A PSP de Braga, depois dos atritos com o Deão da Sé, e ter resolvido “à Lagardère” (as autoridades adoram aplicar os ensinamentos de Paul Féval em Le Bossu) parte do estacionamento abusivo às horas de culto com o fechar de olhos a que os fiéis estacionem nos Largo do Rossio, situação que se estende nos restantes dias a quem tem conhecimentos entre os moradores, os quais por sua vez também fecham os olhos e dão uma ajudinha aos amigos, abrindo telefonicamente o pino que condiciona o acesso à zona de peões, onde manifestamente se inclui o tal Largo do Rossio, transformado, então, em impróprio parque permanente de estacionamento…
Segundo me garantem, o Largo da Rossio e as ruas circundantes e adjacentes são zona de peões, vedada ao trânsito, exceptuando os moradores, com garagem, e os comerciantes, nas horas previstas para cargas e descargas.

Senhor agente, como se sai do prédio, de carro? Sim, sr. agente, é uma saída de garagem… olhe o sinal, está visível, não está? Pois!
Voltando à PSP, depois dos tais atritos com a Igreja, tornou-se notória uma presença mais assídua da polícia na zona, por horas e horas, mas de uma forma algo inexplicável: chegam dois agentes de carro, estacionam onde calha nas proximidades da Sé, até nas rampas de acesso aos prédios e suas garagens, como se fosse uma zona de maninho, ligam as luzes do tejadilho e fazem-se à vida durante horas… sem que consigamos pôr-lhes a vista em cima, nem que seja para sair da garagem, bloqueada pela autoridade (Ver foto no texto). Como se os moradores não pagassem ao Município uma taxa anual para acesso à habitação e, mesmo sendo zona histórica, não pagassem IMI…
Melhor seria que a autoridade mudasse o padrão de presença na zona, passando do horário diurno, sem stress de maior nas esplanadas e bares, para o nocturno, esse, sim, um alfobre de atropelos à lei do barulho em esplanadas que não dão para a rua e gozam, assim, da mais completa impunidade. É que de pouco adianta telefonar para a polícia, só episodicamente atendem e, que me conste, não há registo de intervenção. Chame-se-lhe o que quisermos… Para não ter problemas, fico-me pelo inexplicável… numa cidade com cada vez menos lei, com cada vez piores medidas e condicionamentos de trânsito, com cada vez mais presença dos controladores de estacionamento, porque esses dão lucro, encarreiram o pilim para quem dele aproveita…
Diz-se por Braga, em boca cada vez menos pequena, que a Câmara está a arder, que ninguém assume, a começar pelo Presidente, os vereadores são reféns sabe-se lá de quê, tendo em conta que as queixas não avançam, que as prometidas averiguações, em construção pomposa de correio electrónico de resposta, não passam de emails automáticos de mandar calar, um pouco à imagem do “trabalhos tenha quem trabalhos me quer dar”…
Numa cidade em que, cada vez com mais assiduidade, se vai ouvindo “que saudades do tempo do MM (leia-se Mesquita Machado), esse ao menos assumia, para bem e para o mal”, estamos falados. São as tais perversidades do princípio de Peter aplicado à política e em certas democracias como a nossa: cada um é promovido (eleito) até ao limite da sua incompetência.
Depois, não se queixem das tentações autocráticas e ditatoriais.






parece que o Comandante da PSP de Braga está muito confortavelmente instalado… não será altura de o mandar chefiar uma esquadra no sul do pais ( mas por pouco tempo, senão ele cria…raizes)?