O mundo onde o medo é rei e senhor

Ser cobarde não é ilegítimo. Apenas excepcionalmente será uma transgressão. Aliás, e no limite, até poderá ser um direito.
Da mesma forma, ser inseguro, ser morbidamente prudente, ser doentiamente cuidadoso também o poderão ser.

Agora e com a certeza absoluta, não podem ser e não são obrigações. Os que por fragilidades estruturais, ressabiamentos passados ou escolhas individuais queiram monasticamente dedicar a sua vida ao “temor” que o façam, mas não obriguem todos os outros a adorar o mesmo deus.

A pior consequência da “pós-modernidade” é a avassaladora necessidade da segurança absoluta, é a convicção generalizada que o risco, a incerteza ou o acidental têm de ser extinguidos. Mais grave e terrível é o “direito” que por consequência as pessoas pensam ter de exigir isso sempre e para já.

E depois, num mundo onde a “fraqueza” é a característica transversal à grande parte dos seus membros, estão criadas as condições propícias para a exigência tão “socialista” de obrigar os outros a fazer o que nós não conseguimos fazer e de obrigar os outros a ser o que nós somos mesmo que eles não o queiram ser. 

Sem perceberem que as condições que lhes permitem esse autoritarismo perverso são consequência do arrojo e não do receio. Que o nível de democracia que lhes permite reivindicar tudo e mais alguma coisa (democracia cujos princípios mais elementares acabam ilogicamente por renegar) é o resultado da bravura de tantos e tantos que antes deles prescindiram do seu bem-estar para dar um melhor mundo ao mundo. 

Sem perceberem que a vida, que a natureza, que o cosmos são predominantemente incerteza, são quase sempre acaso e são recorrentemente aleatórios. Que a absoluta segurança é uma impossibilidade material e que a sua procura cega, anula o que de melhor a existência tem para nos oferecer. 

Sem perceberem, e essa é a prova “provadinha” da implícita estupidez que os anima, que o estado de pânico generalizado que pretendem instituir (se já o não fizeram) leva a erradicação da individualidade, à universalização do anonimato, à extinção da vontade própria e do livre arbítrio, à condição de “manada” que, inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo se virará contra eles próprios. Quando a injustiça os atingir, nada nem ninguém estará disposto a ajudá-los. E mesmo que algo ou alguém ainda mantivessem um lampejo de solidariedade que os animasse ao socorro, o próprio sistema que desejaram e obtiveram, proíbe terminantemente esse auxílio. 

Portanto exijam que eu os não prejudique, que a minha liberdade não invada as fronteiras da liberdade deles, que a minha “irresponsabilidade” não destrua a vida asséptica que tanto desejam. 

Mas não me imponham a vossa moral tão amoral. Não me forcem os vossos valores tão progressistas, mas tão progressistas que pouco ou nada diferem dos da vulgar “rata de sacristia”. 

Porque o vírus não se rege pelas vossos infinitos e deturpados receios. Não cede complacente nas situações que a vossa “moral” aceita e, pelo contrário, prolifera imparável naqueles locais que vossemecês abominam e temem. 

Com ou sem vírus, deixem-me viver a minha vida. Porque ao contrário do que vocês pretendem, com mínimos de cuidado, a minha vida não vai modificar a vossa. Mas a vossa parece exclusivamente dedicada a alterar a minha

Comments

  1. J. M. Freitas says:

    Contém ideias com as quais simpatizo e outras que não.
    “a avassaladora necessidade da segurança absoluta, é a convicção generalizada que o risco, a incerteza ou o acidental têm de ser extinguidos.”
    Concordo. Seria interessante enunciar as consequências mas o espaço é curto para tanta coisa.
    ” a exigência tão “socialista” de obrigar os outros a fazer o que nós não conseguimos fazer”. Socialista porquê?
    Quando uma empresa obriga alguém a trabalhar (sobretudo em tarefas desagradáveis) e paga pouco ou nada, despedindo… Isso é socialismo? Ou eu entendi mal?
    ” a minha vida não vai modificar a vossa. ” Discordo. Suponho que se refere à vacina. Ora se você adoecer, a probabilidade de outrem sofrer consequências aumenta. O comportamento de alguns pode influenciar outros de maneira inaceitável. Exemplo(um bocadinho exagerado de propósito): quem achar que deve circular pela esquerda nas auto estradas influencia de maneira decisiva a vida de terceiros.

