Moção de Folclore: o triste espectáculo que nos proporciona a classe política

Fotografia: Carlos M. Almeida/LUSA

Foi a votos, hoje, uma moção de censura apresentada pela Iniciativa Liberal.

Como era expectável, a moção chumbou, ou não bastassem os deputados eleitos pelo Partido Socialista, em maioria, para a moção não passar. Com os votos contra do próprio partido do Governo, do Partido Comunista e as abstenções do Partido Social-Democrata, do Bloco de Esquerda e do Partido Animais e Natureza, só o proponente da moção, a IL, votou a favor, juntamente com a extrema-direita, representada pelo Chega.

Rui Rocha, deputado liberal e candidato à liderança da IL. Fotografia: António Pedro Santos/LUSA

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Em memória do pavilhão transfronteiriço de Caminha

Isto está de tal forma alucinante que, qualquer dia, já ninguém se lembra do Miguel, do Ricardo e do pavilhão transfronteiriço de Caminha. Falta-me a foto do pavilhão, mas isso é porque o pavilhão não existe. A culpa é da bolha mediática.

Vai mais uma demissão

12 em 9 meses. Sempre fica mais barato à dúzia, desde que não seja com indemnizações à maneira da TAP.

O fabuloso aperto de mão entre Pedro Nuno e Marcelo (c/vídeo)

É um aperto de mão mas podia ser uma medição de pilas. Diz-nos muito sobre o estado a que isto chegou.

A xenofobia da extrema-direita atropelada por um camião

conduzido pelo Daniel Oliveira. O artigo no Expresso é aberto e merece ser lido.

A nova soberania

Aparentemente, o mundo está organizado por países, com governos (às vezes democraticamente eleitos), onde os cidadãos (aparentemente) têm alguma voz no destino desses países.

Actualmente, isso é um proforma, apenas.

A nova soberania é ditada pelas grandes empresas globais. Quem não gosta, pode (aparentemente) consumir de outra empresa ou trabalhar em outra empresa. Os termos de utilização dos serviços valem mais do que as leis dos países. E estas empresas, funcionando dentro da lei, têm uma imensa capacidade de a moldar às suas necessidades (benditos sistemas eleitorais com campanhas financiadas por privados) e de a contornar quando lhes convém (p.ex. paraísos fiscais).

São estados ao lado do Estado. Ironicamente, o liberalismo que os tornou possível é o mesmo que cerra a malha às liberdades individuais, um tema querido aos liberais.

Infografia: Visual Capitalist