O primeiro presidente catalão da história

Se Manuel Valls for eleito será o primeiro presidente catalão da história e o primeiro presidente espanhol desde 1939, desde o fim da República Espanhola.

Valls nasceu em Barcelona e naturalizou-se francês em 1982.

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Foto tweeter Manuel Valls

Aguarda-se o oportuno comentário de Schäuble e da respectiva delegação nacional Passos-Albuquerque

Segundo os relatos, as promessas à União Europeia de manter o défice abaixo dos 3% do PIB, tal como é exigido pelas instituições europeias, foi “uma mentira pura e simples, aceite por todas as partes”, afirmou Hollande citado no livro.image

Segundo os autores, este acordo foi estabelecido em 2012, ano em que Hollande foi eleito, e seria válido até 2017. Ou seja, abrangeu a presidência de Durão Barroso e de Jean-Claude Juncker. (P)

Europa, austeridade e compromissos? Tretas. Depois da regra dos 3%, uma invenção francesa para encher chouriços, eis que em causa não está um qualquer enchido, mas apenas chouriço de PIGS. E também se compreende a vantagem de ter um português, este português, num alto cargo. Mantendo o garrote apertado, assim se assegura a ordem natural das coisas, onde uns mandam e outros obedecem.

Antigos muros franco-britânicos, pré-Calais

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Longleat house, em Wiltshire

“O Presente de Deus”, por José Goulão

Fala quem sabe

Filhadaputice é isto

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Seis países não cumpriram as regras do pacto de estabilidade em 2015

Disse-se que houve unanimidade entre os ministros das finanças europeus, que formam o Ecofin, na aplicação de sanções a Portugal. O que é falso, logo em primeiro lugar.

Durante a reunião não houve votação. Portugal e Espanha manifestaram-se contra as sanções, mas os restantes países não levantaram objeções dando luz verde à decisão. [Expresso]

Nem houve votação. Assim se confirma, novamente, que a “europa” é o projecto de um país, capaz de impor aos restantes o seu domínio.

Mas quem cala consente. Seis países ficaram em procedimento de défice excessivo em 2015. Croácia, França, Grécia, Reino Unido (se ainda conta), Portugal e Espanha.

A Croácia calou-se. A França calou-se. A Grécia calou-se. Filhadaputice é assobiar para o lado enquanto as chamas do vizinho não chegam ao palheiro. Mas lembrando Brecht

Actualização: a Grécia opôs-se às sanções.
Vivemos um tempo em que a contra-informação domina a informação. Neste caso, passámos de unanimidade para vários protestos. Mesmo assim, não chegou a haver votação. Grande europa.

Franceses pedem repetição do jogo

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I fell

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O trocadilho do momento. Encontrado por aí.

Portugal, campeão da Europa

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Parabéns aos jogadores, que foram capazes de aguentar uma França forte e a jogar sujo com faltas muito feias.

Uma chapada de luva branca para o chauvinismo francês e alemão, patente nas declarações que antecederam o jogo.

Que vergonha, França

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Estamos a 60 minutos de jogo e a França está a jogar muito melhor do que Portugal.

O que é completamente irrelevante.

A quantidade de faltas duras, nem sempre assinaladas, como no caso da agressão ao Ronaldo, é uma vergonha para a equipa da casa.

Batoteiros, suportados por um árbitro com visão selectiva.

Alemanha, perdão, CE, aplica sanções à França

E vai ser por um défice de 2.

O jogo de hoje

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Vai começar o jogo França-Alemanha. Nestas alturas, parece que temos de tomar partido. Eu, que naquilo que mais importa nunca hesitei no imperativo da escolha, recuso-me a fazê-lo agora. É mais divertido, concordo, se escolhermos um lado. Mas não consigo. É que, apesar de tudo – tudo, tudo, tudo…- não me move qualquer fobia em relação a qualquer dos contendores. Ouço os Hinos e sinto o habitual afecto por “La Marsellaise” e a admiração pela magnifica peça musical que é “Deutschland, Deutschland über alles” – ou não houvesse aqui a mão de Haydn. Por muito que abominemos os poderosos que nos envenenam a vida e nos tentam devorar a liberdade, o meu alvo não vai além deles. Nunca sofri de qualquer francofobia ou germanofobia. Como poderia, se tal seria negar muito do que sou, muito do que somos? Para lá das circunstâncias do tempo, o que melhor fica dos povos é a sua cultura, a sua herança emancipadora. E ambos os povos nos deixaram tesouros inestimáveis. Pena que nestes tempos de integração forçada se vá perdendo a fraternidade criadora.

