António Costa ou a cobardia na luta contra os poderosos

Não me custa admitir que António Costa nasceu para governar. Ali é que ele se sente bem. Todos nos lembramos quão desastrosa foi a sua prestação como líder da Oposição, ao ponto de conseguir perder as eleições para um Governo miserável que vinha de 4 anos de Troika.
A constatação deste facto não me leva a sentir maior simpatia por ele. Pelo contrário. Não gosto de António Costa e gosto ainda menos do PS, um Partido que desde o início traiu a sua matriz ideológica. O facto de estar neste momento aliado à Esquerda é puramente circunstancial. Era a única forma que o primeiro-ministro tinha de chegar ao poder e salvar a sua carreira política. Da próxima vez, se necessário for, aliar-se-á ao CDS com o mesmo à-vontade e com o mesmo sorriso cínico de sempre.
Apesar de tudo, ao votar no Bloco, contribuí para a actual solução governativa. Não me arrependo porque, no fim de contas, a alternativa passista seria bem pior. Mas não escondo que esperava muito mais de um Governo que se ancora nos Partidos de Esquerda e que precisa deles para desenvolver as suas políticas.
A política energética e as rendas excessivas da EDP são um bom exemplo. Como é que não se consegue cortar um cêntimo que seja nestas rendas escandalosas? Foi o PS que as criou, é o PS que tem rectificar o erro e acabar com elas. Ou a coragem de lutar contra os poderosos e os grandes grupos económicos esgotou-se toda com a questão dos colégios privados? [Read more…]

此举

中国对葡萄牙共和国大使

我想表达我对你什么与EDP发生的事情担忧
我相信,中国政府将尽一切努力维护尊重葡萄牙人民
最良好的祝愿

EDP

A questão judicial que envolve o presidente da EDP tem dimensão diplomática. O governo da República Popular da China deveria agir em conformidade, de modo a proteger a sua face.

Mexia em dinheiro sujo

Não sei se trata de um verbo ou de um nome.

O presidente executivo da EDP, António Mexia, foi constituído arguido na investigação do Departamento Central de Investigação Criminal e Acção Penal (DCIAP) aos contratos entre o Estado e a EDP sobre rendas garantidas (os chamados CMEC). A notícia, avançada pela TVI e pela SIC Notícias, foi confirmada pelo PÚBLICO e mais tarde pelo próprio DCIAP. [PÚBLICO]

Sei que se trata de uma empresa estratégica para o país, que foi privatizada e que tem uma figura de topo a ser investigada.

O estado a que isto chegou…

Um partido perde eleições e imediatamente um seu ministro salta para a administração de uma grande empresa pública, nomeado pelo governo sucessor. Supostamente a empresa aldraba contas, o ministro da tutela aprova, contribuintes e empresas pagam. Finalmente o ministro consegue um emprego como professor universitário nos USA, não por ter sido convidado pela universidade, mas porque a empresa anteriormente tutelada financiou o curso que a universidade introduziu no seu programa. Lembram-se quem à época dos factos governava Portugal?

Presidente da EDP constituído arguido

Para não perder a face, a China tem três dias para o mandar arrumar os papéis.

É de chamar aqueles que venderam os anéis e os dedos

China recebe em dividendos um terço do que pagou pela EDP. Cedo descobriremos o preço de se ter vendido a REN e outras áreas de soberania.

Cancioneiro mexiano

Eu não quis sodomizá-lo. Ele é que estava de costas.

O palhaço

António Mexia: “A eletricidade não é cara. As casas é que estão mal construídas”

Aranhiços nas cidades

Como saberá quem se dirigir a um departamento de urbanismo, as câmaras municipais são extremamente zelosas quanto aos projectos de construção apresentados pelos munícipes. Concluímos que a EDP e as empresas de telecomunicações devem passar as passas do Algarve para conseguirem aprovar os aranhiços que edificam nas cidades, inclusivamente nas restritas zonas históricas. Se assim não fosse, estaríamos a assumir que estas empresas gozam de uma impunidade que lhes permitiria fazer o que bem lhes apetecesse. E ninguém acredita que isso possa acontecer nas nossas câmaras municipais, pois não?

Deixem o Tua em Paz!

