Obras públicas a alta velocidade

Vinte e tal anos volvidos e esta capa do milénio passado continua actual. Estou cada vez mais convencido de que os meus netos me levarão um dia a Lisboa no TGV. E aposto que não demorará mais do que 1h15. E que estará pronto antes dos estudos de impacto ambiental para a construção do novo aeroporto de Lisboa.

Comments

  1. esteves aires says:

    Eu ainda não estou convencido, é mais provável que o aeroporto de Lisboa vá para o Porto!?

  2. Anonimo says:

    Estou confiante. Desta é que é.
    Bem o Governos a dar passos para a descentralização e coesão territorial.

    E uma linha Lisboa-Beja? Ouvi dizer que até há lá espaço para fazerem aterrar uns aviões. Pode ser que haja slots disponíveis

  3. Paulo Marques says:

    Não agoires, que o investimento está em marcha. E tão cedo não há outro.

  4. Rui Naldinho says:

    Em Portugal qualquer obra pública de média dimensão dura uma eternidade, quanto mais os grandes investimentos em infra-estruturas essenciais à nossa modernidade e sobrevivência. Basta recordarmo-nos do Alqueva. Da Cova da Beira. Do aeroporto Sá Carneiro. De algumas pontes estruturantes nas vias de comunicação.
    Tudo isto tem uma razão de ser. Pequenez e periferia.
    Portugal é um país pequeno, onde tudo gravita à volta do Estado, o que neste caso quer dizer Fundos Europeus.
    Dou um exemplo básico:
    Quando começaram a aparecer os primeiros incentivos para as eólicas, no início tudo avançava devagar devagarinho. E por quê?
    Era necessário que os terrenos no alto das elevações, inóspitos, abandonados, ao vento e à chuva, fossem comprados por uns quantos iluminados, por “truta e meia”, para que posteriormente os alugassem às empresas de exploração eléctrica. Era necessário que umas quantas empresas se formassem, algumas à pressa, para usufruírem também dos fundos. Concluído o processo, aquilo depois avança rápido. Nasciam como cogumelos.
    Aconteceu o mesmo com os terrenos inundados pelo Guadiana, com o Alqueva.
    A razão para não haver aeroporto de Lisboa, nunca foi o dinheiro. Endividamo-nos por tanta “coisa sem sentido”, apenas para satisfazer o ego de alguns governantes e autarcas, e não temos dinheiro para fazer um aeroporto à escala intercontinental, tendo nós uma posição estratégica invejável face ao continente americano? Não!!
    Agora digam-me. Qualquer aeroporto que saia fora da zona perímetal da Lisboa, nomeadamente para o Sudeste ou para o Nordeste, o caso de Alcochete, Ota, Santarém, etc, vai desvalorizar todo o tecido urbano da capital, nomeadamente na zona ocidental da cidade, além dos concelhos de Oeiras e Cascais. E isso nunca! “Jamais”! É ali que moram os Donos Disto Tudo.
    O TGV é igual. Seja para Badajoz, seja para o Porto e Vigo. Quantos estudos já foram feitos?
    Em Portugal a vaca nunca foi voadora. Tem sim é de dar leite a muitos mamões.

    • luis barreiro says:

      Na 2ª República construíram a ponte Salazar em menos tempo e dentro do orçamento, na 3 República é nasceu o regabofe.

      • POIS! says:

        Pois foi!

        E foi também nessa altura que se fez a grandiosa autoestrada Lisboa-Porto (ou Porto-Lisboa, há divergências entre os estudiosos da matéria).

        Foi inaugurada pelo Américo Tomás, que cortou as fitas com uma tesoura especial feita pela empresa “A Inaugural da Moda”, então especializada em tesouras e fitas para inaugurações, trazida por uma menina de vestido aos folhos que Tomás quis levar para casa, mas acabou por não ir porque o esclareceram de que tinha dono.