  2. Paulo Marques says:

    E o medo da peste grisalha, da inflação se se criar muito dinheiro, do fim dos medicamentos se não forem subsidiados e o preço baixar muito, do caos se as ruas das cidades não forem filmadas, o medo do capital ir embora se não lhes dermos coisas, o medo de não se poder construir casas para pobres, o medo de se temer a revolta de quem trabalha, o medo de já mão terem as cidades desenhadas à volta de 2 toneladas de liberdade poluente, etc, já são medos do bem?
    Sabem lá o que é injustiça, só porque têm que ter um ligeiro desconforto e obrigações. Bem vindos ao mundo real.

  3. Paulo Marques says:

    Também estou à espera que os meninos amantes da propriedade privada e da lei e ordem digam alguma coisa em defesa dela, tal como em Agosto do ano passado palraram muito.

  4. Filipe Bastos says:

    Estou como o J. Freitas, concordo em parte.

    Aliás, exceptuando os covideiros mais convictos e entusiastas, tipo Paulo Marques, creio que todos +- concordarão em parte.

    Onde o Osório vai além do chinelo, como é habitual nos direitistas, é quando 1) chama a isto socialista; e 2) cala a responsabilidade dos seus caros mamões privados na lucrativa histeria.

    Fala também em ‘democracia’ sem entender o que esta significa: nada foi discutido ou votado. Mas isso não são só os direitistas. A esquerda também não sabe nem gosta de democracia.

  5. J. M. Freitas says:

    “é quando 1) chama a isto socialista; e 2) cala a responsabilidade dos seus caros mamões privados na lucrativa histeria”
    Esse é um ponto de muita importância. Não percebi onde é que o autor foi buscar a ideia do socialismo associada àquilo. E, como não surpreende, esqueceu “mamões privados na lucrativa histeria.”

    • POIS! says:

      Não percebeu?

      Já ouviu falar em normas sobre calibre de rebites de cabeça boleada? A lenda das sete pragas do Egipto? Os hábitos de reprodução das cegonhas de bico amarelo? As obras completas de Corin Tellado? As regras de fardamento da Guarda Suíça do Vaticano? A décima primeira sinfonia de Bruckner? A desflorestação da Indonésia? A técnica de salga do chouriços de porco pata negra? A queda dos graves, e até a dos agudos?

      Pois tudo está associado ao socialismo. Pelo menos por estes lados.

    • Paulo Marques says:

      Socialismo é o estado contractar vários fornecedores a boa margem de lucro, liberdade era direccionar o retorno económico para o que as pessoas escolhessem independentemente dos resultados.
      Claro que, fosse o estado pagar Paxlovid para todos, evitando criar imunidade na maioria, e estadias em hospitais privados, como tanto pedincharam, já voltávamos ao mérito de termos que o pagar.

  6. POIS! says:

    Pois, citando…

    “Mas não me imponham a vossa moral tão amoral. Não me forcem os vossos valores tão progressistas, mas tão progressistas que pouco ou nada diferem dos da vulgar “rata de sacristia”.

    Pelos vistos, nas sacristias, só há “ratas”.

    Significativo.

    PS. A não ser que o comentário esteja em castelhano, Mas então tem uma montão de erros.

    • Abstencionista says:

      Querido Xô Pois,

      Concedo que de ratas percebas pouco mas sobre o largo dos ratos tens um mestrado!

      E para isso não são necessários estudos.

      Quanto aos chouriços pata negra, aconselho que te mantenhas longe da salgadeira.

      Bjs

      • POIS! says:

        Olha!O Abstencioneiro insiste! Outra vez a marrar?

        Pois cá está mais um douto comentário de um verdadeiro especialista em…tamanhos.

        Que aprendeu na tropa. A prova está aqui, neste blogue:

        https://aventar.eu/2021/11/26/medicoes-penianas-ou-a-zona-confortavel-do-pensamento/#comments

        Desçam um bocadinho na página e vêem logo que o Absrtencioneiro no assunto é mestre.

