Douro, outro país


Pela reabertura do troço encerrado da linha do Douro: assinar.

O futebol é um lugar corrupto

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O mundo do futebol, só não vê quem não quer, é um lugar corrupto. É corrupto em Portugal, é corrupto em Espanha, é corrupto no mundo obscuro dos agentes e dos fundos de investimento, é corrupto na UEFA, na FIFA e na CONCACAF.

A corrupção no futebol é, portanto, planetária. Manifesta-se na viciação de resultados, nos subornos a árbitros, dirigentes e jogadores, nas votações que atribuem lugares ou a organização de grandes eventos futebolísticos. Há luvas para todos os gostos, lavagem de dinheiro e comissões estratosféricas que ninguém consegue perceber. Há fruta para dormir, padres para rezar missas e malas cheias de dinheiro sujo – ou já lavado – com as quais se compra um pouco de tudo que se relacione com a bola. O futebol é hoje um esgoto a céu aberto que ofusca o espectáculo dentro das quatro linhas. [Read more…]

O Estado de Direito e o Homem Jurídico

Tive oportunidade de assistir, via internet, a uma boa parte da audição do Dr. Vítor Constâncio na AR. Enquanto o ouvia, lia um interessante livro da Livraria Figueirinhas – Porto, editado em 1945, escrito por José Marinho sobre Leonardo Coimbra. Dizia Leonardo Coimbra que o Cidadão é o “homem jurídico”, uma manifestação truncada, incompleta, inferior, do Espírito que anima o Ser do Homem.
Há dias escrevia aqui sobre isso, a propósito do Cidadão e do Estado de Direito, sem saber que Leonardo Coimbra tinha resolvido a equação com esta simplicidade.
Mas estamos tão longe desta Filosofia. Ou estaremos perto?

Para quedas, para pentes e pentes para carecas

La résilience, la définition est très simple : c’est la reprise d’un type de développement, après avoir subi un traumatisme.

Boris Cyrulnik

Thus, if learners are applying a ‘first-noun strategy’ when beginning to learn Latin, they might miscomprehend something like Ursum tigris amat (bear-ACC tiger-NOM loves) as ‘The bear loves the tiger.’ For this reason, it is not enough to only measure reading times of grammatical and ungrammatical sentences to see if learners develop sensitivity to case marking. It is also prudent to determine whether learners can make use of case marking during sentence comprehension. That is, can they correctly interpret something like Ursum tigris amat as ‘The tiger loves the bear’?

VanPatten & Smith

Jouis et fais jouir, sans faire de mal ni à toi ni à personne : voilà, je crois, toute la morale.

Chamfort (apud Onfray, bah oui, Onfray)

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Já sabíamos que a ausência crónica de contacto com a realidade é uma disfunção que afecta muitos decisores políticos. Todavia, hoje, ficámos igualmente familiarizados com o conceito “sem contato com o solo”.

E lá está o famoso paraquedas (versão 1990 de pára-quedas), ao qual, apesar dos boatos, Manuel Monteiro não se referiu.

Efectivamente, como dizia anteontem Nuno Pacheco,

o Acordo Ortográfico não é uma coisa com erros, é um erro com coisas.

Siga.

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Resumo do silencioso massacre sudanês

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Pedro Amaro Santos

SUDÃO:
— 500 mortos (pelo menos 19 são crianças);
— 723 feridos (pelo menos 49 são crianças);
— 650 presos;
— 54 violações;
— 1000+ desaparecidos.

Em dezembro de 2018, começaram os protestos contra o Presidente al-Bashir. Os manifestantes exigiram que fosse deposto. Os protestos forma motivados pelos cortes súbitos do governo nos subsídios para pão e combustível.

A 6 de abril, os manifestantes encheram a praça em frente ao principal quartel militar. Cinco dias depois, os militares anunciaram que derrubaram o governo de al-Bashir.

Os protestos evoluíram para um pedido de transição para a democracia, acreditando que um longo período de transição era essencial para reconstruir completamente o governo do país. No entanto, os militares, controlados pelo Transitional Military Council (TMC), tomaram o poder sobre o governo.

O conselho é liderado pelo tenente-general Abdel Fattah al-Burhan e apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e pela Rapid Support Force (RSF) – também conhecida como Janjaweed, a força paramilitar responsável pelas atrocidades cometidas em Darfur.

