Confrontem André Ventura com isto

Framing a Trump-Putin Meeting: A Short Guide to US-Russia Summits Past -  Atlantic Council

“Não se começa uma guerra contra alguém 20 vezes maior e depois se espera que as pessoas lhe deem mísseis”

A frase é de Trump e acompanha mais uma regurgitação populista do Fascist-in-Chief americano, que voltou a acusar Zelensky de ser o responsável pela invasão decidida por Putin.

É um novo capítulo da novela russa, que começou um concurso de misses em Moscovo, poderá ou não incluir uma filmagem de uma orgia com prostitutas e trocas de urina, seguiu para a interferência de Moscovo em favor de Trump nas eleições de 2016 e conhece agora novos episódios, marcados por beijos do Donald na zona traseira do Vladimir, a quem dá tudo sem pedir nada em troca, incluindo manter o regime russo a salvo das tresloucadas tarifas pensadas por um tipo que as justifica citando um académico que não existe, e cujo nome é um anagrama do seu.

Trump é tão groupie de Putin que já considera recorrer ao expediente usado pelo amigo russo, quando este ainda se dava ao trabalho de simular o jogo democrático e mandou o fantoche Medvedev para a presidência para fazer de conta que respeitava a limitação de mandatos.

E isto acontece poucos dias após o massacre em Sumy. Trump entendeu ser o momento oportuno para culpar Zelensky pela invasão russa da Ucrânia.

Tudo isto é triste, ridículo e muito perigoso.

E tem um representante em Portugal.

Chama-se André Ventura.

André Ventura e a cheerleader portuguesa do trumpismo e da queda livre dos EUA em direcção à autocracia. Ou, se preferirem o eufemismo politicamente correcto para não melindrar fascistas que estão cada vez mais woke, podemos chamar-lhe iliberalismo. A extrema-direita vive uma crise de identidade de género.

E o que disse Ventura, sempre tão expedito a levantar a sua voz para defender Teslas, para celebrar a vitória dos neo-nazis da AfD ou para gritar no comício do fascista espanhol que publica mapas de Espanha em que Portugal surge como comunidade autónoma espanhola?

Não disse nada.

Porque está com a mão estendida, na esperança que o fantoche de Putin descubra que ele existe.

É preciso confrontar Ventura e o CH com os factos: os seus aliados estão a destruir o que resta da democracia americana, querem destruir a europeia e as tarifas de Trump vão empobrecer-nos a todos. Querem doutrinar à força as nossas empresas, as nossas universidades e as nossas pessoas. Querem prender sem provas, acabar com a separação de poderes e perpetuar-se no poder.

E os restantes partidos devem confrontar o CH com estes e outros factos.

Eu, no lugar do tipo do PSD que decide que cartazes vão para a rua, mandava fazer um cartaz com as caras de Ventura, Trump e Putin, acompanhado da frase: fascismo é morte e pobreza. Se vale tudo em campanha, devolvam-lhe a gentileza.

Comments

  1. JgMenos says:

    Se dissesses tudo isso sem chamar o fascismo ao assunto, bem podia dar-te razão, não te reconhecendo como o esquerdalho que és.
    socialismo – nacional socialismo – fascismo, são tudo velharias derivadas de realidades geradas há mais de um século.

    O que temos é uma realidade de sempre: ambição de poder e oportunismo,
    que finge ignorar o que é novo:
    o quanto está disponível de conhecimento e tecnologia,
    para construir ideologias que sirvam tais propósitos.

    De esquerdalhos a grunhos trumpistas, um mesmo esterco!

    • O que vale é que a crise de lucro ficou resolvida, não vá as realidades geras há mais de um século ainda andarem por aí. Ao contrário do espectro comunista, que está sempre presente na cabeça de quem não aceitar não pisar os outros.

    • POIS! says:

      Pois ninguém ainda sabia…

      Que Vosselência é atualmente um reputado “sommelier” de esterco. Provou e descobriu logo que era o mesmo.

      Há que respeitar! É um saber de experiência feito!

