João Sedas Nunes
Num sentido de que o próprio não se terá dado conta, as explicações prestadas pelo Administrador da Ren por volta das 18:30 do dia 28 de abril foram muito esclarecedoras. Ressalto duas afirmações.
- Que o “apagão” resultou de que, à hora do colapso do sistema elétrico, por razões de preço inferior, este importava energia elétrica de Espanha;
- que teria sido e será possível criar redundâncias que prevenissem o “apagão”, mas que tal implica aumento significativo do custo da eletricidade para o consumidor final.
Traduzindo, tudo se resume a opções logístico-operacionais e tecnológicas ditadas pela maximização da rendibilidade económica do sistema empresarial que fornece os serviços de eletricidade. Nem lhe passou pela cabeça que o custo das “redundâncias” fosse absorvido pelos elevadíssimos lucros que o negócio do fornecimento de energia elétrica proporciona – está quieto reduzir os dividendos pagos aos acionistas.
Há empresas que não devem estar no sector privado. No sector energético, é o caso da Ren, como é também o caso da EDP. Trata-se menos de relevar o papel do Estado na vida pública do que de reconhecer que a proteção e promoção de certos bens comuns essenciais não pode estar nas mãos de atores que, por definição, cuidam em exclusivo de interesses privados. A lógica da gestão privada é a da defesa dos interesses económicos dos acionistas das empresas, não dos seus “clientes”.
Quando forem votar lembrem-se de duas coisas:
a) que a visão liberal da economia (mais extremada na IL ou no Chega, mas igualmente prevalente na AD e em parte do PS), na “hipótese mais benigna”, propõe “cegamente” reduzir à função de regulador o papel do Estado na economia;
b) que, por isso mesmo, estruturalmente, se trata da visão que mais favorece episódios de disrupção de serviços fundamentais como o ocorrido ontem.






está quieto reduzir os dividendos pagos aos acionistas
É verdade que a REN paga aos acionistas dividendos muito elevados (em relação ao valor das ações).
Mas isso não é verdade nem da GALP, nem da EDP, as quais pagam dividendos moderados.
De qualquer forma, um dividendo ser alto ou não depende do valor das ações, o qual muitas vezes… não tem nada a ver com o valor dos dividendos.
Houve sites públicos em baixo devido ao apagão. O Estado não investiu em estruturas que permitissem responder à contingência. Também foi por causa das opções económicas e dividendos?
E que tem as calças a ver com o cu?
Está implícito que se as calças fossem públicas estavam sempre limpinhas e caso se rasgassem havia um par sobresselente para trocar. E que só se ficou de cu ao leu porque as calças são privadas
Por acaso, Rui Rocha defendeu a nacionalização da REN num debate, mas imagino que o partido se esqueça disso entretanto.
O facto da REN ser nacional (e devia, tal como as Águas) não implica que não comprasse energia a Espanha, ou estivesse 100% artilhada para este tipo de imponderáveis .
O apito dourado ainda mexe em Braga ao fim de 15 anos
Vale tudo
«maximização da rendibilidade económica do sistema empresarial que fornece os serviços de eletricidade»
Tudo se resume… a que haja quem pague.
A idiotice dominante não é a de acreditar que para formar o preço não são relevantes as decisões sobre os custos; como não se atrevem a dizê-lo, enunciam o caso de outro modo:
Nacionalize-se, e o Estado, na sua gloriosa missão de sacar a quem tenha ou faça algo para ter algo de seu, torna irrelevantes as decisões sobre custos e acomoda os preços independentemente dos custos.
E ficam tão contentes de si…
Ora pois!
Só que, lá na minha terrinha, o povinho tem enunciado o caso de outra maneira:
“Privatize-se, e um Estado Chinês disfarçado de Privado, na sua gloriosa missão rentista de sacar a quem tenha ou faça algo para ter algo de seu, torna muito relevantes as decisões sobre custos reais ou inventados à maneira e atira para cima da clientela forçada os preços independentemente dos custos.
E ficam tão contentes de si na época dos dividendos…”
E diz o povinho, lá na minha terrinha:
“O Chinês a ser bué de mamão e o Menos a dar-lhe razão!”
Diz o povinho. Lá na minha terrinha!
Estimado Salazarento menor
Dizes e eu cito: “o Estado na sua gloriosa missão de sacar a que tenha” .
Isso é estranho porque no tempo do teu Botas o Estado protegia os ricos e poderosos ( Mellos, Champolimoauld, Espírito Santo etc etc) com benesses fiscais e repressão pela sua polícia política (,PIDE/DGS). E claro que a um nazi como tu, essa prática, de proteger os milionários e perseguir os que para comer têm que vender o seu trabalho, é perfeitamente natural.
Os trumpistas e outros que tais não seriam mais claros
Não estimado grunho:
No tempo do Salazar os ricos e poderosos em vez de, como hoje, terem que amamentar uma cambada de chulos arvorados em defensores do bem comum, tinham por missão cumprir bem mais regras do que as que hoje lhes são impostas.
Mas como não distingues um quintal de um império, só te escrevo por bem representares a grunhice dominante.
Pois que resposta arrasadora!
Efetivamente, no tempo do Oliveira da Cerejeira os ricos e poderosos distinguiam-se pelo seu ar sério e austero, cumprindo as regras que vinham de Deus, através do Cerejeira do Oliveira, da Pátria, através do Oliveira da Cerejeira e da Família, através da terna e comovente fraternidade que ambos cultivavam e que, por motivos de fertilidade, lamentavelmente, não deixou descendência.
Foi por isso que, nos dias de hoje, os ricos e poderosos fizeram tratamento hormonal e, pelo Menos, passaram a amamentar na ânsia de, por esta via, passarem os seus incomparáveis valores às gerações seguintes, particularmente aos que tiveram o azar de a mãezinha ter secado.
Ficou, aliás, célebre, a generosa mama de uns tais Salgados (assim chamados, segundo a imprensa, pelo específico sabor do leite) que, lamentavelmente, terá secado a partir do momento em que alguns dos mamões mudaram de amamentador, tendo o Salgados aproveitado as grandes mamas que possuíam para mamarem de si mesmos , o que terá precipitado a sua queda.
Estimado Salazarento menor
Gostei muitos dos insultos que utilizas por falta de argumentos, parabéns.
Gostei também daquela frase do império, mais aberrante do que o meu amigo, só mesmo um outro iluminado, o sr Trump.
Mas esse é presidente dos USA e pode dizer as bacoradas que quiser.
Realmente o Menos teve o cuidado de escrever “império” sem maiúscula. Fugiu-lhe o teclado para a verdade!
Até porque foi o Oliveira da Cerejeira que nunca pôs os pés no “império” e se limitou a andar de quinta em quinta: de São Bento para Santa Comba, de Santa Comba para São Bento, e daí para Santa Comba, e de volta para São Bento, daí para a Quinta da Brejoeira para uma patuscada com um tal Generalissississimo Francu, antes que ele se esticasse e lhe ocupasse a quinta, e volta para São Bento, com passagem por Santa Comba.
E depois a malta é que não distingue.