Os líderes das forças militares e organizadores dos protesto acabaram se unir num grupo chamado Alliance for Freedom and Change e, cerca de um mês depois da deposição de al-Bashir, chegaram a um acordo. A 15 de maio anunciaram que haveria um período de três anos de transição para um governo civil de poder repartidos.

Algumas semanas depois, tudo mudou. A 3 de junho, o RSF e outras forças policiais espancaram e abriram fogo sobre manifestantes não-violentos durante um protesto. Mataram mais de 60 pessoas e feriram mais de 300. Iniciaram a chamava grande ofensiva militar (major military crackdown).

Esta semana, o número de mortos subiu para mais de 100, depois terem sido encontrados mais de 40 corpos no rio Nilo. A RSF também foi acusada de violar mais de 70 pessoas durante o ataque.

Pelo menos 19 crianças foram mortas e 49 ficaram feridas. Outras estão a ser capturados, recrutadas e sexualmente abusadas ​​pela RSF.

Os manifestantes pró-democracia sudaneses são principalmente a população jovem do país. Os direitos limitados das mulheres do Sudão estão bem documentados: casamento infantil e o abuso sexual continuam a ser problemas no país.

Desde a semana passada, tem havido relatos de blackouts na rede móvel e internet. Os meios de comunicação estão proibidos de transmitir notícias sobre o conflito.

 

 

Debate “Acordo Ortográfico: Manter ou Revogar?” Feira do Livro de Lisboa 2019

As paupérrimas intervenções de Lúcia Vaz Pedro confirmam que só é possível defender o chamado acordo ortográfico desde que não se fale de ortografia. Defender o acordo ortográfico implica, ainda, não ser capaz de demonstrar a sua superioridade relativamente a outros instrumentos anteriores. Veja-se e ouça-se tudo, do princípio ao fim, e atente-se nos exemplos dados por Manuel Monteiro e nos argumentos aduzidos por Nuno Pacheco. Exemplos e argumentos.

Como justificar a transição de um aluno com 8 negativas

É só escolher do cardápio (a imaginação dos professores é infinda) e verter em acta (atenção ao acordo ortográfico, senão vem para trás).

“Não fica a fazer nada no 8. ano.”

“O aluno já tem 3 retenções.”

“Não dá mais.”

“Se 5 colegas subirem a nota, ele passa.”

“Está tão bem integrado na turma!”

“Tem tanto potencial!”

“Ao menos fica com o 9. ano feito!”

“É uma vítima daqueles pais.”

“É tão educado!”

“Quem é que sobe?”

“Ele pró ano vai para um curso.”

“Está é uma história triste. Vou contar o que se passa.”

“Coitadinho!”

Vai um cigarrinho, ó freguês?

Foto de Skitterphoto/Pexels

Fotografia: Skitterphoto/Pexels

Talvez acossado pelas declarações de Miguel Sousa Tavares, que o acusou de não ser “um partido ambientalista, mas um partido animalista”, o PAN decidiu fazer prova de vida ambiental e avançou com uma proposta de lei para punir com pesadas multas quem atira pontas de cigarro à rua.

Como era de se esperar, a proposta de André Silva foi aprovada com os votos favoráveis do PS, do BE, do PEV e, claro, do partido proponente. O PCP e o PSD abstiveram-se, tal como fizeram cinco dos 18 deputados do CDS.

Acontece que, mais do que uma questão legal, deitar beatas à rua é (deveria ser) acima de tudo uma questão educacional. Exactamente como cuspir para o chão ou levar os cães a defecar impunemente na via pública. Mas, em vez de apostar seriamente em acções concretas de esclarecimento e sensibilização do povo em geral e dos fumadores em particular para o problema (real) que representam as pontas de cigarros descartadas no meio ambiente, o PAN optou pela via mais fácil da punição. [Read more…]

Os parasitas da democracia

O caso Berardo é apenas mais um exemplo daquilo que acontece quando o capitalismo, na sua versão mais selvagem, anda a solta, sem travão, manobrado por parasitas com os bolsos cheios de políticos corruptos. Não existe regulação (ou não funciona), à partida ninguém é responsável, todos têm excelentes alibis e uma série de saídas de emergência legais (cortesia da proveitosa e duradoura parceria público-privada entre indivíduos que de manhã legislam no parlamento e à tarde ajustam directo num qualquer escritório fancy de Lisboa) e nem dívidas têm, como muito bem explicou Joe Berardo, que, tal como os seus pares que se envolvem neste tipo de artimanha financeira, não têm dívidas nem património. É tudo da fundação. Ou da empresa. Um indivíduo destes tem no máximo uma mota de água e a roupa que traz no corpo. [Read more…]

Os professores também podem faltar ao trabalho no primeiro dia de aulas dos seus filhos?


