ANA

A dos aeroportos: subidas de preços, falhas na manutenção de sistemas fundamentais, erros de gestão, desorganização. Então eram estas as prometidas maravilhas da gestão privada?

Snail Mail

CTT

Excelente profundidade de campo. Fotografia de Luís Araújo.

Renegociações danosas à moda do Pàf

UPNRS

 

Durante a governação de Passos & Portas, Sérgio Monteiro, o ex-Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, foi o responsável pela política de privatizações do Governo de Direita. Nessa época, Passos Coelho apresentou a renegociação de nove parcerias público-privadas rodoviárias como um dos casos de sucesso do famoso “corte nas gorduras do Estado”. A renegociação da concessão da A23 foi exibida como um exemplo de boa gestão pública, com Passos Coelho e Sérgio Monteiro a alegaram que o Estado pouparia 32,2% da verba gasta nessa PPP, o que representaria um valor bruto de 588 milhões de euros.

Agora, através do Jornal de Notícias, descobre-se que essa renegociação implicou a entrega de 717 milhões de euros das receitas das portagens à Scutvias, a concessionária privada que explora a autoestrada da Beira Interior. Ou seja, com esta renegociação, o Estado teve uma perda líquida de, pelo menos, 129 milhões de euros.

Segundo o artigo do JN, as receitas das portagens foram ainda subavaliadas e a poupança para o Estado foi empolada, o que significa que a perda real para o erário público poderá ser ainda muito superior – o JN refere que a perda final poderá chegar aos 300 milhões de euros. Isto vindo do Governo da malta que é regularmente promovida na comunicação social como grandes peritos em negócios.

Irónico, não é?

via Uma Página Numa Rede Social

Pela privatização dos evadidos fiscais

Panama

Enquanto assistimos à guerra de especulação sobre jornalistas, políticos e empresários alegadamente envolvidos nos papéis do Panama, com sacos azuis e outros esquemas de trafulhice financeira à mistura, a procissão daquele que foi anunciado como um dos escândalos do século passa e nada parece acontecer. Foram só uns quantos esquemas de evasão fiscal e lavagem de dinheiro, e daí? Controlem-se é essas reposições salariais que isso é que arruína um país. Isso e a malta do RSI, esses cancros das sociedades modernas.  [Read more…]

Um dia mau para a corte do capitalismo selvagem

TAP

Durante meses, anos, o ministério da propaganda da direita liberal tentou convencer a opinião pública de que nenhum investidor estaria interessado numa posição minoritária na TAP. Essa mentira caiu hoje com a assinatura de um memorando de entendimento entre o governo e o consórcio David Neeleman/Humberto Pedrosa, que devolveu o controlo maioritário da empresa ao Estado português, que detém agora 50% do capital da empresa, ficando o consórcio Atlantic Gateway com 45% e a comissão de trabalhadores da transportadora aérea com 5%, tal como está previsto na lei-quadro das privatizações. [Read more…]

Sérgio Monteiro, “O predador”

A radiografia do privatizador, por Mariana Mortágua.

Tudo bons comunistas

Guo III

Os PàFs não gostam de comunistas. Excepto comunistas com capital para comprar empresas públicas nas suas quermesses. Chegados ao mais elevado patamar da elite marxista-leninista, a direita nacional passa a gostar de comunistas e predispõe-se a vender-lhes qualquer activo estratégico do país por qualquer montante que lhe permita maquilhar as contas públicas por meia-dúzia de meses. Pouco importa se se tratam de altos quadros de um partido-regime que reprime qualquer dissidência e alimenta uma classe de oligarcas opulentos e mafiosos. Há dinheiro? Então privatize-se tudo que o teatro dos direitos humanos já eles o fazem com a Rússia. [Read more…]

E depois dos anéis

O memorando previa 5 mil milhões de euros em receitas provenientes de privatizações, o governo cumpriu a sua promessa de ir além da Troika e quase duplicou o número. O que é que vamos vender quando a próxima crise chegar?

Privatizações durante a campanha eleitoral

Caramba, não há uma ponta de decoro. Nem ninguém que meta a trupe na linha – literalmente, já agora.

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Comissão de Trabalhadores diz que CP Carga foi doada e não vendida
Documento entregue no Tribunal de Contas denuncia transferência de activos. Assinatura de contrato foi feita à porta fechada.