Como lidam eles com a França?

Em 26 de Abril Yanis Varoufakis e Noam Chomsky tiveram uma interessante conversa na biblioteca pública de Nova York. A certa altura Noam Chomsky perguntou a Varoufakis, “E como lidam eles como a França?”, sendo que “eles” se refere, neste contexto, à Alemanha e à Troika. A resposta é surpreendente para quem está habituado a observar a “Europa” pelos filtros da comunicação social.

Pode assistir à conversa completa aqui.

Emigração: a estratégia versus a declaração

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Desmontar a propaganda nunca é fácil. Por reduzir a realidade a mensagens simplistas, torna-se necessário recuperar a totalidade dos factos para se descobrir a careca. [Read more…]

Juncker e o charme do défice francês

1929 Innocents of Paris (Maurice Chevalier) 01Numa entrevista ao canal televisivo do Senado Francês, Jean-Claude Juncker declarou que a França não deverá ser sujeita a sanções, apesar de ter um défice superior a 3%, porque “é a França”. No texto da Reuters, utiliza-se, de modo quase não-jornalístico, o advérbio “candidly” (‘candidamente’) a propósito destas declarações.

Provavelmente, Juncker olha para o défice português do mesmo modo que José Cid olha para os transmontanos: o défice tuga é feio, desdentado, deixou crescer a unha do mindinho e coça o rabo. O défice francês tem a voz e o charme de Maurice Chevalier, cheira a perfumes caros e não entra em restaurantes sem duas estrelas Michelin. É claro que isto é apenas uma questão de aparências, porque, na realidade, ambos estão acima dos 3%. [Read more…]

Bial

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O relatório elaborado pelas autoridades francesas sobre o acidente verificado no ensaio clínico realizado pela Biotrial, envolvendo um novo medicamento da Bial, em nenhum lugar afirma que a empresa portuguesa é culpada pela morte ocorrida ou pelos graves efeitos secundários verificados em alguns dos voluntários sujeitos ao teste.
Este facto não impediu o Jornal de Notícias de marcar a vermelho em primeira página a culpa da empresa portuguesa, numa conclusão que nem a comissão científica encarregue de analisar o caso teve coragem de tirar.

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Não há almoço sem vinho

Nunca fui um adepto das politicas de François Hollande mas admirei a firmeza do presidente francês relativamente ao almoço com a delegação iraniana que estava de visita a França. Porém o incidente diplomático não impediu que Hollande e Rouhani se encontrassem substituindo o almoço por um lanche. A coisa assim até ficou mais económica

J’Accuse, agora e sempre

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Foi a 13 de Janeiro de 1898 que Émile Zola publicou o seu “J’accuse” no jornal Parisiense Aurore. Uma carta aberta ao Presidente da República Félix Faure onde era denunciada a injustiça do julgamento e prisão de Alfred Dreyfus, oficial francês e judeu, acusado de traição (e efectivamente condenado por isso). Excepcionalmente, numa época em que o anti-semitismo estava absolutamente disseminado pelas sociedades europeias,  Zola teve a humanidade suficiente para perceber a imoralidade – e o perigo – do preconceito, denunciando o anti-semitismo do governo e dos oficiais que trataram do caso.

A seguir à publicação da carta, Zola foi condenado a pena de prisão. Fugiu para Inglaterra onde continuou a lutar por Dreyfus que tinha sido enviado para o exílio numa ilha na Guiana Francesa. Mais tarde, em 1899, Dreyfus regressou a França e ofereceram-lhe um perdão – por um crime que não tinha cometido. Em 1906, foi oficialmente exonerado tendo-lhe sido atribuído a Legião de Honra.

Zola morreu em 1908 e Dreyfus estava presente aquando a transferência das suas cinzas para o Panteão nacional.

Versão Portuguesa da carta.

