Historicamente, os partidos tradicionais de direita que aceitaram alianças com a extrema-direita achavam sempre que os conseguiriam domesticar e conter dentro das instituições democráticas. Uma estratégia que correu invariavelmente mal na Europa dos anos 30 e que, passados 100 anos, continua a correr mal aos partidos que ocupavam o espaço da direita moderada.
Julgando aplicar essa velha cartilha, o PSD assumiu o governo em minoria achando que conseguiria construir uma gaiola dourada para conter o crescimento do Chega e, simultaneamente, beneficiar desses deputados para conseguir a maioria que os portugueses não lhe deram. O que o centro-direita não percebeu é que a armadilha funciona ao contrário: a governação tornou-se a verdadeira gaiola, e o isco é a própria ilusão de estabilidade.
O PSD mantém-se no poder, mas cada votação é um exercício de cativeiro. Nesta aliança enjaulada, a chave da sobrevivência legislativa está no bolso da extrema-direita, que vai abrindo e fechando a porta num jogo calculista de toca e foge. O PSD descobrirá, tarde demais, que a fera controla o ritmo dos seus passos e que, mesmo governando, é Montenegro e o seu governo que estão dentro da jaula.









E eles preocupados com isso, desde que as empresas familiares continuem a facturar e carreiras floresçam com os donos. Tal como Kallas a ir passear à ilha de Thiel.
O que nunca é matéria de reflexão é o saber-se porque o Chega chega onde chegou.
A cambada esquerdalha mantem-se firme na sua fidelidade à ‘doutrina dos coitadinhos’ em tempos em que subsídios europeus se adivinham em extinção.
Fingem esquecer que:
– Ainda há memória de eficazes políticas sociais sem suporte nessa pieguice abjecta.
– O fim do tempo da mama europeia é para todos evidente e meter mãos a obra volta a aparecer como inevitável.
O Chega só aparece como guia por parecer alternativa ao marasmo imbecilizado.
O Chega chegou onde chegou mentido descaradamente e sem uma única solução para o país. Porque se apresentasse soluções para o país, ia a ver-se e não iria ser difference dos outros.
O Chega vive do populismo. Zero alternativa para o país. Sendo claro seguidor das estratégias de Trump, nem é preciso esperar pela eventualidade de chegar ao poder para saber o que traria: arbritrariedade, conflito social e degradação económica.
Só um imbecil mental, passe a redundância, não o vê.
«aparece como guia por parecer alternativa ao marasmo imbecilizado»
O Trump, menos que anunciar politicas, garantia sacudir o wookismo, e cumpriu.
Quanto ao que será feito quando no poder, só se sabe o que faz quem lá está e o que fizeram os que lá estiveram.
Cumpriu? Nunca se viu tanta choradeira por identitarismo do homem branco, agora com versão (pseudo-)judaica, haja os assassinatos pela bófia que sejam precisos – onde nem as crianças de 1 ano se safam, à moda sionista.
«arbritrariedade, conflito social e degradação económica»
Arbitrariedade -> responsabilize-se e dê-se uma margem de arbítrio a quem tenha cargo de mando, e tirem-me desta rede regulamentar em que a ninguém é dado o poder de avaliar carácter e seriedade, em que ‘não julgues e não serás julgado’ parece ser o modus vivendi instituído.
Conflito social -> há 50 anos a propagandear a luta de classes e trazem-me o conflito social como algo a evitar ainda que a custo da tolerância a todo o esterco?
Degradação económica -> não está ela a desenhar-se desde há anos a par do culto a direitos e da omissão de enunciar os deveres deles decorrentes?
Responsabilizar sem julgar é como o sistema de regras internacional, as regras são para os outros.
A luta de classes e o descalabro económico do capitalismo liberal de facto andam à 50 anos de neoliberalismo a tornar-se evidentes, há que distrair a malta para vender o cobre das paredes enquanto há, senão vem outro do clube errado.
Chega onde chegou porque foi levado ao colo como alternativa menos má pelo muito capital que tanto o financia como a comunicação social. E, ao contrário de outros congéneres, nunca vai muito para além disso, sendo um poço de contradições ao serviço dos interesses individuais de cada um, excepto para continuar a legitimar a destruição da vida de quem trabalha para o benefício de muito poucos, cada vez mais estrangeiros, para que adoptem ainda mais o estilo de vida dos amigos de Epstein.
Se isso é inevitável, também o falhanço à moda da guerra com a Rússia ou com o Irão – muito béu béu, muita destruição, e nada a resultar como diz a ideologia.
Pois citando, Menos, mas citando…
“Ainda há memória de eficazes políticas sociais sem suporte nessa pieguice abjecta.”
Pois há! Há memória! Da saudosa era salazaresca em que as políticas sociais permitiram a muito português sentir o cheiro da selva e lhes proporcionou momentos de safari inesquecíveis lá nas áfricas.
Embora, tocados por agentes ao serviço de interesse estrangeiros, tenham preferido umas férias na Riviera Parisiense donde só regressavam a muito custo e a falar gaulês.
Realmente talvez não fossem coitadinhos, mas lá que eram muito mal agradecidos ao Oliveira da Cerejeira que tanto por eles se esfalfou a governar por decretos assinados pela mão da Providência a bem da Pátria e da Família.
Só de recordar essa injustiça até que veem-se-me as lágrimas ao rosto, palavra de honra!
Tadinho…
Pois como canta o povinho, lá na minha terrinha, em homenagem a JgMenos…
“Eis que chegou sorrateiro,
JgMenos, reputado salazaresco.
Ao sentir uma vez mais,
A bunda pintada de fresco”.
Canta o povinho! Lá na minha terrinha! Inspirado em JgMenos!
https://www.jn.pt/justica/artigo/cavaleiro-do-chega-acusado-de-47-crimes-sexuais-contra-menores/18097019
sobre isto é que o menos não costuma falar
Sim, mas o Menos está muito preocupado.
Com a solidão do cavalo. Por dentro daquela máscara de pedra está um coração de manteiga (meio sal).
Até já se ofereceu para levar o cavalo para casa. Tem lá um quarto disponível, com cama de casal. O Menos não brinca, pensa em tudo!
SUBLIME artigo, verdadeiro retrato da realidade que vivemos.