Durante seis anos a CP Carga pagou (ou deveria ter pago) 18 milhões de euros anuais à CP pela utilização de locomotivas que eram propriedade desta. Mas pouco antes da privatização, estes activos – avaliados em 88 milhões de euros – foram transferidos para a CP Carga, pouco antes de ser vendida à MSC. Desta forma, enquanto empresa pública a CP Carga pagava uma renda à CP; enquanto privada fica isenta desse pagamento e ainda recebe as locomotivas. (…)

O documento diz ser falso que a MSC tenha pago 53 milhões pela transportadora ferroviária de mercadorias, porque o Estado só encaixa 2 milhões de euros, sendo os restantes 51 milhões destinados a capitalizar a própria empresa. Ora, diz a Comissão de Trabalhadores, a CP possuía em 31/12/2014 quase seis milhões de euros em depósitos à ordem, uma carteira de dívida de clientes a 90 dias de 11,1 milhões de euros e activos em material circulante no valor de 60,9 milhões.

O documento refere ainda que em 2014 a CP Carga recebeu 28 milhões de euros da Refer pela transferência dos terminais de mercadorias para a empresa gestora de infra-estruturas.  [PÚBLICO, Carlos Cipriano, 21/09/2015 ]

Afinal, se a malta da PAF anda tão confiante na vitória, qual é a pressa? Muita coisa não bate certo.

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A Grande Marcha do Yuan

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O proletário na foto é Guo Guangchang, um homem remediado que, tal como tantos outros remediados dessa grande nação comunista que é a China, cresceu à custa de muito esforço e dedicação à luta anti-capitalista no seio do Partido Comunista Chinês. Com investimentos aqui e acolá, Guo trouxe a Grande Marcha do Yuan até ao extremo-ocidente da Eurásia e, depois da Espírito Santo Saúde e da Fidelidade, este camarada poderá muito bem ser o próximo dono do Novo Banco. [Read more…]

Os estranhos negócios do Estado.

 

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Esta é a nossa triste sina. Foi o ruinoso negócio do Banco Português de Negócios. Foi a ruinosa venda da maioria do capital da TAP. Foi o mau negócio da concessão da Carris e do Metro de Lisboa. É o duvidoso processo de concessão do Metro do Porto e dos STCP. Agora estamos a caminhar a passos largos para um novo ruinoso negócio com a venda do Novo Banco.

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É assim tão difícil para os governantes perceberem que cada dia que passa as empresas de capitais públicos que estão em processos de concessão, privatização ou venda inevitavelmente acumulam prejuízos contínuos desvalorizando-se como flechas.

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Por isso, se é mesmo para privatizar, quanto mais rapidamente forem concretizados os negócios menores serão sempre os prejuízos para o Estado.

A quem interessa a desvalorização rápida destas empresas públicas ? Com toda a certeza que não é aos portugueses.

E quem vai pagar os prejuízos dos consecutivos negócios ruinosos feitos pelos nossos governantes?

Carris e Metro de Lisboa foram concessionados

à Corporación Española de Transporte. «A empresa do Grupo Avanza, integrado no grupo ADO, com sede no México, aguarda apenas o visto do Tribunal de Contas para o contrato de concessão das duas transportadoras de Lisboa por um prazo de 10 anos.» [Económico]

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Privatizações: a perspectiva de Mariana Mortágua

Paulo Pereira

“O Poder de fazer um apagão no País é a Razão porque a EDP nunca pode ser privada”

O Tribunal de Contas arrasa o processo de privatização da EDP e da REN. Os juízes sublinham que os elevados dividendos anuais das empresas podiam render, no longo prazo, mais dinheiro ao Estado do que a operação de venda. Apontam ainda um conflito de interesses, com consultores a trabalharem para ambos os lados.

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Pode?

“Estado pode ter perdido milhões com privatizações da EDP e REN” [TSF]. Vender os anéis para esconder o falhanço, a isto se resume a obsessão das privatizações.

Que se lixe o país.

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Em 2011, o PSD criticava os ajustes directos feitos pelo governo Sócrates. Hoje anuncia um mega ajuste directo daquilo que era para ser uma privatização. Coerência? Que se lixem as eleições (desde que se fechem os negócios antes).

