Sequestradores e carcereiros da liberdade

Suspeito que a maioria dos portugueses sofre síndrome de Estocolmo e se prepara para reeleger Marcelo Rebelo de Sousa, no próximo Janeiro. O Presidente da República é um dos sequestradores e carcereiros do povo português, a par de António Costa, que enquanto vai distraindo as atenções com a novela política em torno dos Açores, anunciou um conjunto de restrições e proibições, capazes de fazer inveja a muito ditador pelo mundo fora. Mas não estão sós, contaram com a cumplicidade do PSD e Rui Rio, que deixaram evidente aos portugueses que não oferecem alternativa, apenas alternância política. O cada vez mais irrelevante CDS/PP também surge neste retrato de família ao lado dos torcionários.

Quem estiver disposto a votar nestes partidos em futuras eleições, não se pode queixar dos efeitos económicos e mentais que as medidas agora anunciadas irão provocar nas pessoas. BE, Chega e PAN, com a sua cobarde abstenção, evitaram comprometer-se, caucionando como método para o necessário combate pela saúde, a privação da Liberdade.
As falências que se adivinham nos pequenos negócios de comércio e restauração, a somar às que já aconteceram na hotelaria e turismo, têm 3 rostos principais, Marcelo, Costa e Rio. Todos os que vierem a perder emprego ou grande parte dos rendimentos, lembrem-se deles em eleições futuras. Por mim, enquanto viver, tudo farei para que não sejam esquecidos.
A saúde importa, mas a vida também é feita de escolhas, para combater um vírus que já provou ser letal, não se pode privar as pessoas de viver. Até porque a algumas pouco tempo poderá restar para desfrutarem a vida e não estão dispostas a ficar fechadas o tempo que lhes resta. Trancar à força contra a sua vontade as pessoas numa espécie de prisão domiciliária, é próprio de ditadores e só acontece em ditaduras. Faço votos para que em 2021 e anos seguintes, que os políticos que optaram por esta via, comecem a cair do poder, um após o outro. Não me interessa se são de esquerda ou direita, a Liberdade é mais importante que a ideologia…

Comments


  1. Foda-se. És tão burro.

    Com todo o respeito.


    • Este comentário também não foi particularmente inteligente. Certo ou errado, pelo menos o António expôs o o seu ponto de vista, mas sempre é mais fácil chamar burros aos outros do que contra-argumentar.


  2. Sonhos húmidos de cheganos/chegaminions dá nestas crónicas, enfim, patético.

  3. POIS! says:

    Pois, mas isto ainda não é nada!

    Parece que os malvados polpoto-mao-estalinistas-kimyonguno-marcelisto-costistas se preparam para proibir o sexo! Sim, um grupo de especialistas ouvido secretamente por Marcelo considera o sexo o principal fator de expansão da pandemia!

    Proibido o sexo deixaria imediatamente de existir pretexto para festas com música, bebida e até drogas que, invariavelmente, acabam em sexo.

    O Cardeal Patriarca concorda e compromete-se até a dar o exemplo. Outro grande apoiante é aquele senhor de Famalicão que pôs o Estado em tribunal por causa daquelas aulas de sexo disfarçadas de cidadania. Já se comprometeu a apresentar-se, junto com a mulher, às autoridades à hora rrservada para essa atividade, no caso, aos domingos depois da missa.

    Em contrapartida o Cotrim de Figueiredo ameaça, em forma de protesto, passar a operar na varanda ou até no cimo da estátua do Marquês (numa simbólica alusão à desgraça que foi o absolutismo). Força Cotrim!


  4. Não seria mais eficaz uma campanha de sensibilização com spots curtos e directos do que este proibicionismo? Não me venham dizer que já há muita informação, porque a maior parte das pessoas não tem tempo nem pachorra para ouvir briefings e debates intermináveis nem contagens diárias de mortos.

  5. Paulo Marques says:

    Sim, Donald, abrir tudo podia salvar tudo, desde os restaurantes aos hotéis, não há nada mais aliciante para os turistas.
    Aliás, nada melhor para o retalho do que imaginar se a próxima compra tem um bónus de um pedaço das valas comuns que os cemitérios são caros.
    Como vai a economia na China e o Vietname? Um desastre depois da contenção e intervenção do estado, só despedimentos. Nunca aprendem.


  6. Uma coisa é atingir a imunidade de grupo com a curva de infeções pouco inclinada, outra é com uma curva muito inclinada ou até exponencial. Mal comparado, é conseguir descarregar uma barragem cheia, abrindo os descarregadores ao máximo ou descarregá-la dinamitando o muro. Os estragos esperados em um e no outro casos são muito diferentes.

