Fui à Conservatória da Trofa, de manhã, para tratar de um documento para o meu filho.
Já lá não ia há algum tempo, e deparei-me com um serviço com evidentes sinais de degradação, falta de pessoal e equipamentos fora de serviço.
A máquina das senhas não funcionava.
O ecrã onde acompanhamos as senhas estava desligado.
Os poucos trabalhadores de serviço estavam com ar exausto.
Uma hora e meia após ter lá chegado, fomos informados que o documento em questão já não poderia ser tratado hoje.
Tinham ficado “sem sistema”.
Algumas das pessoas, fartas da espera, exaltaram-se.
Como se a culpa do mau funcionamento do famoso sistema fosse dos funcionários da Conservatória.
Eu limitei-me a perguntar se havia previsão para o problema estar solucionado.
Não havia.
Viemos embora.
Uma hora e meia perdida para nada.
O excedente orçamental também é isto.






A falta de pessoal não é culpa do excedente orçamental. É culpa da baixa natalidade, que faz com que cada vez haja menos portugueses disponíveis para trabalhar – não somente nos serviços públicos, mas em praticamente todos os empregos em geral.
Grande anedota, este balio.
Nunca houve tanta gente empregada.
Há empregos e há trabalhos
Nunca houve tanta gente empregada.
Pois por isso mesmo é que há pouca gente disponível para trabalhar, por exemplo numa conservatória: já têm outros empregos.
Ainda se houvesse um mercado de trabalho em que se pudesse licitar pelos recursos humanos, mas que chatice.
Pois claro!
Mas a Impetuosa Liberalesca já tem a solução! Não lhe deram foi ministros para a implementar!
Mal chegue ao poder o Calhau logo decretará: um funcionário/a público só subirá na carreira se fizer, pelo menos, dois funcionários/as públicos, de preferência com outro/a funcionário público.
Em cada serviço será instalado equipamento adequado e discreto, para que tal seja possível, evitando-se as ausências disfarçadas de “café” e a utilização das casas de banho para esse fim.
As faltas de “sistema” também ocorrem em agências bancárias, apesar de os bancos serem empresas bastante ricas.
Outras vezes, o “sistema” até está a funcionar, mas muito lentamente.
Mas nessas é óbvio que o dono não quer ter despesas com clientes cativos; no estado, fazem de conta que não, a ver se passam aos amigos e clientes mais depressa.
Ou seja, a culpa é do sistema. Pelo menos não é do polvo. Enfim, em termos de “sistemas”, sabes lá a diferença entre o de um banco de jardim e do da Conservatória da Trofa. Há problemas, na FP, de falta de dinheiro, mas também de gestão do dinheiro. De falta de pessoas, mas também de gestão das pessoas que existem. Alguns destes são provocados por “chefias de topo”, que percebem tanto de sistemas como o balio.
Falta de pessoal ou baixas a gosto?
Investigações da treta!
O importante é que está bem assim.
Pois claro!
Proponho desde já que seja entregue a investigação a Vosselência.
Só Vosselência é profundo conhecedor dos meios das tascas, cafés e casas de pasto que albergam permanentemente os relapsos que estão de baixa. E os tasqueiros conhecem perfeitamente os que estão em casa ou andam nos parques.
Caso seja mal recebido pela malta que não gosta de ser desmascarada, o melhor é chamar um polícia que não esteja de baixa. Telefone lá para a Irmandade do Quarto Pastorinho, que eles têm lá uma lista dos militantes que não estão a faltar aos futebóis.
Desde 2012 que é esse o cenário dos Serviços Públicos, infelizmente.
Há vários fatores que levam a esta degradação: o seguidismo dos governantes, que estão mais preocupados em agradar à UE e à comissão, não eleita, do que em garantir bem estar e progresso para a população. Um país sem moeda, é um país sem soberania… Resta-lhe aumentar impostos ou pedir empréstimos ou … reduzir a dívida, com o ‘excedente’ resultante da degradação de todos os serviços públicos… Não há milagres, nem governos com varinha mágica, o que falta é alguém que dê um murro na mesa e que se preocupe efetivamente com o pais e com quem cá vive e não com a subalternização face à UE…
Tenho a certeza que as meias dúzias de guerras para que nos empurram corriam bem lideradas por esta gentalha – cada um tinha que trazer as balas de casa!
Particularidades de um grande problema. Há estudos vários que diagnosticam e propõem soluções. Estão na prateleira.
A elite está a atarefada com a bazuca os outros aguardam as migalhas.
Baixas na policia são umas quantas. Mas essa de que não há gente para trabalhar não lembra a ninguém. Então os contingentes de emigrantes não são febre pronta a trabalhar? Quando abre um consurso são 100 cães a um osso. É é porque
não há gente, o que faria se houvese.
O problema é que há anos que não abre um concurso externo. Os únicos que, abrem são para as forças de segurança e os candidatos não faltam.
Tambem não faltariam se abrissem para as Finanças, Conservatórias e assim por diante. Os únicos que abrem são internos, abrem buracos de um lado para
tapar no outro.
Por isso se a nossa natalidade fosse mais alta teríamos era mais jovens a tapar a falta de gente que não quer trabalhar na Europa, a juntar aos que já temos porque aqui não abrem concursos.
E Menos, vai ver se o mar dá choco.
Se até se concorre a projectos europeus para justificar postos de trabalho já existentes.. E não, não é uma trafulhice portuguesa, é um objectivo pouco secreto das “benesses”.