Nas Regiões Autónomas e na Infopédia também há “contatos”

Lisboa é Portugal, mas o resto não é paisagem. O país, tirante a capital, não é apenas uma cara bonita que Lisboa pode apresentar ao parceiro de negócios estrangeiro. O resto do país tem, igualmente, direito a “contatos”, também por não ser menos que a Eleven Sports.

As Regiões Autónomas fazem parte do resto do país, porque a autonomia não é à vontadinha. Como a globalização é grande e o acordo ortográfico é o seu pastor, os “contatos” já chegaram aos Açores e à Madeira. Sim, podemos dizer, em termos ortográficos, que já chegámos à Madeira ou que isto é a casa da Mãe Joana.

Nos Açores, o gabinete da Vice-Presidência do Governo dos Açores usa duas vezes “contatos”. O gabinete do Presidente, por sua vez, tem “contactos”, mas é mesmo assim que deve ser, porque a ortografia medieval é variegada e, portanto, avariada.

Na belíssima página Visit Madeira, da responsabilidade da Direcção Regional do Turismo, também há – todos juntos, agora! – “contatos”!

As imagens que provam a existência dos “contatos” insulares vêm mais abaixo. Não é preciso agradecer, é para isso que cá estamos.

O jovem português em idade de formação poderá ficar com a impressão de que se pode escrever das duas maneiras ou poderá optar pela que está errada, mesmo sendo difícil saber qual é que está certa. O estrangeiro desejoso de aprender a escrever a nossa língua tem à sua disposição uma grafia dupla, mas poderá escolher a que mais lhe agradar, porque, com o AO90, há liberdade, mesmo que não haja ortografia. [Read more…]

Discotecas até às 20h?

Uma da tarde, ei, bem bom
Duas da tarde, bem bom
Já três da tarde, ei, bem bom
Quatro da tarde, bem bom
Cinco da tarde, ei, bem bom
Já seis da tarde, bem bom
Sete da tarde, ei, bem bom
Oito da noite, bem bom
Um lanche de tarde pra dois
Sem saber o que virá depois, bem bom!

Rui Gomes da Silva lança o quê?

If collectors who don’t play guitars didn’t buy them, their value would be based on what players feel they’re worth. But when the people who would really use them don’t get the chance, it’s a real shame.
John Frusciante

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A situação é grave e os responsáveis, depois de terem ignorado os avisos, encolhem agora os ombros perante o desastre.

Depois dos contatos de ontem e do reto de hoje, de facto, não há condições.

Vou de férias.

Até breve.

Actualização (16h56 de Bruxelas): O reto já tem pê.  E o abruto também. Mas o que causa os retos e os abrutos mantém-se. Não vamos lá com cirurgia estética.

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A Eleven Sports tem “contatos”

Na página da Eleven Sports aparece a grafia “Contatos”, como se pode verificar pela imagem e como poderá verificar qualquer internauta mais corajoso, se se abalançar por esses mares ortograficamente tormentosos do mundo virtual.

Sendo uma página dedicada ao desporto-rei, os visitantes serão mais do que as mães, tendo muitos deles interiorizado uma grafia que tem alternado nos últimos anos com “contactos”. Foram muitos os avisos para a queda de consoantes articuladas por influência visual da queda de consoantes mudas e necessárias (que a mudez não é razão suficiente para se descartar pessoas ou consoantes). A culpa é de quem impôs um alegado acordo alegadamente ortográfico.

A Eleven Sports surgiu num momento em que Portugal deixou de ter uma ortografia para ter apenas escrita, porque Portugal, neste assunto, não é um país, é um lugar mal  governado.

Sobre a morte de um homem

Bruno Candé, um homem de 39, anos foi assassinado. Por acaso, era actor e tinha filhos, mas qualquer morte estúpida é um desperdício de oportunidades, um universo irrepetivelmente desaparecido. Acrescente-se que tinha a pele escura.

De um lado, afirma-se que o crime resulta de racismo, porque somos um país racista. Do outro, nega-se, grita-se, até em manifestações, que os portugueses não são racistas. Estou mais perto dos primeiros, mas já lá vamos.

Para o falecido, penso que a morte teria exactamente o mesmo efeito se se descobrisse que o móbil tinha sido outro qualquer. Os que o choram estariam a chorá-lo e continuariam revoltados, porque a morte é quase sempre uma injustiça.

