O Conselho Geral e de Supervisão da EDP é inútil e a culpa é do socialismo

EDP

Foto: Bruno Colaço/Jornal de Negócios

De um momento para o outro, o ex-ministro do PSD, António Mexia, passou de gestor premiado a socialista. Bastou para isso ser cozinhado em lume brando pelo justiceiro Alexandre, acrescentando-se 200 gramas de José Sócrates em pó e meio quilo de Manuel Pinho à receita, antes de ir ao forno do populismo chegófilo e liberacho. Admira-me como é que Durão Barroso ainda não foi grelhado, à conta do “porreiro, pá!”.

E enquanto ultraconservadores e neofascistas se entretêm a tratar as suas ovelhas como um rebanho de otários, o Conselho Geral e de Supervisão da EDP esteve estes anos todos sem ver a ponta de um corno à sua frente. Entre CAEs, criados por Cavaco Silva, e CMECs, criados por Santana Lopes, durante o tal governo socialista que teve Mexia como ministro, a EDP é o melhor espelho possível para o capitalismo rentista que parasita este país há décadas.

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O que tem a ver a Coopérnico com a crise do coronavírus?

Rui Pulido Valente*

À primeira vista não parece ter nada a ver, mas se aprofundarmos o nosso olhar e ouvirmos aquilo que a crise nos tenta dizer, concluímos que tem tudo a ver! Tem tudo a ver porque nos obrigou, a todos, a olhar para a Sustentabilidade de uma outra forma, numa perspetiva mais individual e responsável.

O combate à pandemia tem sido feito com base nos comportamentos de cada um e no cumprimento das orientações dos profissionais de saúde. Não se tem tratado apenas de alterações temporárias e pontuais, mas mudanças que questionam todo um posicionamento do cidadão como consumidor.

A diferença é que estamos perante uma urgência e um fenómeno que depende fundamentalmente da atitude de cada um. Mas se refletirmos um pouco, também a crise climática, o desperdício alimentar, ou mesmo, a plastificação do meio ambiente, têm tudo a ver com questões comportamentais e responsabilização do cidadão enquanto consumidor. Acrescentaria ainda, e para puxar a brasa à minha sardinha: as nossas opções como consumidores de energia também têm tudo a ver com opções individuais que podem defender o ambiente e descarbonizar as nossas vidas.

De um momento para o outro, foi possível fazer o que, para muitos, seria utópico. Temos professores a lecionar à distância, temos profissionais em teletrabalho, temos redução substancial nas deslocações com reuniões a realizarem-se por teleconferência, temos quem se preocupe em criar soluções locais para evitar a excessiva centralização dos recursos, temos uma aferição, no terreno e na prática, da resiliência dos nossos territórios. [Read more…]

A cooperativa energética feita por e para os cidadãos

Rui Pulido Valente

Chama-se Coopérnico e é a primeira cooperativa portuguesa dedicada às energias renováveis. Nasceu em 2013 e, desde então, tem vindo a tentar mudar o paradigma da produção e consumo de energia. Atualmente conta com 1.530 cooperantes que juntos já investiram mais de um milhão de euros.

É caracterizada no seu site como uma “empresa social que, através do envolvimento da comunidade, procura promover a transição para um novo paradigma energético” e tem hoje ativos 21 projetos que levaram à instalação de quase 5.000 painéis fotovoltaicos, em telhados de instituições de caráter social, educacional ou estatal. Em conjunto, produzem energia suficiente para abastecer cerca de 800 famílias e colmatam a emissão de CO2 em mais de 1.000 toneladas. [Read more…]

Xi Jinping, o bem-amado

Foto: Reuters/ Thomas Peter

O presidente da China veio visitar Portugal, a convite do presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A ideia por trás – e mesmo pela frente – da prosa: promover deals. Colocar sectores estratégicos, como a energia, nas mãos do estado mais poderoso do mundo, de regime ditatorial, com um presidente que diligenciou, num pseudoparlamento, a emenda da constituição chinesa para se tornar presidente vitalício? No problem. Investimento é a palavra de ordem. Banca, seguros, saúde, aviação, transportes (olha a CP que tanto precisa, coitadinha)? Tudo à escolha em Portugal, baratinho, é aproveitar. Dependência? Qual o quê!

