Flat tax, baixos salários e outras falácias

Sempre que vem a baila alguma discussão sobre flat tax, aqui d’el rey que perigosos Liberais ou neoliberais, estão a cumprir a agenda escondida de defender capitalistas, investidores financeiros ou cidadãos ricos.
Neste post, ver quadro acima, irel apenas abordar salários brutos inferiores
a mil Euros, normalmente aplicáveis a empregados por conta de outrem, com baixas qualificações, os tais
que os bonzinhos de Esquerda defendem e que os malditos Liberais como eu, querem
prejudicar com alteracões à política fiscal. nomeadamente a tal flat tax, para que fiquem a pagar mais…

Vou passar à frente das taxas sobre empresas. porque isso são questões que
interessam ao patronato, vejamos então alguns exemplos, até porque os números são como o algodão:
-Um trabalhador que aufere o salário mínimo nacional, não tem qualquer interesse em ver o seu esforço recompensado com aumento salarial, a menos que a subida fosse significativa, na casa dos 2 dígitos. Por outro lado, estas taxas de retenção de IRS, são um convite à imaginação, não faltando certamente quem recorra a expedientes, para oferecer algo mais aos trabalhadores, sem que a tal corresponda um esforço financeiro da empresa, cujo principal beneficiário seria o Estado.
Atente-se na diferença líquida que resulta entre salários de 705 e 800 Euros. Para 95 Euros brutos de diferença, o trabalhador recebe mais 21 Euros, o Estado cobra mais 74 na taxinha de retenção de IRS. Esta proliferação de taxinhas nos rendimentos mais baixos, é imoral. Compare-se com a taxa plana de 11% aplicável para a Segurança Social.
A quem interessa esta bizarria fiscal? Aos trabalhadores não é certamente, às empresas também não e não existindo incentivo para lutar por aumentos salariais, estamos a nivelar por baixo, a fomentar mediocridade. E depois ficam admirados que a cada ano cresça o número de pessoas a receber o salário mínimo nacional…

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Pois é, já recusei vários aumentos porque não valia a pena a papelada de não mudar absolutamente nada, e fui trabalhar livre para a Uber, onde o mercado me concedeu descontos nas matérias primas mal os impostos baixaram.
    Explicar, por ex, como resolver a curto prazo a crise do SNS é que tá quieto.

  2. Carlos Almeida says:

    Ora aí está. Os libericas, defensores da classe operária e do povo trabalhador.
    Para esse peditório eu já dei,

  3. POIS! says:

    Pois desculpe lá, ó Almeida mas…

    Vosselência é o rei da trucalhada liberalesca

    Vosselência começa logo mal: as contribuições para a segurança social não são impostos. E aí sim: vigora uma “flat rate” generalizada de 11%.

    É isso que começa por nivelar as diferenças. O que só prova que qualquer “flat rate” é injusta, acrescento eu!

    Depois, as taxas usadas na retenção não têm nada a ver com o imposto efetivamente pago.

    Esse só se apura com a declaração de IRS e respetiva liquidação. Até porque a situação dos assalariados é diferente se forem casados e com filhos.

    Não há “taxinhas” nenhumas, há escalões e não são assim tantos. Um dos mitos mais divulgados por aí é a de que há pessoas que não aceitam aumentos de ordenado porque, ao “transitar de escalão” ficariam com menos.

    Ora isso é impossível porque as taxas incidem sobre parcelas do rendimento correspondentes aos escalões e não sobre o rendimento global.

    E, além do mais, Vosselência não conta com as despesas que constituem benefícios fiscais. Que, no exemplo, o de 705 € mensais não pode deduzir, porque não paga imposto. No final está tudo muito mais nivelado do que Vosselência quer demonstrar!

    • POIS! says:

      E corrijo mais uma: o Estado não leva, com as “taxinhas”, mais 74 euros ao que tem 800. Leva aproximadamente mais 50, o resto é resultado da aplicação da taxa social única.

