Portugal é considerado o oitavo país da UE com maior risco de pobreza e exclusão social. Continuamos a nossa corrida para a cauda da Europa e quem paga a fatura são os que menos culpa têm. A não ser que culpemos os pobres que este país cria por votarem sempre nos mesmos, mas isso seria uma cobardia.
Vivemos num país em que as questões políticas caem sempre numa luta de trincheiras em que tudo se divide entre direita e esquerda. Como se fossem ideologias as responsáveis de o país ter de enfrentar estas notícias. Portugal é um país dividido em dois, sendo que um bloco se beneficia internamente, independentemente da competência, pois há competentes e incompetentes. O outro bloco é o tal que paga a fatura: os pobres. E este país não foi feito para os pobres. Não é ser de direita ou de esquerda que muda isto, mas sim o facto de termos um Estado que se confunde com dois partidos centrais, empresas que vão trocando favores com o Estado central, uma porta giratória de interesses. Numa entrevista, Rui Veloso dizia que a arte em Portugal era, principalmente, constituída por medíocres que se vão elogiando e premiando uns aos outros, porque só assim podem sobreviver. Não é só na arte, estende-se ao resto. Por muito que queiramos culpar uma ideologia por isto para defender os nossos, estamos só a alimentar um problema que não é de hoje.
Há uma enorme falta de empatia da classe política e isso só deixa o povo mais afastado. Da mesma forma que sei que tenho menos oportunidades do que um indivíduo sustentado por pais ricos até aos 40, também sei que tenho mais oportunidades do que um rapaz que nasceu no bairro e que tem de trabalhar desde os 16. Cabe ao Estado garantir que todos tenham acesso às ferramentas essenciais para poderem singrar e realizar-se enquanto pessoas. Se o Estado não serve para isto, então não serve para nada além de servir as suas clientelas.
Nesta luta contra um Estado que não cumpre a sua função essencial e ainda esbanja consoante quer e ainda engana as suas pessoas, precisamos de lucidez, acima de tudo. E os liberais têm tudo para conseguir liderar esta luta, desde que não se resumam a serem bajuladores dos EUA como muitos que por aí andam. Para sair da pobreza, é preciso uma mudança estrutural, porque não devemos obrigar ninguém a fazer um esforço para lá de humano para sair de uma situação de risco.
Poucos defendem o Estado Social como os verdadeiros liberais. Mantenhamos essa luta, focados na causa e longe de caminhos fáceis. É importante lutar contra a pobreza, com empatia e com consciência social.






E dizem os liberocas :
“E os liberais têm tudo para conseguir liderar esta luta,”
E mais umas tretas para enfeitar o ramalhete …
Já não me ria tanto desde que o “botas” caiu da cadeira
Para quem acha que o neoliberalismo não é de esquerda nem de direita, nem se apercebe que está às portas da morte, faz todo o sentido continuar o caminho “traído” dos últimos 50 anos.
Pena é que ninguém ligue ao alemão barbudo que bem explicou que liberalismo só há este, pelo que há que continuar a ser bom aluno na frente do barco a afundar. Literalmente até, pelos vistos.
Ninguém pergunte coisas chatas como que tal se portam os supostos mercados de energia face aos que não existem. Xiu.
António Costa parece estar a aproximar-se das políticas de Passos Coelho e,assim sendo, também vai levar o mesmo caminho do seu antecessor. Antônio Costa já não precisa dos seus eleitores e, por esse motivo, a situação tende a piorar.
Ora pois, cá está a solução verdadeiramente liberal dos verdadeiros liberalescos!
E onde reside? Na empatia que, nos últimos tempos tem atingido uma elevada cotação nos mercados internacionais. Tornou-se uma estrela das “commodities” dada a sua versatilidade,
Está a valorizar-se mais que o próprio ouro dado que, como sabemos, quem tem empatia não precisa de ouro para nada. Aliás, ainda recentemente os fios e gargantilhas de empatia encheram o desfile das mordomas em Viana do Castelo.
A empatia pode ser cozinhada à Gomes de Sá, de fricassé ou em molho de escabeche, transformada em comprimidos para as hemorroidas, em tabletes para a caspa ou em xarope para a pitríase versicolor, cura mais depressa o cancro que o Professor Bambo, pode ser misturada nos depósitos dos automóveis dado origem ao empatodiesel (que não produz gases, dispensando-se os tubos de escape) e usada como matéria-prima na confeção de camisas (com mangas, e das outras), casacos à prova de bala (e de burla) ou cuecas de gola alta, e utilizadas na construção de sanitas inteligentes que, através da análise do quilo, detetam as insuficiências na alimentação dos pobrezinhos e prescrevem automaticamente uma dieta corretiva.