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Filipe Esperança

Se há assunto que tem vindo constantemente para as luzes da ribalta é o recente (ou não) caso da Vale do Tua.
Mas… por onde começar a relatar toda esta patranha de peripécias?
Pelo início, obviamente. Estávamos no final de 1991, e foi já depois de constantes ameaças de encerramento que a CP, mandatada pelo Governo e por uma constante de encerramentos ferroviários desde 1988, decidiu encerrar o troço da Linha do Tua compreendido entre Mirandela e Macedo de Cavaleiros. Basta uma rápida pesquisa no Google para compreender que este infeliz acaso deixou a última porção do troço (Macedo de Cavaleiros – Bragança) completamente isolada da restante rede, sem ligação ferroviária, e com transbordos rodoviários que eram demorados e pouco articulados. Dias depois, um descarrilamento em Sortes viria a ditar “temporariamente” o fim dos comboios na Linha do Tua, entre Mirandela e Bragança. Temporário ou não, a verdade é que foi preciso esperar pelo dia 14 de Outubro de 1992 para que surgisse uma nova “machadada” nesta importante infraestrutura: pela calada da noite, e durante um forte apagão nas comunicações locais, a CP levava (pela via rodoviária) os comboios e carruagens presentes nas Estações de Bragança e Macedo de Cavaleiros, e sob a justificação de que o material precisava de “manutenção”.
Jamais, em tempo algum, os transmontanos duvidariam da palavra da CP ou dos seus responsáveis… mas a verdade é que o comboio não regressou a Bragança. [Read more…]

Mário Ferreira está equivocado

comboio-machu-picchu Carlos Almendra Barca Dalva

Profundamente equivocado. Profundamente.

Honrou-me com dois minutos do seu tempo o empresário da área do Turismo Mário Ferreira, num comentário deixado à carta aberta que ontem lhe dirigi.
Li-o com atenção, com muita atenção.
E permita-me dizer-lhe: está equivocado em quase tudo quanto diz. Quase tudo.

Novamente, vamos por partes?

A sua primeira frase, curiosamente, é a pura das verdades:
“O importante é que visitem o Tua, falem bem ou mal estou todos a falar…”

É verdade: há já cerca de uma década que a linha do Tua passou a fazer parte do quotidiano noticioso de Portugal. A par da linha de Sintra e de Cascais, é mesmo a via férrea de que os portugueses já ouviram falar e até sabem onde fica. E, repare, saber os rios, as serras e as vias de comunicação já não faz parte do programa escolar há muitas décadas.
No entanto, a linha do Tua… toda a gente conhece.

“Gostava que me mostrassem as máquinas a vapor construídas em Portugal.”
Ninguém lhe prometeu mostrar máquinas a vapor construídas em Portugal pela razão simples de que, para além de alguns improvisos oficinais, elas nunca existiram. Todas quantas cá circularam foram importadas da Alemanha, de Inglaterra, da Suiça, de França, até mesmo dos Estados Unidos da América (mas sem aquele design piroso). Importadas, modelos de séries comuns ou com as modificações solicitadas pelas empresas da altura. [Read more…]

Carta aberta a Mário Ferreira

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© Mário Ferreira

Carlos Almendra Barca Dalva

Vamos por partes? Vamos.

Parte um: o Vale do Tua só não está hoje classificado como Património Mundial (como aliás, o Douro Vinhateiro e o vizinho Vale do Côa) por obra e desgraça da barragem de Foz Tua, da EDP e dos muitos autarcas a quem a empresa chinesa tem agraciado com mimos. Uma vergonha, todos sabemos.

Parte dois: no muito pouco que vai restar de uma das mais impressionantes vias férreas da Europa, numa fracção dos seus originais 130 quilómetros vai surgir um projecto de “aproveitamento turístico“. Assumimos que a locomotiva diesel que está a ser construída em Inglaterra seria uma réplica da realidade ferroviária de Portugal ou até mesmo de Espanha ou até mesmo da Europa.
Mas não.
O “comboio” que o Mário Ferreira pretende colocar a circular ao longo de 36 quilómetros é uma “cena” (à falta de outro nome) a imitar o Faroeste americanos, como nos filmes de índios e cowboys, tal e como como nos filmes de Sábado à tarde da nossa infância.
O “comboio”  [foto acima] que o Mário Ferreira pretende colocar a circular numa região de particular beleza natureza é uma cópia do mesmo comboio-zinho que circula em parques temáticos como a Disneyland de Paris. Ora veja.