Questionado se a iniciativa chinesa de investimento em infraestruturas “Uma Faixa, Uma Rota” “podia atravessar Portugal” num dos seus “principais portos”, diz Marcelo: “É possível que durante a visita do Presidente Xi a Portugal se venha a assinar o memorando de entendimento sobre este assunto? É. „Estamos a negociar, estamos a trabalhar nisso. Portanto, é possível“, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Fixe, até o Presidente da República se encarrega pessoalmente dos negócios, em Portugal.

Mas está tudo óptimo, desde que haja touradas para os Portugueses.

P.S. – E futebol, claro.

Barroso e o desígnio do diesel

Durão Barroso foi um dos principais responsáveis pela aposta europeia na tecnologia diesel, pela multiplicação de viaturas particulares a diesel e pelos seus efeitos negativos, quer económicos quer ambientais. Durante os dois mandatos de Barrosos como Presidente da Comissão, a tecnologia diesel europeia foi eleita como uma das tecnologias prioritárias a desenvolver e a exportar massivamente para o resto do mundo. Poderia ter apostado no software de utilização livre Linux ou nos telefones móveis quando esta tecnologia era liderada pela Nokia ou pela Ericsson. Poderia ainda, ter apostado no investimento no desenvolvimento científico e tecnológico nas universidades e nas empresas europeias, como o fizeram Bill Clinton e Al Gore nos EUA com resultados conhecidos (Google, Facebook, Youtube, etc.). Em vez, Barroso apostou na estratégia comercial da Volkswagen e de outras marcas alemãs, sob o pretexto do acordo de redução do dióxido de carbono assinado com a Indústria Automóvel Europeia em 1998. Segundo a Comissão Barroso, a emissão de dióxido de carbono seria reduzida pela adoção dos motores diesel em alternativa aos motores a gasolina. Na teoria as contas pareciam bater certas, na prática essas contas escondiam uma estratégia mais lucrativa de venda de carros com motor a diesel e uma fraude na contabilização das emissões que seria desvendada mais tarde. [Read more…]

Mito

O elevado preço da energia e combustíveis não serve apenas às empresas, longe disso, mas é um facto convenientemente esquecido

Porto – 13h00 – Rotunda da Boavista

Concentração em frente à EDP em solidariedade com os moradores do Bairro do Lagarteiro.

Remodelação do Governo (3)

Jorge Moreira da Silva fica com a Energia. Depois do susto do Álvaro, ninguém melhor do que um próximo de Passos Coelho para garantir que se mantêm os privilégios da EDP. É assim que governam os corruptos.

Remodelação do Governo (2)

Sai o Álvaro. Manda quem pode, obedece quem deve.

Razões para comemorações com champanhe

electricidade portugal

Fonte: The Economist. Gamado no Facebook

A quarta mais cara electricidade da Europa. Percebe-se porque é que na EDP se festejou com champanhe (disse-o o Ministro da Economia) quando foi demitido o secretário de estado que ia proceder a cortes nas rendas da EDP. Falta perceber duas coisas: 1) como é que o Ministro da Economia ainda não se demitiu perante a cedência que fez ao lobby energético e 2) até que ponto Passos Coelho acha que não topamos a mentira dele.

Já agora, lembram-se como é que Sócrates vendeu a ideia das renováveis? Que nos traria energia mais barata e maior independência energética. Está à vista. Depois do litoral destruído com construção, coube a vez às serras, desfiguradas com ventoinhas plantadas sem ordem e com o bónus da electricidade a preço de ouro. É o que dá ir-se na conversa da propaganda.

Da série ai aguenta, aguenta (17)

Aumento nas portagens, energia e telecomunicações ultrapassa inflação em 2013

Podem sempre

Comer dança e grafitis

Embargo ao Irão

A atenção dos meios de comunicação social no inicio do ano, sobre a questão do embargo europeu à compra de petróleo iraniano, foi implacável e constante. Conto cerca de 200 artigos nos jornais de referência durante o mês de Janeiro.

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A desgraça (II)

Já nem a “Autoridade da Concorrência” consegue mascarar o que já mostrámos aqui. Portugal tem, de forma consistente, o preço dos combustíveis sem taxas acima da média europeia.

A desgraça

A composição do preço dos combustíveis é um assunto opaco, como quase tudo o que dá muito dinheiro a ganhar em Portugal. Sempre que se fala no assunto, surge logo a ideia de que pagamos muitos impostos, o que é a mais pura das verdades. A seguir, quando chegamos à conclusão que estes impostos podem representar 115% do preço sem taxas (valor registado para a gasolina em Março deste ano), a conversa normalmente degenera em insultos aos sucessivos governos e à forma ignóbil como estes nos roubam descaradamente. Mais uma vez é tudo a mais pura das verdades.