    A capacidade de propagação do Covid19 tem muito mais a ver com o nível de mobilidade do ser humano atual do que com alguma característica especial deste vírus. Pelo menos é o que parece se compararmos o volume de transportes aéreos (nº de voos x nº passageiros) de hoje e de há 30 anos atrás, o volume de transportes terrestres em autoestrada, viagens em cruzeiros, etc.

    Está a ser, de facto, uma boa oportunidade de testar a resiliência das populações dos países democráticos anglo saxónicos a medidas anti democráticas tomadas pelos governos com a “desculpa” de controlo da epidemia.

    Isso até pode ser bom, numa época em que os ventos sopram contra as referidas democracias. As pessoas já se aperceberam que a “Deusa Democracia anglo saxónica” não foi mais que um estratagema dos países que ganharam a guerra do século XX, para se apoderarem das riquezas dos países pouco desenvolvidas tecnologicamente. Esses países foram desapossados das suas riquezas, por compra, de uma forma legal. Porém o impacto social de aumento de pobreza a que essas compras conduziram provocam hoje o descontentamento geral das pessoas. Sem que elas saibam bem porquê, elas querem mudar.
    Por isso o advento do Corona vírus pode facilitar a transição de democracias anglo saxónicas para democracias musculadas…

    Esperam-nos “Democracias do tipo chinês ou russo”.

    Atrás de tempos, tempos vêm…

    • Filipe Bastos says:

      As pessoas já se aperceberam que a “Deusa Democracia anglo saxónica” não foi mais que um estratagema … o impacto social de aumento de pobreza a que essas compras conduziram provocam hoje o descontentamento geral das pessoas. Sem que elas saibam bem porquê, elas querem mudar.

      Não percebi: a democracia não é um estratagema; é o único sistema de governo decente e credível. A questão é termos uma falsa democracia, na prática uma partidocracia podre.

      As pessoas querem mudar porque são chuladas e roubadas por estas ‘elites’ desde sempre: antes pelos monarcas, hoje pelos pulhíticos e mamões que controlam esta monarquia 2.0.

      Na sua ignorância ou carneirismo, deixam-se iludir por Trampas e Bostas, ou pela falsa dicotomia esquerda / direita. Mas o desejo de mudança é legítimo; e precisamos de mais democracia, não de menos.

    • Paulo Marques says:

      Qual imunidade de grupo, ainda falta 90% para lá chegar… ops, excepto que tudo indica que seja de curta duração, ou seja, nunca. Ops.

  7. Filipe Bastos says:

    Primeiro, a “maioria dos portugueses” não deve reeleger o Martelo; a maioria dos portugueses nem vota. Da minoria de carneiros que ainda vai botar o botinho, é provável que a maioria vote Martelo. Mas são apenas 20% a 30% da população.

    Quanto ao vírus, os residentes do Aventar e a esquerda em geral continua a crer que se deve fechar o mundo, se tiver de ser, para controlar – sempre sem sucesso – um vírus que quase só mata velhotes cheios de doenças. Não há meio termo.

    Alguns, como o Paulo Marques, até se sabem privilegiados que podem dar-se a tal luxo. Mas essa (rara) consciência não os livra da acusação habitual: esquerda caviar que bota sentenças, da sua vidinha confortável, aos ‘trabalhadores’ de que gosta de falar mas cujos problemas não compreende nem partilha.

    É bom ficar em casa a falar de ‘racismo’ e ‘transfobia’, em pleno confinamento quentinho e ‘responsável’, a encomendar o jantar do mamão Uber, quando há quem o produza e entregue. Chato é que o estafeta, esse sacana neo-facho, depois vota no Chega.

    • Filipe Bastos says:

      Para que fique claro: não defendo o oposto destas medidas; não digo que o vírus é inofensivo ou que devemos fingir que ‘tudo vai ficar bem’, como diz aquela campanha idiota.

      A questão é que parar quase tudo, sem mudar mais nada deste capitalismo que precisa de actividade e crescimento constante, é na prática condenar os mais pobres a ainda maior pobreza.

      E fingir que não sabemos disso, e que as consequências serão bem piores, é de uma sonsice só ao alcance de privilegiados, funcionários públicos ou defensores acéfalos da Gerimbosta.

      • Paulo Marques says:

        Privilégio da função pública, só se for o de ganhar mal e porcamente acima do escalão mínimos. Ou, nalguns casos, o privilégio de esperar pela última da hora para saber se e onde trabalha este ano, apesar de lá estar à muitos.
        À, pois, esqueci-me, o Bastos quer que estejamos todos assim sem privilégios laborais, que parvoíce. Mas ainda sobra a herança, que na propriedade não se mexe.

