Mini-me

Trump larga uns gases e Bolsonaro corre a cheirar. Os últimos casos, num claro e continuado decalque, têm passado pela cópia da resposta ao covid. Desvalorizar, promover a hidroxicloroquina, bloquear a comunicação social, ameaçar sair da OMS e manipular os números.

Em Portugal, um tal ventura do chaga procura a voz do dono entre Bolsonaro, Salvini e Trump, sendo que este último agora anda com pouco tempo devido à debandada no seu próprio partido, desde Powell, Mattis, Mitt Romney a Lisa Murkowski. Até o seu secretário da defesa o mandou pastar quando Trump quis enviar o exército contra a população.

Estes mini-me que idolatram Trump podem começar a ver os filmes do Austin Powers para tirarem ideias, começando pela parte de mexerem os lábios enquanto o dono fala. Se ainda tiverem dúvidas, peçam conselhos ao José Manuel Fernandes, que ele logo mostra como é que se atira areia para os olhos.

Comments

  1. António de Almeida says:

    George W. Bush e Mitt Romney já anunciaram que não irão apoiar D. Trump. Collin Powell vai mais longe e afirma que votará em Joe Biden. A máquina do partido Republicano é importante e não falta quem aposte que Biden apenas fará um mandato. Em 2024 a política poderia regressar à normalidade…

    • Democrata_Cristão says:

      E nos preocupados , não é liberoide ?

    • Paulo Marques says:

      Ou isso ou é eleita uma versão de Trump competente depois de os democratas passaram 4 anos a obedecerem aos donos outra vez.

  2. Amora says:

    O autor é torto, tendencioso e extremista. Se tivesse memória, saberia que diversos “democratas” nacionais cometeram crimes bem maiores que aqueles que insinua a Bolsonaro e Trump, mas não houve a justa reacção aos criminosos nacionais. Porquê?

    • brasuca pro brasil says:

      Cala a fossa nazi brasuca

      Brasuca pro Brasil

    • POIS! says:

      Pois é verdade!

      E um desses diversos democratas era Salazar. Sim, Salazar, pelo menos de vez em quando, era um grande democrata! Ai de quem diga o contrário!

      Sabe-se hoje que Salazar era induzido em erro e mantido na ignorância por muita gente que o rodeava. Por exemplo, sabe-se também hoje que ignorava completamente a existência do Tarrafal e estava convencido que o Forte de Peniche era uma oficina de automóveis. Até lá mandou arranjar o dele.

      Há quem diga até que foi quando o calista lhe mostrou umas fotos do Tarrafal que Salazar ficou tão siderado que caiu da cadeira abaixo, com as consequências que são públicas. Há muita coisa da história do país nesses tempos que ainda está por desvendar.

    • j. manuel cordeiro says:

      Amora, estou-me pouco importando para o que fizeram ou deixaram de fazer os que já não mandam.

      Em cada momento, importa é quem tem o poder.

      A técnica que está a usar é básica. “Vejam como os outros também foram maus”. E com isso, pretende apenas desviar a atenção da porcaria que agora ocupa o poder.

  3. Elvimonte says:

    Só comento relativamente à hidroxicloroquina.

    Depois de ter deixado aqui https://aventar.eu/2020/05/28/nao-deixes-que-a-verdade-te-estrague-uma-boa-historia-trump-2020/ uma extensa lista de artigos científicos sobre a hidroxicloroquina, a azitromicina e o zinco, comentário onde começava por escrever que “90% das pessoas são ignorantes e 50% são ainda mais ignorantes”, veio o jornal científico The Lancet retractar um artigo nele publicado e onde a hidroxicloroquina era mais uma vez “diabolizada”.

    Pela retractação vinda a público na semana passada, onde é mostrado que os dados em que se baseia o artigo são “fabricados”, constato que o autor do post passa um atestado de ignorância a si próprio.

