A melhor arma contra o populismo, o autoritarismo e a demagogia

Provedoria de Justiça pede revisão de candidaturas recusadas no programa  “Edifícios Mais Sustentáveis” - Expresso

No episódio do A Prova dos Factos que tem Mafalda Livermore como protagonista, é na reportagem que não tem nada a ver com o CH que podemos ter um vislumbre da formação do combustível que alimenta a narrativa da extrema-direita.

A investigação conta a história de várias associações de condóminos que submeteram pedidos de obras de beneficiação energética em prédios antigos, ao abrigo do PRR, e que, dada a demora da tutela em despachar os processos, muitas obras aprovadas correm o risco de não avançar devido à validade do apoio que termina a 30 de Junho.

A incompetência da tutela é revoltante. O Fundo Ambiental, que gere os 12 milhões de euros disponíveis, foi incapaz de cumprir os prazos a que estava obrigado. A investigação da RTP revela que as candidaturas submetidas até ao final de 2023 deveriam ter sido analisadas em 60 dias úteis. Algumas demoraram 540 dias. Um ano e meio.

Há também o caso dos pagamentos atrasados, e não são poucos, que colocam em causa a continuidade de obras em curso. A Prova dos Factos entrevistou gestores de alguns projectos que garantem que obras em curso há meses ainda não receberam um cêntimo do Fundo Ambiental. E empreiteiros que ameaçam deixar obras a meio se continuarem sem receber.

Incompetência total.

Mas não são só obras que se perdem. É o dinheiro que aquelas pessoas puseram do seu bolso. São horas de trabalho pós-laboral. São custos com autorizações, licenças, taxas e taxinhas. É a expectativa de uma vida um pouco mais confortável que se perde, em edifícios antigos e, em alguns casos, bastante degradados. Onde faz muito frio no Inverno e demasiado calor no Verão. É o Estado que falha. São as instituições. É o sistema. E a União Europeia também.

Nada mina a democracia como a incompetência, calculada ou não, que tende a prejudicar sempre os mesmos. É terreno fértil para a narrativa da “bandalheira” germinar. Experimenta colocar-te no lugar daquelas pessoas, muitas delas reformadas, com rendimentos pequenos e dificuldades grandes, que passaram os anos 90 a ver tratantes a sacar milhões em fundos europeus para criar empresas que duraram pouco, mas tempo suficiente para sacar um Ferrari, uma mansão, um apartamento na praia e uma reforma dourada. Quem os pode condenar por acreditar que o “sistema” só beneficia a elite e não lhes serve para nada?

As melhores armas contra o populismo, o autoritarismo e a demagogia são boas políticas públicas, pessoas competentes e geri-las e justiça social. Quando estão presentes, a democracia é mais forte e o bom senso prevalece. Não é assim tão difícil. Ou pelo menos não devia ser.

No meio da tempestade, André Ventura levou um banho de realidade

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "OBSERVADOR "Eu só queria aqui salientar, falar um pouco do tema, que é muito atual consigo, da mão de obra. Temos 80 colaboradores. Só temos um português, que é o técnico, o engenheiro. Se hoje os trabalhadores estrangeiros fossem embora, eu fechava a empresa imediatamente" PAULO MARIA, EMPRESÁRIO"

Na localidade de A-dos-Cunhados, em Torres Vedras, André Ventura levou um banho de realidade quando Paulo Maria, proprietário de uma exploração agrícola afectada pela tempestade Kristin, lhe explicou o óbvio:
Só queria salientar um pouco do tema que é muito atual, que é o tema da mão-de-obra. Nós dependemos de mão-de-obra estrangeira a 100%. Na minha empresa, temos 80 colaboradores e só temos um português que é o técnico, o engenheiro. Se hoje os trabalhadores estrangeiros fossem embora, eu fechava a empresa imediatamente.
No fundo, aquilo que Paulo Maria explicou a André Ventura foi o que qualquer empresário francês da construção civil poderia ter explicado a outro populista autoritário nos anos 60: se os portugueses não viessem para cá, não havia ninguém para trabalhar.

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Mama do Bem

Rui Cristina, antigo deputado do PSD que o partido de André Ventura foi recrutar ao “sistema”, foi eleito presidente da CM de Albufeira em Outubro. E como prometido, acabou com a mama.

