(notícia de hoje no Dário de Notícias)
Ponto prévio. Este problema não é exclusivo do CES, nem da UC, nem da academia portuguesa. É um problema enraizado em sociedades cujas gerações conheceram o peso do patriarcado no quotidiano. A estrutura hiper hierarquizada do meio académico apenas fornece oportunidades em ouro a uma larga variedade de predadores. A grande diferença é que já existem instituições que criaram mecanismos credíveis e eficientes para lidar com estes problemas.
1- A UC deveria comunicar sobre este tema com muito mais clareza e sobretudo anunciar à comunidade UC o que já mudou, o que vai mudar, se ainda vai ouvir a comunidade (que tal um inquérito individual?), etc. Se não fica a sensação que a rede de conflito de interesses sobre este caso, rede esta que é mais extensa do que parece à primeira vista, está a conseguir travar e apagar com subtileza este caso da atualidade. É muito importante que a comunidade UC tenha confiança na instituição e que esta dê garantias que no futuro não se vão repetir os erros deste caso. Por exemplo a NASA providencia um serviço eficaz e independente que dá garantias de proteção de anonimato para apoio às vítimas de assédio. É um exemplo, existem outros;
2- O silêncio pesado sobre este assunto de quem à esquerda sempre se bateu pela justíssima causa do assédio moral e sexual. Não precisamos de discursos contendo acusações veladas ou explícitas, nem de nomes, muito menos de lavagem de roupa suja em público, precisamos de assertividade sobre este assunto, uma ou duas frases inteligentes que demonstrem uma posição clara e inequívoca;
3- Gurus de esquerda? Tenham juízo. Uma terra sem amos e sem gurus.







Isto só lá vai com um banco de esperma seguido de capação geral… e olhos no chão ou no horizonte.
A tudo chamam patriarcado, como ser macho fosse condição vergonhosa.
Às mulheres a liberdade de reagirem a tempo e a segurança de ser atendidas a tempo; a cultura das tadinhas que acordam tarde, eventualmente após terem usufruído das vantagens de terem alimentado a imaginação do ‘patriarca’, ou mais, chamam ‘me too’.
Bem antes no tempo conheci mulheres, sexualmente activas, capazes de travar o mais empolgado ‘galo’ ao primeiro bater d’asa.
A ‘doutrina dos coitadinhos’ sempre dispensa tomar e exercer a personalidade e correr os riscos a isso inerentes.
PS: esse esquerdalho do Boaventura tem a minha indefectível antipatia.
Portanto, bem é quando cada um se pode defender, e, de resto, tem que o fazer, porque vale tudo para quem tem mais força.
Confirma.
Pois citando, Menos, mas citando…
“isto só lá vai com um banco de esperma seguido de capação geral…”
E até já há nome para o banco. Seria o Banco…do Espírito Santo…
Ah! E agora pergunto:
Será que JgMenos não é produto…da “travagem” de algum galo?
Estimado Salazarento menor
Tu outra vez com a mania das tadinhas e tadinhos no teu cdiscurso
Já te disse aqui uma vez a quem deves chamar tadinha
Não gostaste pois não?
Acredito que não
A estrutura hiper hierarquizada do meio académico
Acha que o meio académico é especialmente hierarquizado?
Naturalmente que no meio académico há hierarquia, mas não me parece que haja muito mais do que noutro meio qualquer. Eu diria que na generalidade das médias empresas há mais hierarquia do que no meio académico.
Eu trabalhei toda a vida em meio académico e nunca me senti particularmente oprimido por, ou dependente de, uma hieraquia.
Se na universidade todos estivessem a auferir de bolsas, contratos, salários de acordo com as suas responsabilidades a estrutura hierárquica poderia ser considerada normal. O que se passa atualmente é que há uma desproporção entre aqueles (que são cada vez menos) que estão na carreira e auferir de salário e condições justas e a multidão que vai crescendo de precários e de uma imensidão de gente com muito mais responsabilidades de investigação e de aulas do que o que deveriam ter, dado que não são pagos nem têm responsabilidades oficiais para o fazer. E esta multidão vive no stress permanente de ir para a rua. É uma multidão muito vulnerável a predadores que estão no topo.
O balio tem alguma razão, isso é qualquer organização nos tempos neoliberais.
