Grow a pair, Dr. Fauci

Não sou (nem preciso de ser) negacionista, e sei, como qualquer indivíduo com mais de três neurónios, que na China a transparência é uma ficção. Mas de que país é mesmo a Pfizer, que lançou uma vacina para o mercado sem a testar na prevenção só contágio, apesar de garantir que o prevenia? Grow a pair, Dr. Fauci.

Há mais vida para além do medo # 1 – O exemplo do Tenente Columbo

Num passado recente, disse-se que “há mais vida para além do défice”. Mais tarde, e paulatinamente, começou a desenvolver-se a ideia de que “há mais vida para além da pandemia”. Hoje, diria que “há mais vida para além da guerra”.

Curiosamente, existe um denominador comum ao défice, à pandemia e à guerra, enquanto temas fulcrais – para não dizer únicos – da actualidade, em cada um dos momentos: o medo.

Enquanto instrumento que mantém activo o nosso sistema de vigilância, o medo é essencial para que estejamos atentos ao que se passa em nosso redor e às interacções com o tempo, o espaço e os outros, que fazem parte do nosso quotidiano. É o que nos mantém em alerta quando atravessamos a rua, quando falamos com alguém, quando tomamos uma decisão.

Mas, o medo é, também, um ancestral instrumento de condicionamento comportamental quer no âmbito da educação quer no âmbito da vida em sociedade. Seja o medo do papão ou do bicho mau, para que se coma a sopa toda, seja o medo de expressar opinião ou tomar posição pública sobre certo assunto.

Ditaduras e democracias, através de métodos variáveis e com graus de severidade diversos, usam o medo como modo de modelação de comportamentos quer individuais quer colectivos. Seja propaganda, seja publicidade, a indução de comportamentos por via do medo, visando acção, omissão ou reacção, é transversal a qualquer organização social, corporativa ou religiosa.

Aqui, existe um papel fundamental por parte da comunicação social, no modo como o medo é transmitido ao indivíduo visando a sociedade. Reiterando mensagens de conteúdo pré-estabelecido, a ordem da percepção, e a percepção da ordem, constroem-se com vista ao estabelecimento de uma realidade quase sempre conducente a uma só verdade.

Sem querer recuar ao Estado Novo, em que o medo era, desde logo, um instrumento de perpetuação do poder instalado e dos respectivos interesses económicos, corporativos e económicos circundantes, bastará apreciar como, em democracia, o medo tem sido um recorrente mecanismo de condicionamento social, quer em matéria de pensamento quer em matéria de comportamento. [Read more…]

Taxa de desinfecção covid: como o Grupo Trofa Saúde me cobrou 25€ para desinfectar as suas instalações

Vim ao hospital com a minha patroa, para a acompanhar numa série de exames. O único hospital existente na nossa cidade, a Trofa, é privado, e pertence ao Grupo Trofa Saúde.

Aqui chegados, fomos directos à admissão. Chegada a nossa vez, fomos prontamente informados sobre a taxa de desinfecção covid, de 25€.

Sendo uma taxa no privado, assumi desde logo tratar-se uma taxa do bem, não um desses confiscos soviéticos do governo Kosta, como é conhecido o primeiro-ministro na chaluposfera.

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Portugal à procura de cura

Não eram necessários muitos exames para perceber que o povo português está deprimido. Domingo, tarde e a más horas, como em qualquer país que acha que o Estado tem a solução para tudo, tivemos a confirmação de que Portugal sofre de depressão. Somos um país apático, passivo, que aceita qualquer tique tirânico pelo poucochinho. Estas eleições ficam para a história como aquelas que deram a maioria ao Governo que usou a pandemia para arruinar a vida de pequenos e médios empresários, juntando-se mais uma vez aos cães grandes e amigos, à boa moda socialista. Também é o Governo que teve um Ministro que não saiu do carro depois do seu motorista matar uma pessoa. É o Governo que achou sensato proibir venda de livros em supermercados. Da economia a medidas sociais, este PS aniquilou a liberdade individual em nome de uma falsa sensação de luta comum.