Como?

Garantindo uma boa nomeação para a própria irmã, outrora candidata do sistema pelo PSD, nos quadros da autarquia.

Dir-me-ão: mas os partidos do sistema não fazem o mesmo?

Fazem.

O que vem provar que, a este nível, a nível da tal mama, e do compadrio em geral, nada distingue o CH de PS ou PSD. Com a diferença que Ventura deseja 3 salazares para o país, desejo que, no geral, equivale a encerrar a democracia, instaurar uma ditadura, impor a miséria à maioria, torturar os dissidentes, matar os mais audíveis e entregar o monopólio dos negócios do Estado à elite económica e financeira do país. Em triplicado. Porque, por muitas voltas que se queiram dar, o regresso de Salazar seria igualmente o regresso do regime mais corrupto da história da República.

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André, a greve e a espinha

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Em Novembro, André Ventura estava preparado para ser o parceiro do governo Montenegro na aprovação da contrarreforma laboral.

Sobre a greve geral de ontem, que criticou de forma veemente, Ventura garantiu tratar-se de “um erro em que só a extrema-esquerda e os partidos a ela ligados conseguem ver qualquer benefício”.

Ontem, dia da greve geral, o mesmo Ventura criticou o governo, que acusou de arrastar o país para aquele desfecho, arvorou-se em defensor dos direitos dos trabalhadores (que obviamente não é), quase quase a filiar-se na CGTP, e disse esta coisa fantástica, que cito: “[O governo] optou por uma espécie de linha liberal, que dá ideia a quem trabalha de que pode ser despedido a qualquer altura, que vai perder direitos e que só interessa quem manda e não quem trabalha, e isso é errado.”

Num mês é uma tramoia da extrema-esquerda, no outro é vil ataque neoliberal do governo aos trabalhadores.

Porquê?

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Jornalixo Nacional

Julgo que descobri, finalmente, um bom uso para um dos termos favoritos dos novos fascistas, dos populistas, dos nacionalistas que veneram alemães, dos adolescentes que odeiam mulheres, porque nenhuma está para os aturar, e dos extremistas de direita em geral.

Falo-vos, claro, do termo “jornalixo”.

E se há caso em que o termo faz realmente sentido, esse caso é esta capa do jornalixo do CH, que dá pelo nome de Folha Nacional.

Todos conhecemos vários casos de mentiras descaradas, manipulação de dados e estatísticas ou sondagens marteladas – mais um dia no escritório lá do sítio – mas fico-me por esta capa que, em boa verdade, resume muito bem o que é a propaganda do CH: um contínuo de aldrabices e de insultos à inteligência de qualquer ser humano. [Read more…]

Burcas e outros adereços performativos

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Acho que já podemos parar de fingir que esta decisão de proibir as burcas tem alguma coisa a ver com o bem-estar das mulheres muçulmanas.

Porque isto partiu dos mesmos que querem a mulher recatada, obediente e do lar.

Dos que enchem a boca para falar de segurança e a seguir assobiam para o lado quando são confrontados com os números da violência doméstica.

E foi parida no mesmo partido onde há quem defenda a remoção dos ovários das mulheres que decidam abortar, a ponto de levar a proposta a congresso e receber o apoio de 15% dos delegados.

O mesmo partido que construiu um altar ao abusador e possivelmente pedófilo Donald J. Trump, cujo regime autoritário em construção acelerada abafou o caso Epstein.

E porque, se estas mulheres forem casadas com fanáticos, deixarão simplesmente de sair de casa.

Podemos parar a encenação, não acham?

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André Ventura ESMAGA-SE a si próprio

Apoiantes do Chega divididos entre a liberdade de expressão desbragada de André  Ventura e o 'respeitinho é muito bonito' dos seus detratores - Expresso

Cartoon: Nuno Saraiva

André Ventura, como populista que é, usa tudo o que pode para pôr as redes sociais a arder. Porque é, politicamente, um incendiário e um completo irresponsável, que não olha às consequências da sua demagogia, prejudique quem prejudicar. Todos os meios justificam o único fim que lhe interessa: poder absoluto.