 

7 de Janeiro

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Hoje, dia 7 de Janeiro, um ano depois dos atentados que vitimaram os jornalistas do Charlie Hebdo, vamos lembrar-nos de que aquelas pessoas morreram porque faziam desenhos. Morreram porque rejeitavam todas as ideologias relacionadas com a religião. Porque as criticavam, porque gozavam com elas, porque se riam delas. Morreram no século XXI, em França, na Europa, porque gozavam com uma religião – com todas as religiões.

Lembrem-se também de que os terroristas atacaram um supermercado kosher e mataram quatro Judeus. Este não foi só um crime contra a liberdade de pensamento e de expressão. Foi um crime anti-semita. Lembrem-se que o anti-semitismo continua vivo na Europa.

Espero que cada pessoa que abra a boca para acrescentar aquele “mas” após o “matar é mau…” se lembre disso. Desejo que hoje essa gente fique assombrada pelo ódio a tudo o que de bom pode existir numa sociedade, a liberdade de expressão e de pensamento, e por um dos mais antigos e repugnantes crimes contra a humanidade, o anti-semitismo.

 

Edith Piaf – A Voz de França

Hoje Edith Piaf, a ” Voz de França ” completaria 100 anos.

Isto conta como terrorismo?

Era tudo mentira. Professor admite que inventou ataque de apoiante do Daesh” [DN]

Morte aos portugueses

Morte

Com a pátria da liberdade refém do medo, a extrema-direita soma e segue e alguns grunhos fascistas, cobardes e violentos como só eles sabem ser, vandalizaram uma associação portuguesa na localidade de Brie-Comte-Robert e a mensagem não podia ser mais clara. Parece – quem diria – que os gajos não vão muito à bola com os mais de 1 milhão de portugueses a residir em solo francês, apesar dos palermas com aspecto sinistro que vão reforçando as suas fileiras. A xenofobia e a fragmentação da União Europeia seguem dentro de momentos.

Ne me quitte pas

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Foi ao som de “Ne me quitte pas” de Jacques Brel que Bono Vox, ajoelhado,  fez a homenagem dos U2 a Paris e encerrou a iNNOCENCE Tour.

Ver Bono ajoelhado fez-me pensar na política francesa e europeia. Está quase a fazer um ano que regressei a Paris e voltei a ver/sentir o que já tinha visto e sentido poucos anos antes. Desconforto.

Desconforto de muitos franceses, portugueses, africanos ou asiáticos que se sentiam (e sentem) “abandonados” por um conjunto de políticas internas descuidadas que os atiram para os braços da Frente Nacional, uma espécie de “lado negro” da política francesa. E as últimas eleições em França (tanto as europeias como agora as regionais) são disso testemunha.

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A fragmentação da União Europeia segue dentro de momentos

Le Pen

Xenofobia, eurocepticismo, populismo, anti-emigração e pró-pena de morte. Parabéns União Europeia! Depois de anos de ditadura dos mercados, austeridade fanática, corrupção generalizada, apoio e participação em guerras e invasões ilegítimas que nada têm que ver connosco e muito medo à mistura, eis o teu primeiro conseguimento: uma França de extrema-direita. Se achavas o Tsipras radical, prepara-te para o que aí vem. Pode ser que aprendas, tal como os peões da direita ressabiada portuguesa, o verdadeiro sentido da palavra.

Extrema direita vence em França

(FILE) A file picture dated 12 February 2012 of Marine Le Pen, leader of French far-right political party National Front (FN) arrive on stage to deliver a speech during a meeting at the Palais des Congres, in Strasbourg, France.ANSA/YOAN VALAT
A Frente Nacional, partido de extrema-direita, liderado por Marine Le Pen, obteve 30,6% dos votos, vencendo as eleições regionais francesas, à frente do partido de direita de Nicolas Sarkozy. Os Republicanos ficaram pelos 27% e o Partido Socialista do Presidente, François Hollande, recolheu apenas 22,7% dos votos.

Esta votação confirma o que as eleições anteriores francesas já indiciavam, mas que ninguém queria admitir que pudesse tornar-se uma realidade.

A Frente Nacional passou a ser o primeiro partido em França apesar de ainda ter uma curta representação  no parlamento francês.

