
Rui Cristina, antigo deputado do PSD que o partido de André Ventura foi recrutar ao “sistema”, foi eleito presidente da CM de Albufeira em Outubro. E como prometido, acabou com a mama.
Como?
Garantindo uma boa nomeação para a própria irmã, outrora candidata do sistema pelo PSD, nos quadros da autarquia.
Dir-me-ão: mas os partidos do sistema não fazem o mesmo?
Fazem.
O que vem provar que, a este nível, a nível da tal mama, e do compadrio em geral, nada distingue o CH de PS ou PSD. Com a diferença que Ventura deseja 3 salazares para o país, desejo que, no geral, equivale a encerrar a democracia, instaurar uma ditadura, impor a miséria à maioria, torturar os dissidentes, matar os mais audíveis e entregar o monopólio dos negócios do Estado à elite económica e financeira do país. Em triplicado. Porque, por muitas voltas que se queiram dar, o regresso de Salazar seria igualmente o regresso do regime mais corrupto da história da República.
Não há um populista no mundo que queira “acabar com a mama”.
Basta observar o que fazem, quando chegam ao poder.
Orbán açambarcou a Hungria para si e conseguiu transformar o melhor amigo de infância no homem mais rico do país.
Milei chegou ao poder e ofereceu à irmã, Karina Milei, o lugar de secretária-geral da presidência. E já está envolvida num escândalo de corrupção.
Trump, que ia para Washington drenar o pântano, encheu a Casa Branca de familiares e amigos, aceita subornos de líderes estrangeiros e usou o cargo para ganhar 1,4 mil milhões de dólares, só no primeiro ano de mandato.
Os populistas, extremistas ou radicais, não querem acabar com mama nenhuma.
Querem o seu monopólio.
A sério que ainda não percebeste isso?






Uma coisa podem os do Chega ter por certo: a canalha esquerdalha e tudo o mais que desde há anos lhe aceita a treta, tudo fará para os desacreditar.
Basta ver o chorrilho de cretinices que servem ao Salazar – impor a miséria à maioria, torturar os dissidentes, matar os mais audíveis e entregar o monopólio dos negócios do Estado à elite económica e financeira do país.
Da riqueza que usufruiam em 1928 adveio à maioria a miséria de 1968!
Sempre tenho de conceder como o comuna infiltrado na campanha de Norton de Matos – Mário Soares – chegou todo torcidinho de torturas a 1974!
…
C R E T I N O S !!!
Não, Menos. Isso fazem eles sozinhos, e quando mais poder têm gentinha sem o mínimo interesse em governar que nem sabem fazer de conta, pior corre.
Pois tá bem!
E acerca da mama da mana? Alguma coisinha?
Mário Soares comuna? O senhor que até o socialismo (democrático) meteu na gaveta? Diga-me o que anda a fumar, que devevser material do bom…
Quem milita no “chega” são os puros, os outros, são impuros. O “chega” sempre disse que quer acabar com a corrupção e o compadrio mas nunca ninguém o ouviu dizer que o queria fazer no seu próprio partido. Nisto ele é coerente. O partido “chega” pauta-se pela cartilha salazarista e o que diz essa cartilha? “Quem não é por nós é contra nós” Daí, começar por criar bandos extremistas cuja função é arregimentar sobretudo adolescentes, para fazerem o seu trabalho sujo, porque ainda não sabem distinguir democracia e fascismo. Salazar começou por criar a legião portuguesa e a mocidade portuguesa donde eram recrutados os pides (polícia política) e os “bufos”.
Destes extremistas, o “chega” espera o mesmo.
Espera-se que, quem viveu esse período sinistro, não embarque nos cantos do cisne e ajude a demover os mais incautos para a realidade que eles viveram durante quarenta e oito longos anos.
Nos cargos de confiança política, estou mais ou menos bem com isso. Outros, sim, depende, e não é apenas a Chaga.
Já ajudar os amigos, e a si próprios, é daquelas coisas engraçadas que normalmente só se nota quando chegam à completa falta de vergonha de Rutte, mas infesta o regime de quem tem a opinião “correcta”.
O Chega sempre disse ser defensor da família…
No tempo da Outra Senhora a corrupção ia do mais alto empresário ao mais obscuro funcionário público. Porque os salários eram certos mas miseráveis.
Um guarda fiscal com 20 anos de serviço ganhava 875 escudos mensais em 1969 e, com três filhos e mulher que não trabalhava fora foi para uma casa onde pagava 850 euros de renda.
O amanho ao fim de semana e outros dias de folga de algumas terras do casal e o deixar passar o contrabando asseguravam o resto.
Ainda hoje os funcionários que laboram especialmente em terras do interior do país vêem se a rasca para demover pessoas idosas que insistem mesmo em deixar cinco euros para um café.
Não entendem que só devem o que for devido pelo documento que lá vao pedir, se for devido. Porque foi assim que viveram durante décadas. As vezes o funcionário tem de lhes dizer que será despedido se aceitar.
E miseria era a que se quisesse. Uma sardinha para tres, carne de cavalo e de porco morto de molestia. Havia quem em zonas urbanas criasse porcos no quintal. A galinha só se comia quando ja não punha ovos assim ainda houvesse dentes. Porque a velhice tornava o volatil duro como os cornos e muitas vezes o carvão não era suficiente para o tempo de cozedura necessário para amaciar o bicho.
Leite? Era para tingir o café, adoçado muitas vezes com um rebuçado, se houvesse sorte.
Devia ser por estarem fartos de viver bem que mais de um milhão de portugueses demandou a França nos ajuda 60, boa parte dos quais a salto, num êxodo só comparável na Europa ao irlandês na época da Grande Fome.
E sim, a tortura e a morte eram a sombra que pairava sobre todos e ninguém sabia com quem estava a falar. Pelo que se alguém se queixava da vida estar difícil, como ninguém sabia se estava diante de um provocador havia duas respostas tipo “para mim nunca esteve melhor” e “a minha política e o trabalho” está última mais usada pelos mais afectos ao regime.
Resumindo, Menos, vai ver se o mar da tubarão branco cheio de larica.
De preferência antes do dia 8. Pode ser que encontre mesmo um e seja menos um voto no homem dos três Salazares.
Porque ninguém precisa das desgraças descritas acima em triplicado.
Este meteu a mana a mamar, o que me parece errado. Até faz relembrar o Carlos Cesar que meteu a proxy toda a mamar nos Açores. Ahh, isso não é para se falar