Não sei se os portugueses são racistas e não sei se alguém sabe, mas sei que um racista já é um racista a mais e também sei que há muitos racistas. Também sei que poderá haver mais racistas nuns sítios do que noutros. O racismo, residual ou estrutural, deve ser combatido em todas as trincheiras, especialmente nas escolas. Mesmo que seja ou fosse residual, é preciso não esquecer que o espaço e o tempo ainda estão demasiado cheios dele. [Read more…]

O Estado de Direito não é negociável, senhor primeiro-ministro

É evidente e inquestionável, pelo menos para mim, que o respeito absoluto pelo Estado de Direito tem obrigatoriamente que ser condição sine que non, não para ter acesso ao bailout pandémico da UE, mas para integrar o projecto europeu. É até mais importante, mais indispensável para a pouca cola que ainda une este espaço de democracia liberal, onde a liberdade de expressão, o direito a exercer jornalismo livre ou a possibilidade de pertencer a movimentos associativos e sindicais são direitos invioláveis e inalienáveis. Não é coisa pouca, e basta olhar à nossa volta para perceber isso mesmo. Vivemos numa bolha de privilégio. Um privilégio pelo qual devemos lutar. Por nós e pela sua expansão a outros povos.

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Isto é muito bom

Facebook has taken the EU to court for invading the privacy of its employees,

The social media company claims EU regulators have asked broad questions beyond the scope of two ongoing antitrust probes, and it has requested that the General Court in Luxembourg intervene. The EU is investigating both how Facebook collects and makes money from data and whether its Marketplace business has an unfair advantage over rivals in classified advertising.

É como se o Marques Mendes fosse fazer queixa de alguém por causa de coscuvilhice.

Para o BE, tragédia era não se aproveitarem da tragédia

Se a realidade não acompanhar o que pensamos, é fácil, altera-se a realidade.

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Náusea

É verdade que isto mete nojo, mas ainda não o suficiente.

Um sapo para o Chega

CH

Eis o sapo que os adeptos do Chega se preparam para engolir, após terem lido a reportagem da Visão e descoberto que o seu herói anti-sistema e anti-elite se reúne com o sistema no nada elitista Hotel Palácio, no Estoril, de onde regressa cheio de dinheiro e apoios de banqueiros e empresários do sistema, alguns deles com passado ligado a instituições tão nobres como o BES.

Chega de quê?

Ocidente e Oriente

 

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Mustafa Kemal Atatürk

25 de Julho. Dia de Santiago. Um dia importante para o Ocidente. A Catedral de Santiago de Compostela, na Galiza,  recebe os peregrinos (turistas, dizem uns, viajantes, dizem outros, uns crentes outros não crentes). Atravessam territórios de vários países. Já é assim há muitas luas. E esperamos que assim continue. Os peregrinos (turistas contemporâneos) são bem-vindos na Catedral, e o culto católico continua a fazer-se.

No outro lado do Mediterrâneo, na Turquia, a partir desta semana, Hagia Shopia (Bem inscrito na lista do Património Cultural da UNESCO) passa a ser novamente uma mesquita, após decisão do governo turco, decisão legítima, diga-se.

Quer o Papa goste, quer o Papa não goste. Muita gente, e de variados quadrantes, desde o Ocidente ao Oriente (políticos, dirigentes religiosos, jornalistas, bitaiteiros, enfim…..), tem-se pronunciado sobre essa decisão. Também na Turquia a questão  não é pacífica, e há muitas vozes contrárias.

UNESCO, ICOMOS, e outros organismos internacionais, tomaram posição pública sobre o assunto.

A discussão pode e deve ser feita, mas o que está em causa tem a ver também com a soberania de um Estado, de suas decisões, e com o cumprimento, ou não, de compromissos internacionais, por parte desse Estado (Convenção do Património Mundial, a que a Turquia aderiu voluntariamente).

Dito isto, muita matéria há que analisar, designadamente sobre o uso do Património Cultural (civil, religioso, arquitectónico, arqueológico, público, privado, da Igreja, etc, etc.), as alterações ao uso, as implicações físicas dessas alterações, a vontade das populações que interagem com esse Património, etc.

Todos reconheceremos (se formos à Assembleia da República e fizermos essa pergunta, a resposta será unânime, da extrema esquerda à extrema direita) que o Património Cultural (nas suas diferentes vertentes e manifestações) deve ser preservado e salvaguardado. E a sua utilização? Como o fazer e quem o deve fazer é que torna a coisa complicada. Qual deverá ser o papel do Estado (Administração Central, Administração Regional, e Administração Local) nessa matéria? E o dos privados? E a dita sociedade civil? E os proprietários desse Património (onde se inclui a Igreja Católica)? E aqui começa de facto uma conversa séria, que nos últimos anos nenhum governo ( desde José Sócrates até agora, nem recuo mais) quis encetar.