Normalmente ignorado, é o facto do preço dos combustíveis sem taxas, em Portugal, ser consistentemente superior à média europeia, disso não se pode directamente culpar o estado:

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Energia e pontes, a diferença vai do pagar

Quem paga duas vezes fica. Mas, quem quer pagar menos sai!

Decididamente é um problema pessoal- MEU! Que tenho de aturar esta gente!

Aquela proposta do Aborto ter efeitos RETRO (trocadilho fácil!) passivos continua de pé?

A Guerra contra o Irão já começou

Mapa roubado daqui.

A luta pelo controlo dos recursos energéticos não pode parar. É por isso que a Europa faz a ameaça pueril de cortar as importações de petróleo do Irão (fundamentalmente por pressão do eixo EUA/UK). A ameaça da Europa poderia chegar a ser cómica, não estivessem em jogo a vida de milhões de pessoas.

 
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Hoje dá na net: Oil, Smoke and Mirrors

Oil, Smoke and Mirrors, documentário onde se retrata a crise energética actual e como esta molda a política externa das nações. Mostra-se especificamente como a “guerra ao terror” não tem nada a ver com terrorismo ou uma ameaça séria ao mundo ocidental e tudo a ver com a necessidade de manter o acesso às fontes de energia.

Em inglês, sem legendas.

Hoje dá na net: A Crude Awakening The Oil Crash

A Crude Awakening: The Oil Crash, documentário sobre o pico de produção do petróleo. O petróleo é o sangue da economia, mais importante que isso, toda a nossa civilização é sustentada na energia que extraímos do petróleo com um custo absurdamente baixo, se compararmos com o trabalho que este proporciona. Nesta época de múltiplas crises, com efeitos compostos, a crise energética tem sido esquecida. Mas o problema não está resolvido, está apenas latente, à espera. Página do IMDB. Documentário legendado em português, veja como activar as legendas a seguir ao corte.

 
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Cinco argumentos ridículos: do atentado à anedota

Plano Nacional de Barragens: um desastre que nos há-de custar 16 mil milhões de euros.

Finalmente, ao fim de quatro anos de esforços de organizações ambientalistas e populações locais, começou a haver algum debate público sobre o programa nacional de barragens (PNBEPH).Em prol da verdade, vale a pena desmontar alguns argumentos que a propaganda oficial e articulistas mal informados têm vindo a atirar para a arena mediática.

Argumento ridículo 1 – “O investimento é privado.” O investimento inicial nas nove grandes barragens apro­vadas pelo Governo ascende a 3600 M€, o que, somado aos custos financeiros e ao lucro das empresas de elec­tricidade, gerará um encargo global estimado em 16.000 M€ ao longo de 75 anos – que obviamente será pago na totalidade pelos cidadãos-consumidores-contribuintes. Parte deste custo será reflectido na factura da electricida­de, e parte nos impostos, para suportar o défice tarifário e a “garantia de potência” estabelecida na Portaria n.° 765/2010. O que importa é que, entre tarifa e impostos, as novas barragens implicarão um aumento superior a 10% no custo da electricidade. [Read more…]

Polémica inteligente, desconfiança total

Polémica? Qual polémica?
Contadores e redes inteligentes?
Polémica ou temor?
Pare, escute e leia, a montanha não parirá um rato!!!
O espanto assaltou-me ao ler um artigo do Jornal “Público”, datado de 20 de Setembro de 2010, onde se refere a existência em Portugal de uma polémica sobre os contadores inteligentes.
“(…) lembra que os contadores inteligentes, polémicos em Portugal, são um equipamento básico nesta mudança. (…). Nos EUA, há uma forte substituição de contadores para a geração inteligente, o que não está a acontecer na Europa, com excepção de Itália. Com contadores inteligentes, as pessoas têm mais informação e percepção do que consomem. Podem ser incentivadas a essa mudança, através de diferentes esquemas tarifários para usar a energia quando há em excesso e reduzir o consumo quando há menos disponível. Por exemplo, usar mais durante a noite e menos no dia, quando temos picos de consumo. Isto conduzirá, em média, a poupanças de cerca de 20 por cento nas casas, porque as pessoas têm mais consciência do que estão a consumir em termos de electricidade que pagam e são incentivadas com tarifas mais baixas e com isso apenas alteram o seu comportamento.”
Apenas?
Mais consciência?
Mais informação e percepção?

