito de estufa.” Subscrevo totalmente esta iniciativa de cidadania europeia a decorrer e que pode ser subscrita aqui: https://www.endingaviationfueltaxexemption.eu/
      Apesar de toda a crítica a Macron, que partilho, o governo francês mostrou coragem com este passo e prometeu que os 180 milhões de euros adicionais que se esperam serão investidos na melhoria da infra-estrutura de combóios. E está a pressionar os outros governos nesse sentido. Parece-me óptimo. Não é por ter de pagar mais 4 euros que alguém vai deixar de poder fazer uma viagem.
      E, no geral, é bom que todos voemos menos.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Cara Ana Moreno.
        Pois não concordamos mesmo, porque, insisto, Macron &CIA, na boa óptica liberal olham para o contribuinte como um investidor… sem retorno. Eu quero é os Macrons desta vida se lixem e nos livrem do seu “patuá orçamental” que nos desgraça. As pessoas ainda não me parecem ter compreendido que continuamos na era do feudalismo, só que este é financeiro. E este feudalismo foi anunciado, imagine só, decorria o século XIX por um socialista português de nome Francisco Maria de Sousa Brandão. Portanto o pensamento neoliberal em que estamos mergulhados e que originam soluções “macronianas” é conhecido há já muitos anos …aparecendo agora estes “artistas” a fazerem de nós estúpidos. Nós precisamos, provavelmente, é de decisões draconianas e não “macronianas”, que também defino como soluções de “chico-esperto”
        Então é assim:
        1 – Se “(…) O combustível utilizado na aviação continua a estar isento de tributação na Europa(…)”, pois tribute-se o combustível e não o passageiro.
        2 – Se “(…) os Estados-Membros não sujeitam a IVA os bilhetes de avião (…)” pois que o façam dentro das aplicações normais de IVA, mas não sobrecarreguem só quem viaja.

        Ana: legalizem-se as situações num quadro de justiça. Não é uma questão de mais 4 ou menos 4 euros. É o método, é o abuso, é o neoliberalismo, são os “chico-espertos”.

        E onde pára a liberdade das pessoas? O que é isso de viajar sem necessidade? Não podemos ser democratas às segundas quartas e sextas e controladores às terças, quintas e sábados.
        Ana : Eu viajo todas as semanas do Porto para muitas cidades europeias. Todas. Que quer que eu faça? Que voe menos? Estamos a confundir tudo, tudo…

        Estudem-se os dossiers e disponibilize-se mais o orçamento para fins como esses, em vez de de o gastar no sistema financeiro. Quer exemplos? Portugal é o melhor …, mas Macron também sabe da poda 🙂

        • Ana Moreno says:

          Caro Ernesto, estamos em situação de urgência climática e de devastação da biodiversidade. Nós, os que temos meios para voar a torto e direito, dos chamados “países desenvolvidos”, estamos a viver acima das possibilidades do planeta. Há que encarar isto. Quando voamos (e eu faço-o) temos de o fazer com a consciência do que isso significa. Aliás, essa necessidade é aplicável ao modo como compramos, como comemos, como produzimos, como nos deslocamos. Medidas neste sentido são positivas. Claro que concordo totalmente que há que tributar a sério as grandes empresas. É trágico que quando chega a essa parte, os países se dividam em concorrência para atraírem o investimento estrangeiro. A França tb. deu um pequeno passo, com a introdução do imposto digital (que foi chumbado pelos estados da UE). Não tenho nenhuma simpatia por neoliberais, nem por Macron, antes pelo contrário. Mas não sou dogmática.

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Cara Ana.

            Pois regule-se o que tem que ser regulado.
            Fui durante muitos anos responsável pelo Ambiente de uma empresa e conheço bem o sistema do “poluidor-pagador”, uma actuação de fachada que permite às grandes empresas poluidoras, por tuta e meia pagar uma multinha que dá para rir. E isto quando têm azar, pois há inúmeras explorações que poluem fortemente, nomeadamente as águas, que por mais queixas que se façam, continuam impunes.
            Isto é criminoso e parece não mobilizar ninguém.
            Sabe quanto custa uma certificação ambiental? Uma pequena fortuna. E desde o momento que a tenha, fica “marcada”. Os outros optam por assobiar para o lado, marimbam-se para a certificação e continuam a poluir. E o que faz o governo? Assobia para o lado em Portugal e Macron reinventa as taxas.
            Faz muito bem em não ser dogmática. Eu também não sou, mas conheço o sistema. Dogmáticos são eles que põem, em qualquer dos casos, o contribuinte a pagar a sua falta de regulação.
            Cumprimentos.

          • Ana Moreno says:

            Caro Ernesto, insuficiente aplicação da regulação e insuficiente regulação é uma parte do problema, de urgente resolução. A outra, é que temos de mudar o nosso estilo de vida e começar a pagar o verdadeiro custo das coisas. Claro que sem brutalidade, mas não é o caso. Desejo-lhe um bom dia.

    • Paulo Marques says:

      «Uma taxa deveria ser aplicada para castigar o comodismo e não para onerar,»
      Uma taxa deve ser aplicada para castigar comportamentos indesejados. E é o que faz, castiga os cosmopolitas “progressistas” que acham que a UE é boa porque podem ir de férias para qualquer lado enquanto os outros que paguem as regras orçamentais.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        E o que são os “comportamentos indesejados”?
        Mas quer-me convencer que o número dos que viajam de avião para passar o tempo – sei que os há – tem alguma coisa a ver com o número dos que viajam porque a isso são obrigados?
        Eu que viajo todas as semanas porque não tenho alternativa, pois tenho que trabalhar – sou um cosmopolita “progressista”? Perdeu uma rica oportunidade para evitar enviar à natureza mais uma boca “macroniana”. Macron, basta um …

        • Paulo Marques says:

          Obviamente que há casos e casos, mas viajar para trabalhar normalmente (ainda) é pago pelo patrão. Não sendo, normalmente é pago por quem acha que a liberdade de movimentos é melhor ideia do que poder apostar na “ideia radical e despesista” do pleno emprego (e por aí adiante). Era bom que as pessoas começassem a perceber o custo da permanência da UE, mas também não é com trocos.
          O Ernesto pode ser outro caso, mas penso que normalmente é isso.

      • Anonimus says:

        ” comportamentos indesejados”

        ui… comportamentos indesejados. Já os vi começar por menos.

        • Paulo Marques says:

          Não me diga, taxas moderadoras nos hospitais? “Imposto” sobre o automóvel? “Imposto” sobre o tabaco? Taxas alfandegárias?
          Não é de agora, nem há-de acabar nunca, pode é fazer-se de conta que é pelas contas “certas”.

  4. Anonimus says:

    Assim mesmo. Yessss!
    Há que taxar bilhetes de avião, sacos plásticos, pratos de papel, uso de automóvel, porra, taxem as trotinetes eléctricas que a electricidade vem do carvão poluente, taxar os bifes, os sumos, as pastilhas, o vinho, a cerveja e a água engarrafada, e a do cano também, taxem com força portáteis, tablets e telemóveis (porque o lítio é mau), taxem tudo. É colocar também um contador na ponta da gaita de cada cidadão, ligado às Finanças, cada vez que pinar há que pagar imposto.

  5. Julio Rolo Santos says:

    Aplicar taxas anti-incendiarios seria uma boa medida visto que é este flagelo que suplanta todos os outros agentes poluidores. Mas isso não é possível, dirão os testas de ferro do negócio.

    • Paulo Marques says:

      Isso não é uma taxa, é uma multa. Mas sim, podia ser mais alta, mas não resolvia o problema de os apanhar.

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