E assim voltamos novamente a Hagia Shophia. Assunto sério para reflectir sem preconceitos nem fundamentalismos.

Curiosamente o Ministro dos Negócios Estrangeiros Turco Yavuz Selim Kıran refere tuíte de um português:

“After the press release of UNESCO regarding Hagia Sophia, he asked why UNESCO does not push for Notre Dame and Vatican be turned into museums. I will give you another example from Cordoba. Cordoba Mosque was inscribed to the World Heritage List in 1984. It was converted to a Cathedral in 1236 and is still being used in the same function,”.

O chamado dedo na ferida.

O Liberalismo não é sobre dinheiro

Existe a ideia errada de que o liberalismo gira à volta do dinheiro. Não podia estar em maior desacordo. Ao contrário do que a esquerda e a direita conservadora, proprietárias de ideias coletivistas, nos querem fazer acreditar, todo o liberal luta apenas pela valorização do indivíduo. Claramente que a vertente económica também é levada em conta, mas o liberalismo não se prende aí. Também não é possível ser liberal na economia e conservador nos costumes. Quer dizer, é possível, mas é intelectualmente desonesto. É lutar pela liberdade apenas no que pode dar jeito a certo grupo. A partir do momento em que uma ideia apenas respeita a liberdade de uma porção de indivíduos, deixa automaticamente de ser uma ideia liberal.

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Tolerância

A ver se, de uma vez por todas, conseguem entender.

É-me, completamente, irrelevante a proveniência.

Taxas e as taxinhas à direita

No hemiciclo, PSD, CDS e IL opuseram-se (o Chega optou pela abstenção, o que na prática vai dar ao mesmo) às propostas que determinaram o fim das comissões praticadas por alguns bancos nas transacções através da aplicação MB Way, para operações de baixo valor. E qual é a lição a reter deste episódio? Simples: que a direita portuguesa só é contra taxas e taxinhas quando as mesmas são colectadas pelo Estado, para garantir as suas funções essenciais. Se for para engrossar os lucros da banca, estarão, como sempre estão, do lado dos banqueiros. Uma luta comum de conservadores, ultraconservadores, liberais e extrema-direita. O cheiro até pode ser diferente, mas os donos daquilo tudo, com uma excepção ou outra, costumam ser os mesmos.

Hoje é um dia negro para a democracia portuguesa

Hoje é um dia negro para a democracia portuguesa, escreve João Miguel Tavares e, por uma vez, dou-lhe toda, mas TODA a razão. Não apenas por deixar o primeiro-ministro de ir ao Parlamento de quinze em quinze dias para passar a ir de dois em dois meses; não apenas porque “Hoje é o dia em que um partido da oposição – custa a crer, mas a proposta nasceu do PSD – decide que o governo necessita de menos escrutínio e deve prestar menos contas ao Parlamento”;  não apenas porque “Hoje é o dia em que os dois maiores partidos portugueses atraiçoam os valores da liberdade, da representatividade, da réplica política e do confronto de ideias, em nome de uma visão autocrática da democracia que poderia ser subscrita por Viktor Orbán.“  Mas principalmente porque hoje é o dia em que esses dois maiores partidos portugueses espezinham a democracia amordaçando a cidadania, pois, “com origem numa iniciativa do PSD, sobe de 4.000 para 10.000 o número mínimo de assinaturas necessárias para que uma petição seja discutida em plenário.“ E  “na especialidade, foi também aprovado o alargamento de matérias que podem ser objeto de iniciativas legislativas de cidadãos, mas ‘chumbado’ outro dos objetivos do diploma original do PAN: reduzir de 20.000 para 15.000 o número mínimo de cidadãos que pode apresentar um projeto-lei à Assembleia da República.

Num abrir e fechar de olhos, estes dois partidos arrogantes e anti-democráticos matam assim, como se de moscas se tratasse, a possibilidade de levar a plenário tudo aquilo que importa a cidadãos empenhados, que exercem a cidadania no seu amplo sentido e se esforçam por intervir na configuração da sociedade, como é próprio de democracias vivas e fortes.

Esta é a expressão mais cabal daquilo que de nós querem estes partidos: que lhes demos o nosso voto para depois fazerem o que lhes dá na real gana; que lhes demos o nosso voto para depois nos mandarem calar; que lhes demos o nosso voto para depois nos comandarem.

Hoje é um dia negro para a democracia portuguesa.

Conivência, tacticismo ou…

O mistério sobre a liderança de Rui Rio não está nas suas consequências porque essas são, manifestamente, calamitosas, mas nas suas motivações. Eu, pessoalmente, vejo 3 hipóteses para explicar tanto desprezo pelas obrigações e deveres que assumiu e que tanto quis assumir e reassumir.