Portugal poderia estar animado. Ou então revoltado. Mas não, Portugal já não tem esperança e passa um dos piores momentos de sempre. Chegaremos ao fim desta legislatura como o país mais pobre da Europa. Vemo-nos a ser ultrapassados por países da Europa Central e do Leste, que optaram por medidas liberais. Temos uma esquerda arrogante que constantemente usa desculpas como a Irlanda ter a sorte de falar inglês ou da República Checa ter a sorte incrível de estar ao lado da Alemanha. Na cabeça desta gente, a Irlanda tem inglês como língua oficial e a República Checa está ao lado da Alemanha há meia dúzia de anos. O desespero da esquerda com os liberais é facilmente justificável. Primeiro, os liberais têm ideias que realmente funcionam e fizeram crescer imensos países. Segundo, porque os liberais, ao contrário do que a esquerda proclama, não prometem uma sociedade ideal. Os liberais nem sequer prometem um fim em si, apenas lutam por que os cidadãos possam ter maior margem de manobra para se cumprirem. Enquanto a esquerda usa as pessoas para servir a ideologia, os liberais usam a ideologia para servir as pessoas. Os liberais não necessitam de criar lutas artificiais entre classes, com um discurso altamente preconceituoso e com pitadas de inveja. Os liberais delinearam muito bem desde sempre os seus inimigos: aqueles que substituem o indivíduo pela sociedade, venham eles da esquerda ou da direita.

Mas há esperança de encontrar a cura. O povo português é trabalhador, tem vontade de ser feliz e, certamente, não quer que uma metade do país esteja a sustentar a outra. Para a esquerda, cada vez que o Estado ajuda alguém é uma vitória, mas é uma derrota terrível. Um país que depende tanto de uma instituição que rouba os seus contribuintes de forma descarada é um país falhado. Qual a cura? [Read more…]

Cinco tostões sobre a pandemia

A propósito do pânico crescente que vem tomando conta de muitos portugueses, devido ao aumento exponencial de casos positivos ao longo dos últimos dias, queria partilhar convosco três pedaços de informação: um comparativo entre 29 de Dezembro de 2020 e 29 de Dezembro de 2021, uma imagem retirada directamente da plataforma da Universidade John Hopkins e um quadro-resumo feito pela CNN Portugal.

Comecemos pelo comparativo:

29 DEZ 2020

3336 casos
74 óbitos (média semanal: 71)

29 DEZ 2021

26867 casos
12 óbitos (média semanal: 14)

Não me quero armar aqui em cientista, mas parece-me que o número de casos positivos não será a métrica mais preocupante neste cenário. Até porque número de óbitos é cerca de 1/6 daquele que se verificava há um ano, ao passo que o número de casos positivos é hoje o óctuplo do valor registado há exactamente um ano. A ocupação das UCIs também é bastante inferior à verificada há um ano, mas já lá iremos.

O que é que isto quer dizer?

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Omícron – uma boa prenda de Natal?

A manipulação mediática através do medo tem conseguido atingir o seu objectivo, mas uma análise mais ponderada, não obstante o crescimento exponencial de novos infectados, mostra-nos que esta variante induz doença ligeira e, não menos importante, oferece imunidade à variante “delta”.
Lendo o quadro comparativo produzido pela CNN com dados da DGS da semana entre 20 e 27 de Dezembro de 2020 e 2021, concluímos que a “Omícron” não está a obrigar à hospitalização de muitos infectados, 9,5%, nem de internados em UCI’s, 1,6%.

Quadro comparativo 2020/2021 de 20 a 27 de Dezembro da CNN com dados da DGS

Com estes dados e depois de ouvir alguns especialistas como há pouco Manuel Carmo Gomes na SIC, será de todo aconselhável seguir a estratégia iniciada por Singapura, a de deixar esta variante correr pela comunidade, uma vez que produz doença ligeira, menos internamentos, gerais ou intensivos, internamentos menos prolongados, de modo a reforçar a imunidade da população.
Dito por outras palavras, talvez esta “omícron” tenha sido um belo presente de Natal.