Todo este esquema terá suporte legal num recente diploma do governo, feito à medida destas privatizações instantâneas e que desvirtua por completo o já demasiado permissivo filtro dos limites aos ajustes directos – aos quais o próprio legislador sentiu necessidade de deliberar «sobre a necessidade de prevenção acrescida do risco de corrupção e infracções conexas decorrente das medidas excepcionais estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro, designadamente do alargamento da possibilidade de adopção do procedimento de ajuste directo.» [Read more…]

Resistir ao totalitarismo económico [o discurso da Presidente do Parlamento grego]

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«A dívida grega não é um fenómeno meteorológico, antes foi criada pelos governos precedentes, mediante contratos manchados pela corrupção, por comissões, luvas, cláusulas leoninas e juros astronómicos, de que bancos e empresas estrangeiras beneficiaram, fazendo de uma dívida privada uma dívida pública, e assim salvando bancos franceses e alemães, bem como bancos privados gregos, e condenando o povo grego a viver nas actuais condições de crise humanitária, enquanto mobilizando e gratificando os órgãos da corrupção mediática encarregues de aterrorizar e de enganar os cidadãos. Esta dívida, que nem o povo nem o Governo actual criaram ou fizeram aumentar, é desde há cinco anos usada como instrumento de subjugação do povo por forças que agem a partir do interior da Europa, no quadro de um totalitarismo económico.

A Alemanha comporta-se como se a História e o povo grego tivessem contraído dívidas junto dela, como se pretendesse um ajustamento de contas, realizando a sua vingança histórica pelas suas próprias atrocidades, aplicando e impondo uma política que constitui um crime não apenas relativamente ao povo grego mas também contra a própria Humanidade – no sentido penal do termo, pois trata-se aqui de uma agressão sistemática e de grande escala contra uma população, com o objectivo premeditado de produzir a sua destruição parcial ou total.» | Zoe Constantopoulou, ontem [13 de Julho de 2015] no Parlamento grego

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«Minhas senhoras e senhores, caros colegas,

Nos momentos como este, devemos agir e falar com sinceridade institucional e coragem política. Devemos assumir, cada um, a responsabilidade que nos cabe.
Protegendo, como a nossa consciência nos obriga, as causas justas e os direitos sagrados, invioláveis e não negociáveis do nosso povo e da nossa sociedade.
Salvaguardando a herança legada por aqueles que deram a sua vida e a sua liberdade para que hoje possamos ser livres.
Preservando a herança das novas gerações e das vindouras, bem como a civilização humana, o mesmo acontecendo com os valores inalienáveis que caracterizam e dão sentido à nossa existência individual e colectiva.
O modo como cada um opta por decidir e agir pode variar, mas ninguém tem o direito de zombar, degradar, denegrir ou usar com uma finalidade política as decisões emanadas de um processo e de uma decisão difícil e consciente, intimamente ligados ao cerne da nossa existência. [Read more…]

Os seguranças das forças de segurança

Há instalações militares cuja segurança e vigilância são da responsabilidade de empresas privadas. Numa pequena pesquisa, não consegui aceder directamente ao exclusivo do Correio da Manhã, uma notícia de Agosto de 2014. Vale a pena realçar, entre as várias críticas, que as empresas de segurança contratadas pertencem a “ex-militares e [a] ex-políticos.”

Ontem, ficou a saber-se que o Ministério da Administração Interna contratou empresas de segurança para vigiar, entre outras, instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e dos Serviços Sociais da PSP. É ler, com atenção, a notícia. Seria interessante que se soubesse os nomes dos proprietários destas empresas, só para termos a certeza de que os dinheiros do Estado não estão a cair nas mãos erradas.

A brincadeira a que me dediquei há menos de um ano não faz sentido: a solução que aí apontava era ainda demasiado estatizante. Reformulo: no futuro, as super-esquadras-mega-agrupamentos serão controladas por empresas privadas cujos funcionários serão professores-seguranças contratados pelo Ministério das Finanças e da Administração Interna da Educação.

O escravo deve aprender a língua do dono

Chinês chega a 23 escolas secundárias no próximo ano lectivo

Depois da TAP, o Parlamento

AR Vendido

Foto@Expresso

Na senda do ímpeto privatizador do governo que não ia vender os anéis ao desbarato, um grupo de activistas que integram a plataforma eunaomevendo.pt, supostamente ligada ao Agir de Joana Amaral Dias, colocou hoje uma tarja na fachada da Assembleia da República onde se pode ler “vendido”.

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Da série “vamos atingir a meta do défice sem medidas adicionais”

Vender a TAP à pressa, vender o Oceanário sem razão válida, vender imóveis em 2 dias. Vender a Carris, Metro, CP Carga e Emef até Agosto. Topam porque é que o sr. Silva adiou as eleições?

