Ver crianças a brincar é sempre enternecedor, especialmente quando fingem que são presidentes da república, primeiros-ministros, políticos, deputados e outros soldadinhos de chumbo.
O menino Marcelo começou por criar uma crise política, com base numa interpretação infantil da Constituição, dissolvendo um parlamento onde existia uma maioria estável.
Note-se que a estabilidade da maioria dita socialista era apenas numérica, não mental, mas, que se saiba, a demissão de um primeiro-ministro não pode ser suficiente para uma dissolução, a não ser que se ande a brincar à política.
O menino Costa já não queria brincar mais e aproveitou para sair, fingindo que estava amuado. Entretanto, já arranjou brinquedos novos: no dia 1 de Dezembro vai poder começar a brincar como Presidente do Conselho Europeu. Enquanto vai e não vai, dedica-se a brincar ao comentário político, um passatempo infantil muito praticado na comunicação social portuguesa.
O menino Pedro Nuno Santos, aliás, quando lhe disseram que não podia continuar a brincar aos ministros, também teve uma passagem pelo recreio do comentário político (que é muito mais político do que comentário). Teve de interromper a brincadeira para ir jogar ao jogo da liderança do PS, por causa da brincadeira do menino Marcelo, quando o menino Costa disse que já não queria brincar mais.
O cargo de primeiro-ministro, entretanto, ficou para ali aos saltos e caiu nas mãos do menino Montenegro, que não sabe bem o que lhe há-de fazer, o que não é novidade, porque as crianças, de uma maneira geral, são muito descoordenadas e deixam cair.
Neste momento, a brincadeira é outra e os meninos do parque temático da Assembleia da República andam a brincar ao “Se houver eleições, a culpa é tua!”, porque as crianças, desde pequeninas, aprendem que é muito importante pôr as culpas nos outros e, por isso, é que apontam sempre para o irmão, quando os pais querem saber quem é que partiu a jarra ou quem é votou contra o orçamento.
E o problema é que é cada vez mais raro haver quem faça orçamentos, quanto mais acabar uma obra.






…entretanto há um país de espetadores (AO da pqp) em que o futuro se mede em meses, o presente é o das notícias na hora e o passado é disputado por bandos de saqueadores.
Pois não diga!
O passado…”disputado por bandos de saqueadores”?
E será que esse “passado” inclui a era salazaresca?
Bem, se assim for (e como diz o povinho, lá na minha terrinha)…”saqueador que saqueia ladrões tem mil anos de perdões”…
Diz o povinho. Lá na minha terrinha.
A crise política e económica já existe e foi provocada pelo Sr.º Presidente da República, Marcelo Sousa, e a Sr.ª Procuradora-Geral, Lucília Gago, trazendo consigo graves consequências para Portugal e os Portugueses.
Sr.º Presidente da República, Marcelo Sousa, os Portugueses não estão preocupados se o Orçamente de Estado (OE) para 2025 é aprovado ou não porque o mesmo não serve o Interesse Nacional nem o Povo Português; aquilo que realmente os Portugueses querem é que o Sr.º Presidente da República se demita.
António Costa tem muitos defeitos, sobre qualquer perspectiva, mas demitir-se por estar de alguma forma ligado a um caso de corrupção era suposto ser um valor liberal importante na concepção dos sociais-democratas, não um amuo.
Mas enfim, o que está em causa para a maior parte dos actores envolvidos não é um orçamento que, pelo menos, mantenha a província a funcionar dentro das algemas que assinam de cruz. O que está em causa é para quem continuar a re-distribuir boa parte da riqueza enquanto ela existir. E nisso, a peça pode ser diferente, mas o enredo é o mesmo em muito, muito lado.
E é preciso não esquecer que Bruxelas ainda não nos declarou qual o tecto orçamental que democraticamente podemos utilizar; isso sim, gente séria.
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