No entanto, há problemas ainda a resolver e a tratar com urgência:
1 – colocar a linha SNS24 operacional JÁ, [Read more…]

O mundo onde o medo é rei e senhor

Ser cobarde não é ilegítimo. Apenas excepcionalmente será uma transgressão. Aliás, e no limite, até poderá ser um direito.
Da mesma forma, ser inseguro, ser morbidamente prudente, ser doentiamente cuidadoso também o poderão ser.

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DGS falha no jogo B SAD vs Benfica

De nada adianta arremessar culpas clubísticas para os clubes intervenientes ou para a Liga de Futebol. O assunto é bem mais grave!
A DGS e a sua estrutura de saúde pública, responsável por impor quarentenas e isolamentos profilácticos nos casos previstos nas suas normas e regras, falhou gravemente ao não isolar todos os jogadores e equipa técnica do B SAD, uma vez que, treinando juntos, jogando juntos, seria exigível, no mínimo, o isolamento profiláctico.

Não adianta sacudir a água do capote! Como há pouco disse a Sra. Dra. Graças Freitas, diante da situação, deve prevalecer o princípio da precaução. Ora foi exactamente esse princípio que, neste caso, a DGS não observou.

COVID 19 – Singapura e Países Baixos na nova vaga

Não é já surpresa para ninguém que estamos a entrar numa nova vaga de infecções pelo SARS COV 2 e que se prevê que não seja de intensidade inferior às mais ferozes que já sofremos. O número de infectados aumenta assustadoramente na Rússia, na China, na Bulgária e Roménia, mas também na Alemanha e Países Baixos e, inesperadamente, em Singapura, um dos países com maior taxa de vacinação – 80%.
O que está a acontecer em Singapura é explicado pelos costumeiros especialistas que tal se deve aos que não tomaram vacinas, mas tal não é verdade à luz dos factos revelados pelos números. Com efeito, a COVID 19 está a instalar-se indiscriminadamente entre vacinados e não vacinados, sendo que, tendo a verdade factual sempre como Norte, os vacinados estão a escapar com muito mais facilidade à severidade da doença, nomeadamente em internamentos, em cuidados intensivos e decessos.
Como irão ou como estão já a reagir os países a este fenómeno?

Os Países Baixos acabam de anunciar o regresso a um novo confinamento parcial, [Read more…]

Somos governados por negacionistas

Nestes tempos que vivemos, aos olhos do Estado e sua armada, a linha entre céticos e negacionistas é bastante ténue. Toda e qualquer atitude que questione decisões do Governo ou das altas instituições em relação à pandemia é intitulada de negacionismo. Os progressistas de antigamente combatiam o sistema em busca de algo mais, os de hoje tornaram-se servos do Estado sem saber muito bem porquê. Talvez por todos termos cada vez mais poder nas mãos, podendo dar opiniões em plataformas ao alcance de qualquer um, boa parte da sociedade deixou de reconhecer o cinzento e tornou tudo numa questão de preto ou branco.

Questionar a necessidade de máscaras com 85% da sociedade vacinada é negacionismo? Questionar a necessidade de máscaras em salas de aula com indivíduos vacinados e que pertencem a um grupo etário com taxa de mortalidade praticamente nula, prejudicando a aprendizagem e dando mais probabilidade a problemas de saúde a longo prazo, é negacionismo? Questionar a eficácia das vacinas, devido aos rumores de uma possível terceira dose ou não, é negacionismo? Questionar as imposições feitas às pessoas que são divididas entre vacinados e não-vacinados é negacionismo? [Read more…]

Rui Fonseca e Castro já não é juiz

O Conselho Superior de Magistratura decidiu hoje demitir Rui Fonseca e Castro, alegando que o ex-juiz incentivou à violação da lei portuguesa e das regras sanitárias. Uma decisão que peca por tardia.