Parte três: na Europa não há nem nunca houve comboios americanos com o aspecto piroso do brinquedo que o Mário Ferreira tratou já de encomendar em Inglaterra. Ponto final.

Parte quatro: na Europa, a começar por Espanha, há largas dezenas de projectos de “turismo ferroviário”, a funcionar em linhas também com serviço comercial ou em linhas desactivadas e afectas exclusivamente ao turismo.
Sabe disso, com certeza.
Também saberá que, por exemplo, no Chemin de Fer de Provence, França, circula uma locomotiva a vapor que circulou na linha do Tua. Peça original de que Portugal abdicou há anos. O mesmo acontece na Suiça, no Chemin de Fer do Jura. Outra locomotiva ex-Portugal. Aqui mais perto, basta visitar o Museu Vasco do Caminho de Ferro. Outra locomotiva a vapor ex-Portugal. E também uma automotora diesel ex-Portugal.

Parte cinco, e era aqui que queria chegar: não há na Europa um único projecto de turismo ferroviário puxado por um comboio de parque de diversões, tal como o que o Mário Ferreira parece estar apostado em trazer para uma via férrea monumental como é a linha do Tua.
Tenha por isso a garantia, Mário Ferreira, que toda a gente irá, de facto, reparar na nova Disneyland, no seu novo “Mundo de Descobertas“. Com um sorriso nos lábios.

(ou isso ou este é um tremendo golpe publicitário)

Adivinha Quem Paga?

barragem_tua_edpmaat_edpExacto, não é António Mexia, não é a EDP.
É você, os seus filhos e os seus netos.
[via maquinistas]

O Embuste no Vale do Tua

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O destino do AMOR” é certamente um slogan que enche de orgulho José Cascarejo, ex-autarca de Alijó, cúmplice da pornográfica barragem do Tua e elevado, claro, à categoria de director da coisa. Aliás, é um slogan que enche de orgulho todos os autarcas do vale do Tua.

E ao prezado leitor do Aventar apresenta-se-lhe a questão: “como se promove um pretenso “parque natural regional” instituído depois de perpetrado o crime que inutiliza metade do vale do Tua? A resposta é fácil: criam-se frases fantásticas, polidas e reluzentes, a puxar à emoção do espaço aberto e livre. A natureza a pulsar quer oferecer-nos o que tem de melhor:

“É a natureza que grita!” (de facto, grita…)
“São os vales, as sombras das frondosas árvores” (serão os milhares de sobreiros e oliveiras cortados por causa da subida das águas?)
“São as águas cristalinas que refrescam o amor” (as águas eutrofizadas, é isso?)

E porque um parque natural, estimará o prezado leitor do Aventar, é algo visual (para lá de sonoro, olfactivo, táctil e emotivo?), qual a melhor imagem possível para promover o vale do Tua?
A resposta tipicamente cascarejana não podia ser outra: uma estrada de terra batida, remotamente africana ou na América selvagem e… um carro.
Um carro vermelho que é para ser ainda mais bonito.
Se o parolismo tinha limites, os mesmos acabam de ser ultrapassados por um carro vermelho.

Não seria de prever, prezado leitor do Aventar, que um parque natural se promovesse com imagens do mesmo parque natural?
Ou tem esta gente bem almoçada medo e pavor de mostrar que o “parque natural regional do vale do Tua” é o que sobra depois do conluio que tem levado a barragem do Tua avante?

E o que dizer do vídeo promocional que consegue a proeza de não ter uma única imagem natural do parque? Porque um vídeo promocional de um parque natural… em animação digital?
Tenham vergonha…

Os invejosos e a ambição nacional

D

Em artigo indignado, publicado no Correio da Manhã, o director da revista Sábado, Rui Hortelão, presenteou-nos com um daqueles clichés que não raras vezes é usado na defesa dos privilégios das nossas santas e imaculadas elites. Não há volta a dar: quem critica obscenidades salariais fá-lo por inveja, por hipocrisia e por falta de ambição nacional. Cambada de bandalhos.