  2. Não sei como é que se tarifa aquilo que se boicota, com ou sem fórmula tirada do rabo para (tentar) forçar a vassalagem industrial, mas alguém há-de explicar. O que vale é que os antecessores, e os outros eleitos que ainda agora lhe validaram as nomeações, eram muito democratas quando defendiam a polícia militarizada bater e deter críticos do regime enquanto deixavam as várias agências de três letras espiar toda a gente, e muito preocupados com os direitos humanos quando sancionavam países à fome e apoiavam Iliev, Al-Qeada, bin Salman e Nenanyahu a defender os seus interesses humanitários, que vão salvar o mundo. É por isso que do dia a seguir às eleições até hoje discutem quais minorias aceitar que fiquem sem direitos por não ajudarem à eleição. Tal como bem estão quem quer endividar a eurolândia para lhes comprar ainda mais máquinas da morte que podem desligar para que continuem a ocupar-nos como bem entenderem.
    Mas é certo que a tangerina humana sabe que não é culpa do Zé, também andou 4 anos a apoiar o projecto de leste, da mesma forma que só diz em voz alta o que já era a política para os massacres no médio oriente e as ameaças à não-vassalagem chinesa. Isso não é sério, é preciso ter as várias ONGs e média que mentem sobre tudo o resto inventarem as estórias certas para aceitarmos a agenda.

  3. zanydestiny75e5e93747 says:

    Os mafiosos Sun-Tsu não vão lavar as mãos como Pilatos.
    .
    .
    .
    Para os boys&girls da mafiosice Sun-Tsu (leia-se: os boys&girls da civilização 500 anos de roubos&pilhagens) os neo-nazis ucranianos são uns «fait-divers» (sim: estão ao nível dos extremistas religiosos no Iraque, na Síria, na Líbia), leia-se: são fornecidas armas a eles… e…  eles são usados como instrumentos para fazer negócios no caos!…
    .
    Roubo de petróleo no Iraque, na Síria, na Líbia,…
    .
    No leste europeu o objectivo dos mafiosos Sun-Tsu… é… quanto mais eslavos se matarem uns aos outros melhor… depois… os mafiosos Sun-Tsu vão abocanhar as riquezas daquelas regiões e gerir uma substituição demográfica…
    TODAVIA… os russos não são parvos! Leia-se: os mafiosos Sun-Tsu não se vão ficar a rir!
    Sim: os russos alteraram a sua doutrina nuclear… leia-se: neo-nazis a praticar terrorismo nuclear… e mafiosos Sun-Tsu a lavar as mãos como pilatos.
    [russos a bombardearem-se a si próprios em centrais nucleares… e outras «argumentações» do género]
    l

  4. balio says:

    Não se começa uma guerra contra alguém 20 vezes maior e depois se espera que as pessoas lhe deem mísseis”

    Confesso que não vejo nada de errado nests frase.

    Ela parece-me mesmo uma verdade, ou recomendação, óbvia.

    • JgMenos says:

      Há dois erros na frase:
      ‘Não se começa’ deveria dizer-se ‘não se reage a’ para estabelecer a verdade e a recomendação de todo o cobarde de pescoço disponível à servidão.
      ‘as pessoas’ não dispõem de misseis, e quanto aos Estados, que os têm, os que para si visam impérios ninguém espera que não reconheçam que outros o possam ter fora dos limites da suas ambições se de algum modo os compartilharem.

      Todo o lambe-cús putinescos advinha igual sabor nos dos Trumpistas.

      • POIS! says:

        Pois cá está!

        É novamente o espírito “sommelier” a vir ao de cima!

        Não há sabor trampasqueiro que falhe ao Menos! Provado ou adivinhado!

      • Um golpe de estado promovido pela CIA, um governo provisório e todos os seguintes aprovados pelo regime americano, com extrema direita que fazia o ventoroso meter o rabo entre as pernas à mistura, o ataque à população russa a leste forçado pelo mesmo regime, o treino, financiamento, e armamento do novo exército nas mãos da tal minoria que gosta de tatuagens, a proibição da oposição bem como da cultura da população russófona, os acordos de paz que perdiam os apoios ao país se fossem cumpridos, o torpedamento do acordo de Istanbul, as armas americanas que precisam de dados americanos e são operadas por americanos, tudo reacções a qualquer coisa, sem dúvida nenhuma.

  5. francis says:

    a ver se eu entendo…..o que é que o Ventura tem a ver com o problema da Ucrânia? Será que ele é tambem o responsavel, unico, pelo degelo das calotes polares ?

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