    • Paulo Marques says:

      Sou de esquerda, não uso Uber, e Amazon só uma vez por ano porque não há alternativa para o produto. E não critico nem os chatos do telemarketing, têm que fazer pela vida, critico quem trai a classe a atirar para quem é desprotegido a ver se mantém as migalhas.
      Como sou tenho cérebro e consigo aprender, não me limito a criticar à espera da revolução, e já várias vezes referi várias assumpções capitalistas que são puramente teóricas e sem relação com a realidade, e ficar à espera da libertação pela recompensa monetária do trabalho é uma patetice.
      Mas o Filipe é livre de esperar que o salvador apareça de paraquedas no governo e… não mude nada, porque o mercado único enche-lhe as contas e a soberania dá muito trabalho.

    • Filipe Bastos says:

      Se acha que a função pública ganha mal e porcamente, Paulo, não deve conhecer muitos privados. Ou então só conhece bons empregos e quadros de grandes empresas.

      A larga maioria dos privados não só ganha pior como tem muito menos segurança, sobretudo nesta histeria covideira. O post seguinte do Moreira de Sá fala disso com razão.

      Eis a ‘esquerda’ que me irrita o nariz:
      — a que defende privilégios da FP como se esta existisse num vácuo, ou em algum país imaginário mais rico e bem gerido;
      — a que confunde identity politics com luta de classes, ou substitui esta por aquela;
      — a que confunde a conivência com chulos, corruptos e vira-casacas, como o Partido Sucateiro, com ‘pragmatismo’.

      • Paulo Marques says:

        O salário de um engenheiro, por exemplo, é muito superior no privado, e desde o início. Um médico idem. E, no entanto, vão por sentido de dever pela coisa pública
        Pode sempre continuar a desejar que continuem a fugir para outro lado, são escolhas. Com consequências.

    • Paulo Marques says:

      Os velhos e os outros:

      «Heart conditions associated with COVID-19 include inflammation and damage to the heart muscle itself, known as myocarditis, or inflammation of the covering of the heart, known as pericarditis. These conditions can occur by themselves or in combination. Heart damage may be an important part of severe disease and death from COVID-19, especially in older people with underlying illness. Heart damage like this might also explain some frequently reported long-term symptoms like shortness of breath, chest pain, and heart palpitations.

      The risk of heart damage may not be limited to older and middle-aged adults. For example, young adults with COVID-19, including athletes, can also suffer from myocarditis. Severe heart damage has occurred in young, healthy people, but is rare. There may be more cases of mild effects of COVID-19 on the heart that can be diagnosed with special imaging tests, including in younger people with mild or minimal symptoms; however, the long-term significance of these mild effects on the heart are unknown. CDC will continue to assess and provide updates as new data emerge.»


  8. Não suspeites! Eu tenho a CERTEZA que a MANADA boçal tuga vai votar nos seus pares!

    Merecem tudo o que está acontecer e ainda mais.

    • POIS! says:

      Pois temos de manifestar a nossa profunda gratidão!

      Gratidão sim, pela partilha desinteressada de mais uma previsão do eminente astrólogo Prof.vozinhaazerodecibolos, revelada através de uma apurada técnica de descodificação do futuro através da interpretação das borras de vinho tinto depositadas no fundo de um garrafão de cinco litros.

      Trata-se de uma atividade muito arriscada, ao alcance apenas de verdadeiros iniciados, já que o ritual exige que seja o próprio a esvasiar o garrafão através da integral absorção do seu conteúdo.

  9. Luís Lavoura says:

    O António de Almeida está muito exceitado com as novas restrições, que de facto afetam muito pouco. A maior parte das pessoas está em casa a dormir entre as 11 e as 5, o recolher obrigatório afeta-las-á pouco ou nada. E ao fim de semana o recolher obrigatório estará cheio de exceções.

    • António de Almeida says:

      As excepções irão servir para a generalidade das pessoas furar o recolher, com maior ou menor imaginação.
      Boa parte do comércio irá falir. Muitas famílias irão passar um Natal difícil, porque nem todos os pequenos empresários vão conseguir pagar salários e subsídios.
      A tal bazuca de que falam, será torrar o dinheiro que entra nas empresas amigas ou familiares do governo.

      • Paulo Marques says:

        Então, e adaptação do mercado, já não existe? O empresariado é só passar a conta ao estado, seja em subsídios directos ou indirectamente nos custos de saúde?
        E salvar modelos de negócio sem viabilidade nos próximos anos não seria torrar dinheiro? Dinheiro esse que teria de teria de entrar por um bolso para sair pelo outro, por questões de “responsabilidade” e “contas certas”?

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