Sendo o extremista que é, não será de admirar a figura absolutamente ridícula que ontem fez, e que agora transcrevo para vocês. Disse Ventura:

“Pessoal, vocês não vão acreditar, eu acho que ninguém vai acreditar, eu próprio tenho dificuldade de acreditar que isto que eu tenho aqui é verdade. Vocês sabem que o Parlamento português aprovou hoje uma deslocação do Presidente da República – pá, eu tenho que olhar para isto bem que eu tenho que ter a certeza disto – para ir com os nossos impostos e o nosso dinheiro à Alemanha a um Burgerfest. A um festival de hambúrgueres. O CH votou contra, como é evidente, isto é uma bandalheira, mas sabem porque é que isto passa, porque é que estas coisas passam? Porque vocês não sabem disto, vocês não se revoltam com isto porque não sabem. Então eu vou-vos dizer isto: o Parlamento aprovou hoje a ida do nosso Presidente da República, a nossas expensas, às vossas expensas, à Alemanha, a um festival de hambúrgueres. Agora digam o quão ridículo isto é. O quão estúpido isto é.”

Marcelo foi convidado para estar no Bürgerfest 2025, um evento anual realizado na residência oficial do presidente alemão, que celebra o trabalho voluntário e o envolvimento cívico dos cidadãos. E Portugal é o país homenageado na edição deste ano. Bürgerfest significa, literalmente, Festa do Cidadão. Numa coisa, Ventura tem razão: isto é mesmo ridículo. E estúpido. Mas só porque Ventura não conseguiu evitar a diarreia mental.

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O diplomata Ventura

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Quando André Ventura se indigna com o momento de clarividência de Marcelo, não são preocupações com a diplomacia que o movem. Caso contrário, não se teria comportado como um perfeito anormal quando Lula da Silva esteve no Parlamento. Goste-se ou não de Lula, ele é o chefe de Estado de um importante parceiro de Portugal e a diplomacia não pode andar ao sabor de histerismos ideológicos.

Na verdade, André Ventura está apenas a defender o seu corrupto preferido, que, de facto, se comporta como activo russo. Enriqueceu em parte à custa de oligarcas russos, o que equivale a dizer à custa do Kremlin, humilhou os serviços secretos americanos para dar razão a Putin, em Helsínquia, e recebeu o ditador russo com aplausos, sorrisos e palmadinhas nas costas, há dias no Alasca, enquanto destrata permanentemente os seus aliados da NATO.

Em cima disto há a humilhação de Zelensky na Casa Branca, a postura de vários oficiais da sua administração que se recusam a assumir que a invasão russa é, de facto, uma invasão, e, soubemos estes dias, que Trump recebeu bons conselhos de Putin sobre como conduzir eleições. Porque se há autoridade na gestão eleitoral transparente e democrática, esse alguém é, seguramente, Vladimir Putin. [Read more…]

A integração do CH no sistema segue dentro de momentos

Lina Lopes foi militante do PSD, eleita deputada pelo círculo de Lisboa em 2019 e 2022. Antes disso esteve no SINDEP, e, posteriormente, na direcção da UGT.

Na eleição de 2024, o jogo de cadeiras no interior da AD atirou-a para lugar inelegível. E foi então que Diogo Pacheco Amorim, o deputado do CH que outrora integrou o MDLP, organização ligada ao terrorismo de extrema-direita no pós-25 de Abril, a convidou para o seu gabinete parlamentar.

Ou, como se diz em linguagem Chega, “ofereceu-lhe um tacho à girl, pago pelos contribuintes”.

Uma vergonha, portanto.

E, como aconteceu a tantos ex-PSD, foi escolhida pela unipessoal de André Ventura para ser candidata à CM de Setúbal. Decisão revertida quando surgiu a acusação de que terá recebido um “apoio financeiro” de um empresário da cidade, que incluiu almoços, jantares e até lanches grátis, um empréstimo no valor de 20 mil euros e até a compra do carro de Lina Lopes por um valor acima de 38 mil euros.

Não sei quanto a vós, mas fico com a sensação de que o CH está a integrar-se de forma muito rápida e plena no tal sistema que alega combater. As suas principais figuras chegam do PSD, os seus financiadores vêm das famílias mais ricas e poderosas do país, as tramoias sucedem-se, como se sucedem os tachos, e, aparentemente, vale tudo para chegar ao poder.