Rui Fonseca e Castro é, há meses, um dos elementos mais tóxico na sociedade portuguesa. Pode sê-lo, e é livre de desafiar o director nacional da PSP para andar à porrada, ou de arrotar outras idiotices que caracterizam as suas redes sociais, mas não pode presidir a julgamentos de manhã, e proferir sentenças, para, de tarde, incentivar a violação da lei, ameaçar agentes da PSP e acusar, sem provas, que político A ou B é pedófilo.

Também pode – e imagino que seja esse o plano, há muito – criar o seu próprio partido, com o seu rebanho de negacionistas e chalupas, mais as senhoras do grafeno e do açaime, e entrar em choque com André Ventura, de preferência num octógono de lama. Acho que lhe assenta bem e malta que quer dividir ainda mais a extrema-direita é sempre bem-vinda. Julgar pessoas é que não. Nunca mais. Que vá pela sombra.

Vacinação acima da cauda

Dos 5,4 milhões de portugueses com a vacinação contra a covid-19 completa, apenas 16 mil foram novamente infectados, o que corresponde a 0,3% do total de vacinados. Tendo em conta que nenhuma vacina nos foi apresentada como tendo uma eficácia de 100% (nem lá para perto), parece-me um resultado muito positivo, a par do processo de vacinação global, que está a ter um desempenho raro para aquilo que é comum num país habituado a andar pelas caudas de tudo e mais alguma coisa. Para não falar nas dezenas ou centenas de euros que estes 5,4 milhões de pessoas pouparam desde que começaram a emitir o seu próprio 5G. Não fosse a comichão que o microchip causa, seria perfeito.

E se os chalupas que tentaram agredir Gouveia e Melo fossem de esquerda, Ventura?

O que se passou há dois dias com o vice-almirante Gouveia e Melo é a ilustração perfeita do quanto a extrema-direita defende os interesses dos militares, e das forças de segurança em geral, que é nada, excepto quando a defesa desses interesses se cruza com os interesses pessoais se André Ventura. Imaginem que o vice-almirante era cercado por uma manifestação de esquerda, ainda que pequena e insignificante como aquele ajuntamento de chalupas que ontem vimos, sendo igualmente insultado como ontem foi. Ventura e as venturettes teriam rasgado todas as vestes do armário de onde saíram. Como foram negacionistas, importante base de apoio dos neofascistas, nem um pio se ouviu ou leu da parte do Bolsonaro português. Nem vai ouvir, pelo simples facto de que Ventura se está perfeitamente nas tintas para militares, policias ou quem quer que seja. Para Ventura existe apenas Ventura. Nada mais.

Desnorte acerca do isolamento profilático e do Certificado Digital de Vacinação

António Costa, com vacinação completa e após teste PCR negativo, encontra-se em isolamento profilático por ter contactado com pessoa infectada, cumprindo instruções da DGS.
Sendo que ainda no fim-de-semana anterior o Certificado Digital de Vacinação era suficiente para evitar confinamento em áreas previstas, Marcelo Rebelo de Sousa pede, e muito bem, pede à DGS que esclareça os portugueses por que razão está o Primeiro-Ministro em isolamento profilático.

Lesta a esclarecer o pedido do Presidente da República, a DGS informa que, e cita-se,
“Pelo princípio da precaução em Saúde Pública, no atual momento epidemiológico, de acordo com a Norma 015/2020 e 019/2020 da Direção-Geral da Saúde, as pessoas vacinadas são abordadas, no que diz respeito ao isolamento e testagem, respetivamente, da mesma forma que as pessoas não vacinadas”, sendo que, “esta abordagem está em discussão e “poderá ser atualizada com base na evolução da evidência científica e se a situação epidemiológica assim o suportar”.
Ou seja, [Read more…]

Bendita pandemia que dá para tudo

Esta pandemia tem servido para tudo e um par de botas. Ora para se apelar ao sacrifício ora para se justificar a inércia.