    O que, porventura, admito possa não corresponder à verdade, caso tenha comprado ações da Gilead e esteja, por esse motivo, interessado em proteger as suas mais-valias.

    Que houve fortunas que se fizeram depois da publicação do artigo agora retractado, não tenho quaisquer dúvidas. Que houve fortunas que se fizeram com o short selling verificado após a retractação do referido artigo, também não me restam dúvidas.

    Assim como não me restam dúvidas, desde há muito tempo, que a corrupção e as fake news já chegaram à ciência.

    Em todo o caso, se o autor do post ainda fôr detentor de ações da Gilead, aconselho-o vivamente a livrar-se delas. A verdade acaba sempre por vir à tona e não será a sua propaganda que o irá alterar.

    PS – Já não deixo links a comprovarem as minhas afirmações porque, como dizia o Prof. José Victória do alto do estrado da 17 de Abril, “eu estou aqui só para vos fornecer a ferramenta; as vossas certezas conquistem-nas vocês, se quiserem, que as minhas deram-me muito trabalho a conquistar”.

    PPS – Como de costume, da cintura para cima estou vestido de vermelho.

    • POIS! says:

      Pois cuidado!

      Olha a parte de baixo! Olha!

      Pronto! Já foste! O bicho era anão!

      Bem! Ganhou-se mais um soprano para o Coro da Gulbenkian!

    • Paulo Marques says:

      Daí a ser eficaz e não ser perigoso sem acompanhamento médico vai uma longa distância.

  4. j. manuel cordeiro says:

    Artigos científicos. Tá certo. Humor é sempre bem vindo.

    Não é preciso ir mais longe. Basta o que diz a própria administração de Trump.

    The US Food and Drug Administration (FDA) last month issued an advisory saying that hydroxychloroquine has “not been shown to be safe and effective”.

    https://www.bbc.com/news/world-us-canada-52717161

    Se não perceber, vá ao Google Translate.

  5. Elvimonte says:

    Google Translate? Pois, lá está. Eu é mais Google Scholar.

    E aqui fica o título e o link do artigo de retractação do tal artigo fraudulento. A retractação foi publicada no The Lancet em 5/6/2020, mas já antes tinha havido uma “expression of concern”.

    The Lancet (Retraction) – “Retraction—Hydroxychloroquine or chloroquine with or without a macrolide for treatment of COVID-19: a multinational registry analysis”, Published:June 05, 2020 https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31324-6/fulltext

    E tudo isto porquê? Porque não fez o trabalho de casa. Porque não fez uma pesquisa rápida por, a título de exemplo, “WHO hydroxychloroquine”, que lhe permitiria encontrar encontrar resultados como “WHO resumes hydroxychloroquine study for Covid-19, after reviewing safety concerns” e “WHO Resumes Study of Hydroxychloroquine for Treating COVID-19”, entre outros.

    “Elementar, meu caro Watson”. E livre-se das ações da Gilead quanto antes, que a sua falta de informação não se compadece da sua propaganda. Em alternativa pode optar por uma estratégia baseada em “covered calls”, que sempre realiza algumas mais-valias.

    • j. manuel cordeiro says:

      Cavalheiro/a,

      Você é que trouxe tema do Lancet. Eu falei na FDA.

      Mas sobre The Lancet, o que lá está escrito é “As such, our reviewers were not able to conduct an independent and private peer review and therefore notified us of their withdrawal from the peer-review process.” Isto significa que não conseguem assegurar uma revisão independente do estudo. Não diz que a hidroxicloroquina ajuda ou não ajuda no combate ao covid.

      Sobre isso da Gilead, deixe os moinhos de vento em paz.

      • Paulo Marques says:

        Um epidemiologista que tenho seguido leu a desconstrução do The Guardian e concordou que tem tantos problemas que o estudo é lixo.
        O que não quer dizer que o oposto é verdade, ou que o Elvimonte esteja interessado em lá chegar.