A Lenda Negra

Não estamos esquecidos que uma das justificações dadas para a necessidade de um profundo ajustamento na economia e na sociedade portuguesas, ajustamento esse materializado num programa brutal de austeridade, que, em certa medida, ainda prossegue, foi a circunstância de Portugal, e o seu povo em particular, ter, ao longo de muito anos, vivido acima das suas possibilidades. [Read more…]

As notícias da vitória da extrema-direita na Holanda, eram manifestamente exageradas

O Partido extremista de Geert Wilders não irá muito provavelmente além do 3º lugar, é verdade que teve ganhos, mas pouco significativos se compararmos com 2012, mas em 2010 havia alcançado um resultado bem superior. A vitória alcançada pelo Partido do Primeiro-Ministro Mark Rutte não deixa margem para dúvidas, embora tenha perdido alguns lugares, outros partidos no centro-direita conseguiram importantes ganhos eleitorais, afastando cenários pessimistas. O eleitorado holandês também não virou à esquerda, os verdes subiram é certo, mas desceram os trabalhistas. Existiram sim transferências de voto, quer à esquerda, quer à direita. A Holanda continuará uma democracia respeitável com uma economia em crescimento. Aguardemos pela França, mas algo me diz que também aí o extremismo e a intolerância serão rejeitados, sem contudo caírem na demagogia dos que prometem facilidades ao virar da esquina, sem grande esforço ou rigor…

Oxfam denuncia os demoníacos paraísos fiscais

Na imprensa portuguesa, o ‘Público’ deu relevo detalhado mas célere à vergonha dos paraísos fiscais. Compreende-se a brevidade. O texto citava a quase totalidade das empresas do PSI-20 que utilizam a Holanda, como paraíso fiscal. A Sonae é uma delas.  Belmiro ficou furioso com a audácia dos  jornalistas e rapidamente a notícia passou de destacada a escondida.

A denúncia noticiada partiu do Oxfam, Comité de Oxford de Combate à Fome, fundado em 1942 – uma pequena curiosidade: durante a II Guerra teve o mérito de convencer o governo britânico a permitir a remessa de alimentos às populações famintas da Grécia, então ocupada pelos nazis e submetida ao bloqueio naval dos aliados.

O relatório do Oxfam tem o seguinte título:

Imposto sobre os biliões de “privados” agora guardados em paraísos seria suficiente para acabar com a pobreza extrema do mundo duas vezes [Read more…]

A queda dos Países Baixos?

Parece que a Holanda não é a Grécia mas é já a seguir.

Chipre: a russa Gazprom pode substituir a UE

Da União Europeia, demonstrado à exaustão, sobra uma instituição destroçada, se é que algumas vezes existiu em estado saudável. Segundo os ideais de entusiastas impulsionadores da agregação iniciada com a CECA – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço,  os franceses Schuman e Monet, os princípios e objectivos começaram por ser económicos (o carvão alemão + o aço francês). Com um manancial de tratados, inconsequentes e/ou desrespeitados, e uma moeda, euro, que apenas 17/27 adoptaram, a UE foi-se dilatando, estendendo-se da fria e fleumática Suécia ao cálido e temperamental Chipre.

No fundo, o objectivo supremo da citada UE,  tal como nos primeiros tempos da CECA, jamais deixou de ser o benefício económico dos fortes, a quem, entretanto, a desregulação financeira e o ‘sistema financeiro internacional’ ergueram alguns obstáculos, resolvidos a seu contento.

A beligerante Alemanha, em 1952, beneficiou de 50% de dívida perdoada.  Graças à conivência das potências ocidentais, EUA, França e Reino Unido, aproveitada pelo hábil chanceler Konrad Adenauer, os germânicos retomaram a força do poder na sociedade internacional; em especial na UE, que é aquele que a chanceler Merkel, em conjugação com os sudetas actuais, Holanda e Finlândia, tem utilizado para humilhar os povos do Sul da Europa – a extorsão através do fornecimentos de equipamentos navais e militares, da adjudicação de grandes obras a empresas internacionais alemãs e uma variedade de negócios contribuíram decisivamente para as crises soberanas de Grécia e Portugal, onde os maiores sofrimentos atingem  cidadãos sem emprego, a viver sob condições intoleráveis de pobreza e miséria – junte-se-lhes Espanha, Itália e Irlanda, se se pretender. [Read more…]

A canção que resolve os problemas

soaresdossantosAlexandre Soares dos Santos, após uma investigação decerto aturada, descobriu que não é a cantar a Grândola que se resolvem os problemas. Apesar da minha paixão pela música de Zeca Afonso, devo dizer que, em parte, concordo com o chairman da Jerónimo Martins.

Miguel Relvas tentou cantar a Grândola em Gaia e não conseguiu resolver o problema, criando mais um, o da desafinação. Para além disso, depois de, em 1974, ter ouvido e cantado várias vezes a Grândola, não consegui resolver dois problemas que me surgiram no exame de quarta classe.

Pelas palavras de Alexandre Soares dos Santos fico, no entanto, com a impressão de que ele conhece a canção que resolve os problemas. Ter-lhe-ia ficado bem partilhar, patrioticamente, uma descoberta tão benfazeja. Julgo, contudo, ter descoberto um grupo de três temas musicais entre os quais será possível descobrir o segredo da canção que resolve os problemas. [Read more…]

Países que não precisam de turistas para nada

Holanda aprovou proibição de coffeeshops a estrangeiros.

Já ficam com o IRC de meia-Europa, compreende-se.