Muitos foram já os casos nos antípodas, e que foram já escalpelizados.

Para não cair na repetição dos ditos, vou directamente ao caso mais recente: porque houve a detenção de Joe Berardo, veio à baila a questão do processo de retirada, ou não, das condecorações presidenciais ao dito cujo, que foi instaurado em 2019, não ter tido qualquer desfecho.

E, como não podia deixar de ser, Marcelo Rebelo de Sousa presenteou-nos com a sua especialidade de explicar o que mais ninguém consegue: “Há um processo em curso, que a pandemia acabou por parar ou suspender ou adiar, como tanta coisa na vida. E vamos deixar essa tramitação seguir. É da competência do Conselho da Ordem e cabe-lhe a ele a última palavra“.

Pelos vistos, o processo em causa é de tal ordem complexo que, ao contrário de julgamentos judiciais, investigações criminais, comissões de inquérito, escrituras públicas, e outras coisas de lana-caprina, não foi possível realizar-se por causa da pandemia.

Ou seja, em plena pandemia foi possível diligenciar uma investigação criminal que levou à detenção de Joe Berardo. Mas, não foi possível que o dito Conselho decidisse se o sujeito fica ou não com as medalhas.

Sinceramente, Senhor Presidente da República, este tipo de explicação já começa a cansar…

Covidiotas “pela verdade”

Um tipo saudável, na casa dos 40/50 anos, que pratica exercício e corre a ocasional maratona, teve covid. A doença, que uma cambada de idiotas afirma não existir, destruiu-lhe os dois pulmões. Fui sujeito a um duplo transplante pulmonar. Safou-se. Outros não tiveram igual sorte. E outros, muitos outros, lutam contra as sequelas, como aquela jovem nadadora de 15 anos, que vi ontem no telejornal, e que nunca mais voltou à piscina, onde passava três horas por dia. Mas a cambada de idiotas, presumidos cientistas e especialistas em porra nenhuma, viram um vídeo no YouTube, feito por outro idiota de igual calibre, e descobriram a conspiração do século. Raispartam os covidiotas.

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Regionalização sim, mas só com um elevado nível de monitorização dos tiranetes autárquicos

Já fui um regionalista convicto, hoje tenho algumas dúvidas, nomeadamente no que diz respeito ao poder excessivo que a governação autárquica acumularia. A regionalização, para acontecer, terá que ir além de uma descentralização cega, onde Lisboa transfere quantidades significativas de poder para uma realidade onde abunda o compadrio, a fraude, o tráfico de influência e a corrupção. E, regra geral, onde o escrutínio é praticamente inexistente, dada a natureza quase monárquica e autoritária que reina de forma absoluta em algumas autarquias.

Não obstante, o Carlos Araújo Alves tocou num aspecto muito pertinente, que diz respeito à gestão da pandemia e ao efeito nefasto que, no continente, alguns concelhos, actualmente concentrados na Área Metropolitana de Lisboa, têm nos concelhos onde a situação está, pelo menos neste momento, controlada. Deixo o link para o texto do Carlos está na hiperligação em cima, mas tomei a liberdade de lhe roubar a imagem que o ilustra. A região espanhola da Andaluzia, para onde Ferro Rodrigues, do alto do seu elitismo parolo, instou os portugueses a rumar, é uma das piores a nível europeu. O J. Mário Teixeira pegou no tema  e fica a sugestão para passarem por lá. [Read more…]

Pandemia evidencia a relevância da regionalização

A regionalização é ainda assunto de melindre e pouco consentâneo, mas os países regionalizados evidenciam características particulares que permitem à União Europeia conhecer e responder melhor às populações locais.
Ontem e hoje, por exemplo, ficámos a saber que a Região Autónoma da Madeira entrou, e bem, na “lista verde” da Irlanda, de Inglaterra e Escócia, situação que só poderá acontecer às duas regiões autónomas que temos, tendo o Continente agregado como um todo, com todas as NUTS (regiões) a influenciarem-se negativa e positivamente umas às outras.