A farsa anti-sistema já só engana os tolos. Como papas e bolos.

Chega, um partido ao serviço dos mais ricos

De todas as parvoíces que vejo a claque de André Ventura disparar, a mais patética, parece-me, é aquela que coloca o líder do CH no papel de Robin dos Bosques do Parque das Nações:

  • Ele vai tirar aos poderosos para dar aos mais pobres.

A primeira evidência que esta ideia estapafúrdia deixa a nu é a incapacidade da maior parte dos apoiantes do CH ser incapaz de ler o programa do partido ou de ir além dos Tiktoks que vê em loop.

Não vos vou maçar com uma lista exaustiva, mas vou dizer-vos isto:

  1. O CH é financiado pelos milionários que surgem nesta imagem. Muitos deles receberam milhões em contratos com o Estado, como é o caso de José Maria Bravo, dono da Helibravo, que lucrou dezenas de milhões alugando os seus helicópteros ao Estado português, durante governos PSD/CDS e PS. Ou, como se diz em chegano, “andou a mamar”.

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Ventura, a indisposição e o lobo

Indisposição de Ventura marca dia em que líder do Chega admitiu vitória de Montenegro

Não sei se aquilo que ontem vimos foi real ou encenação. Vindo de André Ventura, todo o cuidado é pouco. No fundo, é como a história daquele menino que passava a vida a dizer que vinha aí o lobo: depois de tantas mentiras, o comum mortal fica de pé atrás.

A casa que tinha 30m2 afinal tem 70 e situa-se num condomínio de luxo com piscina e segurança privada.

Os imigrantes que representavam 30% da população do distrito de Braga, afinal só representam 3.3%.

Os imigrantes que andavam a viver à nossa custa afinal estão a garantir a sustentabilidade da Segurança Social.

A criminalidade que estava a crescer afinal não está, e a mentira é desmontada pelos números das forças de segurança e do RASI, que o veio confirmar: em 2024 caiu 4,6% face a 2023. [Read more…]

É preciso confrontar André Ventura com isto

Foto: André Ventura à porta da tomada de posse de Trump/TSF

A liderança do CH festejou a eleição de Donald Trump.

Festejou e, por outras palavras, disse ao país: é isto que defendemos para Portugal.

Grande parte dos seus dirigentes e eleitos usa as redes sociais para elogiar cada ordem executiva assinada pelo novo presidente. André Ventura foi mesmo a Washington, prestar tributo à sua referência ideológica, mas ficou à porta da tomada de posse, como podemos ver na foto que acompanha este texto, porque não tem estatuto para entrar na festa dos oligarcas. Só para os servir.

Compreende-se o encanto. Trump é um farol e uma inspiração para a extrema-direita europeia.

O problema é que os nossos piores receios sobre a segunda vinda de Trump estão a confirmar-se de forma rápida e avassaladora.

As tarifas, as ameaças à soberania de aliados europeus, a tentativa hostil de condicionar a União Europeia, a morte anunciada da NATO, o ataque à Ucrânia e a Zelenskyy (que Trump apelidou de ditador não-eleito e humilhou na Sala Oval, o que contrasta com a simpatia e amabilidade que usa para falar de Putin e de outros tiranos como Kim Jong-un e Xi Jinping, que Trump sempre recusa apelidar de ditadores), o apoio aos neo-nazis da AfD, o desmantelamento em curso das instituições americanas e os milhares de milhões em alívios fiscais aos bilionários, enquanto preço dos medicamentos e das mercearias sobe de forma muito acentuada para os mais necessitados, a corrupção sem vergonha, enfim, todo um programa que era já expectável, e que, em larga medida, entra em choque com muito do que Ventura apregoa, sendo certo que o líder do CH é capaz de afirmar tudo e o seu contrário, consoante o seu interesse, que objectivamente não é o português: é o de André Ventura.

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Francisco e os hipócritas que invocam o santo nome de Deus em vão

                                                                                                                                                        1.