Este resultado representa inequivocamente um tempo de mudança que deve merecer uma reflexão profunda em França mas também a nível europeu.

Guerra e paz? Educação! Mas, sem deixar de fazer a GUERRA

O silêncio das teclas tem monopolizado o meu teclado. Por mais que tente, não consigo encontrar coerência na reflexões sobre a problemática do terrorismo. Hoje, ao fazer um minuto de silêncio com os miúdos, dei por mim a desejar que eles possam ter direito a um futuro de liberdade e em segurança.

Procurei pensar no que poderia ser feito para resolver o problema. Pensei nas armas que Espanha e outras Espanhas vendem à Arábia Saudita, que depois as fornece ao DAESH.

Pensei nas vantagens estratégicas que Israel tira da instabilidade no médio oriente, algo que lhe permite manter a lógica da guerra permanente.

Pensei no petróleo necessário ao modo de vida ocidental que, dividido entre grupos de árabes, será sempre mais “controlado” do que num contexto de união de todos os povos árabes.

E até me lembrei das bestas quadradas que, nos Açores, avançaram para o ataque ao Iraque.

Mas, por agora penso que há duas coisas muito mais urgentes:

  • atacar o DAESH em FORÇA e com todas as bombas que cada um de nós conseguir suportar;
  • desenhar um projeto de propaganda à escala europeia que permita levar aos jovens árabes uma mensagem diferente, algo que lhes apresente um sentido para a vida, que consideram perdida. Mais escola?

E, mesmo correndo o risco deste post não ter servido para nada, pelo menos servirá para a manifestação de apoio aos Anonymous.

Será que o Bataclan foi escolhido por acaso?


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Será que o DAESH escolheu, por mero acaso, a sala de espectáculos francesa do Bataclan para perpetrar um dos mais bárbaros ataques terroristas da história?

Se tivermos em linha de conta que o A=1, B=2, C=3, e por ai fora, B+A+T+A+C+L+A+N corresponde a 2+1+20+1+3+12+1+14 que corresponde a 54 que, por sua vez, corresponde à idade com que morreu Osama Bin Laden.

Esta será a fórmula ( B+A+T+A+C+L+A+N = 2+1+20+1+3+12+1+14 = 54 ) que pode ter estado subjacente à escolha do local do atentado pelo DAESH para ” homenagear ” o antigo líder da Al-Qaeda.

Nota: Este post foi apagado por lapso. Verificado o erro foi republicado a partir da cache não tendo sido possível recuperar os comentários contudo estes poderão ser consultados aqui.

Uma imagem que diz tudo: o terrorismo tem que ser uma luta sem tréguas.

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O terrorismo não vencerá.

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Não é só na Hungria que há fascismo

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[Calais Migrant Solidarity]

Em Calais, ontem de manhã, cerca de 300 sírios foram expulsos da cidade pela polícia. Como tentassem resistir, foram agredidos com matracas e gás pimenta e obrigados a seguir caminho para The jungle – um campo de refugiados situado num pântano baldio e infecto da periferia de Calais. A polícia francesa tem ordens para manter os refugiados afastados dos itinerários turísticos.

O Marcel das minhas vindimas

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(c) Gérard Landau (INA)

Aquele velhote chamado Marcel que tinha ido ajudar o sobrinho (Francis) e a mulher dele (Madeleine!) na vindima. Esse velhote pândego e brejeiro a tratar-me por Marguerite, “Marguerite des Champs”, para dizer a flor que eu era e que ele teria colhido se fosse ainda então rapaz novo. Esse velhote do Languedoc a falar na língua cantada e antiga daquele lugar da Occitânia onde me fixei brevemente para ser Marguerite – Marguerite des Champs de nome completo, “Des Champs-Élysées”, quando Marcel evocava Paris para dizer o que nos separava para além da diferença de idades.

Marcel como Proust mas sem livros, mas sem a consciência aguda da literatura, mas sem precisar de ser salvo pela leitura, mas sem poder reparar na eternidade de grande mistério do que se passa entre a voz que lê e a existência do corpo que a transporta, mas sem perturbações poéticas ao atravessar a paisagem da vinha – a vinha só vinha, o mistral só vento, apesar de todos os que enlouquecia. [Read more…]