A indignação de Hortelão surge na sequência de uma entrevista dada por António Mexia à Sábado, na qual o entrevistado falou sobre o seu salário de 6800€/dia. E, claro, num país à rasca, vários foram os que se indignaram com os valores, e isso aborreceu o director da Sábado, que fez questão de recordar a plebe que o senhor Mexia está à frente do maior pagador de impostos em Portugal. Porque, como todos sabemos, se uma empresa paga muitos impostos, os seus gestores devem ter um salário estratosférico a condizer. Não concordar com isto é ser invejoso, hipócrita e pouco ambicioso quanto à grandeza de um país que, obviamente, se mede também pelos salários dos gestores das suas maiores empresas. [Read more…]

O profissional da política de corredor

Catroga

Quiçá inspirado pelo episódio opaco e mal explicado do amigo-consultor não-oficial do primeiro-ministro, o eterno Eduardo Catroga encurralou António Costa num evento solidário da EDP para lhe oferecer a sua experiência em consultoria de corredor. Depois de o informar que os accionistas da EDP pretendem uma audição com Costa, Catroga tem esta afirmação fabulosa:

Se você precisar de mim para dar aí alguns entendimentos eu disponho-me a isso.

Um homem disponível. Disponível no passado para dar uma mão na ascensão de Passos Coelho, que decidiu a privatização do que restava da EDP, empresa que, imediatamente a seguir, contratou Eduardo Catroga para administrador, disponível no presente para ajudar António Costa nuns “entendimentos” e, quem sabe, para aquecer uma outra cadeira num conselho de administração qualquer. Um profissional dos corredores, subterrâneos e obscuros, onde a política do compadrio acontece. Há quem lhes chame parasitas.

 

O socialismo, a direita servil e o dinheiro dos outros

CHPT

O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros” dizia Margaret Thatcher, a mulher que, quando morreu, teve direito a um opulento funeral “socialista” orçado em 1,2 milhões de libras e pago precisamente pelo dinheiro dos outros, sem direito à habitual indignação da ala liberalóide com esta injustificada blasfémia despesista.

Ora, para a nossa direita, o socialismo é como o BES. Existe o socialismo bom e o socialismo mau. No segmento socialismo bom temos exemplos tão notáveis como a ditadura angolana e o regime comuno-capitalista de partido único chinês. São socialistas mas, como se portam bem e não alimentam ideias de progresso social, a direita gosta deles e até os mima com alguma ternura. Até porque estamos a falar de malta de cofres cheios com bons tachos para distribuir. Eduardo Catroga que o diga.
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Grandes feitos do governo PSD/CDS

Estado chinês ganha quase €400 mil por dia na EDP. A este ritmo, quanto falta para se acabar o dinheirito da venda? Portugal à frente, sempre.

Distribuição equitativa dos sacrifícios? Qual distribuição equitativa dos sacrifícios?

Roubar cidadão para pagar dívida

Destacados oficiais do ministério da propaganda rasgaram recentemente as vestes por causa de uma proposta do PCP para uma actualização extraordinária de 10€ das pensões abaixo de 5.549,34€, uma medida que custaria, números redondos, cerca de 250 milhões de euros por ano aos cofres públicos. A título de comparação – tendenciosa, não escondo – a “demissão irrevogável” de Paulo Portas provocou perdas na bolsa de Lisboa nove vezes superiores a este valor. É legítimo concluir que os custos da fome de poder do ex-vice-primeiro-ministro seriam suficientes para cobrir esta proposta durante quase uma década. Adiante. [Read more…]

O tacho do pai do Sec. Estado da Energia e a história que se repete até à exaustão

Tacho

Em Abril passado, surgia no Diário de Notícias o seguinte título: “Pai do secretário de Estado da Energia é consultor da EDP“. Até aqui tudo bem, o senhor até pode lá ter chegado fruto das suas competências e experiência, e o facto do seu filho ser o dirigente máximo que tutela do sector não ter nada a ver com isso. Mas esta notícia cita o empresário Manuel Champalimaud, autor da denúncia, que refere que “a EDP soube defender-se politicamente” da Contribuição Extraordinária do Sector Energético (CESE). [Read more…]

Privatizações: a perspectiva de Mariana Mortágua

Paulo Pereira

“O Poder de fazer um apagão no País é a Razão porque a EDP nunca pode ser privada”

O Tribunal de Contas arrasa o processo de privatização da EDP e da REN. Os juízes sublinham que os elevados dividendos anuais das empresas podiam render, no longo prazo, mais dinheiro ao Estado do que a operação de venda. Apontam ainda um conflito de interesses, com consultores a trabalharem para ambos os lados.

