
Soubemos hoje que 660 mil pessoas vivem em “pobreza energética severa” e outros 2,3 milhões em “pobreza energética moderada”. Estamos a falar de perto de 3 milhões de habitantes a lutar contra o frio. Porque espera o governo para fixar os preços da energia?
Manifestação por uma vida Justa: basta de aumento dos preços!






Enquanto os lucros das grandes empresas na área da energia e distribuição crescem na casa dos três dígitos percentuais, há cada vez mais portugueses a não conseguir ter uma vida minimamente digna. Se o governo continuar a não fazer nada para inverter a situação, eventualmente vão aparecer os “pitchforks and torches”.
Fixar os preços da energia é apenas um paliativo. Apenas contribui para que se continue a esbanjar energia em casas mal isoladas e mal orientadas.
A solução é (re)construir casas com isolamentos decentes e bem orientadas face ao sol, não é apoiar as pessoas para que elas possam continuar a esbanjar energia em casas mal construídas.
Certo. Aguarde-se que os senhorios se virem para aí, no entanto, quem cair e quem falir até o dia de são nunca que tivesse mérito.
É natural que se passe frio quando se constrói casas com paredes de papel, para elas serem mais baratas. Aquilo que se poupou na construção da casa, gasta-se agora a dobrar no seu aquecimento.
A construção é uma *****, aquecer as casas é queimar dinheiro
Eu gostava de saber como se poderia fazer uma reconstrução de uma cidade e orienta-la face ao sol numa cidade construída há seculos?
Isto há cada uma que mais parecem duas.
Cada um pensa por si mas não devem saber quanto custaria uma operação deste tipo.
Sempre era preferível gastar energia a fazer uma operação destas e que ficaria mais barato.
Eu não proponho reconstruir cidade nenhuma.
Proponho que cada pessoa resolva o seu problema, tendo estas considerações em conta.
Em vez de escolher orientações solares poente-nascente, como está na moda, é preciso optar por casas viradas a sul e somente com pequenas aberturas a norte. Quando se escolhe uma casa, ou se constrói de novo, é preciso ter isto em consideração.
Cada um que resolva sozinho é meio caminho para que tudo fique na mesma. E, apesar de ser boa ideia, garanto-lhe que não resolve coisa nenhuma sem mais umas quantas.
Isso, claro, para quem sequer tem oportunidade de escolha num mercado tão, mas tão aberto – alguém tem que ficar com elas, não é verdade?
O Grande Fixador de Preços, volta a atacar!!!!
Está a falar do cartel da banca, dos seguros, dos hipermercados, dos combustíveis, da eletricidade ou das telecomunicações? Caso ainda não tenha percebido, não há nenhum mercado relevante em que os preços não sejam fixados por acordo entre os produtores, muitas vezes no âmbito de cartéis autorizados pela própria comissão europeia, permitidos pelo direito europeu da concorrência, que é o direito para permitir os cartéis e os abusos de posição dominante, que de outro modo seriam inadmissíveis. Já dizia John Kenneth Galbraith que foi muito fácil fixar (administrativamente) os preços durante a IIGM, porque….já estavam fixados! (pelos produtores). Portanto, a questão, não é de fixação de preços mas quem tem o direito e a capacidade de o fazer, e com que objectivo, ou seja, é uma questão de poder. Chamam-lhe capitalismo, não sei se conhece. Talvez prefira continuar a falar de fadas e duendes, como o seu colega Lavoura.
Pois o quê?
Não me diga que voltámos à era salazaresca. O café tabeladinho, a licença de isqueiro no bolsinho, as rendas congeladinhas, as postinhas de bacalhau fixadinhas…