
Até a liberalíssima Holanda se prepara para taxar os lucros inesperados das energéticas e limitar aumentos futuros no preço do gás e da electricidade. Ou, traduzido para o idioma da direita radical portuguesa, “Venezuela”.
Sim, leram bem: Mark Rutte, líder do paraíso fiscal no centro da Europa, quer taxar lucros excessivos e fixar preços administrativamente, em total desrespeito pelo “mercado livre” (lol) e pela mão invisível do Adam Smith.
A direita portuguesa e o os “socialistas” (mega-Lol) estão cada vez mais isolados. E suspeito que não haverá cadeiras para todos no conselho de administração das Galps e das Iberdrolas. É bem feito.







https://porquenaovotoemcavaco.blogspot.com/2022/09/antonio-costa-e-silva.html
Lamentável e errada a atuação de Mark Rutte. Só é liberal no nome, ele.
E sim, fixar preços é próprio da ex-URSS e da Venezuela. E só pode ter uma consequência: a penúria.
Pois é!
Aliviado que foi pela mãozinha invisível, agora deu em intervencioneiro!
Assim rebenta com o marcacado!
E o marcacado é sagrado!
Sim, ao contrário da livre fixação de preços por monopólios que estava a correr tão bem…
Porque não analisa o maravilhoso mundo livre da borrifação no Texas ou Puerto Rico? Isso é que é lucrar com a escuridão!
Nao esquecer que os Países Baixos são uma monarquia, portanto são uns atrasados.
O preço da energia doméstica já era, pre guerra, o dobro do ano anterior. E continou a subir. A despesa mensal será por volta dos 300€, sem limitação, o céu seria o limite. A energia solar no Inverno nem chega perto das necessidades, pelo que para aquecer a casinha é mesmo a gás. Quando passar o fresco ele deixa cair a medida.
Formalmente, a União Europeia não está em guerra.
No entanto, na prática está. Tanto assim, que já se planeia transformar a economia da União numa economia de guerra, com limitações ao consumo, preços tabelados, racionamento, etc.
É triste, o ponto a que os governantes da União Europeia a trouxeram (com a aquiescência e o aplauso de muitos). Deixou de ser uma União caraterizada por uma economia liberal para se transformar numa União com uma economia de guerra.
A Eurolândia é incapaz de ter uma economia de guerra, insistirá sempre que não há recursos e que é preciso desmobilizar e empobrecer com medo da inflação.
Quanto ao racionamento, ou isso ou a guilhotina. E se calhar nem chega, até porque quem ganha são as Melonis que pretendem que fique tudo na mesma, mas com mais força.
A saúde é privada, mas o Governo define (decide, contratualiza) os preços.
Para definir é preciso ter poder para dizer que não, e isso é cada vez mais indesejável.
Na monarquia neo liberal da ex holanda é assim que funciona.
Como bons capitalistas, sabem que convém manter o cliente vivo e de boa saúde (financeira).
Talvez. Mas os Países Baixos sabem que têm influência e que podem usá-la oportunisticamente.
Nós já ficamos tão agarrados ao lusotropicalismo que o aplicamos a nós próprios, e seremos mais civilizados se formos mais europeus que a metrópole.