        Seguiu-se um brilhante discurso onde Tomás declarou “é a primeira vez que venho a esta terra desde a última vez que cá estive a inaugurar um monumental fontenário e duas imponentes floreiras”.

        Faltava só um bocadinho, meia dúzia de quilómetros entre Vila Franca e os Carvalhos. E quanto tempo levaram os da “3ª república” a alcatroar o que faltava? Anos e anos!

        Vergonhaaaaaaaa!

      • Paulo Marques says:

        Como é que sabe? Foi verificado pelo Tribunal de Contas? Adjudicado por concurso? Aprovado em Bruxelas?
        Gostam de burocracia e queixam-se das demoras e do custo.

  5. Joana Quelhas says:

    O pior da noticia do século passado é que foram gastos uns quantos milhoes na adaptação para o chamado “Pendular” e no fim a duração da viagem ficou igual !

    Sempre q se aproxima a banca rota socialista aparecem os anúncios bombásticos de grandes investimentos.
    Foi risível ver o PM a dizer que o pais tem neste momento capacidade para obra.

    Se tivéssemos uma Comunicação Social digna desse nome ,logo seria questionado porque razão um pais com uma capacidade para obras deste calibre deixa morrer grávidas por falta de urgências em hospitais públicos. Porque temos crianças sem professores etc etc…

    Para alguma coisa servem os subsídios estatais á Comunicação Social.

    Joana Quelhas

    • Paulo Marques says:

      Porque saíram da zona de conforto e foram à vida. Não era essa a revolução bondosa?
      Quando ao Alfa, não pode andar à velocidade da mais melhor avançada ferrovia do mundo porque descarrilar pessoas por excesso de velocidade é um bocadinho mais chato, mas a linha não dá mesmo para mais. Em comum, os unicórnios continuam sem investir.

      • Anonimo says:

        A linha não dá, mas gastou-se o suficiente para dar.

      • Joana Quelhas says:

        Nem com um desenho lá chegas. O analfabetismo funcional no seu melhor.
        O ponto é mesmo esse … gastou-se o dinheiro para a linha dar ! e no fim não dá .

        Joana

        • Paulo Marques says:

          Não, não chego, onde é que o plano e a execução diferiram nas condições necessárias para as velocidades em curva e ultrapassagens?

          • Anonimo says:

            O que foi vendido (sou utilizador recorrente do Alfa/IC há mais de 20 anos na Linha do Norte, e raramente não esteve qualquer troço intervencionado) é que as obras, ou “manutenção pesada, nos diferentes troços teriam como resultado final o Alfa poder fazer a velocidade máxima na totalidade do percurso.

            Nos últimos 30 anos foram gastos 1,5 mil milhões de euros na linha ferroviária do Norte, mas mesmo assim o percurso entre Lisboa e Porto de comboio vai passar a demorar duas horas e 58 minutos, exatamente o tempo que demorava em 1977.
            Os planos de modernização começaram em 1988, no Governo de Cavaco Silva, numa altura em que 53% da rodovia nunca tinha sido renovada. Nessa altura, estava a ser estudado um eixo Porto-Lisboa “com tempo máximo de ligação de 1h15 a 1h30”, recorda Arménio Matías ao JN, ex-administrador da CP. Vários estudos e previsões depois chegou o Alfa Pendular, em 1999, que começou por fazer Lisboa-Porto em 3h30 horas, sem atingir os 200km/h ambicionados em 1991. Em 2018, o tempo do percurso só foi diminuído para as 2h50, tempo agora prestes a aumentar devido às obras.

          • Paulo Marques says:

            Com o traçado e utilização que tem, não pode, é só isso. É como andar a 120km na A29, não dá.

          • Anonimo says:

            Portanto, todo o dinheiro, o tempo, as promessas… sempre foi treta. Nunca daria, foram décadas a enganar.

          • Paulo Marques says:

            Não conheço, não prestava atenção. Lembro-me dos ~2h15, mas acho que nem foi tudo feito, e continua sobrelotada.

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