Ayatollah Trump, o “enviado de Deus”

Evangélicos do Iowa mobilizaram-se para impedir a “crucificação” do “enviado de Deus”. E o ayatollah Trump ganhou as primárias.

A extrema-direita, dos populistas mais básicos e oportunistas aos neofascistas convictos, já avisou ao que vem: não querem fazer nenhuma nação great again. Querem transformar o Ocidente num conjunto de teocracias inspiradas nos regimes totalitários do Médio Oriente.

One step at a time.

Rumo à sharia cristã.

The Handmaid’s Tale da vida real segue dentro de momentos.

Comments

  1. Para que é que hão-de se inspirar no médio oriente quando há tantos outros regimes totalitários (pelo menos, segundo os seus critérios) que apoiam fora do médio oriente?
    O que vale é que temos corrupto apoiante de longa data de vários genocídios e outras limpezas para salvar a democracia, e o mundo, através de boa gente na Arábia Saudita, Qatar, Azerbeijão, Israel, e os agentes capazes de elevar um Sérgio Moro ou um qualquer fantoche quando é preciso um correctivo democrático.

  2. POIS! says:

    Sim, enviado de Deus.

    Lá pelas américas é até já apelidado “The Fifth Little Sheperd”.

    E por cá, no museu de Cera de Fátima já está um quadro em que se veem o Quarto e o quinto pastorinhos ajoelhados no meio das cabras a rezar perante duas luzes muito brilhantes, que só podem ter vindo lá de cima.

    Estes novos iPhones são mesmo milagrosos!

  3. balio says:

    Querem transformar o Ocidente num conjunto de teocracias

    Não. Querem, na pior das hipóteses, transformar os EUA numa teocracia.

    Ora, nem eu nem o João Mendes reside nos EUA. Logo, nenhum de nós tem nada que se preocupar com se os EUA são uma teocracia ou não são. Isso é-nos irrelevante.

    Muito pior é aquilo que Biden tem estado a fazer aos EUA: instigar guerras na Ucrânia e no Médio Oriente.

    Eu prefiro mil vezes que não haja guerras e que os EUA sejam uma teocracia, do que que haja muitas guerras e que os EUA sejam um país laico.

    • Anonimo says:

      Eu também acho. Até porque há um mar que nos separa.
      Se bem que as teocracias tendem a expandir-se… mas dificilmente a História se repete mais que umas vezes.

      • balio says:

        há um mar que nos separa

        Pois há. Eu vivi anos nos EUA e posso assegurar que, contrariamente à opinião de muito boa gente, os americanos são imensamente diferentes (culturalmente) dos europeus. Em particular, são na sua imensa maioria religiosos, ao contrário dos europeus, que são quase todos mais ou menos ateus. (Há exceções, claro.)

        Os EUA são, culturalmente, um mundo muito mais diferente da Europa do que os diversos países da Europa são diferentes uns dos outros.

        Por isso, deixem lá os EUA serem uma teocracia, se o quiserem. Isso não nos aquece nem arrefece. O que nos interessa, e muitíssimo, são as guerras que os EUA fomentam pelo mundo.

        E, sob esse ponto de vista, creio que Trump é muito menos mau que Biden.

  4. Anonimo says:

    Cada acção tem uma reacção.
    Aos movimentos religiosos woke, que os chamados “moderados” deixaram andar, respondem os movimentos religiosos evangélicos. São duas faces da mesma moeda, ideologia baseada na crença pessoal e com zero tolerância para com o que e quem discordam.
    Maluquinhos do cancelamento. Sim, porque essa coisa de “queimar” livros é uma tradição americana, e estes evangélicos são peritos no acto.
    Pronto, existe uma diferença, uns estão (pelo menos por agora) armados com palavras de ordem e apitos estridentes, outros com armas daquelas que fazem buracos.

    O Trump será eleito a não ser que os democratas apresentem um candidato com 100% das capacidades físicas e mentais.

    • Exacto: uns falam, outros matam, e, no fim, quem critica a política externa é despedido ou vai para a cadeia – a cultura de cancelamento é só mais uma teoria propagandística para mais do mesmo.

  5. Lembro-me quando os democratas liberais lá do sítio estavam muito irritados por mudar a embaixada para Jerusalém, ou ir com um catálogo de armas à Arábia Saudita. Afinal, parece que o importante era dizer abertamente que “nós também fazemos muitas coisas que não são simpáticas”.

    • Ou matar um líder estrangeiro com um míssil, enfiar crianças em prisões, permitir à bófia fazer o que quiser com os restos militares, militarizar o espaço, ou até construir um muro. A democracia liberal, sem dúvida, dá para tudo.

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