Eu no meio académico que conheço (o centro de investigação a que pertenço) não conheço precário nenhum. Há bolseiros que todos os meses recebem a sua bolsa, a qual lhes é dada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e depende muito pouco de superiores hierárquicos – não estão sujeitos a deixar de receber a bolsa a qualquer momento, não estão a efetuar trabalho à peça nem têm que lamber as botas a ninguém. Muitos são bolseiros por períodos prolongados (três anos, cinco anos).
Mas prontos, admito que este centro seja uma exceção.
A situação d Centro de investigação do Boaventura é no entanto diferente da situação do centro em que trabalho, dado que o centro do Boaventura é um Laboratório Associado, o que lhe dá grande discricionariedade na contratação de pessoal e bolseiros. O Centro do Boaventura dispõe provavelmente de muito dinheiro para contratar, sem qualquer supervisão externa, trabalhadores a termo e/ou bolseiros, coisa que a maior parte dos centros de investigação não pode fazer.
Ou seja, a situação na Academia em geral não é, de facto, a mesma que no Centro do Boaventura Sousa Santos.
Para os distraídos: se acham difícil democratizar a “estrutura” dum qualquer CES, imaginem tentar democratizar a UE e o €uro…
Uma coisa é serem gurus, outra é serem modelos. Modelos que não façam merda é coisas que nunca existiu.
Quanto ao dito e à dita, não os conheço nada bem, nem o processo, mas o relatório não é meigo. Que haja justiça e mudanças, um dia, talvez de nevoeiro.
Exato
Se há coisa em que a esquerdalhada sempre convirja é em abandalhar todo o poder.
Tudo que para isso contribua logo somam às múltiplas chaves que conduzem a esse propósito.
A democracia é a mais usada e serve para tudo e mais uns trocos; o patriarcado tem um mais restrito âmbito e acresce em emocionalidade pelas tadinhas; traduzem por trabalhador o assalariado para que não sobre nada da dignidade da noção de trabalho para mais ninguém.
Carácter, personalidade, honestidade, perseverança, respeito, ordem, são palavras proscritas de toda a avaliação – que tudo que seja individualizar dão-no ao demo, que olhar para dentro é grave ofensa a direitos inalienáveis.
Pois que grande prédica, a do Bispo Menos lá na celebração dominical da Igreja Universal do Quarto Pastorinho que, em boa hora, connosco partilha.
Faltou apenas uma frase misteriosa que o Bispo proferiu já na sacristia, mais precisamente à saída do WC:
“Bem antes no tempo conheci mulheres, sexualmente activas, capazes de travar o mais empolgado ‘galo’ ao primeiro bater d’asa”.
Isto corresponde às descrições de vários vizinhos de Menos, que repetidamente ouviam, pela calada da noite, sonoros cacarejos que iam baixando de volume e terminavam, inevitavelmente, num som longínquo que parecia vindo de dentro de uma panela de sopa.
Aliás, muitos se interrogam se o JgMenos não será mesmo produto da “travagem” de algum empolgado “galo” apanhado em plena atividade alar.
Será mesmo um dos grandes Mistérios do nosso tempo!
Por falar em falta de noção (de trabalho): vai explicar à caixeira do Pingo Doce que o trabalho do patrão é 500 vezes mais digno de ser bem remunerado que o dela…
Ó burro!
O patrão da caixeira tem a liberdade de se fazer remunerar pelo trabalho ou pelo capital, e a caixeira nada tem a ver com o caso.
Pois claro!
E é pena que o patrão não tenha, pelo Menos, a liberdade de pernada e mesmo a de dar um tiro na caixeira se levantar grimpa.
Até para lhe dar a entender que não tem nada a ver com o caso.
É por essas e por outras que isto anda uma bandalheira! No tempo dos Romanos não havia nada disto!
Ó meu presunçoso ignorante: 500 vezes, só pelo “trabalho” de ser “CEO”. Fora os dividendos por ser accionista.
Ora bem, viva a liberdade do patrão e o resto que se foda, a começar pelo menos.
Não são palavras proscritas, são palavras que na boca dos menos descrevem todos a mesma coisa, a vassalagem à gente de bem por nascimento, o único direito inalienável porque divino.
Não, nunca vai voltar a ter respeito, porque nem sequer é capaz de voltar a demonstrar funcionar face a dizerem-lhes que não.
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