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Miguel Relvas, o cabeça-de-lista

To give you an example of the magnitude of the error, to believe that the world is less than 10,000 years old, when in fact we know the world is 4.6 billion years old, is equivalent to believing that the width of North America from New York to San Francisco is less than 10 yards.

Richard Dawkins

***

Através do Jornal de Negócios, fiquei a saber que

A EDP lançou a campanha “Um século de energia”, o único trabalho publicitário realizado por Manoel de Oliveira na sua carreira com oito décadas. Este foi o ponto de partida para a energética lançar um concurso cujo vencedor vai ser premiado com a oferta de 100 anos de energia – electricidade e gás natural.

A EDP, segundo o Público, apresenta a curta-metragem

como “uma obra inédita”, “o último trabalho realizado pelo mestre Manoel de Oliveira”, e que deu origem à “única campanha de publicidade” na carreira do realizador.

Vejamos, então, o contributo desta curta-metragem para a ortografia portuguesa: direção, diretor, projeções, Abril, electricista e hidroeléctrica.

energia

Quanto ao sítio do costume, hoje, não há grandes novidades.

contatar

 

Quem quiser novidades, pode encontrá-las no Diário de Notícias[Read more…]

Dona da EDP bloqueia produtos da Google

Assim se vende a democracia por cá, quando se fecham os olhos à origem do dinheiro.

D’ “Os sítios mais lindos que vi”

O Vale do Tua cantado por quem gosta dele. Requiem por um vale encantado?

No Vale do Tua

os políticos vão nus…

Alternativas, alternadeiras e alternadores

Chema Madoz

Imaginemos alguém numa sala completamente às escuras. Na mão tem uma lanterna acesa. Mas essa lanterna está apenas a meio centímetro da parede. Como se pode adivinhar, esse alguém não vê a ponta de um corno à frente do nariz apesar de ter uma lanterna na mão. Pois bem, este é um exemplo de alguém que pergunta “qual é a alternativa? Que outro caminho existe para sairmos da crise senão empobrecer, cortar, cortar?”

A resposta é tão simples que até dói. Primeiro: dar uns passos atrás. O círculo de luz da lanterna vai ficando maior. Cada vez maior. A sala começa a ganhar os seus contornos, vemos os objectos, os móveis, quase tudo. E se apontarmos a lanterna para o tecto no meio da sala tudo se revela. Simples, não?

Como o Estado foi desmantelado, destruído, para além dos impostos não tem outras fontes de rendimento. Daí o “colossal aumento”. Mas, como não resultou, tivemos o inconsequente corte nos salários e nas pensões. Qualquer merceeiro faria isto. É o método das alternadeiras. [Read more…]

A desobediência que se impõe

Pois é Carla, parece que não é só no preço da electricidade que Portugal lidera o ranking. Aparentemente, também somos líderes no que diz respeito ao preço da gasolina, ultrapassados apenas pela Grécia, Itália e 4 outros pobres países.

Tal como a EDP, a GALP também não se depara com dificuldades financeiras e também distribui dividendos milionários aos seus accionistas, à custa de um preço asfixiante que é cobrado aos portugueses através da imposição de um dos cartéis mais poderosos e protegidos do país.

Como disseste, e bem, “Quando a lei é injusta, a desobediência impõe-se”. Até quando estaremos dispostos a ser submissos? Será que algum dia seremos capazes do nos insurgir verdadeiramente contra a elite que nos comanda? A desobediência impõe-se mas insiste em não sair do armário.

Porto – 13h00 – Rotunda da Boavista

Concentração em frente à EDP em solidariedade com os moradores do Bairro do Lagarteiro.

A escuridão não tapa a miséria

Mais de 100 pessoas, estavam já pela meia noite, à porta do Centro de Emprego de Portimão.

Mais de 100 pessoas estavam já, pela meia-noite de hoje, à porta do Centro de Emprego de Portimão. (daqui)

Podemos apagar a luz para não ver a realidade, podemos dar-lhe voltas e olhar para o país com um milagre económico, como Pires de Lima fez ontem, descaradamente. Podemos ver as gargalhadas da ministra swap no Parlamento e, às vezes, achamos mesmo, mesmo, mesmo que vivemos num país diferente. Mas a realidade é como as baratas, sobrevive a tudo e, mesmo mascarada, entra-nos pela porta dentro com estrondo. [Read more…]