Energia: e se fechassem as portas?

Quanto é que pouparíamos em consumo energético se todas as portas de todos os estabelecimentos comerciais estivessem sempre fechadas, vá lá, encostadas?

No pico do Verão ou do Inverno irrita-me passar as portas escancaradas de uma loja e encontrar lá dentro uma temperatura completamente diferente. Pior só a mania de abrir janelas quando está calor “para arejar”, como se o calor não entrasse e fizessem o mesmo quando está frio.

Para que as lojas fechassem as portas, estando abertas ao público seria necessário impô-lo por lei: ninguém fecha a sua porque temos este hábito e porta fechada significa loja encerrada. É um código, e só se resolve com um novo código. Não sei quanto se pouparia em consumo de energia se um governo tomasse tal medida. Mas calculo que outra tanto perderia a EDP em lucros. Donde, assunto mesmo encerrado.

O Pico do Petróleo Fácil de Compreender

O vídeo seguinte faz uma introdução, muito suave, à questão do pico do petróleo e as implicações dai resultantes.

Enquanto os políticos andam entretidos com a campanha eleitoral, existem problemas, já perfeitamente conhecidos, que vão atacar o país de uma forma dramática nos próximos anos. Vai acontecer mais ou menos como aconteceu com a crise financeira, em que tanto o primeiro ministro, como o próprio ministro das finanças se desdobraram em declarações, assegurando que tudo está bem, quando os especialistas e pessoas interessadas sabiam, desde há muito, o que se estava a preparar.

 


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Bill Gates sobre a energia

Clique em View subtitles para escolher legendas.

Momentos de mudança

Em 1971 saiu no San Francisco Chronicle a frase enigmática “A Comissão dos Caminhos de Ferro do Texas anunciou uma admissibilidade de 100% para o próximo mês“. Para decifrar esta frase, temos, em primeiro lugar, de saber que a Comissão dos Caminhos de Ferro do Texas tinha por missão definir a produção máxima admissível das empresas extractoras de petróleo. Adicionalmente, uma admissibilidade de 100% queria dizer que os produtores estavam autorizados a produzir tanto quanto conseguissem.

A frase também contém, ainda, um segundo significado, esta frase pode ser entendida como o marco da chegada do pico da produção de petróleo aos 48 estados continentais dos EUA. Antes ou depois dessa data nunca se produziu tanto petróleo nos Estados Unidos (por coincidência mesmo que juntemos o petróleo do Alasca e as descobertas em águas profundas esse pico nunca foi ultrapassado). Este tipo de comportamento é observável na extracção de produtos não renováveis – especificamente com o petróleo este comportamento já foi observado em várias províncias.

Seria de esperar mais do que um enigmático apontamento para marcar o pico da produção de petróleo nos EUA. No entanto, talvez a história se esteja a repetir.

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Quanto Mais Me Batem…

O Jornal de Notícias diz que Portugal terminou 2010 com uma inflação de 1,4%, perante uma média da zona euro de 1,6%.

A EDP vai aumentar a electricidade 3,8% em 2011 e António Mexia “alerta para fim do crescimento baseado na energia barata“.

Isso, energia barata! – com um aumento de preço “legal” quase três vezes acima da inflação e num ano em que os salários vão baixar abruptamente. Energia cada vez mais barata…! Sinto-me um pouco baralhado. Ou isso ou estão a fazer de mim burro… que os carregue.

Que energia usamos?

Existe uma representação muito interessante dos fluxos de energia que torna imediatamente evidente a origem e utilização da energia, bem como as perdas associadas. O Lawrence Livermore National Laboratory disponibiliza um desses gráficos para os EUA:


Fluxos de energia EUA 2009Clicar na imagem para aumentar

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Zangam-se os compadres…

As relações entre o Primeiro Ministro e o Dr. Mexia já tiveram melhores dias. Uma compra de tecnologia de muitos milhões a uma empresa estrangeira, sem contrapartidas para o cluster nacional, azedou o Engº Sócrates. E desta vez com razão. O Dr. Mexia anda em roda livre, investe milhões nos US e no Mar do Norte, nada lhe importando que o cluster que nasce em Viana do castelo, seja um pilar essencial da estratégia de modernização do país.

