Partiu de um tweet de Pedro Schuller, deputado municipal da Iniciativa Liberal na Câmara Municipal do Porto, que ficou mais conhecido por ter sugerido fazer a comunistas e a bloquistas o mesmo que Pinochet fazia aos seus adversários políticos.
A origem? Ninguém sabe. Terá surgido na cabeça do génio dos finos da Foz? Terá surgido num dos Think Tanks neo-liberais cá da praça? Terá surgido nalguma reunião nacional, distrital ou concelhia do partido dos neo-liberais portugueses? Ninguém sabe. Sabemos, no entanto, que Pedro Schuller achou boa ideia expor, em plena internet, as suas ideias, até ver, pessoais, para o país.

O tweet do Pinochet dos Aliados
Uma coisa sabemos: sobre offshores ou fugas ao fisco por parte dos poderosos, nada dizem. Aliás, dizem, em privado, mas têm medo de o mostrar em público – diz que ficaria mal, ou não sei quê. Mas, se na imagem acima fica imperceptível que os neo-liberais querem, de facto, pôr o país à venda, deixo-vos a proposta do Pedro Pino Schuller em pormenor, abaixo.

Quanto custará Portugal para a Iniciativa Liberal?
Saramago tinha razão:
“E, já agora, privatize-se também
a puta que os pariu a todos.”






Olha que boa lista. Não conhecia, obrigado. Mas estou certo de que, com tempo e estudo, o número de extinções, desfinanciamentos e privatizações pode ser consideravelmente alargado. Tarefa patriótica que não foi realizada aquando da 3ª falência. Talvez na 4ª.
Boa, Zé! Agora que o seu CDS está a extinguir-se, depois de décadas a defender mais ou menos o mesmo, agora meta-se na IL, por favor, a ver se se extinguem rápido.
Essa notícia da extinção será talvez prematura (e já não é o meu faz tempo). Mas não importa porque a hidra da reacção tem muitas cabeças, que incessantemente se levantam. Ninguém há-de calar a voz dos fássistas e assim.
Não é seu e já não é de quase ninguém.
Todavia, preferia um CDS como estava antes do que esta entente IL-CH. Reaccionários por reaccionários, mais valia estarem todos no mesmo antro. Imagino que para um eleitor de direita seja confusa a proliferação.
João Maio
Nunca esquecer que o Pinochet fez o que fez com o apoio dos chamados liberais, que apontaram a arma que o Pinochet disparou,
Os mesmos liberais do Chile que hoje devem estar furiosos com a vitoria do candidato de esquerda na eleições presidenciais no Chile por 55% contra o candidato que sempre apoiou Pinochet
Isso.
Vamos ver se esta vitoria eleitoral não acaba como em 1973.
Como me respondeu o próprio, nem preocupado está com o retorno, porque não é keynesiano.
Se nem o balanço sectorial é relevante, quanto a seriedade, estamos conversados.
Não tenho conhecimentos que me permitam dar opinião avalizada sobre a maior parte das recomendações.
Mas, assim pelo aspeto, eu diria que a maior parte delas é perfeitamente razoável.
Qualquer frase que tenha “mas” anula a primeira parte da frase, porque nos preparamos para dizer alguma alacridade a seguir.
Logo, se não tem “conhecimentos (…) sobre a maior parte” como é que pode dizer que “a maior parte (…) é razoável”. Parecem-me ilógico.
Qualquer frase com “mas” anula a primeira parte da frase
Nem sempre, Maio: gosto de chá, mas gosto ainda mais de cerveja. Concordo com o Zé, mas também com a Maria.
V. geralmente faz sentido, mas suspeito que ‘alacridade’ não era bem o termo que procurava.
“V. geralmente faz sentido”. Ironia fina! (acrescento eu, com alacridade)!
Neste contexto, Bastos, neste contexto. E vossa ‘celência percebeu.
*alarvidade
Independentemente da opinião de cada qual sobre esta lista, há que reconhecer a Pedro Schuller os méritos de (1) aparentemente ter estudado e conhecer com um certo detalhe as questões, e (2) dizer ao que vem e apresentar de forma explícita as suas propostas.
Ah, isso sem dúvida. Por isso é que também fica aqui explícito. Sei que, lendo isto, fica difícil, para a generalidade dos portugueses, votarem nos libero-fachos.
Aparenta ter estudado porque fez uma lista, conhece com detalhe porque usou um critério puramente contabilístico?
Queria detalhe, incluísse as companhias de saneamento, ou dava demasiado nas vistas a qualidade da ideia?
Não sei porque designa João L. Maio a Iniciativa Liberal (= IL) por “libero-fachos”.
É que, que eu saiba, o fascismo foi um regime político autoritário, explicitamente contrário às liberdades políticas (liberdade de expressão, de associação, de manifestação, etc). A IL, pelo contrário, afirma bem explicitamente ser favorável a essas liberdades. (E, de facto, ao longo da pandemia a IL e o PCP têm sido os partidos que mais têm lutado por manter e usar essas liberdades.)
Logo, se a IL é favorável às liberdades políticas, não pode ser fascista.
Note-se, já agora, que o fascismo também foi um regime contra as liberdades económicas, que a IL defende. O fascismo teve condicionamento industrial, empresas monopolistas, empresas estatais, etc, tudo coisas contra as quais a IL é.
Ou seja, para mim é claro que a IL nada tem de fascista.
Porque conheço a História.
Ninguém diz que a IL é fascista. Quando falo de libero-fachos falo da nova entente populista à direita, composta por neo-liberais e neo-fascistas. Junto-os. Apenas isso.
Até porque, no meu entendimento, a extrema-direita é o plano B do neo-liberalismo (Reagan, Thatcher, Pinochet, Operação Condor… certamente sabe a História).
E mais um dado, que me escapou. Mesmo que tenha razão (a IL não é fascista), temos de ter em atenção que o fascismo, no século XXI, nunca será igual ao do século XX.
Sim, razão tinha José Saramago quando dizia:
“Antes gostávamos de dizer que a direita era estúpida, mas hoje em dia não conheço nada mais estúpido que a esquerda.”
Toda:
«
Fugindo ao tema literário, Saramago acabou por dedicar grande parte da sua intervenção aos problemas das democracias contemporâneas, que na sua opinião “não passam de plutocracias”, e apelou à insubmissão da população, segundo relata a agência espanhola.
“O mundo é dirigido por organismos que não são democráticos, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio”, acusou.
Para Saramago, “é altura de protestar, porque se nos deixamos levar pelos poderes que nos governam e não fazemos nada por contestá-los, pode dizer-se que merecemos o que temos”.
“Estamos a chegar ao fim de uma civilização e aproximam-se tempos de obscuridade, o fascismo pode regressar; já não há muito tempo para mudar o mundo”, afirmou José Saramago.
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As banalidades de um comuna posto a quatro logo que lhe falem em Politburo!