        E não só estudou bué como fez trabalho de campo. Lá na tropa.

        • Abstencionista says:

          Xô Pois

          É muito feio fazeres comentários ordinários com o meu perfil e usares um link para esmaecer a minha excelente imagem junto dos aventares!

          Agora podes gabar-te entre os teus colegas avençados do rato que plagiaste o perfil do prestigiado Abstencionista.

          Mas quem me conhece saberá distinguir entre o Abstencionista verdadeiro e o “Abstencionista Pois”.

          É facil pois os meus comentários são inteligentes e os teus são apalermados.

          Como dizia o filósofo e poeta, meu conterrâneo, Saavedra Matos: “os borrachões são uns aldrabões”!

          • POIS! says:

            Pois é, Abstencioneiro Marrante!

            Eu nem sei se hei-de responder. Porque, se calhar, este “comentário” Abstencioneiro também

            Disse “usted” perfil do…”prestigiado Abstencionista”??

            “prestigiado Abstencionista”????

            Ahhhhh! Ahhhh! Ahhhh! Ah! Ah! Ahhhhh! Ai que o Abstencioneiro é tão cómico! Aiii que nem posso! Ahhhhh!

            Ah! Ah! Ahhhhh! Ah!

            Ahhh! Ah! Ah! Já não me ria assim desde que o outro caiu da cadeira!

            Uma coisa lhe digo: eu não fiz comentário nenhum com o “perfil” de Vosselência. Não uso as táticas estalineiras que aprendeu lá nas suas visitas de “beija-mão” ao Hotel Vitória.

            Se não foi Vosselência terá sido o seu amado bobi, ou o seu maisquetudo tareco, ou algum dos seus mimados rebentolos que andarão lá por casa.

            Tenho como certo que Vosselência inventou mais esta patranha porque é um cobardolas da pior espécie.

            “Comentários inteligentes”? Quais? Vosselência há anos que nem comenta. Só marra!

            PS. Para quem ainda não viu, aqui vai o link para o “inteligente” comentário do Abstencioneiro Marrante:

            https://aventar.eu/2021/11/26/medicoes-penianas-ou-a-zona-confortavel-do-pensamento/#comments

            Baixem um pouco na página e vejam. É um verdadeiro mestre em…vejam!

          • POIS! says:

            Falta na terceira linha:

            (…)este “comentário” Abstencioneiro também acabará por ser “feito por mim” (usando o perfil do “inteligente” Abstencionista”…

          • POIS! says:

            Ah! Pois é, ó Marrante!

            E tem razão o seu conterrâneo Saavedra Matos (cujas funções desconheço. Tanto pode ser gangster, como mecânico de bicicletas, como cortador de carnes verdes):

            “os borrachões são uns aldrabões”!

            E a prova é justamente V: Exa. Aliás, uma das suas grandes inspirações. V. Exa. foi, aliás, um verdadeiro muso, a etílica inspiração de toda a sua obra poética.

        • Abstencionista says:

          Querido Xô Pois

          Analisei cuidadosamente o comentário “lincado” que regurgitaste em meu nome e cheguei a duas conclusões:

          1 – Foste tropa;

          2 – Tinhas a especialidade de vago mestre medidor de bráulios.

          P. S. Para tua informação: não cumpri o serviço militar porque tenho os pés chatos.

          • Maria Isaura says:

            A besra Sionista

            ” os pés chatos.” ?

            E o resto ?

          • POIS! says:

            Pois tá bem!

            Outra vez a marrar??Outra vez a marrar??

            Vosselência não sabe fazer mais nada, ó “prestigiado” e “inteligente” Abstencioneiro??

            O problema de Vosselência é que a chateza não lhe ataca só os pés. Além de estar cheio de chatos por todo o lado, até o cérebro é achatado.

            E não cumpriu o serviço militar porque lá na Amadora descobriram que é Mestre em, e que se fartou de estudar…coisos.

            É certo que Vosselência, para disfarçar, afina cada vez que vem à baila o Jaime Neves. Confere!

            Isto:

            https://aventar.eu/2021/11/26/medicoes-penianas-ou-a-zona-confortavel-do-pensamento/#comments

            PS: Baixem um pouco na página e vejam. O Abstencioneiro é um verdadeiro mestre em…vejam!