Francisco partiu. O Papa que tentou e conseguiu reaproximar a Igreja das pessoas já não está entre nós. Mas deixa um legado disruptivo, fundado numa mundivisão mais próxima dos ensinamentos de Jesus Cristo, que colocou os pobres, os migrantes ou as vítimas de abusos sexuais e da violência armada no centro da sua acção. Para grande irritação dos extremistas que instrumentalizam o Cristianismo como arma de arremesso na sua cruzada por um Ocidente mais autoritário, mais intolerante e menos livre.

A disrupção causada por Francisco, contudo, não se esgota na narrativa. Longe disso. Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino-americano a liderar a Igreja Católica. A lista de visitas pastorais incluiu países periféricos e pobres como a Albânia, o Sri Lanka, a República Centro Africana, o Bangladesh ou Myanmar. Visitou Lampedusa e ali rezou pelos migrantes que se afogaram no Mediterrâneo. Foi o primeiro papa a visitar o Iraque. Apostou no reforço do diálogo inter-religioso com ortodoxos, muçulmanos, judeus e budistas. E não teve medo de agarrar o touro dos abusos sexuais na Igreja pelos cornos, não se limitando a abordar o tema, mas tomando medidas efectivas para responsabilizar os membros do clero envolvidos.

Francisco foi um papa corajoso.

Não se acomodou ao status quo de uma instituição naturalmente conservadora.

Aliás, a sua coragem foi tal que abriu um precedente inesperado, permitindo que os padres católicos abençoassem casais do mesmo sexo e manifestando-se contra a negação da comunhão a políticos católicos que defendessem o direito ao aborto. Não porque fosse defensor da homossexualidade ou da prática do aborto, contra a qual de resto sempre se opôs, mas porque entendia com clareza a mensagem de tolerância que está na génese do Novo Testamento. Uma mensagem que muitos católicos parecem não ter percebido ainda, por muitos terços que rezem. Porque ler a Bíblia dá muito trabalho.

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Agora e na hora da morte do Papa, amém

André Ventura, sempre a postos para instrumentalizar a fé em proveito próprio, agradeceu hoje ao Papa Francisco “por tudo”.

O mesmo André Ventura que, não há muito tempo, acusou Francisco de prestar “um mau serviço ao Cristianismo” e de contribuir “para destruir as bases do que é a Igreja Católica na Europa”.

Haver tanta gente que confia neste cata-vento, capaz de afirmar tudo e o seu contrário, é algo que nunca vou compreender. Como nunca vou compreender como é possível alguém achar que Ventura ou outro extremista de direita representa os valores do Cristianismo, como se Jesus tivesse pregado o ódio aos imigrantes e a vassalagem aos oligarcas. Alguém saltou Mateus 25:35 e encontro com os vendilhões do templo.

Francisco era a antítese de políticos como Ventura e de toda a propaganda de ódio e divisão da extrema-direita. Nunca o perdoarão. Perdoar seria demasiado cristão para eles.

Confrontem André Ventura com isto

Framing a Trump-Putin Meeting: A Short Guide to US-Russia Summits Past -  Atlantic Council

“Não se começa uma guerra contra alguém 20 vezes maior e depois se espera que as pessoas lhe deem mísseis”

A frase é de Trump e acompanha mais uma regurgitação populista do Fascist-in-Chief americano, que voltou a acusar Zelensky de ser o responsável pela invasão decidida por Putin.

É um novo capítulo da novela russa, que começou um concurso de misses em Moscovo, poderá ou não incluir uma filmagem de uma orgia com prostitutas e trocas de urina, seguiu para a interferência de Moscovo em favor de Trump nas eleições de 2016 e conhece agora novos episódios, marcados por beijos do Donald na zona traseira do Vladimir, a quem dá tudo sem pedir nada em troca, incluindo manter o regime russo a salvo das tresloucadas tarifas pensadas por um tipo que as justifica citando um académico que não existe, e cujo nome é um anagrama do seu. [Read more…]

Diário de Notícias ao serviço da extrema-esquerda

A capa do DN diz-nos que Lisboa esteve dividida entre “Justiça para Odair” e “Polícias sem Medo”.

Na verdade, o que ontem se passou nas ruas de Lisboa foi uma manifestação com milhares de pessoas contra a violência policial e de homenagem a Odair Moniz, e um pequeno ajuntamento de deputados, assessores, avençados e outros boys do partido CH, cujo objectivo era servir os interesses do partido CH e promover o seu líder, André Ventura. Os polícias foram apenas um meio para atingir um fim.

