Margaret Thatcher e Eduardo Catroga

O tacho do camarada Catroga dura até acabar o dinheiro do Partido Comunista Chinês. O que felizmente para ele nunca irá acontecer.

Como arranjar um bom tacho

O tacho (ou a panela) de ferro fundido é um objecto de cozinha que alguns se recordam de ver na lareira. Era nele que se confeccionavam as refeições, ao lume que ardia de manhã à noite e em torno do qual muitas vezes as pessoas se reuniam, como ainda hoje algumas fazem em certos lugares distantes. Quando o Fogo fazia as vezes do feicebuque.

Este tacho confere um paladar característico à comida, mais intenso, e tem um cozinhar um pouco diferente dos tachos modernos. Não foi feito, claro está, para as placas de vidro e cerâmica dos tempos actuais, mas para contactar directamente com as labaredas, que ele aprecia particularmente e que usa com grande talento para operar a alquimia dos alimentos e preparar um repasto à antiga. Seja uma majestosa sopa, ou pratos mais sólidos e nutritivos, como o sobrenatural Cozido Barrosão.

Tudo do Tacho de ferro fundido é Ferro (Metal) e Fogo – dois dos cinco Elementos (Movimentos) da cosmogonia taoísta, presentes também em toda a história da Alquimia ocidental. A origem lendária do seu uso humano remonta, na tradição judaico-cristã, à descendência de Caim, o grande civilizador. Lamec (Gn 4,19) teve duas mulheres, Ada e Cila. Cila deu à luz Tubal-Caim, Ancestral e Mestre de todos os que fabricavam instrumentos de cobre e ferro. Também em Isaías (54,16) se referem os Ferreiros no contexto da reconstrução de Jerusalém e sobre eles a palavra do Senhor é:

Sou Eu quem cria o ferreiro que sopra as brasas de fogo e que produz os instrumentos adequados. Mas também criei quem os há-de destruir. Nenhuma arma fabricada contra ti terá sucesso.

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Agência Bofetada

Se João Soares for mesmo para a administração da Lusa, estarão os jornalistas a salvo? Ou sujeitos a levar umas bofetadas caso perturbem a existência do filho varão do eterno monarca socialista? Costa bem que podia ter arranjado um tacho mais condizente com o personagem. Deixá-lo entre jornalistas poderá revelar-se uma péssima ideia.

A história do tacho da esposa do autarca que tirou o tacho ao marido da autora da história

gaia

Não me vou alongar sobre os detalhes de mais um episódio siciliano a sul do Douro. O Bruno já aqui expôs o compadrio (lixos jornalísticos à parte, não façam de nós parvos) e o João Paulo acrescentou algumas informações sobre o jornalismo de sarjeta que impera no rectângulo e sobre a habitual manipulação da opinião pública que se faz sentir nesta fase de pré-pré-pré-pré-campanha. Sim, João, já começa a valer tudo.

Contudo, e porque sou um grande fã da cosa nostra gaiense, quero aproveitar a deixa para dar os meus cinco tostões para o peditório. Curtinho e grosso. Cá vai: a jornalista que faz manchete na capa do Público de há dois dias é ex-mulher de Rogério Gomes, que tinha um belo tacho de administrador na empresa municipal Águas de Gaia, que lhe havia sido dado por Luís Filipe Menezes, apesar da falta de qualificações para o cargo. Quantas vezes escreveu Margarida Gomes sobre o assunto? Zero, claro. [Read more…]

Mais um amigo contemplado por Pedro Tachos Coelho

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No final de 2011, Paulo Portas apresentava no hemiciclo o orçamento do seu ministério – o golpe irrevogável ainda não tinha acontecido e Portas era “apenas” o Ministro dos Negócios Estrangeiros – e anunciava aos parlamentares que, para conter a despesa e a “situação de emergência” em que o país vivia (que apesar da propaganda continua a viver), seria necessário fechar algumas representações. Uma dessas representações era a embaixada de Portugal na UNESCO (Paris), cujas responsabilidades passariam a ser assumidas pelo embaixador português em Paris. Uma medida coerente, que permitia assim uma poupança sem que o qualidade do serviço fosse, entendia o governo, afectada.

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A girl sem experiência bancária que Portas enfiou no Banco de Fomento

O quanto não vale ser militante praticante e, melhor ainda, esposa do homem que elaborou a reforma fiscal tão elogiada por Portas.

Farto de filhos de chernes que sabem nadar

Tacho Laranja

Quando estudava na universidade e ainda cultivava algumas utopias, sonhava vir um dia seria embaixador. Ou qualquer coisa numa embaixada. Um sonho como outro qualquer e, convenhamos, bem mais realista que ser astronauta, chef no Noma ou Jorge Mendes. Porém, sempre que abriam concursos para recém-licenciados estagiarem em embaixadas, uma curiosa coincidência estava presente na esmagadora maioria dos perfis dos felizes contemplados: o seu apelido coincidia com o apelido do embaixador, ou do cônsul ou de outro qualquer alto funcionário da embaixada. Como o meu pai era agente da BT e a minha mãe assistente técnica dos Serviços Administrativos no liceu cá da terra, rapidamente percebi que o meu apelido não era elegível para tão distinto – e bem remunerado – cargo.

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O problema da factura salarial

Passos Coelho tem um problema com a factura salarial. Não há dinheiro e é preciso reduzir a despesa do Estado, congelar progressões de carreira e “flexibilizar” as leis laborais. Há funcionários públicos e professores a mais. Há reformados a mais, cortem-lhes as reformas! Temos que cumprir com as nossas obrigações e pagar a nossa dívida!!!

Claro que depois temos aquelas “excepções“…

Tacho Laranja

 

Zandinga post: Há greves marcadas

Devem estar a pintar posts contra as greves, os grevistas, os sindicatos e os sindicalistas. Era mesmo só isto – foi o momento Zandiga no Aventar.

Oferta de Emprego para a Vera Pereira

Confesso que pensava já ter visto tudo, mas há sempre uma surpresa a caminho.

Então o IEFP divulga uma oferta de emprego com o nome do destinatário?

E, para melhorar a situação o IEFP comenta que foi um:

“lapso registado no procedimento” mas afirma que “a situação identificada é perfeitamente normal”

Eu, tal como a notícia de serviço público da RTP, apetece-me perguntar como é que um candidato faz para poder mudar de nome?

Comecem por visitar uma Conservatória e mudar, então, o nome para Vera Pereira. Têm é que andar depressa para ir a tempo de apanhar a oferta…

Nota (23h): parece que a coisa não é, afinal, o que parece. O diz que disse e o explica sem explicar vai já em várias versões… Até próxima informação fica a informação disponível no Jornal Público.

A "função pública do tacho"

o tacho

Em dia de greve geral, há função pública na rua. Mas qual?

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