Penso ser tempo de repensar com ponderação a questão da regionalização, sem esquartejar o país em quintais como tentaram outrora, mas tão-só reconhecer as regiões de Portugal que a União Europeia já reconhece.
Para mais, com a bazuca anunciada, faria todo o sentido que cada região pudesse decidir como investir para melhor rentabilizar os investimentos estruturais.
Entretanto, e a talhe de foice, parece muito bem avisado irmos rapidamente e em força para Sevilha!

Conversas vadias 18

Mais uma edição das “Conversas vadias”, desta feita à volta de: pandemia, especialistas, Lisboa, juventude, autoridade, cerca sanitária, Serviço Nacional de Saúde, enfermeiros, carreiras, administração pública, remunerações, Fernando Medina, auditoria, manifestação das forças de segurança, China. Para, no final, os vadios fazerem as suas recomendações.

E quem foram os vadiolas? Foram Carlos Araújo Alves, Orlando Sousa, António de Almeida, José Mário Teixeira e João Mendes. Acrescendo a colaboração técnica de Francisco Miguel Valada. E a ausência especial de António Fernando Nabais (sim, é complicado).

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Conversas vadias 16

A décima sexta edição destas “Conversas vadias” rondou: Reino Unido, Lista Verde, pandemia, Portugal, turismo, Champions, tio Joaquim, Lisboa, Porto, PSP, traduções, SIC Notícias, vacinas, EUA, Bélgica, Regionalização, poder local, história, ciência, José Gomes Ferreira, teses, conspirações, BES, Sérgio Conceição, China, Tiananmen, homenagens, Benfica, Jorge Jesus, pandemia, “pandumia”, planetas, Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, censura, Iniciativa Liberal, controlo de informação, liberdade, internet, e as recomendações dos vadios a não perder.

E quem foram os vadios? Foram António Fernando Nabais, Carlos Araújo Alves, Francisco Miguel Valada, João Mendes, José Mário Teixeira e Orlando de Sousa. Mais a ausência especial de Fernando Moreira de Sá, que está à espera que chova para regressar ao meio de nós (ámen).

Conversas Vadias
Conversas Vadias
Conversas vadias 16







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Turismo de subserviência e outras cabritices

O Reino Unido anunciou hoje a exclusão de Portugal da sua “lista verde”, que permitia aos turistas ingleses fazer férias em Portugal e regressar ao país sem cumprir quarentena. A decisão das autoridades britânicas, baseada na evolução dos números da pandemia, era previsível, depois daquilo que foram os festejos do campeonato ganho pelo Sporting, que agora se reflectem no aumento diário de casos em Lisboa e Vale do Tejo. Ontem, por exemplo, 50,8% dos novos casos positivos foram registados naquela ARS. No dia anterior foram 60,6%. No anterior 81,6%. And so on.

A vantagem sobre outros concorrentes do turismo, como Espanha, Itália ou Grécia, durou pouco tempo. Foi desperdiçada. E, a continuar assim, depois do outro grande evento desportivo que foi o encontro de hooligans ingleses na Ribeira do Porto, corremos algum risco de, daqui por duas semanas, estarmos a assistir a um novo pico de infectados. E, eventualmente, mais restrições. Internas e impostas pelos países que cá vêm passar férias. Ou vinham.

E tudo isto porquê?

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Favores

«As pessoas já não têm tanto medo do vírus, ou seja, o vírus já não está a nosso favor»

Subintendente José Nascimento – PSP Coimbra

(Vídeo usurpado ao Telmo Azevedo Fernandes)

Que refrescante é quando a espontaneidade de pessoas broncas faz a verdade flutuar. Este despudorado agente da autoridade vem confirmar o que há muito se sabia: o vírus é o pretexto perfeito para a imposição ilibada de um estado policial. O senhor fê-lo de forma tão natural e ingénua que podia ter passado completamente despercebido. É isto que torna este vídeo particularmente delicioso: o senhor – na sua bolha de déspotas – está completamente alheio à gravidade desta sua confissão.

