15 minutos de Big Brother: Reação alérgica, homofobia e racismo

Hoje, acordei com vontade de falar de um tema. As hipóteses eram o Big Brother ou o Covid-19. Como não gosto de falar de coisas tristes, vou falar do Covid-19. Não, estou a brincar. Os flagelos mundiais são para ser enfrentados com coragem e aqui estarei para vos falar do Big Brother. Toda a minha análise será sobre os 15 minutos finais que vi após um zapping acidental. Como é óbvio, apanhei aquilo a meio e nunca puxei para trás, por isso não garanto rigor em pormenores. Não aconselho. Pode dar sensações de náuseas e afins. Se forem sensíveis, não leiam isto. Ou então leiam, que será uma análise profunda. Profunda a um nível que nem os concorrentes compreenderiam em certos pontos. Vá, isto foi puro preconceito com concorrentes de reality shows, admito.

Comecemos pela reação alérgica que tive. Quando liguei a televisão, estava uma jovem concorrente com um ar bastante agradável com um sotaque parecido de uma espanhola que vive em Braga há 13 anos. Se não tivesse ligado o som da televisão, até falaria bem dela. Mas, infelizmente, o som estava normal e tive de ouvir aquilo. Pelos vistos, acho que viveu na Suíça ou tem lá família, uma coisa assim. O que eu gostei foi quando ela disse que teve um pai ausente e por isso não tem nenhuma referência masculina. Por isso, a aventura na casa pode ser uma oportunidade para encontrar um amor. Primeiro, quando as Capazes te apanharem, depois de teres dito que procuravas referência num homem, precisarás de boa sorte para sobreviver. Segundo, eu gostava de perceber o que vai na cabeça destas pessoas. O raciocínio da rapariga deve ter sido “Ora bem, já que não tive um pai presente, vou procurar o amor dentro de uma casa com menos de 20 pessoas durante 3 meses, sob os olhares de milhões, enquanto lutamos por 50000 euros.”. Esta gente não encontra o amor ao passar por 20 pessoas na rua a cada minuto, mas acha que vai encontrar o amor num jogo. Saber que isto passa em horário nobre faz-me uma reação alérgica. É preferível ir ver o RAP a gozar com o discurso do Cotrim. Por acaso é mesmo, foi o melhor programa do Ricardo desta série.

Homofobia no Big Brother. Ainda mal começou o programa e já há polémica com temas que terminam em -fobia ou -ismo. Um moço qualquer de Penafiel disse que era meio homofóbico, mas que tem ultrapassado isso. Achei desnecessário ele dizer isso. Mas vejamos, afinal, o rapaz apenas foi sincero. Ninguém o obriga a gostar de homossexuais, desde que ele não infrinja a liberdade de nenhum. Andamos séculos a lutar por liberdades e criticamos uma pessoa por dizer o que pensa. Aliás, vejam a atitude do Cláudio Ramos, que é homossexual. Respondeu-lhe com uma boca saudável. Isto demonstra que o Cláudio Ramos é uma pessoa confortável com as suas características e que não depende da aceitação dos outros. Ao tentarmos reprimir as opiniões dos outros, não as eliminamos. Apenas permitimos que se possam revelar de forma mais subtil e, consequentemente, perigosa. Eu detesto ervilhas, por exemplo. Espero nunca me sentir desconfortável por assumir isto.

Depois de -fobia, tínhamos de ir a um -ismo. Uma concorrente negra chamada Slávia vai participar nesse jogo encantador. Destaco o momento em que a rapariga angolana diz que espera que meninas negras se sintam representadas por ver uma mulher negra na televisão. Desde logo, considerei uma afirmação racista. É muito pouco ambicioso esperar que alguém se sinta representada por ela simplesmente por partilharem a mesma etnia. Ninguém deve ser masoquista ao ponto de se reduzir ao seu fenótipo. O que diríamos se fosse uma jovem branca a dizer que espera que as meninas brancas se sintam representadas nela? Assim de repente, lembrei-me das 14 palavras de David Lane, que defendia que devíamos assegurar um futuro para as crianças brancas.
É importante não cair em identitarismos bacocos e fanáticos. E é óbvio que não há mal em uma concorrente sentir orgulho em ser negra. Mas, da mesma forma, não haveria mal em um concorrente sentir orgulho em ser branco.

Quanto mais se censura uma opinião, mais perigosa ela se transforma, pois sem estar perante o escrutínio público, pode revelar-se das piores formas possíveis.

Vá, agora vão todos tomar banho, que ninguém merece ler tanto sobre o Big Brother. Peço desculpa pela minha parte.

Menção honrosa 1: Através das redes sociais, pude ver que uma mulher gaiense chamou Torre de Paris ao Big Ben. Será que se lhe pusermos o António Costa à frente, ela lhe chama Salazar? Ao menos, estes têm posturas idênticas.