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Fundamentalismo religioso e extrema-direita: a mesma luta

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O fundamentalismo religioso não é, nunca foi e dificilmente virá a ser um exclusivo dos muçulmanos. Basta, aliás, um olhar atento sobre o que se passa em países como o Brasil, onde seitas evangélicas cristãs manipulam milhões de fiéis com curandeirismos e fraudes como a teologia da prosperidade, e que do dízimo de milhões de pobres e remediados produzem uns quantos pastores milionários, que ascendem aos céus de helicóptero.

A publicação em cima, da autoria de Manuel Matias, assessor do Chega, é, toda ela, uma ode ao fundamentalismo religioso. Tão óbvia, tão desprovida de racionalidade, ética ou moral, que qualquer explicação sobre a mesma se torna redundante. E não causa surpresa, ou não fosse o evangelismo radical um dos pilares que sustenta a ascensão do partido de extrema-direita, quer pela via do financiamento, quer pelo arrebanhamento das mentes frágeis que se submetem ao jihadismo evangélico. [Read more…]

«Porto vai celebrar o verão com música ao ar livre nos Jardins do Palácio»

Aguarda-se informação acerca dos festejos de verei, verás, verá, veremos e vereis. Exactamente.

Universo Espírito Santo – Acusação

Balcão do Banco Espírito Santo na Rua Augusta, Lisboa (2014).

Balcão do Banco Espírito Santo na Rua Augusta, Lisboa (2014)

A 14 de Julho foi tornada pública a acusação do “Caso BES”. A imprensa tem vindo a debitar partes desta acusação ao longo dos últimos dias. No entanto este é um documento importante para referência futura. Penso, por isso, que deve estar disponível na integra, livre para ser estudado e interpretado por todos, agora e no futuro.

Pode fazer o download na ligação seguinte:


2020-07-14 Despacho de Acusação BES

Miséria ética

Vejo as noticias e volto a descobrir que o Português que sou e quero ser, nada tem a ver com este Povo que, agora, habita este País. Um Povo sem carisma, sem garra, mas, acima de tudo, sem vontade ou consciência. E se essa percepção já era quotidianamente indesmentível por ser tão evidente, o resultado das preferências maioritárias deste Povo é de estraçalhar a esperança ao mais optimista dos seres.

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A transferência de Cristina Ferreira e o capitalismo subsídio-dependente

CFe

Foto: Expresso

A Plural Entertainment, empresa de produção audiovisual detida pela Media Capital, dona da TVI e da Rádio Comercial, entrou em lay-off em Abril, situação que se prolongou por dois meses. Escusado será dizer que, durante esse período de tempo, foram os contribuintes portugueses quem garantiu os salários dos trabalhadores da Plural – que perderam, em média, 30% dos seus rendimentos – a que acrescem 3,3 milhões de euros do pacote de 15 milhões que o governo destinou para apoiar a comunicação social com compra antecipada de publicidade. [Read more…]

Atitudes de primeira

No ano passado, quando o Leeds estava na luta pela subida de divisão, Bielsa arriscou não ganhar um jogo importante pelos seus valores. O resultado foi 1-1.
Este ano, subiu e foi campeão da segunda divisão.
Haja princípios!

Segurança enganadora ou os direitos que não são

Max Schrems

Passou quase despercebida por cá a decisão tomada esta semana pelo Tribunal de Justiça da UE sobre o pacto Privacy Shield, relativo à transferência de dados UE-US. E, no entanto, foi importante, positiva e deixa-nos na expectativa das consequências, ao considerar que o pacto não protege os direitos de privacidade dos cidadãos europeus.

O Privacy Shield é um acordo de partilha de dados pessoais para fins comerciais em uso por mais de 5.300 empresas, que, conforme considerou o Tribunal de Justiça da União Europeia, possibilita “interferências nos direitos fundamentais das pessoas cujos dados são transferidos” para os Estados Unidos, porque as autoridades públicas americanas podem ter acesso a eles, sem que isso se limite “ao estritamente necessário”.

É a segunda grande vitória do activista da privacidade austríaco Max Schrems, que já em 2015 tinha ganho um caso histórico sobre a transferência de dados da filial europeia do Facebook, na Irlanda, para a sede, na Califórnia, porque a privacidade dos utilizadores europeus não podia ser garantida devido à espionagem feita pelo serviço secreto NSA (conforme revelado por Edward Snowden) e porque o sistema jurídico americano apenas protege os direitos dos cidadãos americanos. Isso levou à anulação do programa Safe Harbour, o antecessor do ‘Privacy Shield’ – mas o segundo acordo pouco mais mudou do que o título. [Read more…]

Orgulho em ser Tripeiro!