Partidos, comunicação social, polícia e influencers vivem a vida confrontando obstinadamente a realidade como se fosse inimiga dos seus propósitos – porque é. Remam contra a maré da racionalidade para conseguirem manter aceso o medo que lhes concede impunidade nas mais ultrajantes decisões repressivas. Um exemplo perfeito disto é o manicómio diário que vivemos com o uso de máscara no meio da rua. Para boa informação da população e adequada gestão emocional da pandemia, era necessário convencer os portugueses de que a máscara na rua é completamente despropositada, para não dizer uma estupidez olímpica. A DGS não se limita a pecar por silêncio: fazem um esforço activo por manter o teatro, sacrificando a saúde física e mental de crianças no processo.

Isso cria um cenário perfeito em que cada saída de casa nos faz sentir num episódio de Black Mirror. Nada melhor do que este terrorismo visual para perpetuar a ansiedade coletiva. Contagiaram-nos com a sensação de que toda a gente à nossa volta – a horda de zombies açaimados – está potencialmente doente. Parecem estar: vejam aquela gorda, a subir a rua com as compras neste dia de sol abrasador, a suar como um porco, a ofegar como um bulldog asmático. Não tira a máscara: deve estar doente. E este jovem e aparentemente saudável estudante, neste dia de tempestade, com o rosto encharcado e a máscara tão translúcida que permite ver os contornos da sua boca? Há muito que a máscara já não o protege, mas ele não a tira: deve estar muito doente. E assim se preserva esta pusilanimidade colectiva.

Esta orquestrada encenação tem vários métodos e ramos de acção. Por ser o mais musculado e temido, a polícia é o principal. Não são os maestros desta porcaria, são meros peões armados, mas isso não os iliba. Enquanto garante dos direitos e segurança dos cidadãos, deviam ser os primeiros a manifestarem-se contra os abusos desumanos que estão a ser pressionados diariamente a levar a cabo. Era seu dever demarcarem-se de proibições de atravessar concelhos, de multas por comer gomas e restantes incidências trágicómicas. Optaram, no entanto, por pôr-se do lado do vírus. Do lado em que o vírus estava “a seu favor”. Ficarão no lado negro da história por sua própria admissão.

Maria Vieira e a instrumentalização política da morte de Maria João Abreu

Maria Vieira não teve sequer a decência de deixar o corpo arrefecer. Ainda a família, os amigos e a comunidade artística choravam a partida precoce, já a antiga actriz, hoje profissional da política, instrumentalizava politicamente a morte de Maria João Abreu. E fê-lo de forma absolutamente desonesta, como é de resto apanágio do Chega e dos grupelhos que se dedicam a negar e a conspirar contra o conhecimento científico. Maria Vieira usou a morte para instigar o medo, levantou dúvidas sobre uma vacina que não sabe sequer se a falecida tomou, e usou uma das tácticas mais comuns entre a extrema-direita: flood the zone with shit. Donald Trump textbook.

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Bidonville-sur-Odemira

Em Odemira, Portugal olhou-se ao espelho e contemplou um dos resultados de anos de abandono e negligência a que o país profundo foi condenado pelo eucalipto centralista, comandado por um centrão incompetente que se está nas tintas para aquilo que se passa para lá da sua bolha, com uma ou outra excepção pontual.

Poderíamos falar sobre os danos profundos que alguma daquela agricultura intensiva causa nos solos, esgotados e envenenados por fertilizantes cancerígenos, ou na quantidade absurda de água que algumas daquelas culturas consomem, que aprofundou a sua escassez, num distrito onde sempre falta água e pouco ou nada chove.