Menção honrosa 2: Sim, é verdade. No que era para ser uma simples crítica ao Big Brother, ainda deu para elogiar o Ricardo Araújo Pereira e descrever a atitude de Costa.

Comments

  1. Pobre Aventar, ao que chegou. says:

    O meu amigo nasceu ontem ? De que estava à espera ? Pobre Aventar, ao que chegou.

    • Carlos Almeida says:

      Tem razão

      Já não chegava o palhaço nazi menor, agora aparecem estes liberoides e nacionalistas. Dizem eles !
      Já não ha pachorra

      • Pedro Vaz (Nacionalista) says:

        Queres uma câmara de eco do tipo BE-PCP-PS-PAN-PSD-CDS é? Já a tens, todas as publicações no Aventar o são, só nos comentários é que tens algums não-carneiros e semi-não-carneiros.

        • POIS! says:

          Pois vá lá!

          Nos comentários lá há alguns idotas chapados e semi-chapados, dos quais se semi-destaca o semi-celta, semi-visigodo e semi-branco Vaz, semi-iniciado em ocultismo semi-avançado, semi-inimigo semi-declarado dos semi-judeus. É ainda semi-membro do semi-Chega, partido semi-antiglobalista e semi-nacionalista.

          Ao almoço prefere meio bife semi-mal-passado com talhadas de batatas semi-cozidas. Mas só come se o cozinheiro não for semi-castanho.

  2. Pedro Vaz (Nacionalista) says:

    Portanto nesses 15 minutos o teu cérebro andou á caça de racismos, homofobias e todos os ismos e fobias da treta do Sistema…eu não queria ter o teu cérebro de lambe botas e drone do sistema. Só mencionastes a preta e o seu Black Power! “para o disfarçe” porque és um lambe botas e drone de primeira.

    Já agora muito gosta o poder económico do RAP. É a Cofina, é o Pinto Balsemão, é campanhas publicitárias (incluindo os anuncios mais chatos da história da TV tuga), o Continente até lhe patrocina a rubrica dele na rádio, é rádio, é os medias do Estado, etc, etc. Faz-me lembrar do seu heroi Jon “Stewart” (Leibowitz) que quando o Daily Show estava no auge tinha o seu irmão, Larry Leibowitz, como Chief Operating Officer da Bolsa de Nova Iorque e as impresas de medias super poderosas americanas a darem-lhe exposição massiça e prémio atrás de prémio…porque será que os RAPs do Mundo são tão acarinhados pelo poder económico? Porque toda a oligarquia tem que ser socialista é?

    Já agora não vou com os liberalismos do Cotrim mas quando foi convidado ao programa do RAP (imitação rasca do Daily Show) mandou-lhe uma boca que me impressionou…quando o RAP lhe perguntou, a propósito da “Mão Invisível do Mercado” dos liberais, “Ainda acredita no Pai Natal?” o Cotrim arrasou-o com: “…olhe que fostes da TVI para a SIC por causa da Mão Invísivel e não foi só uma…” a do “não foi só uma” foi uma boca ao facto de que o irmão do Costa (o PM pedófilo chantageado) é o director de informação da SIC.

    PS – As 14 palavras são completamente justificáveis tendo em quanto que os Jon “Stewarts” do Mundo querem acabar com a raça branca.

    • Paulo Marques says:

      Se o comediante com mais mais fama e sucesso consegue, é sinal que todos conseguem… ganhar menos mal, claro.

  3. Pedro Vaz (Nacionalista) says:

    PS – RAP é mason, Loja Fernando Pessoa como muitos entertainers são…pois claro. Maçonaria ou se querem as coisas postas de uma forma mais simples: “Uma das fábricas de agentes comprados/chantageados do Sionismo”

    • Abaixoapadralhada says:

      E isto fala um sionista. Provavelmente da Mossade

      • Pedro Vaz (Nacionalista) says:

        Garanto-te que não agora o RAP garanto-te que sim…sabes…é que as iniciações vão ficando cada vez piores á medida que sobem nos graus e a camara escondida do SIS está lá de olho aberto assim como estava de olho aberto na famosa Casa de Elvas do processo Casa Pia.

  4. Filipe Bastos says:

    Seja ou não maçon, haverá neste país
    comuna mais caviar,
    palhaço mais triste,
    caniche mais amestrado,
    contestatário mais aburguesado,
    revolucionário mais encostado,
    intelectualóide mais pechisbeque,
    chuleco mais hipócrita,
    do que Ricardo Araújo Pereira?

    • Pedro Vaz (Nacionalista) says:

      Agora com um cheque de 50 mil ao mês preenchido pelo Pinto “Bilderberg” Balsemão e entregue pelo irmão do Costa…

  5. Albino Manuel says:

    Conversas do Puôrto.. Não admira que o norte os esconjure. Bá até Vraga.

  6. Julio Rolo Santos says:

    Não gosto, logo, não vejo.

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