      Parte desses 50 será devolvida, logo que haja despesas de saúde, por exemplo. E outra é necessária para que funcione toda a máquina do Estado que garante educação e saúde tendencialmente gratuitas e os apoios sociais a quem está numa situação de carência.

      Aplique a “flat rate”, rebente com os serviços públicos, e ponha a malta a pagar a saúde, educação e etcs. e vai ver se a diferença compensa!

  4. JgMenos says:

    Depois de taxas predadoras, a técnica para subir impostos é aumentar salários…e a cambada a mamar!

    Entre o que se paga em dinheiro sobre salários e o que se entrega através dos impostos sobre o que se consome, casos há em que para o Estado vão seguramente mais de 60%!

    Só vários cancros compensam um tal saque!

    • POIS! says:

      Pois tá bem!

      JgMenos acaba de inserir no sistema mais uma unidade de medida: o cancro.

      E sim, tratar cancros é caro. Oxalá que Vosselência não tenha de passar por isso para descobrir.

      Queixa-se do “saque” da carteira? O “bicho” saca-lhe a vidinha e, pelo Menos, acabam as queixas!(*)

      É limpinho!

      (*) Não se exclui que possam existir impostos “lá do outro lado”. Diz-se que lá nada falta…

    • Paulo Marques says:

      Coitadinho do Berardo e do Salgado e do Rendeiro, uns injustiçados.

  5. Joana Quelhas says:

    O esquema mental do socialista é muito estranho.
    Não conseguem compreender a justiço da flat tax.
    Não conseguem perceber que com uma flat tax uma pessoa mais abastada paga mais que um outra se consumir mais, e isso é que é importante, pois se essa pessoa for frugal poupa e promove investimento, que é a mola do desenvolvimento e luta contra a pobreza.
    O que lhes vai na cabecinha não é a “justiça social” mas a punição dos que por qualquer razão obtém melhores resultados do seu trabalho.
    Mas este tipo de pensamento atinge sobretudo o chamado “intelectual” , que foi treinado a pensar que é mais inteligente que os demais. Que o seu contributo apesar de não ser reconhecido , é essencial para a sociedade. Daqui a pensar que não lhe reconhecem o seu real valor e o ressentimento é um click.

    Dentro das estranhezas do pensamento socialista como “a economia tem de ser dirigida” , é o de que se deve aumentar os impostos às empresas !
    Como se as empresas não repassassem os impostos ao tuga, e pelo meio deixassem mais dinheiro no cofre do estado para este gastar a promover a “justiça social” como por exemplo a conceder a reforma à ministra Van Dunen no valor irrisório de cerca de 6000 euros, ou investir na especialidade de obstetrícia etc.
    Ou de como o trabalhador paga apenas 11% para a segurança social, OS RESTANTES 23% SÃO PAGOS PELA EMPRESA.
    É preciso um Einstein para explicar a esta malta que os 23% são também pagos pelo trabalhador.
    Como é que cabecinhas destas poderiam jamais perceber uma Flat Tax.

    Por estas e por outras os nossos melhores imigram. Os que cá ficam são os mais fraquinhos e os que ficam na peluda da função publica a fingir que trabalham.

    Joana Quelhas

    • Flat Tax says:

      Foi por isso que tu e o Menos, ou o Menos e tu, seja de calças seja de saias, nunca emigraram, mesmo a estudar. São os chamados falhados da diáspora. Deves ter feito o Erasmus em Cacilhas, do outro lado do rio, isto partindo do princípio que moras nos arredores da capital do império.

    • POIS! says:

      Pois ó Quwellllasss…

      Várias coisas que Vosselência não consegue compreender:

      Primeiro: atualmente, o investimento pouco ou nada depende da poupança;

      Segundo: nem todo o investimento é “mola do desenvolvimento”. Veja o regabofe de investimento a derreter-se na guerra da Ucrânia, para não ir mais longe.

      Terceiro: o “desenvolvimento” (tido pelos liberaleiros, unicamente, como crescimento) não significa automaticamente “luta contra a pobreza”. Para isso tem de haver uma atividade redistributiva do Estado.