Será que a empatia irá transformar os pobres em ricos? talvez não, mas em remediados é da manhã para a tarde (*)
(*) Exceto os transmontanos que, dadas deficiências dos transportes, têm de esperar pela noite. O melhor é irem assando umas alheiras e emborcar uns tintos para se entreterem enquanto ainda estão pobrezinhos.
«Cabe ao Estado garantir que todos tenham acesso às ferramentas essenciais para poderem singrar e realizar-se enquanto pessoas.»
A pergunta é: como se determina quem quer ou pode singrar?
Ensino sem avaliações?
Formações sem metas quantificadas?
Comportamento sem medida de valores?
O liberal cede à treta da cambada:
se não há resultados é porque não há meios;
é ao Estado. nosso pastor, que cabe a todos providenciar, de todos os meios, à medida de cada um.
Naturalmente, nessa nobre missão vai amesendando multidões de cretinos que da psicologia à escatologia tomam conta da carneirada e as encaminham ao paraíso.
Deixe de classificar entre iluminados e sub-humanos que isso passa.
Pois questiona JgMenos:
“Cabe ao Estado garantir que todos tenham acesso às ferramentas essenciais para poderem singrar e realizar-se enquanto pessoas.»
A pergunta é: como se determina quem quer ou pode singrar?
Ensino sem avaliações?
Formações sem metas quantificadas?
Comportamento sem medida de valores?”
A primeira tentação seria a de confiar a uma comissão presidida por JgMenos tamanha responsabilidade.
Porque, pelo Menos, uma época houve em que essas questões estavam plenamente resolvidas. Falamos, é claro, da gloriosa época salazaresca.
As regras de singragem, por exemplo, tinham uma ordem bem determinada. Os pobrezinhos singravam pobrezinhamente, os remediados, remediadamente e os abastados (pequenos, médios e gordos) singravam abastadamente. Tudo no seu lugar.
O filho do empregado dos correios singrava nos correios, o filho do polícia na polícia, a filha do agricultor na agricultura (mas podendo aspirar a singrar na costura), o filho do industrial na indústria (ou na banca, em caso de falência abrupta), o filho do PIDE na PIDE, o filho do legionário fazia o Liceu e terminava numa repartição qualquer.
A formação tinha metas precisas: o filho do canalizador aprendia a canalizar, o do trolha a trolhar, o do fiscal da Câmara a fiscalizar, o do tecelâo a tecer e a filha do agricultor a agricultar ou singrava a criadar em casas de famílias abastadas ou, pelo Menos, remediadas.
Quanto à última questão: a medida de valores do comportamento estava muito bem entregue: os párocos cerejescos encarregavam-se de analisar se o comportamento dos paroquianos decorria segundo os ditames da Santa Madre Igreja e enviavam os seus pareceres ao Presidente da Câmara, que era quem passava os Atestados de Bom Comportamento Moral e Civil, de saudosa memória (depois de um segundo parecer da PIDE, para dar mais segurança, não fosse o requerente um católico tresmalhado).
E quem não tivesse bom comportamento (por exemplo, uma mulher que trucatrucasse com um homem sem ser casada com o mesmo)? Perdia logo o direito a uma pensão da Previdência. São medidas destas que fazem falta! Andava tudo na linha!
A consistência na estupidez é uma singradura a que a cambada dá grande valia!
Ora pois!
Daí o reconhecimento de Vosselência, pelos seus pares, como um singrante estupido dotado de enorme consistência.
E de enorme valia, dizem eles.
Quem somos nós para duvidar?
Muito bem. Estou de acordo com o Francisco Figueiredo.
“Poucos defendem o Estado Social como os verdadeiros liberais.” What???
Eu ia escrever o mesmo comentário, mas em vez de “what” Só me sai “Foda-se!!!”
Ele queria dizer “Poucos defendem lucrar com o Estado Social como os verdadeiros liberais.”, mas falhou-lhe.
Os actuais “liberais” apropriaram-se do verdadeiro Liberalismo. São falsos e pretendem conduzir-nos ao fascismo e ao poder dos ‘oligarcas’. Ao poder dos que enviam os milhões, que gananciosamente roubaram, para as offshore e não para beneficio dos portugueses. São medíocres e cretinos, que até fazem campanhas contra quem Enriquece, isso sim, culturalmente o país.