Não sendo uma notícia do dia 1 de Abril, não deixa de ter piada: os funcionários públicos podem faltar ao trabalho no primeiro dia de aulas dos filhos.
Eu que sou professor e que por acaso até tenho duas filhas menores de 12 anos, fiquei todo contente: No primeiro dia de aulas, aviso já, vou faltar ao trabalho para acompanhar o primeiro dia das minhas filhas.
Por isso, lamento mas não vou estar na escola. Claro que também corro o risco de não encontrar os professores das minhas filhas, porque eles próprios também estarão a faltar para acompanhar os seus filhos.
Mesmo que eu não falte, a escola não poderá funcionar, porque os funcionários terão ido ver o primeiro dia dos seus filhos. Onde não encontrarão ninguém, porque os seus colegas das outras escolas terão feito o mesmo.
Não contente por discriminar entre funcionários públicos e os restantes trabalhadores do país, como se estes fossem gente menor, o Governo vai mais longe e discrimina também entre os próprios funcionários públicos.
Uma lei que é um aborto, produzida por um Governo que é um aborto. Tudo nos conformes, pois.

Influencers

No café do Sr. Manuel, eu comia o pãozinho de todos os dias, banalíssimo, até que comecei a reparar num cavalheiro distinto que pedia certo pão, ao que parece reservado para clientes conhecedores, guardado no sacrossanto da cozinha, cortado em fatias longas, de tez escura, filho de farinhas nobres, e aspergido com um azeite suavíssimo. Agora, também eu como esse pão.

E foi assim que entendi para que servem os influencers.

Eleitoralismo? Naaaaaa, isso é velhaca maledicência

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Em declarações ao Expresso, António Costa comprometeu-se com aumentos salariais na função pública e investimento no SNS. A quatro meses das Legislativas, e com os olhos postos numa improvável maioria absoluta, Costa pisca o olho a uma fatia significativa do eleitorado e poderá muito bem cumprir a sua promessa, até porque tem recursos para o fazer. Se correr mal, cativa-se tudo e não se fala mais nisso.

Berardo continua a fazer negócios milionários, apesar de não ter dinheiro

Fotografia: António Cotrim/Lusa@Público

Desta vez foi uma garagem de 30 mil metros quadrados, avaliada, segundo o Expresso, em muitos milhões de euros. Será, segundo o semanário, utilizada para expandir o negócio dos vinhos da Bacalhoa. Entretanto, Joe Berardo continua sem pagar as centenas de milhões de euros que deve à CGD. A todos nós. E o incompetente hemiciclo continua com défice de tomates para aprovar legislação radical e retroactiva que confisque tudo o que este indivíduo possui, até que a dívida esteja saldada. Ele e os outros caloteiros que vivem acima das suas possibilidades com o dinheiro daqueles a quem o fundo do esgoto político acusa de viver acima das suas possibilidades.

O Estado vai comprar o Siresp

E, a julgar pelos bons resultados do funcionamento deste sistema, será um grande negócio. Para a Altice e para a Motorola, claro.

A palavra e o Estado de Direito

Aquilo que transforma o habitante da cidade num Cidadão não é a Geografia, mas o Direito. Cidade e Cidadão são institutos jurídicos através dos quais se materializa a Cidadania e, assim, os pilares fundamentais do Estado de Direito Democrático. Não existe, obviamente, Cidadão sem Cidadania e esta apenas pode subsistir num contexto onde impere o primado da Lei, a independência dos poderes e a liberdade de escolha.

É o Estado de Direito Democrático, enquanto estrutura jurídico-administrativa, que confere ao Cidadão a prerrogativa de exercer e materializar a Cidadania. A maioria dos instrumentos constituintes dessa estrutura jurídico-administrativa não está, porém, ao alcance do Cidadão comum, por um conjunto de motivos, conhecidos ou desconhecidos, todos eles ilegítimos, que não importa aqui indagar. A Cidadania acaba por exercer-se, quando se exerce, com recurso a um repertório mínimo de instrumentos – é o Estado de Direito Democrático Mínimo. O mais universal, democrático e acessível desses instrumentos é a Palavra. É por isso que só em Estados Totalitários, que não são, portanto, compostos por Cidadãos, se limita, condiciona ou suprime, por acção ou omissão, o direito ao seu uso legítimo.

