Jon Stewart expõe aquilo que é óbvio para muitas pessoas, entre as quais me incluo: que o choro incessante da direita radical e da extrema-direita, alegadamente oprimidas pela cultura de cancelamento, não passa de um barrete enfiado da cabeça aos pés.
Mas Stewart vai mais longe, demonstrando factual e igualmente a pulsão canceladora da direita trumpista, que persegue os opositores de Trump e até faz com que sejam expulsos de órgãos do Partido Republicano, como foi o caso de Liz Cheney.
Fazia-lhes bem passar umas férias no Estado unipessoal do amigo de Trump, Kim Jong-un. Podia ser que aprendessem uma coisa ou duas sobre cancelamento da liberdade de expressão. Mas talvez se sentissem em casa, a julgar pelo apreço que revelam pelo culto fanático do líder.






Se tivesse um Daily Show, a edição de hoje começava assim (com música e uma animação a acompanhar): “Era uma vez, um pequeno nepalês, que coitado, foi linchado, por criancinhas cheganas (cheganas, pá, não ciganas), que lhe deram uma dura, possuídos p’lo Ventura. Da ministra aqui ao Mendes, passando pelo Moedas, toda a gente se indignou, verberou e apontou para a prova insofismável que o Chega é detestável: o atentando soez ao pequeno nepalês. Se acaso não alinhas na geral condenação, apenas porque não vês o pequeno nepalês, tá calado, meu cabr*o: és chegano, és má rês, chegará a tua vez!”
Os psicotrumpistas cá do sítio são todos de esquerda: treteiros, intolerantes, barulhentos, sempre vitimados pelas conspirações da extrema-direita, dos saudosistas do Salazar e, em particular, pelo recém descoberto sentimento racista, xenófobo e separatista que diligentes investigadores, de elevado nível intelectual e impoluta integridade moral, puderam confirmar sempre ter estado presente ao longo de uma longa história colonialista, depredadora e esclavagista.
A esquerdalhada, que em 50 anos nunca pôde realizar nada de mais produtivo do que uma imensa massa de dependentes dos impostos sacados ao produto do capitalismo, produz conceitos, frases, tiradas patéticas e diz-se a voz do futuro!!!!
Pois tá bem!
Citando, Menos, mas citando…
“recém descoberto sentimento racista, xenófobo e separatista que diligentes investigadores, de elevado nível intelectual e impoluta integridade moral, puderam confirmar sempre ter estado presente ao longo de uma longa história colonialista, depredadora e esclavagista”.
Só não era necessário colocar lá o “alto nível intelectual” e a “impoluta integridade”: mesmo Vosselência podia. se tivesse miolos, concordar, mais não seja parcialmente, que as desgraças do colonialismo são inaceitáveis, e que foram alimentadas por uma diligente propaganda de base racista.
A verdade é sempre a verdade, seja ela verbalizada por um “alto intelectual” ou um simples asno (até o designado eufemisticamente como JgMenos), um santo impoluto ou um criminoso da pior espécie.
Sobre racismo…comecemos…Considera Vosselência como legítimo que um patrão colonial pudesse dar o nome que queria a um criado, e tal ser considerado como legítimo?
Onde é que isso se passava? Olhe, pelo Menos em Moçambique, mais precisamente em Quelimane. Tive lá família próxima. Até me queriam levar para lá “depois da tropa”…
Diga a verdade, recentemente ligeiramente aceite, e o resto cai de podre por si.
No entanto, ele achou que o Kyrie Irving foi cancelado (e mostrou-se contra)…
Ir tão longe para quê? Ide à Alemanha dizer que os Palestinianos são pessoas, ao Reino Unido afirmar que Starmer é que expulsou judeus do partido, a Espanha defender a autodeterminação dos povos das regiões, a leste dizer que os nazis eram nazis, ou na província que a eurolândia tem falhas, e – sem equivalências – já têm muito mais cancelamento real.
Pois não é que os libertadores do colonialismo puseram toda a gente a falar a língua oficial – o português?
Pois não é que em vez de reconduzirem os seus povos às suas tradições seculares lhes puseram em cima uma carrada de códigos legais herdados do colonizador?
Pois não é que só a estípida cambada esquerdalha é que quer ignorar ter a colonização feito obra civilizadora, construído nação onde havia tribos com suas fronteiras, assegurado progresso onde havia ignorância, primitivismo, guerra e escravidão bastante?
Fradalhada idiota e dogmática, com a sua ignoráncia assistida por cartilhas de ralé frustrada que dizem ser o novo saber construído por grunhos!!!!
Pois claro!