Poderíamos falar sobre o abandono e o esquecimento a que está entregue o Alentejo, seja Beja ou o monte mais recôndito, com uma população envelhecida, empobrecida e que se sente invadida – e é manipulada a senti-lo – por imigrantes mais novos, diferentes, com uma língua e uma religião diferente, e tudo isto no quadro de uma estrutura social incapaz de absorver o impacto da nova realidade populacional, sem forças de segurança, cobertura de serviços de saúde ou infraestruturas básicas adequadas. [Read more…]

Sporting-19, ou mais uma Terça-feira normal no escritório de Eduardo Cabrita

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa@Sapo Desporto

Em primeiro lugar, parabéns a todos os sportinguistas, em especial aos cá da casa, pela merecida conquista do campeonato, sem espinhas ou discussões: quem perde zero vezes durante todo o campeonato, em princípio não ergueu o troféu por obra do acaso.

Em segundo lugar, a pergunta que se impõe? Eduardo Cabrita tem nudes de António Costa? É que, a cada dia que passa, restam cada vez menos justificações plausíveis para que continue no cargo, se é que ainda existe alguma, pelo que a teoria da conspiração, neste caso, poderá não estar assim tão afastada da realidade. Alguma coisa o homem há-de ter, para que um político sabido e experiente como António Costa continue a colocar em causa a sua própria credibilidade e a do governo que chefia, como de resto se viu hoje no Parlamento, com um ministro-desastre como Eduardo Cabrita. [Read more…]

Odemira para totós

Da exploração laboral à cobertura mediática, passando pelo levantamento popular no ZMar. Tudo – bem – explicado pelo Diogo Martins, no Ladrões de Bicicletas.

Conversas vadias 10

Na décima edição das “Conversas vadias”, vadiaram António Fernando Nabais, Francisco Miguel Valada, Fernando Moreira de Sá, José Mário Teixeira, Orlando de Sousa e João Mendes, à volta de: gravidez masculina, vacina, agulhas, barba, concorrência, sotaques, Brasil, José Mourinho, galones, Carlos Queiroz, fusos horários, pandemia, Baleares, Marega, super-liga, capitalismo, mercado, mérito e comentadores.

Conversas Vadias
Conversas Vadias
Conversas vadias 10







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Vacina do colo do útero esgotada nos Centros de Saúde

É pena que a única preocupação da saúde em Portugal seja o Covid. É que as outras doenças continuam a existir.

Crónicas do Rochedo 44: A carteira é quem mais ordena ou o efeito Ayuso

Nas próximas eleições autonómicas de Madrid, a candidata do PP e actual presidente da Comunidade Autonómica de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, prepara-se para esmagar eleitoralmente a concorrência e ter o dobro dos votos obtidos nas anteriores. Nas anteriores o PSOE tinha ganho, mas a coligação pós eleitoral PP/Ciudadanos e o silêncio do VOX foram suficientes para governar. Os espanhóis chamam-lhe “o efeito Ayuso”. E porquê?

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Extrema-direita e negacionistas: um bromance de ódio ignorância e oportunismo

O Relatório Anual de Segurança Interna de 2020 alerta para aquilo que só ainda não viu quem não quis: que a extrema-direita e os negacionistas da pandemia se aproximaram. Que andam, na maior parte dos casos, de mão dada.

Para além da ameaça que isto representa para a segurança de todos os portugueses, da nação e da própria democracia, existe uma outra perversidade nesta questão, que consiste em arrastar consigo um debate que pode e deve ser feito, mas que está minado pelo negacionismo, embrulhando, na mesma bola de neve, chalupas irresponsaveis e pessoas bem intencionadas, que questionam, com toda a legitimidade e rigor, várias opções que foram e estão a ser feitas, no domínio social e económico.

É preciso separar as águas. É preciso que quem levanta questões pertinentes não seja confundido com malucos doutorados por páginas “da verdade”. Até nisto, a extrema-direita, ela própria a viver uma fase de negacionismo científico que é anterior à pandemia, é um vírus para o qual urge encontrar uma vacina. Nunca a nossa democracia esteve tão ameaçada. E não são as medidas de confinamento, aplicadas em todas as democracias liberais europeias, a causa do problema. Essas são temporárias. O problema são aqueles que pretendem aplicar outro tipo de medidas de confinamento. Permanentes.

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