Sim, a extrema-direita tem um ligeiro atraso mental

e depois temos este excremento a declarar-se não culpado de um atentado que fez questão de filmar.

Sérgio Moro é corrupto?

JBSM

Fotografia via Deutsche Welle

CORRUPÇÃO

cor.rup.ção
kuʀuˈpsɐ̃w̃
nome feminino
1. DIREITO aliciamento de uma ou mais pessoas, geralmente através dão oferta de bens ou de dinheiro, para a prática de actos ilegais em benefício próprio ou de outrem; suborno
2. DIREITO prática de ato lícito, ilícito ou de omissão contrária à lei ou aos deveres de determinado cargo, por parte de alguém que, no cumprimento das suas funções, aceita receber uma vantagem indevida em troca da prestação de um serviço
3. decomposição de matéria orgânica; putrefacção
4. modificação das características originais de algo; adulteração
5. figurado degradação de costumes, de valores morais, etc.; perversão

(via Infopédia/Porto Editora)

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Humor e liberdade


A decisão anunciada pelo New York Times de pôr fim à publicação de “cartoons políticos” é provavelmente o melhor indicador do estado geral de indigência a que chegou a democracia norte-americana sob a gestão de Donald Trump.

Na origem desta atitude está a publicação, em Abril passado, de um desenho de António – porventura o artista gráfico português mais conhecido e reconhecido internacionalmente – satirizando a relação subserviente do presidente dos EUA para com o primeiro-ministro de Israel. [Read more…]

O Expresso permite ‘facção’

C’était comme un nouveau monde, inconnu, inouï, difforme, reptile, fourmillant, fantastique.

Victor Hugo

Bon, ce n’est pas bien grave. Paix à son âme.

Michel Onfray (sobre Michel Serres)

They responded in five seconds. They did their jobs — with courage, grace, tenacity, humility. Eighteen years later, do yours!

Jon Stewart

***

Efectivamente, sabe-se há uns anos (2010: 103) que o Acordo Ortográfico de 1990 transformou facção com maiúscula inicial numa homógrafa perfeita de Fação, em Sintra.

Foto: Francisco Miguel Valada

Também se sabe que essa transformação não se aplica à ortografia do português do Brasil, justamente devido ao “critério fonético (ou da pronúncia)“, criado para garantir a tal “unidade essencial da língua portuguesa“. De facto, no Brasil, mantém-se a facção e, além dela, mantêm-se o aspecto, a concepção, as confecções, etc., etc. Ou seja, o discurso de Fação, bem conhecido dos leitores do Aventar, não é adoptado no Brasil, precisamente devido à base IV do AO90.

No Expresso, a facção mantém-se (neste caso, mantêm-se as facções), se o autor for brasileiro:

Se for português e se escrever em português europeu, o autor está impedido de grafar tamanhas monstruosidades

a não ser que [Read more…]

A importância da vírgula e do cê

Moro, pede pra sair‘ ≠ ‘Moro pede pra sair‘. Como ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.

Às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência

Santana Castilho*

 

As últimas notícias sobre o nosso sistema de ensino ilustram quão certeiro foi o pensamento de António Aleixo, poeta do povo: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência”.

  1. João Costa veio, em artigo de 30 de Maio passado (Observador), defender-se das críticas às suas teorias sobre flexibilidade e inclusão. Abalroada pela demagogia que a domina, a prosa do secretário de Estado assentou num maniqueísmo primário e populista. Segundo ele, uns querem sucesso e inclusão para todos (ele e prosélitos), outros (os que lhe criticam os métodos), preferem reprovar os alunos. Escapou-lhe considerar que o que separa a turma dele (perita em baixar a fasquia dos pobres em vez de lhes conferir os meios para chegarem onde os ricos chegam) da turma dos outros é a recusa, por parte dos segundos, a certificar a ignorância. E que o grande combate a favor da inclusão começa fora da Escola, sob responsabilidade alheia aos professores, colada, outrossim, à pele dos políticos promotores da mediocridade. E continuará na Escola, quando substituirmos proclamações palavrosas, papéis e burocracia por meios, recursos e dignidade para quem ensina.
  2. Outro Costa, este António, fez-me recordar a eloquência de Américo Tomás (nos anos 60, disse o então Presidente da República numa inauguração: “É a primeira vez que estou cá desde a última vez que cá estive”). [Read more…]