Lisboa dividida?

Isso é paleio de OCS ao serviço da extrema-esquerda.

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Ao cuidado de todos os elementos das Forças de Segurança de Portugal        

Caros senhores e senhoras agentes da autoridade,

Eu sei que vocês sabem que André Ventura está apenas a tentar usar-vos.

Ele e a sua entourage estão tão preocupados com os vossos direitos como com o normal funcionamento da democracia.

Para a extrema-direita, vocês são apenas um meio para atingir um fim.

Carne para canhão.

Nada mais. [Read more…]

Pedro Pinto mostrou-nos o CH como ele é

O líder parlamentar do CH, Pedro Pinto, mostrou por estes dias ao país porque é que o seu partido é muito mais que radical: é extremista.

Extremista, violento e perigoso.

Quando alguém com as responsabilidades de Pedro Pinto vai à televisão dizer que “Se calhar, se [os polícias] disparassem mais a matar, o país estava mais na ordem.”, está a dizer-nos outras coisas, para lá da clara apologia da violência que deve ser sujeita à avaliação urgente dos tribunais.

Está a dizer-nos que:

  1. Os polícias podem aplicar sentenças de morte.
  2. O Estado de Direito e a Democracia são irrelevantes para o CH.
  3. Tem um entendimento de “ordem” exactamente igual ao de Putin ou Xi.

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A liberdade que os gurus de André Ventura têm para nos oferecer

Qualquer semelhança com uma distopia inspirada nos regimes nazi ou soviético não é pura coincidência.

Birds of a feather, hate together

Os populistas e os fascistas de André Ventura uniram esforços com os nazis de Mário Machado. Por esta é que ninguém estava à espera.

CH, um partido pró-vida que discrimina bebés

Que o CH é um partido dado às mais variadas punições e crueldades, já se sabia. A sua natureza autoritária e iliberal não dá para camuflar.

Que propôs, na Assembleia Regional dos Açores, que crianças caiam para o fundo da lista de espera de acesso à creche gratuita, caso os pais estejam no desemprego, não surpreende. Punir os mais fracos está no ADN de um partido financiado por multimilionários.

Que o PSD alinhe nisto, diz tudo sobre o fim trágico que espera o partido na barriga da extrema-direita. Como de resto tem acontecido a outros PSDs por essa Europa fora. [Read more…]

A escolha pró-Kremlin de André Ventura

André Ventura escolheu António Tânger Corrêa para cabeça de lista do seu partido às Europeias de Junho.
Trata-se de um antigo diplomata, com um histórico que inclui o recebimento de “prendas” em funções – uma delas foi um veleiro, não estamos a falar de caixas de robalos – e a gestão irregular das finanças da Embaixada Portuguesa em Vilnius, que Ventura foi buscar ao “sistema” que diz combater.
Mas o mais interessante aqui não é mais esta prova provada da desonestidade da narrativa do partido de André Ventura. É o facto de Tânger Correia ter subscrito a teoria de que os responsáveis da invasão russa da Ucrânia são… os ucranianos.
Sendo conhecedor das posições de Tânger Correia sobre a invasão da Ucrânia, alinhadas com a narrativa do Kremlin, André Ventura não hesitou na sua escolha. Isto num quadro em que a situação actual na Ucrânia representa uma das principais ameaças existenciais à sobrevivência da UE.
A outra ameaça é o próprio grupo parlamentar de Ventura em Bruxelas, que congrega a ala dura dos eurocépticos, alinhados com o trumpismo isolacionista, que pretende deixar a Ucrânia à sua sorte e, por conseguinte, o Báltico e os Balcãs em pânico.
Estranhamente, a imprensa que Ventura acusa de perseguir o seu partido não o confronta com estes factos. Dá uma entrevista por dia e não há um jornalista que tenha a coragem de lhe perguntar se está alinhado com a sua família política europeia na cruzada pela destruição da União Europeia.
Uma vítima do sistema, coitado.

Legislativas 2024 – Sosseguem: isto ainda pode piorar

Nada ficará decidido hoje.

E será interessante perceber o que farão os protagonistas nos próximos dias.