  7. Por favor, não limitem a minha liberdade de contagiar os outros. É isto, não é?

    • Já agora... says:

      Caro Rui,

      Quantas pessoas se sente responsável por ter potencialmente morto contagiadas pelas suas gripes anteriores a 2019?

      • Paulo Marques says:

        Por falta de capacidade médica, ou cansaço da mesma? 0.

        • Abstencionista says:

          • Paulo Marques says:

            Grato, mas não vejo tudólogos que não pegam em livros. Já bastam os Tavares.

        • Note-se que... says:

          Tivessem “partido” o SNS “ao meio” para separar gripes de tudo o resto, e se calhar tinha tido “falta de capacidade médica ou cansaço da mesma”. Ou seja, isso que diz, deve-se ao número de internados que nem no pior pico esgotou a capacidade, ou deve-se a os recursos estarem partidos “ao meio”?…

          • Paulo Marques says:

            Pois não esgotou, porque se fez coisas competentemente, noutros sítios nem por isso. Mas esgotou a logística, com ambulâncias paradas à entrada do hospital, e coisas parecidas.
            E, a seguir, também não se separa o sarampo, a malária, ou a legionella de tudo o resto? Juízo, pá.

          • Note-se que... says:

            Já noutros anos houve muita ambulância parada à porta. Já noutros invernos vi eu muita gente, incluindo a minha mãe, com gripes e pneumonias, em macas pelos corredores…

            Em relação a essas comparações de uns virus com outros e até com bactérias como se tudo fosse igual, ver o que respondi abaixo.

            “Juízo, pá.”? Quem é o Paulo para falar do alto dum pedestal? Acha que só quem comunga a sua opinião é que é adulto e trata os demais como crianças? É que deliberadamente ou não, isso mina a racionalidade de qualquer discussão…

          • Paulo Marques says:

            O intelectual é que afirma que é parvo ter cuidados acrescidos com doenças altamente contagiosas pelo ar, mas eu é que mino a discussão. Quando os casos das outras até diminuem com isso.
            E é só essa a comparação.

          • Note-se que... says:

            Continua com invectivas e ad hominems sarcásticas…

            Além disso, mete palavras na boca dos outros: onde é que eu disse que “é parvo ter cuidados acrescidos com doenças altamente contagiosas pelo ar”? Mas sim, não é de todo o Paulo que mina as discussões, são os que discordam de si…

            Conteste os argumentos, não as pessoas.

            Por falar nisso: que se saiba, os corona virus não se transmitem “pelo ar”, isso é uma imprecisão não isenta de significância… Transmitem-se nas gotículas que podem estar momentaneamente suspensas no ar, podem estar em superfícies, ou podem evaporar deixando o virus sem “transporte”… Podem, portanto, estar suspensos no ar, mas não têm asas nem estão imunes à força gravítica, que é o que sugere a formulação semântica escolhida pelo Paulo. E sim, a semântica é importante quando se quer discutir assuntos no plano racional…


      • Caro “já agora”, quer mesmo comparar uma doença que em perto de dois anos, apesar das medidas que foram tomadas contra ela, matou mais de 5 milhões de pessoas com a gripe sazonal que mata entre 200 mil a 600 mil pessoas por ano?

        • Já agora... says:

          Sim, quero. Quero comparar um corona virus respiratório com outro corona virus respiratório que tem uma letalidade ligeiramente superior. Ao contrário do Paulo aqui em cima que quer compará-lo com virus com formas de transmissão totalmente distintas e taxas de letalidade bem superiores e até com infecções bacterianas como a legionella…

          Porquê, não se pode comparar?!


          • Quem “levou” as gripes para esta conversa foi o meu caro.
            Agora decidiu mudar de assunto e quer comparar coronas com coronas. Acho bem, mas isso traz-nos a uma conversa diferente.

          • Já agora... says:

            Não, caro EMS. Não mudei de assunto. A gripe é causada pelo Influenza, que à semelhança do SARS-COV-2, é um corona virus.

            Não nos traz a uma conversa diferente, é a mesma e comparam-se alhos com alhos. E não, como quis fazer o Paulo, com bogalhos…


          • Que disparate meu caro, não admira que faça essas confusões.
            O influenza não é um Corona. São até de Filos diferentes.