Visita do chefe de Estado Marcelo Rebelo de Sousa à província de Cabo Verde


Aspecto da visita que Sua Excelência o Presidente da República está a efectuar à província de Cabo Verde em África. O digníssimo representante do império de Portugal, que era acompanhado pelo presidente do Conselho, o ilustre Dr. António Costa, foi recebido pelas autoridades locais.
De forma muito afectuosa, como é seu timbre, o senhor presidente da República estabeleceu contacto com a população cabo-verdiana, a quem transmitiu os votos mais sinceros em nome de toda a metrópole.

10 de Junho, um outro discurso

João Paulo Correia

É evidente que o discurso do 10 de Junho poderia ter sido outro, que não aquele que foi. Poderia ter subido ao palanque um “homem de esquerda”, daqueles extremamente anti-fascistas e solidários, com o coração cheio de amor ao próximo e a justiça social transpirando de cada palavra. Como o deputado João Paulo Correia, por exemplo. Um tribuno “socialista” à moda antiga, que consegue ser vice-presidente da sua bancada parlamentar, deputado municipal em Gaia, presidente de uma junta de freguesia que fica a trezentos quilómetros de Lisboa, presidente de um clube de futebol (até Julho do ano passado) e ainda ter tempo para umas comissões de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Imagino assim o solene e patriótico panegírico do senhor deputado:

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Não pagamos!

O Boris ameaça sair sem pagar. Rings a bell?

A direita mentirosa

É um dogma que diversas personagens de direita repetem ad nauseam: a comunicação social é controlada pela esquerda.

Que os factos não estragarem um belo enredo.

Se antes da criação dos canais de televisão privados, a RTP era a voz do governo, fosse ele de que cor fosse, depois disso, a SIC, TVI e, agora também, a CMTV, fazendo fé no estudo do ISCTE, são a voz da direita.

João Miguel Tavares

João Miguel tavares

“A falta de esperança e a desigualdade de oportunidades podem dar origem a uma geração de adultos desencantados, incapazes de acreditar num país meritocrático. Esta perda de esperança aparece depois travestida de lucidez e rapidamente se transforma numa forma de cinismo. Achamos que temos de ser pessimistas para sermos lúcidos, que temos de ser desesperançados para sermos realistas, que temos de ser eternamente desconfiados para não sermos comidos por parvos”.

Estaria a faltar à verdade se dissesse que não me surpreendeu o discurso de João Miguel Tavares nas comemorações do 10 de Junho de 2019, em Portalegre. Enquanto alguns partidos políticos aproveitaram a data de celebração colectiva para a associar a propaganda partidária nas redes sociais, perfeitamente dispensável e inadequada, Tavares proferiu uma alocução crua e serena, na qual nenhuma palavra foi desperdiçada. Sendo um discurso apenas um discurso, este foi certamente um dos melhores que a democracia produziu desde a sua fundação.

 

Discurso na íntegra.

Liga das Nações

Liga das Nações

© Rádio Renascença

Na primeira fila podem ver-se as figuras proeminentes que hoje assistiram, no Estádio do Dragão, à final da “Liga das Nações”, uma das mais importantes competições futebolísticas mundiais. O desafio opôs as selecções nacionais de Portugal, país pertencente à União Europeia e situado no extremo ocidental da Europa, e da Holanda, reino protestante antigo situado abaixo do nível das águas do mar e a duas horas de Paris, por estrada.

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Ronaldo para?

Sim, pelos vistos, «Ronaldo para autocarro da seleção para abraçar criança doente» (obrigado, Nabais).

A questão do escroto

Um político que cruza a perna no confronto, mostra medo. Um homem que exibe o seu medo não está à altura da Soberania. César, que tem coragem, deve ser candidato a Presidente da República contra Marcelo.

Deputados aprovam nova audição de Vítor Constâncio

O Dr. Vítor Constâncio tem direito à defesa do seu bom nome, pelo que já deveria ter sido constituído Arguido pelo Ministério Público.