O PS não quer acordos com o CH.

Montenegro disse que “não é não”.

Ventura já se fez à AD e até avisou, há dias, que tinha amigos no PSD. Apesar de se referir ao partido como “prostituta”.

Problema: se PS e AD se entenderem, a oposição fica entregue ao CH. E isso fará com que o CH cresça ainda mais.

Outro problema: se a AD fizer um acordo com o CH, perde a face e será penalizado no futuro.

Terceiro problema: o PS até pode ganhar, mas não tem ninguém com quem se entender.

Tenho o pressentimento que teremos novas eleições em breve.

Por isso sosseguem: isto ainda pode piorar.

Vá lá que o ADN não elegeu um chalupa. Mas faltou pouco.

 

Foi você que perdeu um cérebro?

Pensei que fosse gozo, mas é mesmo verdade: no Twitter, André Ventura garante que a sede do CH foi atacada por activistas climáticos, sem apresentar uma única prova, acusando-os de atacarem o seu gato. O tweet vem acompanhado com uma foto do gato com uma mancha verde de meio centímetro de diâmetro.
Pior: há pessoas, com cérebros, que acreditaram nisto.

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Mulheres: um voto em André Ventura é um voto contra os vossos direitos

Dia Internacional da Mulher.

O dia perfeito para recordar que o partido de André Ventura tem militantes que defendem a remoção dos ovários das mulheres que recorrem à IVG.

Entre outras ideias que visam reduzir a mulher ao papel que teve durante o Estado Novo: uma subalterna do marido ou do pai, submissa, na cozinha, sem carreira profissional, de pernas abertas sempre que o homem quiser.

Sem levantar ondas.

Calada e obediente.

Ou, regressando ao léxico fascista do Estado Novo, “recatada e do lar”.

Mulheres: um voto em André Ventura é um voto contra os vossos direitos. [Read more…]

Breaking: André Ventura recruta cabeça de lista num prostíbulo

Rui Cristina, o político sorridente que surge nesta foto com André Ventura, é o cabeça de lista do CH por Évora. Em Janeiro, era deputado do PSD, o partido “do sistema” que Ventura apelidou recentemente de “prostituta”. Quer isto dizer que Ventura recruta cabeças de lista em prostíbulos?

Who’s the whore now?

Admitam: os imigrantes fazem mais falta que o partido de André Ventura

Raro é o dia em que não lido com indianos, nepaleses, brasileiros e pessoas de outras nacionalidades que chegaram à Trofa nos últimos anos, em busca de uma vida melhor.

Vamos sublinhar já esta parte: em busca de uma vida melhor.

Como aqueles portugueses que começaram a sair daqui quando Portugal era uma ditadura fascista. Fugiam de um regime opressor, fugiam da guerra e da miséria. Os mesmos motivos que levam indianos, nepaleses e brasileiros a fugir.

Ao contrário daquilo que afirma a extrema-direita e a direita radical, coro ao qual se juntou recentemente Pedro Passos Coelho, não se registou qualquer aumento de insegurança, ou mesmo da criminalidade, decorrente da chegada destas pessoas ao nosso país.

É falso e é uma canalhice usar este pretexto para atacar os imigrantes.

E é xenofobia também. [Read more…]

André Ventura e as forças vivas do PSD

Do Volksvargas.

André Ventura, o grau zero da credibilidade

Diz-se anti-sistema, mas acobarda-se contra os donos disto tudo.

Diz-se contra as elites, mas é financiado por algumas das maiores fortunas do país.

Diz-se contra corrupção, mas enche o peito para anunciar um vídeo de apoio de Viktor Orbán, um dos políticos mais corruptos da Europa.

Diz-se implacável contra os criminosos, mas tem vários condenados nas suas listas.

Diz-se um homem do povo, mas passou a campanha fechado em salões, longe da rua. [Read more…]

Quem financiou o partido de André Ventura?

O partido de André Ventura, que se propõe limpar Portugal com criminosos condenados nas suas listas, foi notícia por suspeitas fundadas de financiamento ilegal, devido a milhares de euros de donativos cuja origem não é conhecida ou explicada pelo partido.

Querem ver que é desta que se descobrem lá alguns rublos do Putin?