          • Tuga says:

            Ja agora digo eu

            “Não, caro EMS. Não mudei de assunto. A gripe é causada pelo Influenza, que à semelhança do SARS-COV-2, é um corona virus.”

            Temos que agradecer ao fakebook, para nos formar estes “cientistas”, sem o qual o Mundo não consegui sobreviver

            Muito obrigado “Montanha de Açucar”

          • Já agora... says:

            Caro EMS, obrigado por me chamar a atenção.

            Tem alguma razão. Taxonomicamente não o são, sendo que a taxonomia viral não é de todo consensual por razões várias.

            Ainda assim, do ponto de vista empírico e relativamente à forma de transmissão, sintomatologia e fisiopatologia são semelhantes o suficiente para se poderem comparar. Ou não? Comparar não significa equivaler, antes pelo contrário. É dizer que são diferentes no que são diferentes e semelhantes no que são semelhantes.

            Mas questão mantém-se: Não se podem comparar?

            =========================================

            Ao Tuga,

            Digo-lhe o mesmo que já disse ao Paulo, conteste argumentos em vez das pessoas.

            Ou quer racionalmente discutir as coisas para que daí resulte benefício/informação/aprendizagem, é duma forma. Quer só minar a discussão e provocar reacções emocionais, continue que está no bom caminho.

            Não tenho facebook nem tão pouco o frequento. Todos “sabemos” coisas que são equívocos, nem eu nem ninguém está imune a isso. Ao contrário do EMS, a sua resposta não contribui nem para a discussão em causa, nem para acrescentar conhecimento. Apenas contribui para lhe auto-massajar o ego e reforçar as suas crenças, correspondam elas, ou não, à realidade…


          • Claro que a taxinomia é importante. Classifica os seres, diferencia-os, dá-nos a ideia de como são e de como funcionam.
            O “já agora” na sua ansia de meter tudo no mesmo saco vai comparar uma mosca com um abutre apenas porque ambos voam e alimentam-se de matéria em decomposição.
            Irá aprender as diferenças da maneira mais dura quando tentar matar um abutre com um jornal enrolado.

          • Já agora... says:

            Caro EMS,

            A taxonomia é importante, mas a dos virus em particular está longe de ser consensual, por diversas razões – uma das quais não haver sequer consenso quanto à sua classificação como seres vivos. Acresce que a taxonomia viral nem sequer se subdivide da mesma forma que a dos tais seres vivos.

            Atribui-me uma “ânsia de meter tudo no mesmo saco” que não tive, foi apenas um lapso. Como o seu lapso de afirmar que pertencem a filos diferentes, quando a taxonomia viral nem sequer se divide em filos:

            *”Os vírus também são classificados dentro de grupos taxonômicos, assim como os seres vivos, porém, seguindo uma regra particular de classificação. Vírus não são agrupados em domínio, reino, filos ou classes. Desta maneira, a estrutura geral da taxonomia dos vírus é a seguinte:[5]

            Ordem (-virales);
            Família (-viridae);
            Subfamília (-virinae);
            Gênero (-virus);
            Espécie.”*

            Fonte – Wikipedia

            Dá o exemplo hiperbólico da mosca e do abutre (que não representa uma comparação análoga à que quero estabelecer), mas continua a não responder à questão em si: Podemos comparar, ou não? Se não, porquê?

            É que mesmo que fossem diferentes filos, como a mosca e o abutre, só estabelecendo a comparação poderemos concluir que o jornal não serve para um como serve para o outro. (E ainda assim, não o aconselho a usar o jornal para todos os artrópodes – o filo a que pertence a mosca. Com as lagostas também não ia funcionar muito bem…)

            Concluindo: mantenho a minha resposta à questão com que me interpelou: quero comparar, sim. E pelo exemplo que me deu, devia concordar que essa comparação é útil, pois só ela pode estabelecer as diferenças e as semelhanças…


        • Se usar o jornal “Expresso” garanto que a lagosta não fica nada em bom estado.
          Mas se tem duvidas se o corona e o influenza não são “animais” diferentes é só perguntar no google por diferenças entre corona e influenza. Simples, não é?

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