Estamos em 2020 e fica mais uma vez provado como funciona Portugal. Já avançamos o suficiente para continuarmos a alimentar o centralismo que existe neste país. Ser do Futebol Clube do Porto e da Cidade do Porto, muitas vezes, é ter de arcar com a ignorância daqueles que fazem da Capital portuguesa a oitava maravilha do Mundo.

Deram o Futebol Clube do Porto como morto a meio do campeonato. Aliás, até antes de começar o campeonato. Fazedores de opinião pública criaram a ideia de que o Futebol Clube do Porto tinha medo de voltar no pós-pandemia. Televisões portuguesas fizeram acreditar que o povo do Norte, representando este com imagens da Cidade do Porto, é mal educado. Até num programa de televisão conseguem dar má imagem ao Norte, metendo dentro de uma casa pessoas que não representam minimamente as nossas gentes.

Jogamos bem ou mal? Melhor do que todos os outros clubes portugueses, pior do que muitos clubes que estiveram nas competições europeias. Mas o que está aqui em causa não é um campeonato ou uma competição. É a nossa dignidade e a forma como continuamos a ser tratados.

E sim. Temos defeitos. Erramos, tal como todos. Temos de saber reconhecer isso. No entanto, não é motivo para continuarem a pintar uma imagem do nosso povo como se de animais se tratasse.

Sou Português. Sou Portuense. Sou Portista.
E nem um átomo do meu corpo se envergonha disso!

Contra tudo. Contra todos. Contra o Covid.

Amo-te, FC Porto!

Obrigado, Pedro

Foram dezenas de anos, centenas de governantes, milhões e milhões e milhões de euros nossos. Todos lhe disseram que sim. Até aparecer alguém. Alguém para quem integridade não era uma palavra vã. Alguém para quem o interesse nacional era a única razão da sua magistratura. Obrigado Pedro Passos Coelho.

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A porta rotativa nunca mais será a mesma

A julgar como certas a informações divulgadas pela imprensa portuguesa, Ricardo Salgado terá escrito um livro de memórias, durante o confinamento de luxo que viveu durante estes seis anos, durante os quais decorreram os vários processos que o visam directamente. Estou expectante, e até disposto a desembolsar mais alguns euros, para ler a vingança do banqueiro. E imagino a quantidade de políticos a quem não deve caber um feijão, perante a possibilidade de verem as suas traquinices público-privadas expostas em praça pública. A porta rotativa nunca mais será a mesma.

Ide festejar para as Antas, sff

Agradecia aos adeptos do FC Porto que, durante os festejos, se afastassem das imediações da Ponte Luiz I. A minha gata não suporta nem foguetes nem buzinadelas e dormiu muito mal durante esta noite (foi a minha Mãe que disse). Muito obrigado.

Cavaco Silva deve uma explicação ao país. Sem bolo-rei na boca

CSRS

Já era conhecido o papel determinante de Ricardo Salgado e de outros aristocratas da família, nas duas eleições ganhas por Cavaco Silva para a presidência da República, na qualidade de principais patrocinadores das campanhas eleitorais do político mais político da história da política portuguesa. Já é longa, a relação que une Cavaco e Salgado.

Hoje ficamos a saber que esse financiamento, pelo menos no que à eleição de 2011 diz respeito, terá sido canalizado através da ES Enterprises, também conhecido como saco azul do GES, sediado nas paradisíacas e fiscalmente evasivas Ilhas Virgens Britânicas. Compreendem-se agora um pouco melhor as declarações de Cavaco, na antecâmara da queda do império Espírito Santo, quando assegurava que os portugueses podiam confiar no BES. Cavaco não tinha razão de queixa. [Read more…]

Viagem ortográfica à Idade Média

Nas escolas, está afixado o documento que podeis ver na fotografia, com a tripla chancela da República Portuguesa, do Serviço Nacional de Saúde e da Direcção-Geral de Saúde.

Nesse mesmo documento, ao alcance de milhares de alunos, podemos ver que a mesma palavra, ao que tudo indica, surge grafada de duas maneiras diferentes: “antissética” e “anti-séptica”.

Nos documentos emanados das chancelarias medievais, também era possível assistir a este fenómeno das duplas grafias, numa época em que a ortografia era, tal como hoje, uma utopia, ou seja, um não-lugar, uma inexistência. [Read more…]

Factura rima com

contractura. Contratura rima com magistratura.