      Os exemplos de países onde o “desenvolvimento” significa pobreza extrema são mais que muitos. Veja o Brasil. Veja a África do Sul. Veja a Venezuela antes do “Chavismo”. Até a Irlanda, no que toca, neste caso, ao agravamento das desigualdades.

      Quarto: com que então Vosselência insinua que é o trabalhador que paga os descontos patronais para a Segurança Social???E, no final, todos os impostos pagos pelas empresas? E que, sendo assim os impostos sobre as empresas não se justificam???

      Ora bem! Então podemos deixar as multinacionais acumular alegremente porque os impostos já estão todos pagos!

      Mesmo que tal fosse verdade, há um problema: eu exijo que os impostos que pago, mesmo no consumo, tenham como fim a promoção da justiça social. Quem acumula à tripa forra tem de devolver uma parte. Uma boa parte, digo eu.

      Vosselência pode dar-se ao luxo dizer muito mal do Estado porque sabe que está á sua espera alguém para o/a tratar em caso de uma doença chata daquelas que os privados nem querem ouvir falar (a não ser as servilusas que por aí andam).

      Fie-se na virgem seguradora e não corra! Experimente!

      Quinto: uma “senhora” a falar de “peluda”??? Hummmmm! “Peluda” onde, já agora?

      PS. Não pense que eu esqueci daquele epíteto de “nazi” ao Maio. Eu não teria, aliás, apagado o comentário. Ficava lá para que todos lhe reconhecessem o nível de boçalidade a que tem direito.

      O problema de Vosselência é estar mergulhada na Tiosamerda até ao pescoço. Ou ainda mais acima.

    • POIS! says:

      Pois citando a Quelhas…

      “Por estas e por outras os nossos melhores imigram. Os que cá ficam são os mais fraquinhos e os que ficam na peluda da função publica a fingir que trabalham”.

      Imigram, pois imigram. Imigram lá para fora. Somos um país muito original!

      A razão deste público lamento da Quelhas é muito simples: é uma mulher de muito alimento e está a ficar frustrada. Os melhores “imigram” lá para fora. Cá só ficam os fraquinhos…

      Ou os funcionários públicos. O que leva a Quelhas a ter de viajar para o estrangeiro e pior, a passar pelo vexame de ter de recorrer a funcionários do Estado para o desfrute.

      Realmente é chato!

    • Emílio Antunes Rodrigues says:

      Ora a Joaninha diz que os melhores imigram, não sei se ela quer dizer que os melhores que cá estão vieram de outro país ou se não sabe distinguir entre emigrar e imigrar mas se a senhora não é imigrante deve faze parte daqueles incompetentes ou é funcionária pública que só recebe o salário sem que nada faça para o justificar, mas a verdade é que estes ideólogos neoliberais o que defendem é poder fazer tudo quanto lhes apetece economicamente sem prestar contas a ninguém mas pedir contas a todos os outros.

    • Paulo Marques says:

      O chamado “intelectual” não atinge, porque os dados não cabem na teoria, e o país é Portugal e não um dos muitos paraísos fiscais onde o $ acaba.
      Isto para não falar que sem o malvado “planeamento central”, que até os liberais andaram a pedinchar para o PRR chamando-lhe desígnio ou outra coisa qualquer, teve várias décadas de garantir que é estrangeiro e para dar lucro ao país de origem.
      Os factos são uma chatice para quem só insulta e não gosta de troco, mas o mundo gira na mesma.

  6. JgMenos says:

    A cambada não transige!
    A igualdade não é requerida senão para promover o saque.
    A incompetência e a imbecilidade são direitos fundamentais!

    • POIS! says:

      Pois é!

      Vosselência não transige, não senhor! Isso todos reconhecemos!

      Principalmente na defesa dos direitos fundamentais que enumera com tanta frontalidade!

  7. perigoso social democrata a sério says:

    sr António, poupe o seu tempo e a sua cabeça. https://www.almedina.net/teoria-pura-da-imposi-o-1563795518.html

    vá ler, que é baratinho, e isto explica-lhe o porquê de você estar a parecer (porque tenho a certeza que não é) um perfeito idiota.

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