Acresce que esse dinheiro investido lá fora, faz falta cá dentro, e uma empresa pública monopolista que pratica preços superiores à média europeia, não pode utilizar o “cash flow” assim obtido fazendo de conta que não tem nada a ver com as políticas do governo. Até porque deve grande parte desse dinheiro ao facto de estar encostado ao governo e operar num mercado que não encontra em mais lado nenhum. Monopolista com preços ao consumidor mais caros e gozando da cobertura do Estado.

Eu gostava era de ver estes gestores armados em gestores internacionais, investir com o dinheiro deles, dos próprios, isso sim, seria caso para admirar. Aposto que telefonava primeiro ao primeiro ministro, não fosse o seu (dele) dinheiro desaparecer com o vento dos aerogeradores que compra lá fora sem cuidar do interesse nacional.

O 11 de Setembro do ambiente

http://static.publico.pt/imagens.aspx/302914?tp=UH&db=IMAGENS&w=350Foi assim que o Presidente Obama classificou o desastre que está a ocorrer no Golfo do México. Nada será igual depois deste desastre tal como o mundo mudou com os aviões contra os edificios do World Center.

Um inferno, contam as pessoas habituadas a lidarem com furacões e a recomeçarem tudo no dia seguinte. Já tiveram derrames mas contidos, nada que se pareça com o actual que vai acabar com a sua  vida que apreciam nm lugar fantástico. O sétimo melhor lugar do mundo para a pesca desportiva cujo festival anual foi já cancelado.

Mas a o tipo de desenvolvimento económico a que estamos habituados, montados na energia proveniente do petróleo, vai cada vez mais trazer-nos problemas, até que se encontrem verdadeiras alternativas. Dizem-nos que as energias verdes não são ainda alternativas em eficiência e em preço, mas a verdade é que é dificil encontrar energia mais ineficiente que a proveniente do petróleo. Basta ver que um automóvel, precisa de pesar cerca de 2 000 kgs para transportar uma pessoa que pesa em média 70 kgs. Isto é, um carro gasta o combustível correspondente a fazer mover 2 000 kgs quando bastaria gastar o necessário para movimentar 70 kgs.

O que realmente está em equação há muitos anos são os poderosos interesses ligados ao petróleo e não a inexistência de energias alternativas provenientes de processos tecnológicos há muito conhecidos.

Infelizmente, só um desastre desta dimensão e às portas dos US poderá contribuir para a mudança de mentalidades! Será desta que a indústria vai apostar em força na energia verde?

Valor estratégico – a EDP a Galp e a PT

Enquanto se anuncia a privatização do resto da Galp e da EDP, Sócrates e a fina flor juram a pés juntos que não venderão a PT! Porquê? Valor nacional estratégico!

É preciso compreender os grandes interesses nacionais, o verdadeiro objectivo nacional, seguir a célebre frase da política e da gestão: ” ter a coragem de mudar o que tem que ser mudado, ter paciência para deixar estar o que não pode ser mudado e ter a inteligêngia para saber escolher”!

Privatizar a Galp e a EDP e defender com unhas e dentes a PT é, à luz  daquele principio, uma prova de coragem, de paciência e de inteligência. Se os combustíveis faltarem não há problema nenhum, as refinarias existentes em Portugal são da Galp por isso, basta importar de Espanha .O mesmo se diga da EDP, a electicidade não tem qualquer significado, nenhum interesse estratégico, se faltar basta importar de Espanha. Isto, naturalmente, se a Espanha tiver em excesso e, em caso de zaragata, mesmo diplomática, estiver interessada em nos fornecer. Porque não há outro fornecedor!

Mas as chamadas, as telecomunicações, quem pode dizer o mesmo? No caso de um problema sério podemos nós contar com a Vodafone e com a Sonae? Sim, a Sonae que é a empresa que mais emprego oferece no país, que tem fábricas e centros comerciais, que não foge mesmo que quisesse? Aí sim, não teríamos saída nenhuma, sem telemóveis, sem escutas, sem os accionistas estrangeiros, sem fundos internacionais que ninguem conhece.

Estratégico? Perceberam agora a inteligência, a coragem e a paciência que são precisas para não ficar nas mãos de potenciais inimigos ou adversários mesmo que momentâneos? O país pára sem combustíveis?O país pára sem energia electrica? Pois bem, é por isso que podem ser privatizados!

O valor estratégico da PT está nos 46 milhões de clientes que tem na Vivo, está no seu enorme potencial de crescer e ganhar dinheiro para os accionistas. Dinheirinho! Nada mais do que dinheiro!