Frente a frente

11154747_815662955193760_2091889353380005794_oTragam-me aqui os gajos que querem privatizar o Oceanário; quero debater um assunto com eles!…

Loja da China

China

Está ali a SIC Notícias a dizer que na capa do jornal do incontornável Arquitecto Saraiva surge um titulo que vai mais ou menos assim: “Chineses já controlam 33% dos seguros, 45% da energia e 15% da banca”. Nem a Isabel dos Santos, duas irmãs e quatro generais têm pedal para os camaradas do Partido Comunista Chinês, que por sinal não estão sequer satisfeitos com a quantidade de multimilionários de que dispõem.

Quem deve estar entusiasmadíssimo com tudo isto é o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto, entusiasta da ascensão chinesa mas pouco dado a outros desvios excessivamente esquerdistas. Deus nos livre do Sampaio da Nóvoa e vivam os camaradas que compram isto tudo!

Os nossos amigos da Fosun estão em todas

REN, Tranquilidade, Espírito Santo Saúde e, quem sabe, o Novo Banco, e ainda têm tempo para ir ali comprar o Cirque du Soleil. Eles andem aí!

Negócios da China

Honk Kong

Numa altura em que ocidente democrático se insurge contra barbaridades variadas perpetradas por russos e árabes (só alguns claro, a Arábia Saudita, por exemplo, continua a ser uma excepção e um exemplo de respeito pelos direitos humanos), Portugal continua de portas escancaradas para o investimento dessa nação plural que é a República Popular da China. E se dúvidas restassem quanto ao grau de abertura e respeito pelos valores ocidentais que supostamente defendemos, a vice-ministra chinesa Xu Lin esclareceu-as por completo na sua recente visita a Portugal para integrar um painel da uma conferência organizada pela Associação Europeia de Estudos Chineses na Universidade do Minho. Foi um belo momento de convivência democrática.

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“Há partes da nossa vida que que o mercado não pode preencher”

Afirmação retirada do artigo Suecos decepcionados com sistema de educação.

As notícias que não passam nas tevês nem aparecem nos jornais

« Nous n’étions pas une télévision d’Etat ». from Passages on Vimeo.

Em Salónica, um grupo de 20 jornalistas e técnicos da televisão pública grega mandada fechar pelo governo em Junho de 2013, trabalha há 13 meses sem autorização nem salário emitindo 24 horas/dias em favor do Serviço Público de Televisão. Emitem através da Internet e de canais analógicos cujo sinal não foi cortado nalgumas ilhas e zonas rurais da Grécia, cobrindo perto de 1/3 do território. «Queremos ser a voz dos todos os que têm ficado à margem da cobertura mediática. Até porque estes estúdios, estas câmaras, são deles: foram pagas com o dinheiro dos contribuintes», afirmou Kostas Karikis que, à imagem dos restantes jornalistas e técnicos em protesto resiliente, se mudou de Atenas para Salónica pagando do seu bolso as despesas dessa escolha. A alternativa era ficar em Atenas no desemprego, e ficar a assistir à depressão colectiva (e ao desaparecimento, por suicídio, de muitos) dos mais de 2000 trabalhadores que o projecto de privatização deixou de fora: apenas 600 foram readmitidos (a maioria precariamente) para a nova televisão, controlada pelo Governo (os funcionários têm sido pagos directamente pelo Ministério da Economia grego). «Se o Siriza chegar ao poder, reabriremos a ERT», disse Karikis. [Fonte: Revolting Europe]
 

Claro que privatizar sem travões fica mais barato

No Metro de Lisboa um comboio não travou.

Ao desbarato

Da imprensa de hoje: enquanto as Finanças travam a classificação de imóveis como monumentos para vendê-los, o ministro da Economia foi à China vender os transportes de Lisboa e Porto e a EGF. Até às próximas legislativas, sobrará alguma coisa?

Já a seguir: governo concessiona governo

Governo quer concessionar Oceanário de Lisboa a privados

Como destruir o Estado em 3 Passos

PRIMEIRO: pega-se num pau-mandado (ou criminoso, é à escolha) e mete-se numa empresa pública em lume brando.

SEGUNDO: aumenta-se a temperatura até ferver, permitindo, deste modo, que o pau-mandado possa torrar todo o dinheiro disponível através de medidas desastrosas previamente delineadas pela máfia.

TERCEIRO: servir o pau-mandado em público onde este irá dizer que essa empresa pública é mal gerida pelo Estado e, como tal, deverá ser privatizada.

Há aqui uma coisita que me intriga. Qual será a parte do crime que as instituições responsáveis não entendem. Mais claro do que isto só a ponte Vasco da Gama. [Read more…]