Diddy Must Die

Sou um aficionado da cultura hiphop, ouço rap desde miúdo, sobretudo português, mas o rap americano, do ponto de vista cultural, filosófico e antropológico é incontornável para quem segue o movimento.

Serve esta curta introdução para sublinhar o primeiro facto conhecido há décadas: rappers americanos, sejam eles da velha ou da nova escola, sempre deixaram claro nas suas letras que uma certa cultura de depravação sexual faz parte do seu ADN.

Sobretudo, claro, Puff Daddy, Notorious BIG, um dos nomes mais importantes da história do movimento, e toda a crew da Bad Boy Records.

Daddy, Diddy, Brother Love ou Sean Combs, chamem-lhe o que quiserem, sempre foi um rapper de segunda liga. Tecnicamente falando. Posso nomear, com facilidade, 30 ou 40 rappers norte-americanos que são muito, muito melhores que ele, a escrever e a “cuspir”.

Em boa verdade, Diddy só apareceu porque Biggie Smalls morreu. O primeiro grande hit da sua carreira é precisamente “I’ll be missing you”, tema que dedicou ao amigo falecido, no qual usou um sample do tema Every Breath you Take, dos Police, sem autorização. O menor dos seus abusos, que, ainda assim, lhe custou uma pequena fortuna. Aqueles que estes dias descobrimos podem custar a sua vida. [Read more…]

Ensaio sobre a incontinência

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“Este é o momento de tirar alguma crispação ao debate, é o momento de o interesse nacional, o interesse colectivo, se sobrepor a qualquer interesse partidário” — Hugo Soares, 05/10/2024