Que colossal sermão aos esquerdeiros botou o exaltante Bispo Menos, lá no culto da da Igreja Universal do Reino da Pastorice!
O espanto foi tal que, como diz o povinho lá na minha terrinha, “alguns dos que s’ajoelharam nunca mais s’alevantaram”!
Diz o povinho. Lá na minha terrinha.
Foi pena o empastelamento do último parágrafo, que saltou do sermão destinado aos membros da Irmandade do Venturoso Pastorinho.
Na melhor nódoa cai o pano, ou coisa assim…
Estimado Salazarento Menor
“Pois não é que só a estípida cambada esquerdalha é que quer ignorar ter a colonização feito obra civilizadora, construído nação onde havia tribos com suas fronteiras, assegurado progresso onde havia ignorância, primitivismo, guerra e escravidão bastante?”
Há quanto tempo não vais a África.? Depois de quando la estiveste a servir a PIDE já passaram mais de 50 anos,
Claro que as ocupações e colonialismo trazem sempre coisas mas e coisas boas.
Mas tu és dos que quando Portugal esteve debaixo dos castelhanos, em 1600, eras um dos poucos traidores como o Miguel de Vasconcelos.
E não estavas ao lado do Viriato contra os invasores e ocupantes. Em resumo, lambe botas fascistas como tu, e como o ex-seminarista, falam muito em patriotismo mas são os primeiros a passar para o lado do inimigo e ocupante e é claro a criticar quem defende a sua própria terra.
Claro desde que isso lhes traga vantagens pessoais.
A tua conversa e a do nazi, não engana ninguém que use a cabeça para pensar
Pois não é que os libertadores do imperialismo soviético deixaram bastante gente a falar russo? E os libertadores da tugolândia não puseram toda a gente a falar inglês?
É a civilização senhores. Por isso é que o aborto ortográfico é um sucesso comercial.
Quando li o título, pensei que tinha dado “uma coisa” ao Mendes. Quando li a crónica vi que, afinal não. Continua a ser o mesmo imbecil a escrever as habituais imbecilidades.
Este indivíduo, depois da crónica miserável que escreveu sobre a “inventona” do “nepalês de Schroedingrer” não teve sequer a hombridade de vir retractar-se de pedir desculpa.
Em vez disso, vem escrever uma crónica a dizer que “o choro incessante da direita radical e da extrema-direita, alegadamente oprimidas pela cultura de cancelamento, não passa de um barrete enfiado da cabeça aos pés”. De barretes percebe ele, e a esquerda dele. Tentaram enfiar um com o nepalês, mas a coisa correu mal. Agora vem perorar sobre a “cultura de cancelamento”, essa preciosa invenção “woke”. E para ilustrar a mesma crónica, quem escolheu? Nada mais nada menos que um vídeo de Jon Stewart. Jon Stewart é um dos “agit prop” da ala mais radical dos “democratas” (entre aspas, porque de democracia só têm o nome).
Durante o consulado de Trump, não passava uma semana que não publicasse um vídeo sobre ele e a sua administração. Desde que Biden subiu ao poder, não vi UM ÚNICO vídeo de crítica. Isto de depis de um mandato reconhecidamente desastroso, em que o mesmo Biden atingiu níveis de impopularidade nunca vistos num presidente america, ao ponto de, nste momento, os que pretendem votar “democrata” o justificam, na sua esmagadora maioria, por serem anti-Trump. Ou seja, votariam em qualquer um, até no famoso “palhaço tiririca”. Nunca como agora se justificou a slogan: “Vote no palhaço tiririca. Pior do que está, não fica”.
Escolher Jon Stewart para ilustrar esta tese é como escolher um vídeo ou texto de um imã iraniano para justificar algo de pretensamente negativo na Igreja Católica. A credibilidade será ao mesmo nível.
E depois de termos assistido a um desfile de “madalenas” a propósito de uma intervenção infeliz no Parlamento do líder do Chega, clamando (PASME-SE) pela aplicação da censura, à boa maneira “ASSinina”, eis que o Mendes vem classificar a “cultura de cancelamento” como “choradeira”. Enfim…
Desculpe, mas o Mendes tem razão; mais não seja, porque o Fernando cá está… no choro. Tenha calma, homem; não é preciso querer cancelar o Mendes.
Uau, 4 anos depois, os que pretendem escolher entre os mesmos dois candidatos dizem a mesma coisa, é um choque. Tantas provas provas apresentadas em tribunal, tanta coisa que mudou, como é que ainda é possível tal coisa?
Já a censura continua a ser uma palavra difícil, agora quando nem sequer se quer tirar a palavra, como admite, infeliz, também já é censura. Se calhar é mesmo burrice.